Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, comparou o grupo Hamas aos nazis, afirmando que têm a intenção declarada de destruir o estado judeu e matar todos os judeus. Durante um discurso no memorial de Yad Vashem no início do Dia da Memória do Holocausto, Netanyahu destacou também o perigo representado pelo Irão caso consiga desenvolver armas nucleares.
    • Em resposta ao comunicado conjunto emitido pelo Reino Unido, França e Alemanha que pedia a entrada de apoio humanitário em Gaza, Israel considera que é um esforço “eticamente escandaloso” e responsabiliza o Hamas pela situação atual.
    • Uma série de ataques israelitas na Faixa de Gaza resultaram na morte de 39 pessoas nas últimas 24 horas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. Entre os locais atingidos por os ataques estão uma escola no norte de Gaza e um hospital para crianças, resultando na morte de dez pessoas.
    • O Hamas está a preparar uma nova proposta de cessar-fogo, que inclui a libertação de prisioneiros palestinianos em troca de reféns israelitas, a retirada das forças israelitas de Gaza e um cessar-fogo de cinco anos, sob garantias de segurança internacionais. A proposta será apresentada no Cairo e prevê, além disso, a formação de um “comité tecnocrático” para governar Gaza.

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  • Encerramos aqui este liveblog. Pode continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos sobre as tensões no Médio Oriente e a ofensiva israelita em Gaza neste novo artigo em direto.

    Tribunal Internacional de Justiça vai avaliar obrigação de Israel permitir ajuda internacional em Gaza

  • Irão é uma "ameaça" a Israel e a toda a humanidade se conseguir armas nucleares, avisa Netanyahu

    O primeiro-ministro alertou ainda para o perigo que o Irão representa. “O regime do Irão é uma ameaça ao nosso destino, à nossa própria existência e ao destino de toda a humanidade”, afirmou.

    “Isso é o que vai acontecer se conseguir armas nucleares. Se perdermos esta batalha, as nações ocidentais serão as próximas”, avisou, acrescentando que Israel “não vai perder, não vai desistir.”

  • Netanyahu compara Hamas aos nazis: "Querem matar, destruir todos os judeus"

    O primeiro-ministro israelita discursou esta quarta-feira no início do Dia da Memória do Holocausto — que se assinala em abril ou maio de acordo com o calendário judaico –, traçando uma comparação entre o Hamas e os nazis.

    Benjamin Netanyahu afirmou, citado pela AFP, que o grupo palestiniano é “como os nazis, como Hitler”. “Querem matar, destruir todos os judeus. Declaram abertamente a sua intenção de destruir o estado judeu, isso não vai acontecer”, garantiu num discurso a partir do memorial de Yad Vashem.

  • China apoia negociações do Irão com os EUA

    O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês disse ao homólogo iraniano que Pequim apoia as negociações do Irão com os EUA, mas que é contra o uso de força e sanções “ilegais” de Washington para tentar pressionar Teerão.

    Os dois ministros estiveram reunidos esta quarta-feira. Segundo um comunicado do ministério chinês, Wang Yi garantiu ainda a Abbas Araqchi que Pequim está disponível para aprofundar a cooperação com Teerão sobre assuntos regionais e internacionais.

    “O lado chinês elogia a promessa do Irão de não desenvolver armas nucleares e respeita o direito do Irão de utilizar energia nuclear de forma pacífica”, sublinhou Wang.

  • Irão está a reforçar segurança nas instalações nucleares

    Teerão estará a fortalecer por esta altura as suas instalações nucleares. Segundo uma investigação publicada esta quarta-feira, está no processo de criar um perímetro de segurança mais apertada no seu principal complexo nuclear, noticiou a agência Reuters.

    A informação partiu do Institute for Science and International Security e tem por base imagens de satélites recentes, numa altura em que o Irão e os EUA se preparam para uma nova ronda de negociações sobre o programa nuclear iraniano, que Washington quer restringir.

    O presidente do instituto, David Albright, explicou que o perímetro de segurança que está a ser criado à volta de dois complexos de túneis subterrâneos, que estão em construção há vários anos por baixo do Monte Kolang Gaz La, poderá estar em funcionamento em breve.

  • Médicos denunciam bombardeamentos israelitas em escola e hospital. Há registo de dez mortos

    Um ataque aéreo israelita atingiu uma escola no norte de Gaza onde se refugiavam famílias deslocadas, matando dez pessoas, denunciaram médicos no enclave. Outro bombardeamento atingiu um hospital de crianças, criticaram.

    Médicos citados pela agência de notícias Reuters afirmaram que o primeiro ataque, na escola Yaffa, na cidade de Gaza, incendiou tendas e salas de aulas.

    “Estávamos a dormir e subitamente algo explodiu, começámos a olhar à volta e encontrámos toda a escola em chamas, as tendas aqui e lá estavam em chamas”, disse também uma testemunha.

  • Ministério da Saúde de Gaza fala em 39 mortos na Faixa de Gaza nas últimas 24 horas

    39 pessoas morreram na Faixa de Gaza vítima de ataques israelitas nas últimas 24 horas, de acordo com a última atualização do Ministério da Saúde de Gaza publicada no Telegram.

    Os ataques provocaram ainda 105 feridos, que estão a ser tratados nos hospitais do enclave palestiniano.

  • Israel diz que apelo do Reino Unido, França e Alemanha é "eticamente escandaloso"

    Em resposta ao comunicado conjunto emitido pelo Reino Unido, França e Alemanha que pedia a entrada de apoio humanitário em Gaza, Israel considera que é um esforço “eticamente escandaloso” e responsabiliza o Hamas pela situação atual.

    “Israel está a lutar contra o Hamas, que rouba a ajuda humanitária, utiliza-a para reconstruir a sua máquina de guerra e esconde-se atrás dos civis”, escreve o Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, que “rejeita categoricamente” as acusações de “politização do apoio humanitário”.

    Os israelitas defendem ainda que durante o cessar-fogo, mais de 25 mil camiões entraram em Gaza para prestar este apoio e, portanto, diante constante monitorização, garantem que “não há falta de ajuda” no enclave. “A guerra pode acabar amanhã se os reféns forem libertados e o Hamas pousar as armas”, concluem

  • ONU estima que Gaza enfrente a pior crise humanitária desde 2023

    O Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA) estimou esta quarta-feira que Gaza está a enfrentar a sua pior crise humanitária “em 18 meses após o início das hostilidades em outubro de 2023”.

    No seu mais recente relatório sobre a Faixa de Gaza, o OCHA precisou que os ataques “terrestres, marítimos e aéreos” continuam a cercar os habitantes palestinianos numa altura em que se contam mais de 50 dias de bloqueio da ajuda humanitária que “privou as pessoas do necessário para a sobrevivência humana”.

    “A insegurança e as restrições de acesso obrigaram os parceiros humanitários a encerrar os centros de nutrição ou a interromper a prestação de serviços, numa altura em que a situação nutricional em Gaza continua a deteriorar-se”, declarou o OCHA no documento que é atualizado duas vezes por semana.

    Segundo o organismo, Israel tem como alvo campos de refugiados e edifícios residenciais, especialmente em Rafah e na cidade de Gaza, registando cerca de 420.000 pessoas deslocadas.

  • “Seus filhos de cães, libertem os reféns e libertem-nos deste problema”. Abbas lança apelo ao Hamas pelo controlo de Gaza

    O Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, num discurso transmitido na televisão estatal, pediu ao Hamas que cedesse a responsabilidade da Faixa de Gaza. “Seus filhos de cães, libertem os reféns e libertem-nos deste problema”, afirma Abbas, citado pela agência Reuters.

    Adicionalmente o líder palestiniano quer que o Hamas entregue as suas armas à Autoridade Palestiniana e que se torne oficialmente num partido político.

  • Ataques israelitas em Gaza mataram 25 pessoas esta manhã

    Durante a manhã desta quarta-feira, 25 pessoas morreram na sequência de ataques israelitas em Gaza, avança o jornal Haaretz, notando que 21 das vítimas mortais estavam no norte do enclave.

    Adicionalmente, esta ofensiva de Israel também terá causado danos ao sistema de energia de um hospital no leste de Gaza, tal como na unidade de cuidados intensivos.

  • Alemanha, França e Reino Unido pedem a Israel entrada "sem entraves" de ajuda humanitária em Gaza

    Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, França e Reino Unido pediram a Israel, esta manhã, a entrada “sem entraves” de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, num comunicado conjunto.

    “A ajuda humanitária nunca deve ser utilizada como ferramenta política, e o território palestiniano não deve ser reduzido ou sujeito a qualquer mudança demográfica”, lê-se no texto citado pela agência Reuters. Apelam, também, tanto ao Hamas como a Israel, pelo regresso do cessar-fogo e pela libertação imediata dos reféns israelitas ainda no enclave.

  • Smotrich: se Netanyahu não ocupar Gaza, "o governo perde o direito de existir"

    De acordo com o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, Benjamin Netanyahu é o “principal responsável” pela condução do conflito em Gaza e, se não ocupar o enclave palestiniano, o seu “governo perde o direito de existir”. Para o responsável pelas finanças israelitas, Gaza deverá ser administrada por um governo militar israelita, avança o The Times of Israel.

  • Israel sairá de Gaza durante 7 anos? "Não há dúvidas: não vai acontecer"

    Francisco Proença Garcia reflete sobre cedências – quer de Putin, quer de Netanyahu – que não verão a luz do dia. Afinal, não só Gaza tem problemas: “O Hamas, embora reduzido, não perdeu capacidade”.

    Israel sairá de Gaza durante 7 anos? “Não há dúvidas: não vai acontecer”

  • Hamas deverá apresentar nova proposta de cessar-fogo, incluindo trégua de cinco anos e a libertação dos reféns

    O Hamas deverá a apresentar uma nova proposta de cessar-fogo no Cairo, de acordo com o jornal saudita Asharq Al-Awsat. Este novo documento prevê a libertação de todos os reféns israelitas ainda em Gaza, em troca por um número ainda indefinido de prisioneiros palestinianos, juntamente com a saída das forças de defesa israelitas do enclave, o cessar das operações militares no terreno e a entrada de ajuda humanitária.

    O Hamas pede ainda um cessar-fogo de cinco anos, com garantias de segurança internacionais. Esta proposta inclui, também, o estabelecimento de um “comité tecnocrático” de cidadãos para a governação da Faixa de Gaza, cita o The Times of Israel.

  • Bom dia! Neste artigo em direto vamos estar a atualizar ao minuto os desenvolvimentos do conflito no Médio Oriente. Pode recordar o que aconteceu esta terça-feira neste outro liveblog, agora encerrado.

    Trump vai visitar Qatar, Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos em maio

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