Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Encerramos aqui este liveblog. Pode continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos desta quinta-feira sobre o conflito no Médio Oriente e a ofensiva israelita em Gaza neste outro artigo em direto.

    Dois funcionários da embaixada israelita mortos a tiro em Washington. Suspeito já foi identificado

  • O que se passou até agora

    • O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, admitiu que o seu governo permitiu o financiamento do Hamas pelo Qatar para manter os palestinianos divididos. Em 2018, o Qatar enviava mensalmente 30 milhões de dólares para Gaza, dinheiro que acabava nas mãos do Hamas, com a permissão do governo israelita. Ao comentar acusações anteriores sobre este assunto, Netanyahu classificou-as de “ridículas”.
    • Netanyahu afirmou estar disponível para um cessar-fogo, desde que sejam garantidas condições claras que assegurem a segurança de Israel. Entre estas condições, Netanyahu destacou a libertação de reféns, o desarmamento do Hamas e a saída dos líderes do grupo de Gaza. O primeiro-ministro reforçou que, sem o cumprimento destes objetivos, muitas críticas apenas visam manter o Hamas no controlo de Gaza e que Israel está preparado para assumir o controlo total da Faixa de Gaza no fim do conflito.
    • O Supremo Tribunal de Israel declarou que a demissão do diretor do Shin Bet, Ronen Bar, pelo governo de Netanyahu, foi “ilícita e contrária à lei”. Os juízes destacaram que o processo foi realizado ilegalmente devido a um conflito de interesses do Primeiro-ministro no caso conhecido como Qatargate. A demissão de Bar, decidida em março, gerou protestos significativos por colocar a democracia em risco.
    • A Organização Mundial da Saúde (OMS) e várias organizações criticaram o bloqueio contínuo de ajuda humanitária à Faixa de Gaza. A OMS destacou que nenhum dos seus camiões conseguiu entrar em Gaza, apesar de estarem prontos para o fazer. Críticas vieram também dos Médicos Sem Fronteiras, que acusaram Israel de usar a ajuda como instrumento militar, descrevendo a assistência fornecida como “ridiculamente insuficiente”.

    [A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 1.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]

  • Camiões com ajuda humanitária começaram a distribuir farinha em Gaza

    Os camiões com ajuda humanitária que entraram em Gaza através da passagem de Kerem Shalom nos últimos dias já começaram a distribuir farinha em diferentes padarias da Faixa de Gaza.

    Segundo fontes locais do enclave palestiniano e confirmadas pelo Cogat (organismo militar israelita encarregado de coordenar a entrada de ajuda em Gaza), os camiões começaram a distribuir as suas cargas pelos centros de destino.

    A ajuda humanitária começou a ser distribuída em zonas como Khan Yunis (sul) e Deir Al Balah, Zawaida e Nuseirat (centro).

    As fontes locais indicaram que as padarias de Khan Yunis e das três zonas do centro de Gaza já têm farinha para começar a fazer pão e alimentar uma população sujeita a um bloqueio total de alimentos, combustível ou medicamentos imposto por Israel desde 2 de março.

  • Netanyahu assume que permitiu o financiamento do Hamas para dividir palestinianos

    Na conferência de imprensa desta quarta-feira, o primeiro-ministro israelita revelou que o seu Governo permitiu o financiamento do Hamas para manter os palestinianos divididos.

    “A política que permitiu ao Qatar transferir dinheiro para Gaza foi aprovada por unanimidade pelo gabinete de Segurança. Porquê? Porque queríamos manter divididos o Hamas e a Autoridade Nacional Palestiniana”, explicou, citado pela agência EFE.

    Uma investigação do Shin Bet (serviços secretos internos israelitas) revelou que o Qatar enviava, por mês, 30 milhões de dólares para Gaza (mais 26 milhões de euros) em 2018. Esse dinheiro acabava nas mãos do Hamas, com a aprovação do Governo de Netanyahu.

    Em 2023, em reação a estas acusações, o primeiro-ministro israelita disse que eram “ridículas”.

  • Ex-refém de 11 anos dirige-se a Netanyahu: "Faça um acordo. Isto não pode continuar"

    Emily Hand, ex-refém de 11 anos, falou sobre o momento em que foi raptada pelo Hamas a 7 de outubro e pediu a Benjamin Netanyahu para avançar com as negociações para libertar mais israelitas em cativeiro.

    Num evento, rodeada de imagens de outros reféns, Emily disse, citada pelo Times of Israel: “As fotografias de pessoas à nossa volta não são apenas imagens. Estas são pessoas raptadas em Gaza e algumas assassinadas. Pensem um momento na palavra ‘raptado’. Quem poderia adivinhar que teríamos que dizer que pessoas do nosso próprio país foram raptadas?”.

    Depois, dirigiu-se diretamente ao primeiro-ministro israelita: “Bibi, estou a falar diretamente consigo, faça um acordo já porque isto não pode continuar. (…) Temos que trazer todos de volta”.

    Emily, que tinha oito anos quando foi raptada, acrescentou: “Abrir o frigorífico é um privilégio. Ir dormir na cama é um privilégio. Naquele sábado negro [dia do ataque do Hamas] eu tinha planos com amigos. Mas não, não aconteceu, porque recebi um bilhete de ida para Gaza”.

    Depois de aos dois anos ter perdido a mãe, que morreu com cancro, a criança voltou a Israel para saber que a madrasta (ex-mulher do pai de Emily e mãe de duas irmãs) tinha sido assassinada pelo Hamas.

  • Manifestantes protestam contra Netanyahu durante conferência

    Manifestantes protestaram contra o primeiro-ministro israelita enquanto este discursava numa conferência de imprensa, esta quarta-feira.

    O protesto levou ao corte de uma estrada em Telavive, relata o Haaretz.

  • Israel diz que matou membro do Hezbollah no Líbano

    As Força de Defesa Israelitas, citadas pelo Haaretz, dizem que mataram, esta quarta-feira, um membro do Hezbollah no sul do Líbano.

  • Exército de Israel diz que no último dia entraram 100 camiões de ajuda humanitária em Gaza

    As Forças de Defesa de Israel alegam que no último dia entraram em Gaza 100 camiões com ajuda humanitária, avança o Haaretz.

    Os bens — entre os quais farinha, comida para bebés e equipamentos médicos — foram transferidos para Gaza por ordem do Governo e após inspeção minuciosa do Ministério da Defesa.

  • Netanyahu rejeita críticas da oposição

    Benjamin Netanyahu rejeitou as críticas dos adversários políticos e acusou Yair Golan, seu principal opositor, de “colocar combustível na fogueira do antissemitismo global”.

    Na terça-feira, Golan acusou Israel de estar a caminhar no sentido de se tornar “num estado pária” e acusou o país de “matar bebés como hobby”.

    Para o primeiro-ministro israelita, a oposição faz estas criticas porque “para eles tudo é político” e são capazes de tudo para derrubar o Governo, inclusive mentir sobre soldados e parar a guerra.

    “Estamos aqui, juntos, até à vitória, até ao fim. Lutaremos juntos e, se Deus quiser, juntos venceremos”, rematou, citado pela BBC, antes de dizer que os familiares dos militares repetem-lhe sempre para não parar a guerra.

  • Netanyahu diz que Israel está preparado para acabar com guerra "sob condições claras"

    O primeiro-ministro israelita diz que está preparado para acabar com a guerra “sob condições claras que garantam a segurança de Israel”.

    Para Netanyahu, isso implica a libertação de todos os reféns, o desarmamento do Hamas e a saída dos líderes do grupo de Gaza — ressalva que irá permitir a saída dos moradores da faixa que desejem fazê-lo.

    O primeiro-ministro alega que quem pede a Israel para acabar a guerra antes de serem alcançados estes objetivos, estão a pedir para “manter o Hamas a liderar Gaza”.

  • Israel vai controlar faixa de Gaza no final da guerra, diz Netanyahu

    Netanyahu defende que “no fim” da guerra todo o território de Gaza estará sob controlo israelita e o Hamas será derrotado.

    Preocupado com a necessidade de evitar uma crise humanitária na estreia faixa de terra entre Israel e o mar, o primeiro-ministro israelita detalha um plano com três passos, citado pela BBC:

    1. Levar bens básicos de ajuda para Gaza;
    2. Abrir pontos de distribuição de alimentos por empresas americanas protegidas pelo exército israelita;
    3. Criar uma zona para proteger civis depois de ser assumido o controlo de segurança de Gaza.

  • Irão continua a ser "a maior ameaça para Israel", diz Netanyahu

    Apesar de ter revelado que as forças israelitas atingiu as defesas aéreas iranianas, o país continua a ser “a maior ameaça para Israel”.

    Em total cooperação com os EUA, acrescenta, quer chegar a um acordo que impeça o Irão de ter armas nucleares.

    “O estado de Israel tem todo o direito de proteger-se de um regime que quer eliminá-lo”, acusa.

  • Netanyahu disponível para cessar-fogo

    Benjamin Netanyahu disse que Israel está disponível para chegar a um acordo de cessar-fogo, bem como para a libertação dos reféns.

    Na conferência de imprensa, o primeiro-ministro israelita explicou, citado pela BBC, que pelo menos 20 reféns do Hamas estão vivos e outros 30 estão mortos.

  • Netanyahu defende que Israel "provavelmente matou" o líder do Hamas

    Na primeira conferência desde dezembro, Netanyahu revelou que Israel “provavelmente matou” o líder do Hamas Mohammed Sinwar.

    O primeiro-ministro israelita lembrou que o seu país tem o objetivo “claro e justificado” de derrotar o Hamas. “Estamos comprometidos em alcançar este objetivo”, acrescenta, recordando que o trabalho de Israel “ainda não terminou”.

    Defende que Israel “livrou-se de dezenas de terroristas” e “infraestruturas terroristas” em Gaza e tem “um plano muito bem organizado”.

  • OMS garante que nenhum camião humanitário da agência entrou em Gaza

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) denunciou nesta quarta-feira que nenhum dos seus camiões com ajuda humanitária conseguiu entrar em Gaza, apesar de 68 veículos estarem prontos para o fazer, confirmou um responsável da agência das Nações Unidas.

    “Dois camiões [com ajuda de outros atores humanitários] puderam entrar na terça-feira e três outros tiveram o acesso negado, mas nenhum da OMS pôde entrar em Gaza até agora”, disse o diretor de Emergências Humanitárias da organização, Mike Ryan, num debate sobre a situação sanitária nos Territórios Palestinianos.

    A população da Faixa de Gaza aguardava nesta quarta-feira desesperadamente a distribuição de ajuda humanitária, à medida que aumenta a pressão internacional sobre Israel, acusado de só permitir a entrada no território palestiniano de uma ínfima parte do apoio necessário.

    O relato foi feito pela agência de notícias France-Presse (AFP) que recolheu testemunhos, via telefone, de habitantes do enclave palestiniano, cenário de uma guerra entre Israel e o grupo extremista Hamas desde outubro de 2023.

  • Alarmes de rockets soam no sul de Israel

    Sirenes de rockets estão a soar na cidade costeira de Ashkelon, no sul de Israel, avança o Times of Israel.

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) dizem que estão a investigar.

  • Estados Unidos e Irão reúnem-se na próxima sexta-feira, em Roma

    O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã anunciou, esta quarta-feira, que a próxima ronda de negociações sobre o acordo nuclear entre os Estados Unidos e o Irão irá realizar-se na próxima sexta-feira, em Roma, escreve o Haaretz.

  • Governo português convoca embaixador israelita em Lisboa após disparos contra diplomatas na Cisjordânia

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros português convocou, esta quarta-feira, o embaixador de Israel em Lisboa após o ataque do exército israelita a uma delegação diplomática, no campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia.

    “Perante este incidente, que põe em causa o Direito Internacional, o Embaixador de Israel em Portugal [Oren Rosenblat] já foi convocado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros”, refere o comunicado enviado à comunicação social.

    O Governo português confirma, ainda, que na comitiva “seguiam mais de 20 diplomatas e representantes de órgãos de comunicação social, entre eles, o embaixador Frederico Nascimento, chefe da missão diplomática em Ramallah, que se encontra a salvo”.

  • Forças israelitas matam segundo membro do Hezbollah esta quarta-feira

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) mataram um comandante do Hezbollah na sequência de um ataque no sul do Líbano.

    De acordo com o Times of Israel, que cita as forças israelitas, o agente era um comandante da força Radwan, do Hezbollah.

    O exército de Israel já tinha feito um ataque na manhã desta quarta-feira que matou um outro agente do Hezbollah, como o Observador deu conta neste liveblog.

  • Decisão de Netanyahu de demitir diretor do Shin Bet é ilícito, decide Supremo Tribunal

    O Supremo Tribunal de Israel decidiu, esta quarta-feira, que a decisão do governo de demitir o diretor do Serviço de Segurança Interna Shin Bet é “ilícito e contrária à lei”, escreve o Times of Israel.

    Os juízes decidiram que o processo de demissão foi realizado ilegalmente, uma vez que o primeiro-ministro israelita tem um conflito de interesses no âmbito do caso Qatargate.

    Em março, Netanyahu, decidiu demitir Ronen Bar, diretor do Shin Bet, provocando protesto em todo o país por estar a colocar em perigo a democracia.

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