Momentos-chave
- O que aconteceu até agora:
- Israel admite que disparo de um dos seus tanques matou funcionário da ONU em março
- Israel ameaça "lançar ofensiva maior" se os reféns que ainda estão em Gaza não forem libertados
- 50 mortos nas últimas 24 horas na Faixa de Gaza, segundo Ministério da Saúde do território
- Ataque israelita na Cidade de Gaza mata cinco pessoas
- ONU apenas reconhece Autoridade Palestiniana em todo o território palestiniano
- Hamas critica declarações de Presidente da Autoridade Palestiniana
- Ataques israelitas matam 23 pessoas. IDF dizem ter destruído centro de comando
- Ministro israelita de extrema-direita enfrenta protestos na Universidade de Yale
- Haia vai avaliar se Israel é obrigado a permitir ajuda internacional em Gaza
Histórico de atualizações
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O que aconteceu até agora:
- O Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) na Haia irá realizar audiências para determinar se Israel pode legalmente impedir a presença internacional na Faixa de Gaza. Esta decisão surge após as autoridades israelitas bloquearem a operação da UNRWA e proibirem a entrada de ajuda humanitária nos territórios palestinianos, levantando questões significativas sobre as responsabilidades internacionais de Israel e o acesso a assistência humanitária na região.
- Em declarações polémicas, o chefe do exército israelita ameaçou lançar uma ofensiva “maior” em Gaza se os reféns mantidos pelas forças palestinianas não forem libertados em breve. Esta ameaça intensificou um clima de tensão já elevado na região, com as forças israelitas a aumentarem as operações militares no território em resposta à situação dos reféns.
- Nos últimos ataques israelitas na Faixa de Gaza, ocorreram várias fatalidades, incluindo um funcionário búlgaro da ONU morto por disparos de tanque israelita, algo que as forças israelitas admitiram posteriormente ter sido um erro. Este incidente, juntamente com outros ataques que resultaram na morte de dezenas de pessoas nas últimas 24 horas, exacerbam a já delicada situação humanitária no território, levando a crescentes apelos para a interrupção da ofensiva e para a restauração do cessar-fogo.
- A Autoridade Palestiniana, representada por Mahmoud Abbas, recebeu apoio da ONU como a única entidade legítima para governar todo o território palestiniano. Mahmoud Abbas tem insistido na necessidade dos militantes do Hamas, que controlam Gaza, desarmarem-se e libertarem reféns como parte de um esforço mais amplo para retomar o controlo e estabelecer a paz. Esta situação reafirma as divisões internas palestinianas, com o Hamas a criticar publicamente as declarações de Abbas como “insultuosas”.
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Este liveblog fica por aqui. A nossa cobertura do conflito no Médio Oriente ao longo desta sexta-feira será realizada neste novo artigo em direto.
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Israel admite que disparo de um dos seus tanques matou funcionário da ONU em março
A 19 de março, a ONU anunciou a morte de Marin Valev Marinov um dos seus funcionários, de nacionalidade búlgara, devido a uma explosão num edifício do Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projetos (UNOPS) em Deir el-Balah, no centro da Faixa de Gaza, tendo Israel rejeitado responsabilidade pelo sucedido.
No entanto, segundo a BBC, esta quinta-feira, as IDF confirmaram em comunicado que as conclusões preliminares de uma investigação interna apontam para o disparo de um dos seus tanques, lamentando o ocorrido e explicando que os seus oficiais não identificaram o edifício como pertencente à ONU.
“O edifício foi atingido devido à avaliação da presença do inimigo e não foi identificado pelas forças como uma instalação da ONU”, lê-se no comunicado, citado pela emissora britânica.
“As IDF lamentam este grave incidente e continuam a conduzir processos de revisão exaustivos para retirar lições operacionais e avaliar medidas adicionais para evitar tais eventos no futuro. Expressamos o nosso profundo pesar pela perda e enviamos as nossas condolências à família”, lê-se ainda.
O incidente feriu também gravemente cinco outros funcionários da ONU e ocorreu um dia depois de Israel ter renovado a sua ofensiva contra o Hamas, após o fracasso de um cessar-fogo de dois meses.
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Organização para a Libertação da Palestina aprova cargo de vice-presidente, sem nomear candidato
A organização, que para todos os efeitos rege politicamente a Cisjordânia mas não governa Gaza desde que travou uma guerra civil com o Hamas em 2007, aprovou esta quinta-feira pela primeira vez a criação de um cargo de vice-presidente, abrindo caminho para a sucessão do presidente Mahmud Abbas.
A medida é inédita para a OLP, criada em 1964, e serve principalmente para conferir alguma legitimidade à organização perante a comunidade internacional.
Escreve a Reuters que, segundo um comunicado publicado pela agência noticiosa estatal WAFA, 170 membros do Conselho Central Palestiniano, o mais alto órgão de decisão dos palestinianos, votaram a favor da decisão. Houve um voto contra e uma abstenção.
Apesar do cargo ter sido criado, não foi nomeada qualquer pessoa para ocupá-lo, sendo Abbas a figura com a autoridade para atribuir tarefas ao seu adjunto, exonerá-lo do seu cargo ou aceitar a sua demissão.
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Um dos ataques israelitas na Faixa de Gaza atingiu uma esquadra da polícia. Israel fala em centro de comando do Hamas
Do balanço de mortandade ocorrida esta quinta-feira na Faixa de Gaza, 10 das mortes ocorreram na região de Jabalia, no norte, num ataque contra o que era uma esquadra da polícia, informaram as autoridades de saúde locais, escreve a Reuters.
Da parte de Israel, as forças armadas afirmaram, num comunicado aparentemente referente ao mesmo incidente, que atacaram um centro de comando e controlo operado pelo Hamas e pelos grupos aliados da Jihad Islâmica.
Segundo os operacionais israelitas, este espaço era usado pelos militantes islamistas para planear e executar ataques contra as forças israelitas, acusando uma vez mais os grupos militantes palestinianos de explorarem propriedades civis para fins militares.
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Israel ameaça "lançar ofensiva maior" se os reféns que ainda estão em Gaza não forem libertados
O chefe do exército israelita está a ameaçar com uma ofensiva “maior” em Gaza se os reféns que ainda são mantidos em território palestiniano não forem libertados em breve, avança a AFP.
“Se não virmos progressos no regresso dos reféns num futuro próximo, expandiremos as nossas atividades para uma operação maior e mais significativa”, disse o tenente-general Eyal Zamir.
#BREAKING Israel army chief threatens 'larger' Gaza offensive if hostages not freed soon pic.twitter.com/acGdM9jgVS
— AFP News Agency (@AFP) April 24, 2025
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Israel emite aviso de evacuação no norte da Faixa de Gaza
O Exército israelita emitiu esta quinta-feira um aviso de evacuação em Beit Hanoun e Sheikh Zayed, no norte da Faixa de Gaza, pedindo aos habitantes que se retirem antes de atacar estas áreas.
“Em vista das operações de atiradores de elite e das atividades terroristas lançadas a partir da área mencionada contra os militares das FDI [Forças de Defesa de Israel], realizaremos um ataque poderoso, visando a área utilizada para realizar estas operações terroristas”, escreveu o porta-voz de língua árabe do Exército israelita, Avichay Adraee, na rede social Facebook.
O porta-voz atribuiu às “organizações terroristas”, e em particular o grupo islamita palestiniano Hamas, “total responsabilidade pela deslocação e sofrimento dos civis”.
Nesse sentido, a mensagem indicou aos habitantes que “se desloquem imediatamente para oeste, em direção à Cidade de Gaza”, para sua segurança.
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50 mortos nas últimas 24 horas na Faixa de Gaza, segundo Ministério da Saúde do território
Cinquenta pessoas foram mortas nas últimas 24 horas, segundo a última atualização do Ministério da Saúde de Gaza publicada no Telegram.
Os hospitais do enclave palestiniano receberam ainda 152 feridos, informa ainda o Ministério.
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Ataque israelita na Cidade de Gaza mata cinco pessoas
Cinco pessoas foram mortas por um ataque israelita contra um apartamento residencial na Cidade de Gaza, no centro do enclave palestiniano. A informação foi avançada por profissionais de saúde e citada pelo Haaretz.
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ONU apenas reconhece Autoridade Palestiniana em todo o território palestiniano
A ONU defendeu que a Autoridade Palestiniana, que governa apenas em algumas zonas da Cisjordânia ocupada, deve ser a única entidade reconhecida pela organização internacional na Palestina.
O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, comentou assim na quarta-feira a reivindicação feita pelo presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abas, sobre o controlo político da Faixa de Gaza e a necessidade de os islamitas palestinianos do Hamas deporem as armas e libertarem os 59 reféns israelitas que ainda têm em seu poder.
“A Autoridade Palestiniana é a autoridade que reconhecemos em todo o território palestiniano e queremos que os palestinianos possam escolher o seu próprio futuro”, argumentou o responsável das Nações Unidas, defendendo ainda o restabelecimento do cessar-fogo em Gaza para permitir ajuda humanitária.
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Hamas critica declarações de Presidente da Autoridade Palestiniana
O Hamas classificou as declarações de Mahmoud Abbas como “insultuosas”. Ontem, o Presidente da Autoridade Palestiniana — que governa a Cisjordânia — acusou o Hamas — que governa a Faixa de Gaza — de “dar desculpas à ocupação [Israel] para cometer os seus crimes” e apelou à entrega dos reféns.
“Abbas repetidamente e de forma suspeita coloca a culpa pelos crimes da ocupação e da sua agressão contínua no nosso povo”, retorquiu um oficial do Haams, citado pela Al Jazeera. A troca de acusações é mais um capítulo na longa história de tensões entre as forças que governam de forma separada os dois territórios palestinianos.
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Ataques israelitas matam 23 pessoas. IDF dizem ter destruído centro de comando
Os ataques israelitas na Faixa de Gaza esta quinta-feira já mataram 23 pessoas, avançaram profissionais de saúde, citados pelo Haaretz. A maior parte das pessoas foram mortas na Cidade de Gaza e no norte do enclave.
As forças israelitas dizem ter atacado militantes do Hamas e da Jihad Islâmica nessa região, mais precisamente um centro de comando na cidade de Jabalya.
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Israel assinala Dia da Lembrança do Holocausto. Ativistas apontam "responsabilidade na oposição ao genocídio"
Sirenes soaram em Israel, assinalando o início das comemorações do Dia da Lembrança do Holocausto. O resto do mundo celebra esta data a 27 de janeiro — o dia da libertação do campo de Auschwitz-Birkenau –, mas Israel comemora-o segundo o calendário hebreu.
Ativistas israelitas assinalaram o dia colocando cartazes com imagens da destruição em Gaza e apelando ao fim da ofensiva israelita. “Como judeus, sentimos que lembrar o Holocausto significa olhar para a realidade diretamente e lutar contra a desumanização”, declararam, citados pelo Haaretz. “Neste dia, é importante lembrar que ‘nunca mais’ deve ser uma mensagem de responsabilidade que recai sobre todos nós que nos opomos à fome, à limpeza étnica e ao genocídio”, acrescentaram.
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Ministro israelita de extrema-direita enfrenta protestos na Universidade de Yale
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, foi convidado para discursar num evento de uma sociedade judaica norte-americana, que organiza eventos para estudantes da Universidade de Yale, mas não tem uma ligação oficial à organização.
Contudo, o ministro de extrema-direita foi recebido com fortes protestos por parte dos estudantes, como mostram os vídeos partilhados pelo repórter do Haaretz.
At one of the only U.S. venues willing to host him—Shabtai, a fringe Jewish society that acts like it’s part of Yale despite having no official affiliation—Ben Gvir stepped out to provoke protesters, then scurried back inside and slipped out the back. pic.twitter.com/zNrowo7I97
— Etan Nechin (@Etanetan23) April 24, 2025
A equipa de Ben Gvir adiantou que, depois de saído do edifício, o ministro foi atingido com uma garrafa de água atirada pelos manifestantes.
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Haia vai avaliar se Israel é obrigado a permitir ajuda internacional em Gaza
O Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) na Haia vai realizar audiências na próxima semana, avança o Haaretz. O objetivo é avaliar se Israel pode impedir presença internacional em Gaza ou se é obrigado a permitir que agências das Nações Unidas, Estados neutros e outras organizações não-governamentais atuem no enclave palestiniano.
O debate surge na sequência de Israel ter proibido a UNRWA de operar nos territórios palestinianos e ter bloqueado a entrada de ajuda humanitária.
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Bem vindo ao liveblog do Observador sobre o conflito israelo-palestiniano, onde pode acompanhar todos os desenvolvimentos sobre as tensões no Médio Oriente e a ofensiva israelita na Faixa de Gaza.
Pode conferir tudo o que aconteceu na quarta-feira neste outro artigo em direto, que agora arquivamos.
Netanyahu compara Hamas aos nazis: “Querem matar, destruir todos os judeus”