Atualizações em direto
-
Trump admite reunir-se com Putin e Xi, sem Zelensky
O Presidente dos EUA admitiu, na noite de segunda-feira, vir a ter uma reunião com Putin e Xi Jinping com o objetivo de terminar a guerra na Ucrânia – mesmo que essa reunião aconteça sem a presença de Volodymyr Zelensky.
“Tudo o que eu puder fazer para acabar a guerra, independentente de quem está presente ou quem não está”, respondeu Donald Trump aos jornalistas, questionado acerca deste possível encontro.
O The Wall Street Journal noticiou, a este respeito, que num telefonema entre Trump e Putin, que aconteceu a 9 de outubro, Trump propôs a ideia de uma cimeira trilateral no próximo mês.
“Se o Presidente Xi quiser ter [essa reunião], eu estaria disponível”, afirmou Trump, nesta segunda-feira, acrescentando que gostaria de falar sobre outros temas como as relações comerciais. “Mas, sim, estaria disponível”, afirmou.
-
Antigo responsável do Pentágono alerta para patrulhas chinesas a leste de Taiwan
As patrulhas da Guarda Costeira chinesa a leste de Taiwan constituem a evolução “mais preocupante” dos últimos anos e podem ter um efeito “altamente desestabilizador” na região, alertou hoje um antigo responsável do Pentágono norte-americano.
Durante um seminário em Taipé, Randall Schriver, antigo secretário adjunto da Defesa dos Estados Unidos para os Assuntos de Segurança do Indo-Pacífico (2017-2019), afirmou que estas operações “parecem ações na zona cinzenta”, segundo declarações citadas pela agência de notícias taiwanesa CNA.
A expressão refere-se a atividades que procuram desestabilizar um adversário sem ultrapassar o limiar de um conflito militar aberto.
“Embora possa parecer algo moderado, trata-se de uma extensão das reivindicações de soberania [da China]”, afirmou Schriver, atual presidente da Comissão de Revisão Económica e de Segurança Estados Unidos-China, um órgão consultivo do parlamento norte-americano.
“Se essa ‘aplicação da lei’ continuar a ser posta em prática operacionalmente, terá um efeito desestabilizador”, acrescentou.
-
Air China organiza voo extraordinário para retirar passageiros retidos em Cuba
A companhia aérea Air China organizou um voo extraordinário para retirar dezenas de passageiros retidos em Cuba devido a sucessivos cancelamentos, com a ilha a enfrentar uma crise energética agravada pelo embargo petrolífero norte-americano.
Segundo o jornal de Hong Kong South China Morning Post, o voo adicional estava previsto para segunda-feira à noite, depois de várias semanas de perturbações na ligação entre Pequim e Havana, com escala em Madrid, operada duas vezes por semana pela transportadora chinesa.
A embaixada da China em Cuba anunciou no domingo que o voo CA590 se destinava aos passageiros cujos voos regulares CA866 tinham sido cancelados antes de 10 de outubro.
A partida estava prevista para as 22h30 de segunda-feira (03h30 de hoje em Lisboa), com um número limitado de lugares disponíveis.
A Air China é uma das poucas transportadoras estrangeiras que continuam a operar em Cuba, depois de pelo menos 11 companhias, incluindo a Air Canada, a Air France e a Turkish Airlines, terem suspendido voos este ano devido ao agravamento da crise energética.
A crise intensificou-se em janeiro, quando os Estados Unidos interromperam os fornecimentos de petróleo da Venezuela a Cuba, após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro.
-
Exército chinês critica estudante por exibir bandeira militar japonesa na Rússia
O exército da China criticou um estudante do país acusado de exibir uma bandeira militar do Japão durante uma aula na Universidade Estatal de Moscovo, considerando que o comportamento constitui uma glorificação do militarismo japonês.
A conta Jun Zhengping, ligada ao Exército de Libertação Popular (ELP) chinês na rede social chinesa Weibo, classificou o incidente como “escandaloso” e afirmou que a promoção do militarismo constitui uma ofensa à consciência humana, independentemente do país ou da instituição de ensino onde ocorra.
O incidente ocorreu em 14 de outubro, quando o estudante terá comparecido numa aula de História com a bandeira do sol nascente e um boné militar japonês da década de 1930, segundo o jornal oficial chinês Global Times.
-
Exército da Coreia do Sul classifica ameaças do Norte como inaceitáveis
O exército da Coreia do Sul declarou hoje que é inaceitável que Pyongyang acuse Seul de ser responsável pela escalada das tensões militares na península, e avisou que responderá com firmeza a qualquer nova provocação.
Kim Yo-jong, irmã do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, classificou na segunda-feira a situação na fronteira com a Coreia do Sul como grave, alertando que Pyongyang planeia mobilizar mais meios de “ataque tático” na região.
Kim Yo-jong afirmou, ainda, que o exército sul-coreano transmitiu 998 mensagens provocadoras através de altifalantes e efetuou 91 disparos de advertência perto da fronteira, entre 01 e 17 de outubro.
Seul classificou hoje as alegações da Coreia do Norte como inaceitáveis e acusou Pyongyang de “atribuir, sem fundamento, a responsabilidade pela escalada das tensões militares” às forças armadas sul-coreanas.
“É inaceitável que a Coreia do Norte tenha classificado, ontem [segunda-feira], as nossas medidas operacionais legítimas como uma ‘provocação’”, declarou o chefe do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, Jin Yong-sung, citado numa nota.
O comunicado acrescenta que Jin ordenou ao exército que “reaja com firme determinação” caso a Coreia do Norte realize novas provocações.
-
Irão diz ter abatido drone dos EUA sobre o estreito de Ormuz
A Guarda Revolucionária do Irão afirmou hoje ter abatido um drone dos Estados Unidos (EUA) que sobrevoava o estreito de Ormuz, quando se intensificam os ataques iranianos contra navios e petroleiros nesta rota marítima.
Segundo um comunicado da força militar de elite iraniana, citado pela emissora estatal IRIB, um drone MQ-9 foi abatido pelos sistemas de defesa aérea, sem adiantar mais pormenores.
O incidente ocorre num contexto de intensificação, nas últimas semanas, dos ataques do Irão contra navios e petroleiros que tentavam atravessar o estreito de Ormuz pela rota estabelecida, junto à costa de Omã.
Na segunda-feira, a Guarda Revolucionária informou que um petroleiro foi atingido por uma explosão, a que se seguiu um incêndio, depois de atingir uma mina naval, quando tentava sair do estreito por uma rota “não autorizada”.
O relato surge na sequência do anúncio, feito no sábado, de incidentes semelhantes a envolver outros dois superpetroleiros.
-
Bom dia.
Vamos concentrar neste artigo liveblog todas as últimas notícias relacionadas com a instabilidade geopolítica internacional, ao longo desta terça-feira.
Zelensky promete não atacar instalações de gasóleo russo se Washington entregar Patriots à Ucrânia
Deixamos, aqui, a ligação para o liveblog de ontem, segunda-feira, que terminou com a informação de que Zelensky prometeu não atacar instalações de gasóleo russo se Washington entregar Patriots à Ucrânia.
Muito obrigado por nos acompanhar.