Momentos-chave
- Trump quer soldados europeus na Ucrânia para monitorizar cessar-fogo
- Trump discorda "muito veemente" com lançamento de mísseis americanos contra território russo
- Fico: "Enquanto for primeiro-ministro, nunca vou apoiar que a Ucrânia se junte à NATO"
- Rutte: "Rússia está a reconstituir as suas forças muito mais rapidamente do que tínhamos previsto"
- Donald Tusk e Emmanuel Macron consideram que a Ucrânia deve ter papel central nas negociações de paz
- Negociações de paz dependem do cumprimento das exigências russas, diz Medvedev
- Rússia diz que apoia plano de Orbán para troca de prisioneiros e cessar-fogo
- Comissário europeu de energia promete plano para cortar relações energéticas com a Rússia
- Ataques russos matam 1 pessoa e ferem 11, nas últimas horas
- Ajuda militar e humanitária. Chefes da diplomacia de países europeus encontram-se em Berlim
- Reunião do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atómica pedida por Kiev
- António Costa recebido pelo PM britânico para falar sobre crises internacionais
- Sobe para dez o número de mortos em ataque russo contra o sul da Ucrânia
Histórico de atualizações
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Bom dia.
Este liveblog fica por aqui. Pode continuar a acompanhar a guerra na Ucrânia neste outro liveblog.
Rússia lançou ataque aéreo de larga escala contra várias regiões ucranianas
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Bombardeamentos teleguiados da Rússia terão diminuído depois de autorização dos EUA para utilizar ATACMS
Os ataques da Rússia com “bombas aéreas teleguiadas” diminuíram em mais de 50% a sua frequência, desde que os EUA deram a “luz verde” à Ucrânia para utilizar mísseis ATACMS em território russo, de acordo com a Agentstvo, citando relatórios do Estado-maior da Rússia.
Segundo a publicação russa, durante os primeiros 20 dias do mês de novembro, as forças da Rússia terão lançado pelo menos uma centena de bombardeamentos por dia. A partir de dia 20, pouco tempo depois da autorização ter sido concedida, não superaram os 100 lançamentos diários uma única vez.
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Trump quer soldados europeus na Ucrânia para monitorizar cessar-fogo
Donald Trump defende que a Europa deve assumir o papel principal na defesa e no apoio da Ucrânia, admitindo querer ver soldados europeus no terreno para monitorizar um possível cessar-fogo com a Rússia.
Depois de se ter reunido com Emmanuel Macron e Volodymyr Zelensky em Paris, o Wall Street Journal reforça a posição do Presidente eleito sobre a adesão da Ucrânia à NATO, que não é favorável, mas, no entanto, quer que a Ucrânia surja “forte” e “bem armada” de um cenário pós-conflito.
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Biden anuncia novo pacote de ajuda militar para a Ucrânia
500 milhões de dólares (mais de 477 milhões de euros) em munições para HIMARS, sistemas de defesa anti-aérea, drones e veículos de combate. A Casa Branca anunciou esta quinta-feira um novo pacote de ajuda militar para a Ucrânia, apenas 10 dias depois de confirmar o último.
De acordo com a Reuters, a administração de Joe Biden tem ainda mais de 5 mil milhões disponíveis para alocar em apoios a Kiev sem ter de pedir aprovação ao congresso.
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Trump discorda "muito veemente" com lançamento de mísseis americanos contra território russo
“Discordo muito veemente com o envio de mísseis centenas de quilómetros para dentro do território da Rússia. Porque é que estamos a fazer isso? Estamos só a escalar esta guerra e a piorá-la”, confessa Donald Trump, em entrevista à revista Time.
Apesar de uma das suas bandeiras durante a campanha eleitoral ter sido a resolução do conflito nas primeiras 24 horas, a “Pessoa do Ano” admite agora que “a situação no Médio Oriente é mais fácil de resolver do que o que está a passar entre a Rússia e a Ucrânia”.
Nestas declarações, o Presidente eleito dos Estados Unidos da América confirma que não irá abandonar a Ucrânia quando tomar posse em janeiro, afirmando que “a única forma de chegar a um acordo [de paz], é não abandonando”.
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"Apoio russo a Órban é estratégia, não paz"
Pedro Nascimento, investigador de História Militar, diz que a Rússia quer dividir a União Europeia ao apoiar Hungria. Ainda, os “desafios monumentais” que a Síria enfrenta e o papel dos EUA e Israel.
Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.
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Fico: "Enquanto for primeiro-ministro, nunca vou apoiar que a Ucrânia se junte à NATO"
“Enquanto for primeiro-ministro, nunca vou apoiar que a Ucrânia se junte à NATO”, afirma Robert Fico, o chefe do Executivo da Eslováquia.
Em entrevista à Folha de São Paulo, o primeiro-ministro eslovaco, que se considera uma “ovelha negra na família europeia” pelas suas opiniões sobre o conflito, acredita que as sanções introduzidas, “os milhares de milhões de euros para a Ucrânia” e as “muitas armas” não estão a corresponder aos resultados desejados. “Os russos estão a ganhar cada vez mais território, as sanções não estão a funcionar, e a Ucrânia não está mais forte para possíveis negociações”, sublinha.
Robert Fico admite que os esforços da União Europeia afetam apenas a Ucrânia, que “vai perder território e não vai ser convidada para a NATO”. No entanto, Fico demonstra-se favorável à entrada da Ucrânia na UE. “Temos interesse em ter um vizinho estável que entre na UE, para trabalharmos juntos. Não estamos irritados com a Ucrânia, só estamos a dizer que se deixou ser arrastada para algo pelo Ocidente”, esclarece.
Questionado sobre o tipo de fragmentação territorial que pode acontecer num cenário pós-guerra, Robert Fico acredita que “a Ucrânia vai perder um terço do seu território”.
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Rutte: "Rússia está a reconstituir as suas forças muito mais rapidamente do que tínhamos previsto"
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, admite que apesar dos esforços da Aliança para aumentar o arsenal militar da Ucrânia, a “Rússia está a reconstituir as suas forças muito mais rapidamente” do que aquilo que tinham previsto.
Nas suas declarações em Bruxelas, Rutte sublinha que “não existe nenhuma ameaça militar iminente” para os Estados-membros da NATO, mesmo com “ciberataques maliciosos”, “tentativas de assassinato” e “explosões em armazéns” por toda a Europa, que o secretário-geral assume terem sido levadas a cabo por Moscovo.
“O que a Rússia não tem em qualidade, compensa em quantidade — com a ajuda da China, do Irão e da Coreia do Norte”. O antigo primeiro-ministro dos Países Baixos alerta para a elevada produção militar dos aliados de Vladimir Putin, com uma forte menção ao complexo industrial de Pequim, que está a “adquirir sistemas de armamento e equipamento topo de gama, cinco a seis vezes mais depressa do que os EUA”.
Desta forma, Rutte lança pede aos aliados um maior investimento no setor da Defesa, uma vez que “a Rússia e a China estão correr à frente” e a NATO arrisca-se a “ficar para trás”, o que é “muito perigoso”.
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Donald Tusk e Emmanuel Macron consideram que a Ucrânia deve ter papel central nas negociações de paz
O primeiro-ministro polaco e o Presidente francês concordaram que eventuais negociações de paz devem centrar-se na Ucrânia.
Citado pela Associated Press (AP), Donald Tusk defendeu que a “Ucrânia deve estar presente em todas as negociações”.
Emmanuel Macron, citado pela Reuters, afirmou que cabe aos ucranianos definir “as concessões a serem feitas, os pontos a serem levantados”.
O chefe de Estado francês pediu também que a Europa e os Estados Unidos da América se envolvam nas negociações e que os interesses europeus sejam salvaguardados, segundo a AP.
Donald Tusk classificou ainda como “especulação” um eventual envio de soldados polacos para a Ucrânia, quando for acordado um cessar-fogo na guerra.
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Negociações de paz dependem do cumprimento das exigências russas, diz Medvedev
Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, afirmou que as negociações para a paz na Ucrânia dependem do cumprimento das exigências russas.
“Estamos prontos para retomar as negociações com a Ucrânia, mas somente se Kiev reconhecer as realidades locais e as propostas delineadas pelo [presidente russo Vladimir] Putin”, disse Medvedev, na China, citado pela TASS.
A agência de notícias russa recorda que a retirada das forças armadas ucranianas de Donbass e Novorossiya e a não adesão de Kiev à NATO são duas das exigências de Putin para dar início às conversações de paz.
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Xi Jinping apela a maior coordenação com Moscovo para conduzir governação global
O Presidente chinês, Xi Jinping, disse hoje em Pequim ao vice-presidente do Conselho de Segurança russo, Dmitri Medvedev, que os dois países devem “coordenar-se mais” para “conduzir a governação global na direção certa”.
“A China vai continuar a trabalhar com a comunidade internacional para criar condições favoráveis a uma solução política para a crise” na Ucrânia, disse Xi Jinping, numa reunião com o representante russo, que está de visita a Pequim na qualidade de presidente do partido Rússia Unida, informou a agência noticiosa oficial Xinhua.
O líder chinês referiu que Pequim procura “aligeirar a situação [na Ucrânia] o mais rapidamente possível” e sublinhou que “não vai atiçar as chamas do conflito” na Europa.
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Alemanha apoia recuperação da infraestrutura energética ucraniana
A ministra alemã da Cooperação Económica e Desenvolvimento está, esta quinta-feira, em Kiev, para “entregar a ajuda de inverno prometida pela Alemanha”, que visa a recuperação da infraestrutura energética ucraniana.
Numa publicação no X, Svenja Schulze afirma que este apoio “é vital para a sobrevivência das pessoas no inverno”.
Entwicklungsministerin @SvenjaSchulze68 ist heute in Kyjiw, #Ukraine, eingetroffen, um die von Deutschland zugesagte Winterhilfe zu übergeben: „Diese Hilfe kommt an und sie wird dringend gebraucht. Das ist im Winter überlebenswichtig für die Menschen.“ pic.twitter.com/iLq6ruIjsQ
— Bundesentwicklungsministerium (@BMZ_Bund) December 12, 2024
A governante sublinha que muitos ataques russos têm como alvo o sistema energético da Ucrânia, procurando que as “pessoas fiquem no frio, no escuro”.
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Ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol rejeita que a guerra na Ucrânia termine em "24 horas"
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha recusou que a guerra na Ucrânia acabe “em 24 horas”, como sugeriu Donald Trump na recente campanha eleitoral norte-americana.
Em declarações à Reuters, José Luis Albares acrescentou que “na mente de Vladimir Putin” não há “espaço para a paz”
O chefe da diplomacia espanhola acrescentou que, neste momento, a discussão sobre a adesão da Ucrânia à NATO é um assunto secundário e defendeu que o foco deve estar no apoio a Kiev para vencer o conflito.
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Rússia diz que apoia plano de Orbán para troca de prisioneiros e cessar-fogo
O Presidente russo apoia totalmente o plano apresentando pelo primeiro-ministro húngaro para um cessar-fogo no Natal e uma troca de prisioneiros com a Ucrânia, garantiu esta manhã o porta-voz do Kremlin. No entanto, acrescentou, Kiev não estava de acordo.
Segundo Dmitry Peskov, no dia em que a ideia foi apresentada por Viktor Orbán a Vladimir Putin os serviços secretos russos (FSB) enviaram uma proposta à embaixada húngara. O Kremlin considerou que, pela reação pública da Ucrânia ao plano, a resposta era uma rejeição.
“Assumimos que o diálogo para estabelecer a paz vai continuar. O lado russo apoia totalmente os esforços de Orbán para encontrar um acordo pacífico e resolver os problemas humanitários relacionados com a troca de prisioneiros”, afirmou.
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Dimitry Peskov promete "resposta" ao ataque ucraniano com mísseis ATACMS
O porta-voz do Kremlin, Dimitry Peskov, garantiu que a Rússia vai responder ao ataque ucraniano com mísseis norte-americanos ATACMS, na cidade russa de Taganrog.
Na habitual conferência de imprensa diária, Peskov, citado pelo Izvestia, assegurou que a resposta “seguir-se-á definitivamente”, da “forma considerada apropriada”.
O porta-voz recordou a declaração “absolutamente inequívoca e direta” do Ministério da Defesa russo, ontem, a anunciar o ataque e a prometer também “uma resposta”.
Rússia promete responder a novo ataque ucraniano, após Kiev usar armas ocidentais
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Donald Tusk e Emmanuel Macron reúnem-se em Varsóvia
O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, e o Presidente francês, Emmanuel Macron, vão reunir-se, esta quinta-feira, em Varsóvia. A situação na Ucrânia será um dos principais temas de discussão, noticia a Reuters.
Fonte diplomática francesa, citada pela agência, revelou que os dois líderes vão debater soluções para “garantir que a Ucrânia seja capaz de resistir e esteja na melhor posição para negociar (com a Rússia)”.
Em cima da mesa estará também o envio de tropas europeias para a Ucrânia, caso haja um cessar-fogo e um acordo de paz entre a Ucrânia e a Rússia, segundo dois diplomatas citados pela Reuters.
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Comissário europeu de energia promete plano para cortar relações energéticas com a Rússia
O comissário europeu de Energia pretende elaborar um plano para cortar todas as relações energéticas entre a União Europeia (UE) e a Rússia.
Numa entrevista ao Politico, Dan Jørgensen disse que esta ideia é a sua “prioridade principal” e prometeu apresentar o plano nos primeiros 100 dias do seu mandato.
O comissário dinamarquês afirmou que “a UE está a vacilar na sua campanha de vários anos para evitar o combustível russo” e manifestou preocupação com as “crescentes compras de gás natural liquefeito russo pela UE”.
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Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia classifica de "roubo" apoio dado à Ucrânia com recurso a ativos russos congelados
O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo criticou a decisão dos EUA de disponibilizarem à Ucrânia 20 mil milhões de dólares de ativos russos congelados. O governo da Rússia considera que se trata de um “roubo banal”.
Em comunicado, o Ministério defende que em “qualquer Estado que se pretenda civilizado, tal ato é qualificado como roubo cometido no âmbito de uma associação criminosa”.
Os russos acusam ainda a administração Biden de “ignorar o estado de deterioração da economia dos EUA, incluindo a dívida nacional astronómica”.
Afirmam ainda que “a Rússia tem capacidade e influência suficientes para retaliar confiscando os bens ocidentais sob a sua jurisdição”.
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Veículos militares de fabrico chinês transportados para Kursk, relata grupo Atesh
Veículos militares de fabrico chinês foram transportados pelas forças russas para a região fronteiriça de Kursk.
O relato é do grupo de resistência ucraniana Atesh, no Telegram. De acordo com a publicação, os veículos Desertcross 1000-3 podem ser utilizados para “operações de patrulha e reconhecimento, ataques, transporte de carga e evacuação de feridos”.
O grupo acrescenta que as movimentações “podem indicar que as tropas russas estão a preparar-se para operações de ataque e sabotagem na região de Kursk”.
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Ataques russos matam 1 pessoa e ferem 11, nas últimas horas
Vários ataques russos mataram, nas últimas horas, uma pessoa e feriram outras 11, em várias regiões ucranianas.
Esta manhã, em Kherson, um homem de 67 anos morreu num ataque de drone, de acordo, com uma publicação, no Telegram do governador da região, Oleksandr Produkin. Registaram-se ainda seis feridos.
Na mesma rede social, o governador de Donetsk, Vadym Filashkin, informou que os ataques russos feriram três pessoas, na cidade de Pokrovsk, e uma em Novotroitske.
Serhii Lysak, governador de Dnipropetrovsk, anunciou que um homem de 44 anos ficou ferido, na sequência de ataques de artilharia e drones.