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Esquadra da polícia, boa noite.

Boa noite. Desculpe, estou a ligar por causa dos miúdos aqui da casa ao lado. Estão a dar uma festa há horas, está imenso barulho, não sei se é um aniversário, mas eu já não aguento.

É uma denúncia por ruído então, minha senhora?

Sim, é.

Mas já tentou falar com os moradores da casa? Foi lá pedir para baixarem a música?

Eu vivo sozinha. São muitos miúdos, aos berros e a correr de um lado para o outro.

Sente-se ameaçada?

Não sei, mas não pode mandar cá ninguém?

Qual é o seu nome e morada para enviarmos um carro patrulha?

Rita Lopes. Eu vivo na Rua das Alfarrobeiras, número 27. Eles estão na casa ao lado, é o 25. Mas oiça, eles vão perceber que fui eu a chamar a polícia? Que há ali uns miúdos estranhos, estão a vandalizar a casa. Eu tenho medo que eles me façam alguma coisa.

Não se preocupe, minha senhora. Vamos enviar um carro para a rua. Por favor, fique em linha, não desligue. Carro sete, chamo carro sete.

Carro sete à escuta.

Carro sete, queixa de ruído na Rua das Alfarrobeiras, número 25. Possível festa com grupo grande na casa e imediações.

10-4, base. De caminho.

Senhora Lopes, o agente está a caminho. Aguarde dentro de casa.

Base, daqui carro sete. Chegámos à morada da queixa de ruído. Confirma-se a festa, as luzes estão todas acesas e alguns miúdos entraram agora na moradia quando nos viram aproximar. Vamos então procurar o dono da casa, 10-3. Polícia. Polícia! Abram a porta, por favor.

Boa noite.

Recebemos uma queixa de ruído vindo desta residência. Já passou das 11. A música tem de baixar consideravelmente e o volume das vozes também.

Sim, claro, senhor guarda.

Senhor agente. É você o dono da casa?

Não, não sou eu não. Na verdade, eu sou um amigo. O dono é o aniversariante. Quer dizer, na verdade, é o filho do dono.

Muito bem. Pode chamar aqui o aniversariante, que é o filho do dono da casa, então?

Claro, só um instante. Zé! Zé! Oh, Zé! Bom, ele deve estar por aí. Os senhores querem entrar enquanto eu procuro? Zé! Zé, onde é que você está?

Socorro!

O que é isso?

Eu não faço ideia.

Ajudem, ajudem!

Abra a porta! Está a ouvir? Abra a porta.

Não consigo, a porta está trancada.

Afastem-se.

Luísa?

Está bem? O que é que aconteceu?

O Zé. Eles entraram e levaram o Zé pela janela.

"O Zé faz 25" é um podcast de ficção para ouvir em oito episódios. Uma coprodução Coioo Vadio e Observador, da autoria de David Neto e Manuel Pureza. Com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Paulo Calatré, Sara Matos, Rafa Medrado e a minha, Helena Caldeira. A música do genérico é de Arthur Costa. Episódio um: a última dança.

Também nós não sabemos o que aconteceu ao Zé. Afinal, tudo é possível numa história de ficção. Mas sabemos uma coisa: não é impossível viver uma aventura todos os dias sem abdicar do conforto. Foi por isso que criamos o novo Citroën C3 Air Cross, um SUV preparado para tudo, acessível para todos. Citroën C3 Air Cross, ninguém resiste ao conforto.

João, como estás? Disseste para não te ligar e por isso queria provar que consegui não ceder essa tentação e resolvi mandar uma mensagem de voz. Queria saber como está a correr o regresso ao trabalho e dizer que aqui está tudo bem. Dentro do possível, estou bem. Sinto-me ok, acho que pode vir a ser um bom dia Está a ser um bom dia. Era isto. Queria saber se estavas bem e dizer que tenho saudades. Vou tentar não enviar outra mensagem antes do almoço. Não prometo. Beijo grande. Obrigada.

Bom dia.

Bom dia.

O meu nome é João Durães, eu sou o inspetor a cargo deste caso. Como é que está esse hematoma, Luísa? Está a recuperar bem?

Sim, o possível.

É que ainda se nota um bocado, desculpe dizê-lo.

Não faz mal. O gelo ajuda. Fiz alguns exames no hospital, está tudo bem.

Ainda bem. Luísa, eu vou pedir-lhe que me conte tudo o que se lembra da noite da festa. E pense bem, por favor, porque todos os detalhes são importantes.

Olhe, eu nem sei por onde começar, senhor inspector.

Vamos começar pelo princípio então. Há quanto tempo é que conhece o desaparecido, o José Valbom?

Desde o início do ano letivo.

São colegas da faculdade?

Sim.

Do mesmo curso, do mesmo ano?

Não, não somos do mesmo ano. Eu sou caloira, o Zé estava a acabar o curso. Ele está em Gestão e eu estou em Comunicação. Conhecemo-nos nas praxes.

E são próximos? Quer dizer, mesmo só se tendo conhecido há menos de um ano?

Sim, acho que se pode dizer isso. Estivemos umas vezes juntos, mas não éramos propriamente melhores amigos.

Então acha que o conhece bem?

Quer dizer, não o conheço a fundo. Na verdade, não sei se alguém o conhece bem. Eu conheço o Zé como toda a gente da faculdade conhece o Zé.

Toda a faculdade conhece o Zé?

Sim, a faculdade e arredores. O Zé não deixa ninguém indiferente. É um rapaz giro, esperto, super carismático, muito envolvido na associação de estudantes, dux veterano das praxes, muita coisa.

Certo. E a festa no dia de anos dele foi na casa dos pais do José.

Casa de férias. Outro fim de semana.

E por ser um rapaz popular, convidou toda a gente para o seu aniversário.

Eu acho que não houve propriamente um convite formal. A informação corre rápido. Acho que o Zé enviou uma mensagem de voz a avisar da festa ao círculo mais próximo e depois a mensagem propagou-se.

E a Luísa recebeu essa mensagem?

Não. Recebeu uma amiga minha que me enviou.

Mas têm os contactos um do outro. A Luísa e o Zé.

Sim.

A que horas é que chegou ao local?

Não sei. Acho que cheguei pouco antes da meia-noite. Lembro-me porque pouco tempo depois de chegar começaram a cantar os parabéns. Para não cantarmos no dia seguinte.

O que é que fez na festa, Luísa?

O que é que eu fiz?

Sim, como é que passou o seu tempo?

Sentámo-nos em círculo a fazer macramé. O que é que acha que fizemos?

Não sei. É por isso que lhe estou a perguntar.

Senhor inspector, não imagina o que acontece numa festa de miúdos da faculdade. Não vê nos filmes? Dançámos, bebemos, rimos. Sei lá, o normal.

Drogas?

Havia drogas, não digo que não.

Havia drogas. Sabe, o relatório do caso diz que havia droga dentro da sua mala, encontrada pelo agente que foi chamado à casa.

Sim, mas eu expliquei que isso tinha uma razão de ser. É o que me dão no tratamento para uma perturbação alimentar.

Certo. E em que momento da festa é que iniciou a confraternização com o José?

Confraternização?

Eu não sei como é que quer que ponha a questão, mas se calhar eu relembro-lhe que foi encontrada nua no quarto dos pais do aniversariante e que foi a última pessoa a vê-lo antes de ele desaparecer.

Então, cruzámo-nos na sala onde estava toda a gente a dançar. Eu estava com as minhas amigas e ele veio meter-se connosco e começou a dançar junto a mim.

Sabes que há multa para quem deixa o aniversariante maluco. Se dançares assim não te escapas, virá castigo.

É sim? Está tudo mas é em festa. Parabéns, Zé.

Obrigado, Luísa.

Pensaste naquilo que eu te pedi?

Ainda não tive tempo.

Sabes que não é uma coisa que demore propriamente muito tempo a fazer, Zé. Nunca tinha vindo à casa dos teus pais?

É fixe, não é? É a casa de férias ou de fim de semana. É mais o meu pai que a aproveita.

E Não me queres mostrar o resto da dança? É que eu tenho uma prenda para ti.

Tens a certeza?

Se eu tenho a certeza que quero que vamos para o quarto? É essa a pergunta. Sim.

'Bora.

E ficou admirada com o convite do Zé para irem para o quarto?

Sinceramente, achei estranho ele dizer-me isso. Não o convite em si, mas por ser a sua festa, estava lá tanta gente, ele era o centro das atenções. Na verdade, isso acontece todos os outros dias do ano também.

E depois, Luísa, dirigiram-se logo para o quarto?

Sim.

E quem é que trancou a porta à chave por dentro?

Foi o Zé.

Porque é que estás a fechar a porta, Luísa?

Porque eu não quero que ninguém nos encontre.

Ah!

Então, já tiveste tempo para pensar?

Pensar? Em quê?

Foda-se. No vídeo.

Eu já apaguei o vídeo, Luísa, já te disse.

Mas eu não confio em ti. Mostra-me o teu telemóvel.

Eu tenho tantos motivos como tu para não ser apanhado com aquilo.

Claro. E para mostrares aos teus amigos, não é?

Isso nunca aconteceu, Luísa. Eu já te disse várias vezes.

Vais arrepender-te tanto do que tu fizeste.

Hã?

Nada. Posso dar-te a tua prenda?

Não era isto?

Sim, mas a ideia era levarmos isto a outro lugar.

Vai ser difícil, com a porta trancada.

Cala-te, estúpido! Outro lugar figurativo. Eu trouxe aqui uma graminha de keta para dividirmos.

Keta? Ketamina? Estás doida, Luísa? Eu já tenho muita merda na cabeça que não combina com isso. Eu estou pedrado desde o almoço.

Zé, anda lá! Estamos aqui, sozinhos. Anda, vamos celebrar o teu aniversário, o teu dia de anos.

Por isso mesmo, eu tenho que voltar lá para baixo.

Mau! Queres ver que tenho que te amarrar à cama?

O que é que aconteceu ao Zé, afinal? O agente que forçou a porta encontrou-a sozinha no quarto, seminua, com essa contusão na face e bastante combalida. No testemunho que deu na altura, fala em três pessoas que entraram pela janela. Quem eram?

Quem era? Não sei, não faço ideia. Tinham máscaras a tapar a cara.

Eram homens, mulheres, altos, baixos? Não reconheceu ninguém pela voz?

Não. Não sei, foi tudo rápido, não me lembro de quase nada.

Então conte-me aquilo que se lembra.

Estávamos os dois sentados na cama e de repente o vidro da janela do quarto parte-se todo, estilhaça-se em mil bocados e antes que eu percebesse como é que aquilo tinha acontecido, entraram três tipos encapuçados com as máscaras, que se mandaram logo ao Zé. Um deles empurrou-me e eu caí na cama e bati com a cara na mesa. Acho que não desmaiei. Não me lembro de nenhum deles ter aberto a boca. E o Zé estava tão atordoado com a placagem que praticamente nem resistiu. Levaram-no à força pela janela, por onde entraram. E um deles virou-se para mim antes de sair e pôs o indicador à frente da boca e fez um gesto assim no pescoço, como se me fosse degolar se eu dissesse alguma coisa. E pronto, é isto. A verdade é que gelei. Não consegui reagir.

E nada disto tem a ver com o vídeo?

Qual vídeo?

Nós encontrámos um vídeo no telemóvel do Zé onde se percebe perfeitamente que a Luísa pratica atos sexuais com ele. Sabe do que eu estou a falar?

Sei. Onde é que encontraram o telemóvel do Zé?

No quarto onde a Luísa foi encontrada, estava debaixo da cama. O facto do Zé ter desaparecido não tem nada a ver com este vídeo comprometedor?

Como assim, comprometedor?

Eu imagino que um vídeo onde a Luísa aparece nua a fazer sexo oral ao Zé seria algo que gostaria que desaparecesse.

Eu continuo a não perceber como é que isso é comprometedor. O senhor inspetor começa todas as suas investigações com juízos de valor?

Todas as minhas investigações são assentes em factos, de onde eu e toda a equipa retiramos ilações. Se encontramos um telemóvel de uma vítima supostamente desaparecida com elementos que possam ser considerados incriminatórios, então nós prosseguimos no encalce dessa pista.

Está a dizer-me então que sou suspeita?

Não, nesta fase, nós estamos a entrevistar todas as pessoas presentes na festa ou que sejam próximas do desaparecido para nos ajudar a perceber exatamente aquilo que aconteceu. Portanto, a Luísa diz que entraram três homens encapuçados no quarto, mas na prática foi a última pessoa a ver o Zé com vida. Portanto, sim, é suspeita, naturalmente.

Ok. Boa sorte com isso então. Se o que tem contra mim é esse vídeo, partilho-o eu nas redes. A ver se me ralo.

Claro que nunca faríamos tal coisa. Só um segundo, eu peço desculpa.

Após o sinal, por favor, grave a sua mensagem. Para terminar, desligue o telefone ou marque cardinal para mais opções.

Boa tarde. O meu nome é Joana Magalhães, sou jornalista da SETE. Estava a contactar no sentido de poder marcar uma entrevista com o senhor engenheiro. Já tentei contactar por várias vezes, mas sem efeito. Percebo que tem uma agenda bastante ocupada, mas pedia, quando fosse possível, se entra--

Então?

Rapaz, esquece, estou farta disto.

O que é?

Sabes quando sentes que tens qualquer coisa especial, mas parece que não desata?

Sim, respira, conta.

Eu não te quero contar, porque ainda não estou com o feeling certo para isto. Mas assim, muito rapidamente, que há umas semanas recebi uma chamada meio fora de um gajo a largar-me uma bomba nas mãos.

Uma bomba?

Sim, é daquelas coisas que mete jogo de influências, dinheiro como esterco e umas jogadas sinistras.

Mas olha lá, tu estás aí armada em amiga Olga? Estás aí com os quintos de palavras? Vá, diz!

Olha lá, tu quando tens histórias que metem polícia e o caneco, tu ligas para alguém em especial?

À minha mãe?

Oh! Olá. Diz-me, tens algum contacto daqueles que safam tudo? Tipo, num caso bicudo de polícia que envolve rapto e estas cenas todas?

Rapto?

Não interessa. Ajudas-me lá?

Tenho um bom contacto, sim. Mas para te dar, vais ter me dizer em que é que anda metida.

Eu juro. Olha para mim, eu estou a falar sério. Eu juro que mal tenha a coisa mais ou menos encaminhada, eu conto-te. E diz-me uma coisa, esse teu contacto consegue saber quem é que está à frente dos casos sob investigação?

Joana, não estiques. Essa tua mania de andares a rebentar com tudo, um dia rebenta-te nas mãos.

Obrigada. Yes, maior.

Eu sei.

O Cândido passou-me um contacto bom para chegar ao inspetor encarregue do caso. Lembrete: perceber junto desse contacto se a informação que a PJ tem bate certo com o telefonema que recebi e com a denúncia anónima sobre a família Valbom. Isto, talvez falar com esse dinheiro seja menos fácil do que pareceu ao início. Lembrete: procurar perceber os horários dele para fazer uma visita inesperada. É isso. Esta porra vai virar a meu favor. Vai, vai. Luísa, eu vou fazer-lhe uma pergunta frontal. Houve sexo entre vocês?

Então, não viu o vídeo?

Na noite da festa.

Não, não houve. Por quê?

Estaria disposta a submeter-se a um exame médico para confirmarmos isso?

Espere, não estou a perceber. Por que eu havia de estar a mentir sobre termos tido sexo na noite da festa, se já me viu a fazê-lo no telemóvel do Zé?

Porque eu acho que me está a mentir sobre não se importar com o vídeo. O que quer dizer que me pode estar a mentir sobre outras coisas, incluindo o seu envolvimento no desaparecimento do Zé. Tem a certeza que não quer alterar nada no seu testemunho?

Não. Quer dizer, sim, tenho certeza.

Muito bem. Quem bateu agora à porta foi o meu colega para me entregar estes papéis que eu lhe tinha pedido. O resultado do exame toxicológico que fez no hospital. Não sei se se lembra, mas foi um dos tais exames que fez.

Sim. E depois?

E depois confirma-se a presença de catamina no seu organismo, que à Luísa diz ter sido prescrita para o tratamento que está a fazer para a sua perturbação alimentar.

Sim, podem confirmar com a clínica.

Não, nós já o fizemos. Bate certo. Agora, aquilo que não bate certo são os resultados desses exames com estes exames. Estes papéis chegaram antes e são resultado da análise à substância encontrada na sua mala no dia da festa. Curiosamente, não era catamina, mas era um medicamento com o nome impronunciável de flunitrazepa. É um soporífero forte, usado no tratamento de insônias e como anestésico, ou então como substância para drogar alguém na noite, por ser praticamente invisível e sem sabor. É mais conhecido pelo nome comercial de Roipnol. A minha dúvida prende-se, portanto, com o facto da Luísa andar com esta medicação na mala, porque não faz parte do seu tratamento para a perturbação alimentar, como nós podemos confirmar com a sua clínica, nem se encontrava no seu sangue na noite da festa, como podemos verificar pelas análises. Portanto, não só é naturalmente suspeita por ter sido a última pessoa a ver o Zé com vida, como estes factos lhe complicam a vida.

Acha então que eu queria drogar o Zé por causa do vídeo? É essa a sua teoria?

É uma teoria.

Então eu fico à espera que o encontrem, vivo ou não, para perceberem que eu não tenho nada a ver com isto e que ele não tem nada disso que você diz no sangue. E fico à espera do seu pedido de desculpas.

Quando o encontrarmos, saberemos. Até lá, espero que não tenha planos para sair do país. Voltaremos a entrar em contacto consigo em breve. Muito obrigado pelo seu tempo.

Sinceramente, isto é... Olhe, boa sorte para a sua investigação, senhor inspetor.

Boa tarde. Putos.

Zé, se estás a ouvir isto é porque eu já não quero ter nada a ver contigo. Isto é ridículo.

Não é nada, Lê. Não é não, estava tão bom. Estava ótimo. É um treino, Lê. É um ensaio geral. Não é para você enviar, é para você. Entendeu? É para você se ouvir dizer que você não aguenta mais esse cara. Ok? Vamos lá isso que você vai dizer. Vambora, vá. Outra vez, vambora. Vambora, você consegue, vá.

Zé, meu parvalhão do caralho.

Boa.

Se estás a ouvir isto é porque eu não quero ter nada a ver contigo.

Polícia. Vamos entrar para dentro de casa. Bora, anda.

O "Zé faz 25" é um podcast de ficção para ouvires em oito episódios, produzido pela Coyote Vadio e pelo Observador. Escrito por David Neto e Manuel Pureza, com realização de Manuel Pureza, direção de elenco de Rita Tristão da Silva e direção de som de Jonathan Costa. A sonoplastia e a música do genérico são de Artur Costa. Paulo Calatré é João Durães, Beatriz Godinho é Joana Magalhães, Tiago Teotónio Pereira é Zé Valbom, Madalena Almeida é Guigas e José Raposo é Vicente Valbom. Sara Matos é Inês, Vicente Wallenstein é Delgado e Helena Caldeira é Luísa. Rafael Medrado é Guedes e Cristóvão Campos é Pedro. Carla Maciel é Sofia. Miguel Pires é Cândido. O design gráfico é de Miguel Fraz Cabral. A coordenação do projeto é de João Santos Duarte e Tânia Pereirinha. Obrigado por ouvirem. Voltamos no próximo episódio de "O Zé faz 25", disponível no site do Observador e em todas as principais plataformas de podcasts. E se virem o Zé, por favor avisem.

Este podcast de ficção tem o apoio da Citroën.