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A sigla anglo-saxónica, em rigor, significa “Massive Ordnance Air Blast” – o que se pode traduzir por “bomba de explosão aérea de grande potência”. Mas M.O.A.B. também é o acrónimo da alcunha pela qual esta arma é conhecida. É a “Mãe de Todas as Bombas” (Mother of All Bombs), o que simboliza a importância que esta arma tem no arsenal dos EUA – é, aliás, a bomba mais poderosa que existirá, sem contar com as armas nucleares. Segundo a televisão norte-americana CNN, pode vir a ser usada em breve no Irão se Trump tomar essa decisão.
Citando responsáveis norte-americanos com conhecimento próximo destas deliberações, a CNN noticiou que o possível lançamento da maior bomba não nuclear do arsenal norte-americano representaria uma escalada significativa do conflito. No entanto, essas mesmas fontes dizem que existem dúvidas sobre a sua eficácia para atingir quaisquer dos objetivos estratégicos declarados por Trump ou para alterar o rumo da guerra.
Essas dúvidas prendem-se com o facto de poder não ser muito eficaz contra instalações subterrâneas, nomeadamente em Pickaxe Mountain, onde Washington e Israel suspeitam que o Irão mantém componentes do seu programa nuclear. A bomba tem grande capacidade destrutiva à superfície, mas não foi concebida para penetrar profundamente no solo.
A “GBU-43/B Massive Ordnance Air Blast” é uma bomba desenvolvida nos EUA por Albert L. Weimorts, um militar do Laboratório de Pesquisa da Força Aérea norte-americana. E foi criada, em 2003, durante a guerra do Iraque, para ser a mais poderosa arma não nuclear alguma vez concebida pela Humanidade. Albert L. Weimorts ter-se-á baseado no sistema de armas BLU-82B C-130, mais conhecido como “daisy cutter” e usado para limpar zonas florestais no Vietname e Afeganistão.
Todas as BLU-82B foram usadas durante a Guerra do Vietname e no Iraque, tanto para limpar minas como para ameaçar e enfraquecer psicologicamente os militares iraquianos. Eram atiradas para as proximidades dos militares como estratégia de demonstração de poder, sem intenção de matar. Eram, por isso, consideradas uma “arma psicológica”.
Capaz de destruir uma área equivalente a nove quarteirões de uma cidade típica, segundo a CNN, o impacto da explosão destina-se, por isso, a intimidar forças adversárias e a desencorajar a sua participação nos combates.
Com 10,3 toneladas, mais de 9 metros de comprimento, mais de um metro de diâmetro e com capacidade para produzir uma explosão equivalente a 11 toneladas de TNT, a M.O.A.B. foi especialmente desenhada para ser transportada por aviões Hercules C-130, um dos aviões mais antigos ainda em produção.
A bomba é presa a um estrado e empurrada das traseiras do bombardeiro. O estrado desprende-se da bomba já no exterior do avião e a bomba dirige-se para o chão em queda livre enquanto é comandada à distância.
Ao explodir pode destruir todas as construções e vegetação num raio máximo de um quilómetro. A M.O.A.B. foi testada em 2003 com tritonal, uma mistura de 80% de TNT e 20% de alumínio, que torna a arma 18% mais poderosa do que um produto baseado exclusivamente em TNT.
Bomba foi usada no Afeganistão no primeiro mandato de Trump
Em abril de 2017, durante o primeiro mandato de Donald Trump, os EUA utilizaram a bomba pela primeira vez em combate, contra uma rede de túneis e grutas utilizada pelo Estado Islâmico no Afeganistão. Segundo as autoridades afegãs da época, o ataque resultou na morte de 36 combatentes.
Antes, a M.O.A.B. só tinha sido lançada 14 anos antes em Range 70, na Base Aérea Eglin (Flórida) num teste controlado. Oito meses depois voltou a ser testada.
O número exato de bombas MOAB (GBU-43/B) que os EUA têm atualmente em inventário não é divulgado publicamente. Sabe-se que foram fabricadas cerca de 15 unidades desta bomba, segundo informações frequentemente citadas sobre o programa. Mas esse número corresponde à produção total conhecida, não necessariamente à quantidade atualmente disponível para utilização.
No entanto, a existência de tais planos não significa que o governo norte-americano esteja perto de autorizar o ataque. Um funcionário da Casa Branca disse à CNN que não comentam planos militares sensíveis que possam ou não existir e acrescentou: “O Presidente Trump mantém todas as opções em aberto para garantir que o Irão nunca poderá ter uma arma nuclear”.
[Annie conhece o ministro do Interior de Cuba há muito tempo, mas a paixão que os une é relativamente recente. É justamente nessa altura que Zé Manel, como ela lhe chama, vai ser implicado num dos maiores escândalos da liderança de Fidel Castro. O “Caso Ochoa” envolve droga, fuzilamento, prisão e o narcotraficante mais conhecido do mundo: Pablo Escobar. Já pode ouvir o quinto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]