Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Donald Trump anunciou que a guerra de tarifas entre os Estados Unidos e a China continua intensa, com os EUA a aplicarem tarifas alfandegárias de 145% sobre produtos chineses, enquanto a China retaliou com tarifas de 125% sobre produtos norte-americanos. A administração Trump mantém-se disponível para negociações com a China para atenuar as tarifas, com o objetivo de impulsionar a indústria norte-americana e reduzir o custo de vida no país. Entretanto, mais de 75 países contactaram a administração Trump para negociar acordos sobre estas tarifas, resultando numa pausa de 90 dias com tarifas recíprocas mais baixas durante este período.
    • A situação económica internacional está a sofrer impactos significativos devido à guerra tarifária iniciada pelos EUA. A União Europeia e seus ministros de finanças estão em discussões sobre como proceder, enfatizando a importância de soluções mutuamente aceitáveis. Emmanuel Macron apelou à união entre os países europeus para lidar com as tarifas injustas de Trump, enquanto a Comissão Europeia estima um impacto negativo no PIB da UE de até 0,6% até 2027, caso as tarifas sejam permanentes.
    • Várias figuras económicas exprimiram preocupação sobre o efeito das tarifas nas economias globais. O presidente da Reserva Federal de Nova Iorque, John Williams, prevê uma aceleração na inflação nos EUA entre 3,5% a 4% este ano devido às políticas tarifárias, enquanto o Banco Africano de Desenvolvimento alerta para as ondas de choque nas economias africanas. Christine Lagarde, presidente do BCE, afirma que a instituição está pronta para atuar de forma a garantir a estabilidade financeira na zona euro.

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  • Encerramos aqui este liveblog. Mas vamos continuar a acompanhar os desenvolvimentos da “guerra comercial” aqui.

    Obrigado por ter estado connosco.

  • Reserva Federal declara-se pronta para estabilizar mercados financeiros

    A Reserva Federal (Fed) está “totalmente pronta” para agir de forma a estabilizar os mercados financeiras, se a instabilidade persistir, garantiu esta sexta-feira Susan Collins, uma dirigente do banco central, em entrevista ao Financial Times.

    Os mercados obrigacionistas e bolsistas têm mostrado sinais de inquietação desde a entrada em vigor das taxas alfandegárias decididas por Donald Trump, que causaram um confronto comercial entre os EUA e a China.

    Collins acrescentou que qualquer eventual, reação da Fed vai depender das “condições observadas”.

  • México mantém esperança de conseguir aliviar as tarifas impostas por Trump

    O ministro da Economia do México acredita ser possível que as negociações com os Estados Unidos da América tenham um final feliz. Depois de se ter reunido com o Secretário do Comércio norte-americano, Marcelo Ebrard admite um cenário de sucesso com o levantamento — ou, pelo menos o alívio — das tarifas impostas por Donald Trump.

    “O Secretário [Howard Lutnick] disse-me: A vossa Presidente tem feito um bom trabalho. E nós respeitamos o México e queremos que se saiam bem”, recorda o membro do Executivo mexicano. “Se perseverarmos e se formos prudentes — firmes mas prudentes — continuaremos a avançar”, continua Ebrard, citado pelo New York Times.

  • Cotação do Brent para entrega em junho sobe 2,26% para 64,76 dólares

    A cotação do barril de crude Brent para entrega em junho terminou esta sexta-feira no mercado de futuros de Londres em alta de 2,26%, para os 64,76 dólares.

    O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, finalizou a sessão no International Exchange a cotar 1,43 dólares acima dos 63,33 com que encerrou as transações na quinta-feira.

    O Brent conseguiu terminar a semana em tom positivo, depois de o secretário da Energia dos EUA, Chris Wright, ter dito que poderia deter as exportações de petróleo iraniano, como parte da sua política de pressão máxima sobre o Irão, a propósito do programa nuclear deste.

    “Podemos rastrear os barcos que saem do Irão. Sabemos para onde vão. Podemos deter a exportação de petróleo do Irão”, disse Wright.

    Por outro lado, os investidores continuam muito pendentes do desenvolvimento da guerra comercial lançada por Donald Trump, depois de este ter anunciado uma pausa de 90 dias na aplicação das taxas alfandegárias aos países que não aplicaram represálias contra os EUA. Como a China as aplicou, Trump decidiu agravar as taxas alfandegárias para 145%.

  • O que se passsou até agora

    • A China anunciou um aumento das tarifas sobre os produtos norte-americanos de 84% para 125%, em resposta às tarifas impostas pelos EUA. Pequim apela a Washington para cancelar as tarifas recíprocas, reforçando a necessidade de proteger os interesses nacionais, ao mesmo tempo que prescinde de aplicar tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos.
    • A administração de Donald Trump mantém-se aberta a negociações com a China para discutir a redução ou mitigação das tarifas impostas, que já alcançam 145%. A intenção é impulsionar a indústria norte-americana e reduzir o custo de vida, apesar da justificação do governo dos EUA de que ao serem atacados, devem responder com maior força.
    • A Casa Branca confirma que mais de 75 países estabeleceram contacto para negociar acordos sobre as tarifas anunciadas no início do mês, resultando numa pausa de 90 dias em que as tarifas recíprocas serão mais baixas. Atualmente, mais de 15 acordos aguardam assinatura, prometendo soluções individualizadas para cada país envolvido.
    • A União Europeia garante que todas as opções permanecem em cima da mesa em relação às tarifas. Embora haja uma suspensão mútua de tarifas entre os EUA e a UE por 90 dias, o comissário europeu de economia alerta que, se não forem alcançadas soluções aceitáveis, a UE avançará com um novo conjunto de medidas aduaneiras como retaliação.

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  • Banco Africano de Desenvolvimento diz que países africanos vão sofrer “ondas de choque” com tarifas dos EUA

    O presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Akinwumi Adesina, disse esta sexta-feira que as tarifas impostas pelos Estados Unidos “vão provocar novas ondas de choque” nas economias africanas.

    Adesina, que discursava numa cerimónia de graduação universitária na Universidade Nacional Aberta da Nigéria, em Abuja, alertou para a redução do comércio e o aumento dos custos do serviço da dívida dos países africanos.

    As suas declarações surgem depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter abalado os mercados globais ao impor e depois retirar uma série de sobretaxas aduaneiras nos últimos dias.

  • Casa Branca: Trump mantém-se disponível para negociar com a China

    Ainda em conferência de imprensa, Karoline Leavitt admite que Donald Trump está disponível para negociar com a China a redução ou mitigação das tarifas impostas, que já atingem os 145%.

    Sobre a retribuição do aumento sucessivo destas taxas contra Pequim, a porta-voz diz que “o Presidente já deixou claro que quando os Estados Unidos levam um soco, dão outro de volta com ainda mais força”.

    “Não podemos estar dependentes de países como a China se quisermos que o nosso país seja forte e rico”, continua Leavitt, reforçando que o objetivo das tarifas é o impulsionamento da indústria norte-americana e reduzir o custo de vida no país.

  • "Os telefones não param de tocar para fazer acordos", garante a Casa Branca

    “Mais de 75 países contactaram a administração Trump”, confirma a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em conferência de imprensa, garantindo que “os telefones não param de tocar para fazer acordos” sobre as tarifas ameaçadas no início do mês.

    “Estes países ouviram sabiamente o aviso do Presidente Trump para não retaliarem e, como resultado, foram recompensados com uma pausa de 90 dias e tarifas recíprocas substancialmente mais baixas durante este período, para que possam ser alcançadas potenciais soluções”, continua Leavitt.

    De acordo com a porta-voz, mais de 15 acordos estão atualmente em cima da mesa à espera de serem assinados, e que serão “acordos feitos à medida, de país para país”.

  • UE garante que "todas as opções continuam em cima da mesa"

    Donald Trump levantou as tarifas previstas para os Estados-membros da União Europeia — e em troca o executivo de Von der Leyen retribuiu o favor durante os mesmos 90 dias —, mas o comissário europeu da Economia, Vladis Dombrovskis, garante que “todas as opções continuam em cima da mesa”, após uma reunião com os ministros europeus.

    Citado pela Reuters, Dombrovskis diz que “a imposição de tarifas contra a UE vai contra a lógica política e económica de uma parceria comercial transatlântica profunda e de longa data”, e que continuam a avaliar a resposta mais adequada às medidas de Washington.

    A mensagem foi reforçada pelo ministro das Finanças da Polónia, Andrzej Domański, apelando a uma “resposta coordenada”, “calma” e “ponderada”.

  • Governo alerta para invasão comercial da Europa pela China

    O ministro da Coesão Territorial afirmou esta sexta-feira que, independentemente do futuro da guerra comercial, nada ficará igual e alertou para a possível invasão comercial da Europa pela China.

    “Qualquer que seja o futuro desta guerra comercial agora iniciada, nada ficará igual”, afirmou Castro Almeida, que falava numa sessão dedicada ao PRR, organizada pela Estrutura de Missão Recuperar Portugal, em Lisboa.

    Para o governante, a confiança, estabilidade e previsibilidade ficaram afetadas e mesmo que a guerra comercial não tenha uma relação direta com Portugal, a remanescente tensão entre os EUA e a China terá “efeitos enormes” na Europa.

    “É muito fácil pensar que os chineses vão tentar invadir a Europa do ponto de vista comercial, o que pode ser dramático para o nosso sistema económico”, apontou.

  • Reserva federal de Nova Iorque antecipa que políticas económicas de Trump acelerem a inflação "entre 3,5% a 4%"

    O presidente da reserva federal de Nova Iorque, John Williams, acredita que as políticas económicas adotadas pela administração de Donald Trump vão acelerar a inflação “entre 3,5% a 4%” este ano, em declarações citadas pela Reuters.

    “Dada a combinação do abrandamento do crescimento da força de trabalho devido à redução da imigração e aos efeitos combinados da incerteza das tarifas, acredito agora que o crescimento real do PIB abrande consideravelmente em relação ao ritmo do ano passado, provavelmente para um pouco menos de 1%”, enquanto a taxa de desemprego deverá subir do seu nível atual de 4,2% para entre 4,5% e 5%”, afirma Williams.

  • Trump diz que implementação das tarifas está "a decorrer rapidamente" e "a correr muito bem"

    Donald Trump afirma que a implementação das tarifas está “a decorrer rapidamente” e “a correr muito bem”, numa publicação na rede social Truth. “Muito entusiasmante para a América, e para o mundo”, continua o Presidente dos Estados Unidos da América na mesma plataforma.

  • Wall Street abre mista após forte queda na véspera

    A bolsa de Wall Street abriu esta sexta-feira mista, após a forte queda no fecho de quinta-feira, pressionada pelos receios de uma escalada na guerra comercial entre Washington e Pequim, que anunciou novo aumento das taxas sobre produtos dos EUA.

    Cerca das 14:45 em Lisboa, o industrial Dow Jones ganhava 0,33%, para 39.723,18 pontos.

    Ao mesmo tempo, o tecnológico Nasdaq avançava 0,75% para 16.510,87 pontos.

    No sentido oposto, o S&P 500 recuava 0,34% para 5.250,11 pontos.

  • Adiamento das tarifas por 90 dias deve-se à firmeza da China, diz embaixador em Seul

    O embaixador da China em Seul, Dai Bing, defendeu nesta sexta-feira que a decisão da administração do Presidente Donald Trump de adiar as tarifas recíprocas por 90 dias se deveu à posição firme de Pequim.

    “Não se esqueçam. Se não fosse o resoluto contra-ataque e bloqueio da China, este período de carência de 90 dias não teria existido de todo”, escreveu Dai nas redes sociais, citado pela agência de notícias sul-coreana Yonhap.

    Na mensagem em coreano, o diplomata lembrou, no entanto, que se trata “apenas de uma suspensão de 90 dias”.

    Dai não mencionou a Coreia do Sul e a mensagem foi entendida como a expressão da posição de Pequim no contexto da intensificação da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, segundo a Yonhap.

  • Euro supera os 1,1450 dólares, recorde em mais de três anos

    O euro continuou a tendência ascendente e superou hoje 1,1450 dólares, o nível mais alto em mais de três anos, depois de a China ter aumentado as tarifas sobre as importações dos Estados Unidos.

    A China vai subir as tarifas sobre todos os produtos importados dos Estados Unidos a partir de 12 de abril, de 84% para 125%, em resposta às últimas taxas que Washington aprovou de até 145% sobre os produtos chineses.

    O euro estava a ser negociado a 1,1342 dólares às 11:50 (em Lisboa), depois de ter flutuado num intervalo entre 1,1249 dólares e 1,1471 dólares durante a sessão de hoje, já que a política tarifária do Presidente dos EUA, Donald Trump, geralmente enfraquece o dólar.

    Os receios de que a economia dos EUA entre em recessão desencadearam uma venda de títulos do Tesouro dos EUA e de dólares, aumentando os rendimentos dos títulos e baixando a taxa de câmbio do dólar.

  • BCE sempre pronto para atuar para estabilizar preços na zona euro

    A presidente do Banco Central Europeu (BCE) disse esta sexta-feira que a instituição financeira está “sempre pronta” para, se necessário, atuar para garantir a estabilidade dos preços na zona euro face à ‘guerra’ tarifária iniciada pelos Estados Unidos.

    “O BCE está a acompanhar e está sempre pronto a utilizar os instrumentos de que dispõe — e que, no passado, apresentou os instrumentos e ferramentas adequados que eram necessários — para garantir a estabilidade dos preços e, claro, a estabilidade financeira, porque uma coisa não passa sem a outra”, disse Christine Lagarde.

    Falando no final da reunião informal dos ministros das Finanças do euro, em Varsóvia, a presidente do BCE escusou-se a especificar se isso implicaria continuar a flexibilizar a política monetária ou evitar o choque inflacionista que tais direitos aduaneiros podem desencadear, numa altura em que temem os impactos nas economias da área da moeda única e nos mercados pelas novas políticas protecionistas norte-americanas.

  • Comissão Europeia estima impacto de até 0,6% do PIB na União Europeia até 2027

    A Comissão Europeia estima um impacto económico de até 0,6% no Produto Interno Bruto (PIB) da União Europeia por novos direitos aduaneiros norte-americanos permanentes, que seria cinco vezes pior nos Estados Unidos pela guerra tarifária iniciada pelo país.

    “De acordo com as nossas últimas simulações de modelos sobre o impacto dos direitos aduaneiros nos Estados Unidos, o PIB norte-americano seria reduzido entre 0,8 a 1,4% até 2027, enquanto o impacto negativo na UE seria menor, de cerca de 0,2% do PIB”, começou por dizer o comissário europeu da Economia, Valdis Dombrovskis, em Varsóvia, na Polónia.

    Falando no final da reunião informal dos ministros das Finanças do euro e antes do encontro esta tarde dos governantes europeus da tutela, Valdis Dombrovskis acrescentou: “Se os direitos aduaneiros forem considerados permanentes ou se forem tomadas novas contramedidas, as consequências económicas seriam mais negativas, podendo atingir 3,1% a 3,3% para os Estados Unidos e 0,5% a 0,6% para a UE e 1,2% para o PIB mundial”.

    Ao mesmo tempo, “o comércio mundial diminuiria 7,7% em três anos”, destacou, numa das primeiras previsões de Bruxelas sobre as atuais tensões comerciais transatlânticas, baseadas na taxa de 25%.

  • Taiwan no primeiro grupo para negociar com EUA

    Taiwan faz parte do primeiro grupo de negociações aduaneiras com os Estados Unidos, numa altura em que Taipé procura proteger os exportadores de uma taxa de 32%, anunciou esta sexta-feira o Presidente da ilha, Lai Ching-te.

    “Queremos que todos saibam que Taiwan está na primeira lista de negociações do Governo dos Estados Unidos”, disse Lai a representantes da indústria de máquinas em Taichung (centro-oeste), sem fornecer mais pormenores.

    Lai afirmou que Taiwan recebeu uma reação positiva às contramedidas e aos planos que enviou a Washington.

    “O Governo estará bem preparado para negociar com os Estados Unidos para garantir os nossos interesses nacionais e proteger o desenvolvimento futuro da indústria”, disse, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

  • China diz que EUA têm total responsabilidade pela turbulência económica mundial

    A China disse esta sexta-feira que Washington deve “assumir toda a responsabilidade” pela “turbulência” económica mundial, na sequência da ofensiva tarifária do Presidente norte-americano, Donald Trump, que pune sobretudo Pequim.

    As taxas alfandegárias anunciadas por Washington causaram “graves choques e turbulências na economia global, nos mercados mundiais e no sistema comercial multilateral”, disse esta sexta-feira um porta-voz do Ministério do Comércio chinês.

    Os Estados Unidos devem “assumir total responsabilidade”, salientou.

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