Momentos-chave
- Israel volta a emitir avisos de evacuação para Gaza
- Síria pede a Conselho de Segurança da ONU para pressionar retirada de Israel
- Trump admite liderar ataque a instalações nucleares iranianas caso EUA não cheguem a acordo com Irão
- Trump prepara venda de 100 mil milhões de dólares em armamento à Arábia Saudita
Histórico de atualizações
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Bom dia, obrigada por ter estado connosco ao longo do dia de ontem. Continuamos a seguir o conflito no Médio Oriente neste novo artigo em direto.
Egito propôs ao Hamas acordo “final e abrangente” para uma longa trégua em Gaza
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Trump diz que pressionou Netanyahu para permitir entrada de ajuda humanitária em Gaza
Donald Trump disse ter pressionado o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para que permita a entrada de ajuda humanitária, nomeadamente comida e medicamentos, em Gaza.
Questionado pelos jornalistas sobre se questões relacionadas com a entrada de ajuda humanitária em Gaza tinham sido abordadas durante a conversa telefónica que teve com Netanyahu no início da semana, o líder norte-americano disse que sim. “Eu disse [durante a chamada]: ‘Temos de ser bons para Gaza… Aquelas pessoas estão a sofrer'”, revelou o Presidente dos EUA, segundo a Reuters.
“Há uma grande necessidade de medicamentos, alimentos e medicamentos, e estamos a tratar disso”, afirmou Trump. Desde 2 de março que ajuda humanitária não é entregue ao enclave palestiniano. Questionado sobre a reação de Netanyahu ao pedido, o líder norte-americano respondeu somente: “Sentiu-se bem com isso.”
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Israel volta a emitir avisos de evacuação para Gaza
O Exército israelita emitiu hoje avisos no nordeste da Cidade de Gaza, no norte do enclave palestiniano, justificando com “atividade terrorista” na área, onde milícias locais também relataram confrontos.
“A todos aqueles que se encontram nas áreas de al-Turukman, Jaidda e a nordeste de Zeitun: Este é um alerta prévio de um ataque devido à atividade terrorista que ocorre na área e contra as nossas tropas”, refere o aviso em árabe divulgado por um porta-voz das Forças de Defesa de Israel.
O Exército indicou à população que se deve dirigir para oeste da Cidade de Gaza para evitar os ataques iminentes.
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Síria pede a Conselho de Segurança da ONU para pressionar retirada de Israel
O chefe da diplomacia síria pediu hoje ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para que pressionasse Israel a retirar-se do território do seu país, durante o seu primeiro discurso na sede da ONU.
“Afirmamos repetidamente o compromisso da Síria de não ser uma ameaça para os seus vizinhos ou para qualquer país do mundo, incluindo Israel”, disse Assaad al-Shaibani, denunciando a “agressão” israelita.
No domingo passado, o comandante das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, justificou a presença militar em “pontos-chave” na Síria porque o país “se desintegrou” após a queda do regime de Bashar al-Assad.
“Este espaço é vital. Entrámos aqui porque a Síria se desintegrou e por isso controlamos pontos-chave e estamos na linha da frente para nos protegermos melhor”, afirmou Zamir na rede Telegram, no seguimento de uma visita aos locais ocupados no sul do país vizinho.
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Ataque israelita faz 15 mortos em Khan Younis
Pelo menos 15 pessoas morreram na sequência de um ataque aéreo israelita que atingiu duas casas em Khan Younis, avançou a Al Jazeera.
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Reservas de alimentos esgotadas em Gaza, afirma Programa Alimentar Mundial
O Programa Alimentar Mundial (PAM) avançou que as reservas de alimentos em Gaza estão esgotadas devido ao bloqueio continuo dos pontos de passagem para o enclave.
“Há mais de sete semanas que não entram em Gaza quaisquer fornecimentos humanitários ou comerciais, uma vez que todos os principais pontos de passagem fronteiriços continuam fechados. Este é o encerramento mais longo que a Faixa de Gaza já enfrentou, agravando os mercados e sistemas alimentares já frágeis”, afirmou o PAM num comunicado citado na Al Jazeera.
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Trump admite liderar ataque a instalações nucleares iranianas caso EUA não cheguem a acordo com Irão
Donald Trump admitiu a possibilidade de os Estados Unidos da América se juntarem a Israel num ataque a instalações nucleares iranianas, caso as negociações com o Irão não acabem numa resolução. “Eu posso avançar com muita força se não chegarmos a um acordo”, disse à revista Time.
Na mesma entrevista, que serviu para fazer um balanço dos primeiros 100 dias do seu segundo mandato na Casa Branca, repetiu que é “possível termos de atacá-los, porque o Irão não terá uma arma nuclear”. No caso de um ataque direto acontecer a instalações iranianas, Trump garante que vai “liderar o batalhão”.
Contudo, Trump deu sinais contraditórios na conversa com a Time. Se num momento fala no uso da força, noutro diz que se mostra confiante na assinatura de um acordo com o Irão. “Mais ninguém o conseguiria fazer”, disse o Presidente norte-americano.
Esta quinta-feira, Donald Trump voltou a abordar as negociações com o Irão. Na Sala Oval, Trump declarou que as conversações com os iranianos “estavam a correr muito bem” e “a fazer o seu caminho”. O líder republicano acrescentou ainda que a oficialização do acordo podia ser uma notícia “muito, muito boa” que “salvaria muitas vidas”.
O Presidente norte-americano afirma que não proibiu Israel de atacar instalações nucleares iranianas, mas que desincentivou o seu aliado a fazê-lo. Trump admite que não deixou os israelitas “confortáveis” com uma ação militar do género, porque considera que não é preciso um ataque para que o Irão assine um acordo nuclear.
As delegações diplomáticas dos EUA e do Irão realizaram dois encontros bilaterais nas últimas semanas e uma terceira ronda de negociações está marcada para amanhã em Omã.
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Trump dá entrevista a diretor da "Atlantic" adicionado a conversa secreta no Signal
Donald Trump anunciou uma entrevista a Jeffrey Goldberg para perceber se a revista “The Atlantic” consegue “ser verdadeira” depois de um artigo sobre o grupo de guerra secreto do Signal.
Trump dá entrevista a diretor da “Atlantic” adicionado a conversa secreta no Signal
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Há meio milhão de novos deslocados em Gaza
A agência da ONU para os refugiados palestinianos deu conta de que no último mês cerca de meio milhão de novas pessoas ficaram deslocadas em Gaza. Numa publicação no X, afirma que as “múltiplas ordens de deslocação emitidas pelo exército israelita deixaram os palestinianos com menos de um terço da área de Gaza para viver”.
“O restante espaço é fragmentado, inseguro e quase inabitável”, continua, acrescentando que não há condições nos abrigos, que estão superlotados, e que “os prestadores de serviços estão a ter dificuldades para operar e os últimos recursos estão a esgotar-se.”
Over the last month in #Gaza, around half a million people have been newly displaced.
The multiple displacement orders issued by the Israeli military leave Palestinians with less than a third of Gaza’s area to live in.
That remaining space is fragmented, unsafe, and barely… pic.twitter.com/nrFsfJXLCv
— UNRWA (@UNRWA) April 25, 2025
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Trump prepara venda de 100 mil milhões de dólares em armamento à Arábia Saudita
Os Estados Unidos da América estão a preparar uma proposta de venda de armamento à Arábia Saudita, no valor de 100 mil milhões de dólares, de acordo com a Reuters.
A notícia tem por base fontes anónimas consultadas pela agência internacional e ainda não há uma confirmação oficial desta informação. Donald Trump deverá anunciar este acordo durante a sua visita oficial à Arábia Saudita, marcada para o mês de maio.
Alguns dos lotes de armas que deverão ser incluídos neste novo pacote já teriam sido negociados entre os diplomatas dos dois países anteriormente. A administração Biden tinha tentado acordo militar com o país, que acabou por não ser finalizado.
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Bom dia.
Abrimos este novo liveblog para acompanhar o conflito no Médio Oriente. Pode consultar aqui a cobertura que fizemos do assunto, ao longo do dia de ontem.
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