Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a guerra na Ucrânia ao longo do dia de ontem, sexta-feira.

    Irão diz que vai dar prioridade a navios que paguem para atravessar o Estreito de Ormuz

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • O que se passou até agora

    • O Irão e os Estados Unidos estão a progredir nas negociações de paz, com um memorando de entendimento a ser preparado como base para um acordo mais abrangente. A possibilidade de assinatura deste memorando na próxima ronda de negociações em Islamabad é vista com otimismo, estabelecendo um prazo de 60 dias para um acordo final.
    • Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, anunciou que o Irão concordou em nunca mais fechar o Estreito de Ormuz e que os EUA continuarão a manter um bloqueio naval até que a transação com o Irão esteja totalmente concluída. E reiterou a proibição a Israel de bombardear o Líbano.
    • O cessar-fogo de dez dias entre o Líbano e Israel entrou em vigor, enquanto esforços diplomáticos continuam na procura de uma solução duradoura para a região. No entanto, o exército libanês acusou Israel de violações deste cessar-fogo, com bombardeios a várias aldeias.
    • O Estreito de Ormuz foi temporariamente reaberto para embarcações comerciais, de acordo com as autoridades iranianas, em linha com o cessar-fogo no Líbano. Contudo, a passagem de embarcações militares permanece bloqueada, e navios comerciais precisam de autorização da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão para transitar.

    Este resumo foi gerado por IA e revisto por um jornalista do Observador.

  • Primeiro-ministro da Austrália garante que país está "pronto" para apoiar segurança no Estreito de Ormuz

    O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou que a Austrália está pronta para apoiar esforços destinados a restaurar a estabilidade e a segurança no Estreito de Ormuz.

    “A Austrália está pronta para apoiar esforços para restaurar a estabilidade e a segurança no Estreito de Ormuz”, escreveu Albanese na rede social X, após participar na cimeira virtual coorganizada por Emmanuel Macron e Keir Starmer.

    Na mesma mensagem, o chefe de Governo australiano alertou para o impacto mais amplo do conflito. “Quanto mais tempo a guerra continuar, maior será o impacto na economia global e maior será o custo humano”, afirmou.

    Albanese acrescentou ainda que os efeitos já se fazem sentir no país. “Os australianos estão a sentir o impacto no abastecimento de combustível e nos preços, e estamos a trabalhar para proteger as famílias do pior”, referiu.

  • Explosões no sul do Líbano após destruição de casas em áreas fronteiriças controladas por Israel, relata a imprensa libanesa

    A imprensa libanesa, citada pela Al Jazeera, relata explosões no sul do Líbano, com alegações de que forças israelitas terão destruído habitações em localidades fronteiriças ainda sob o seu controlo.

  • No Arizona, Trump promete "um novo amanhecer para Cuba"

    No comício no Arizona, Donald Trump voltou a repetir posições já expressas em entrevistas recentes e incluiu também Cuba no seu discurso, prometendo “um novo amanhecer para Cuba” e a prestação de ajuda ao país.

  • Lukashenko: "Trump mostrou ao mundo inteiro que os Estados Unidos da América não são todo-poderosos”

    O Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, afirmou numa entrevista que Donald Trump “mostrou ao mundo inteiro que os Estados Unidos da América não são todo-poderosos”.

    Ao canal russo RT, Lukashenko acrescentou que “se os americanos não conseguiram lidar com o Irão, não se devem meter com a China” — que descreveu como o seu principal inimigo. “Eles nunca conseguirão lidar com aquele tipo de poder”, afirmou.

  • Donald Trump reitera que Estados Unidos vão tomar posse do material nuclear iraniano

    O Presidente norte-americano voltou a insistir que os Estados Unidos vão controlar todo o material nuclear iraniano, depois de oficiais iranianos terem afirmado que esta é uma linha vermelha inaceitável para Teerão.

    “Os EUA vão ficar com toda a poeira nuclear. Sabem o que é poeira nuclear? É aquela substância branca em pó criada pelos nossos bombardeiros b2…Vamos ficar com isso tudo de qualquer forma”, declarou Donald Trump durante um evento no Arizona.

    Ainda assim, Trump insistiu que Washington conseguirá cumprir este objetivo pela via diplomática. “Estamos a dar-nos bem. Mas quem sabe? Com qualquer pessoa, mas com o Irão em particular. Este processo deve avançar muito rápido agora que a maior parte dos pontos já estão negociados. Vocês vão ficar muito felizes”, acrescentou o Presidente.

  • Porta-aviões Gerald R. Ford regressa ao Médio Oriente

    O maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford, regressou ao Médio Oriente e está agora a operar no Mar Vermelho, depois de ter passado no canal do Suez acompanhado por dois contratorpedeiros, avançaram dois responsáveis norte-americanos à Associated Press.

    O Ford passou o último mês ancorado no Mar Mediterrâneo, depois de um incêndio numa das zonas de lavandaria que obrigou o navio a regressar ao porto para reparações. O navio junta-se, assim, ao USS Winston S. Churchill na região.

  • Wall Street fecha em alta e atinge novos máximos com reabertura do Estreito de Ormuz

    A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em alta, atingindo novos máximos históricos, impulsionada pelo anuncio do Irão da retoma da navegação pelo Estreito de Ormuz, e pela possibilidade mais ampla de desescalada no Médio Oriente.

    Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice mais abrangente S&P 500, referência do mercado norte-americano, atingiu um novo máximo de 7.126,06 pontos (+1,20%).

    O tecnológico Nasdaq (+1,52%, para 24.468,48 pontos) também atingiu um máximo histórico pela terceira sessão consecutiva, enquanto o Dow Jones, mais seletivo, subiu 1,79%, para 49.447,43 pontos.

  • Irão e EUA preparam memorando de três páginas para paz em 60 dias

    O Irão e os Estados Unidos estão a ultimar um memorando de entendimento que poderá servir de base para um acordo de paz mais duradouro, confirmam três altos responsáveis iranianos com conhecimento direto das negociações ao The New York Times.

    De acordo com essas fontes, o documento terá três páginas — tal como já tinha sido noticiado pelo Axios — e estabelece um enquadramento geral para o processo negocial, incluindo um prazo de 60 dias para a chegada a um acordo final.

    Os mesmos responsáveis sublinham que existe otimismo quanto à possibilidade de o memorando ser assinado quando as delegações voltarem a reunir-se no Paquistão, numa segunda ronda de conversações que deverá ser agendada nos próximos dias.

  • China estará disposta a ficar na posse do urânio enriquecido iraniano

    A China terá mostrado disponibilidade para acolher os mais de 400 quilogramas de urânio enriquecido iraniano, no âmbito de um acordo de paz. Donald Trump afirmou hoje que as forças norte-americanas iam retirar o material do país e levá-lo para os EUA, mas o Irão opõs-se firmemente à hipótese de abdicar do urânio.

    Pequim terá sinalizado abertura para ficar na posse quer do urânio enriquecido nos níveis atuais, quer em níveis mais baixos com aplicações civis. A informação é avançada pela Associated Press, que cita um diplomata com conhecimento da posição chinesa.

  • Trump: "Assim que o acordo for assinado, o bloqueio terminará"

    Donald Trump garantiu que, assim que for assinado um acordo com o Irão, o bloqueio ao Estreito de Ormuz será levantado: “Assim que o acordo for assinado, o bloqueio terminará”.

    Questionado pelos jornalistas sobre eventuais divergências entre as duas partes, o Presidente dos EUA admitiu essa possibilidade, mas minimizou a sua dimensão: “Pode ser que haja. Se houver, teremos de esclarecer a situação, mas não creio que haja muitas diferenças significativas”, afirmou.

    Ainda assim, Trump destacou um tom otimista nas negociações. “Tivemos algumas conversas muito positivas… As negociações estão em curso. Vão continuar durante o fim de semana — e estão a acontecer muitas coisas boas”, disse, no Arizona.

  • Líderes do Qatar, Turquia e Paquistão reúnem-se para discutir "soluções diplomáticas"

    O emir do Qatar, Tamim Al Thani, o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, reuniram-se hoje, à margem do Fórum de Diplomacia de Antália, para discutir “os esforços internacionais com vista à desescalada e a promover soluções diplomáticas”. A informação foi avançada pelo Executivo qatari num comunicado citado pela Al Jazeera.

  • Nova ronda de negociações entre Irão e EUA marcada para Islamabad na segunda-feira

    Uma nova ronda de negociações entre representantes iranianos e norte-americanos deverá ter lugar em Islamabad, no Paquistão, na próxima segunda-feira. A informação é avançada pela CNN, segundo responsáveis iranianos com conhecimento direto do processos.

  • Trump diz que pode confiar no Irão e nega pagamento de 20 mil milhões de dólares em possível acordo

    Donald Trump diz acreditar que pode confiar no Irão e que um entendimento futuro será alcançado “de forma muito pacífica”, numa entrevista telefónica à ABC News.

    “Acho que eles já passaram pelo suficiente”, disse o Presidente norte-americano. “Acho que já chega para eles. Isso pode acontecer a qualquer pessoa. Até pessoas como tu e eu podem dizer: ‘Já chega’”.

    Além disso, Trump desmentiu as notícias sobre um eventual pagamento de 20 mil milhões de dólares ao Irão, classificando esses relatos como “fake news” e garantindo que Teerão não receberá qualquer montante no âmbito do acordo.

  • Declarações dos responsáveis dos EUA são "contraditórias" e sinal de "desespero e impotência", diz porta-voz do MNE do Irão

    O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baghaei, criticou as declarações de responsáveis norte-americanos sobre o Estreito de Ormuz, classificando-as como “contraditórias” e um sinal de “desespero e impotência”, de acordo com a Al Jazeera.

    Baghaei desvalorizou ainda a comunicação feita nas redes sociais, afirmando que “não devemos ser influenciados pelos tweets da outra parte”. Segundo o responsável iraniano, “as declarações dos responsáveis americanos estão cheias de contradições e mentiras, e isto não é novidade”.

    “A abertura ou o encerramento do Estreito de Ormuz não se decide nas redes sociais, mas sim no terreno”, frisou ainda.

  • Zelensky defende missão conjunta para garantir navegação no Estreito de Ormuz e invoca a experiência ucraniana no Mar Negro

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou hoje à criação de uma missão conjunta para assegurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, defendendo que a experiência de Kiev no Mar Negro pode ser útil.

    Numa intervenção por videoconferência, presidida por França e Reino Unido, Zelensky sublinhou o impacto das decisões em curso: “As decisões tomadas agora relativamente ao Estreito de Ormuz irão determinar a forma como outros atores agressivos encaram a possibilidade de criar problemas noutros estreitos e noutras frentes”.

    Recordando o contexto da guerra com a Rússia, Zelensky afirmou que a Ucrânia “já tinha levado a cabo uma missão muito semelhante no Mar Negro”, onde Moscovo tentou bloquear a navegação.

    “A Rússia também tentou bloquear o nosso espaço marítimo e temos experiência na escolta de navios mercantes, na remoção de minas, na defesa contra ataques aéreos e na coordenação geral dessas operações”, acrescentou.

  • Pentágono treina há 20 anos os cenários no Estreito de Ormuz

    Especialista Ana Cavalieri explica que condicionamento do estreito como arma não é novidade, nem para o Irão nem para os EUA. “Fazem blind games” há duas décadas. Ouça aqui o novo Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    Pentágono treina há 20 anos os cenários no Estreito de Ormuz

  • Líbano denuncia ataque israelita que matou uma pessoa, numa violação do cessar-fogo

    Um ataque israelita matou uma pessoa e feriu outras duas, depois de ter atingido uma mota e um carro no sul do Líbano esta sexta-feira, relatou o Ministério da Saúde libanês. O ataque, que não foi reconhecido pelas forças israelitas, aconteceu já depois da entrada em vigor do cessar-fogo, representando, portanto, uma violação da trégua.

  • Irão nega transferência de urânio enriquecido para os Estados Unidos

    O Irão mantém a sua linha vermelha no que toca ao seu programa nuclear e à manutenção das suas reservas de urânio enriquecido. A posição foi sublinhada pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, horas depois de Donald Trump ter dito à Reuters que as forças norte-americanas iam transferir o urânio enriquecido para os EUA.

    “O urânio enriquecido é tão sagrado para nós como o solo iraniano e não vai ser transferido para lado nenhum em nenhuma circunstância”, declarou Esmaeil Baghaei, citado pela agência noticiosa Tasnim.

1 de 5