Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora:

    • As negociações trilaterais entre a Ucrânia, os EUA e a Rússia estão programadas para ocorrer em Abu Dhabi nos dias 4 e 5 de fevereiro. Tanto o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, como o Kremlin confirmaram as expectativas de que as conversações irão prosseguir nessas datas. O anterior encontro entre as partes também ocorreu em Abu Dhabi, mas ainda existem obstáculos, especialmente relacionados com a questão territorial e o controlo das centrais nucleares.
    • A Ucrânia enfrenta dificuldades significativas devido à escassez de mísseis de defesa aérea, o que limita a sua capacidade de resistir aos bombardeamentos russos. Apesar de vários avisos aos parceiros ocidentais, a situação tornou-se crítica, com alguns sistemas antiaéreos operacionais abaixo do nível necessário de munições. A mudança de táticas, concentrando ataques intensivos numa única região, complicou a resposta militar ucraniana e ameaça a infraestrutura crítica do país.
    • Os ataques russos continuam a afetar diversas regiões da Ucrânia, incluindo Kharkiv e Pavlohrad, onde um recente ataque atingiu um autocarro transportando mineiros, resultando em pelo menos 12 mortos e 16 feridos, muitos em estado grave. Este incidente sublinha a gravidade da situação humanitária no país, com civis a serem frequentemente apanhados no fogo cruzado.
    • Apesar das ameaças de ação militar por parte dos EUA, o Irão expressou expectativa de traçar um quadro para eventuais negociações nos próximos dias. Adicionalmente, foram registadas detenções de estrangeiros suspeitos de participação em motins em Teerão, aumentando a tensão no contexto internacional sobre o país.

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  • Bom dia.

    Encerramos este liveblog.

    Pode acompanhar as tensões geopolíticas mundiais neste outro artigo em direto.

    Trump diz que promessa de Putin para não atacar era “de domingo a domingo” e que o russo cumpriu a palavra apesar dos ataques de madrugada

  • Ataques em Kharkiv causaram dois feridos

    Duas pessoas pessoas ficaram feridas nos ataques russos à cidade de Kharkiv, de acordo com o chefe da autoridade militar regional, Oleg Synegubov.

    Os feridos, dois homens de 27 e 58 anos, estão a receber assistência médica, de acordo com os militares.

  • Ataques russos contrariam promessa que Putin terá feito a Trump na semana passada e que o Presidente dos EUA lembrou hoje

    Várias cidades da Ucrânia, incluindo Kiev, Kharkiv e Dnipro, estão sobre ataque esta noite, algo que parece contrariar a promessa que Vladimir Putin fez a Donald Trump na quinta-feira passada de não atacar estas cidades.

    “Pedi pessoalmente ao Presidente Putin para não disparar sobre Kiev e as cidades e as vilas por uma semana durante este frio extraordinário”, disse então Trump na Casa Branca, citado pela PBS.

    Há poucas horas, o líder voltou a lembrar esta promessa na Sala Oval da Casa Branca. “Perguntei-lhe se não iria disparar por um período de uma semana e ele concordou em fazê-lo”, acrescentou.

    Quatro dias depois do pedido de “uma semana sem disparos”, a Ucrânia voltou a registar explosões na capital.

  • Kharkiv e Dnipro também estão sob ataque das forças russas

    Para além da capital Kiev, as cidades de Kharkiv e Dnipro também estão sob ataque das forças russas, de acordo com as administrações militares de ambas as regiões.

    Ihor Terekhov, chefe da administração em Kharkiv, afirmou no Telegram que a cidade está a sofrer um “ataque massivo de drones e mísseis inimigos”.

  • Kiev sob "ataque massivo" russo. Fortes explosões foram ouvidas na capital ucraniana

    A capital ucraniana de Kiev está sobre ataque russo, de acordo com o presidente da Câmara da cidade, Vitaly Klitschko, no Telegram.

    O líder da administração militar de Kiev, Tymur Tkachenko disse no Telegram que as forças russas estão a fazer um ataque “massivo” com “mísseis balísticos” em “pleno frio”.

    Testemunhas contaram à agência Reuters ter ouvido “fortes explosões” na cidade.

  • Delcy Rodríguez reuniu-se com encarregada de negócios dos EUA

    A Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, reuniu-se esta segunda-feira com a encarregada de negócios dos Estados Unidos, Laura Dogu, no gabinete oficial no Palácio de Miraflores, em Caracas, informou a Presidência do país em comunicado.

    “Os governos da Venezuela e dos Estados Unidos traçaram um plano de ação para abordar questões de interesse bilateral, por meio do diálogo diplomático e com base no respeito mútuo e no direito internacional”, lê-se no comunicado, sobre o conteúdo.

    Prensa Presidencial/Claudia Guerra Méndez

  • Não houve quaisquer ataques aéreos a infraestruturas esta segunda-feira, diz Zelensky

    No seu discurso diário noturno, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky celebrou uma pequena vitória, ao anunciar que não houve quaisquer ataques aéreos contra infraestruturas esta segunda-feira.

    “Durante o dia, não houve quaisquer ataques com mísseis ou ‘shaheds’ [drones russos] tendo como alvo infraestruturas”, revelou o Presidente.

    “Isto demonstra que, quando os EUA têm vontade de verdadeiramente mudar a situação, a situação pode mudar”, acrescentou.

  • Israel vai pedir a Witkoff para respeitar as três linhas vermelhas para o Irão num eventual acordo

    Israel vai apelar ao enviado dos EUA, Steve Witkoff, para que respeite as suas três linhas vermelhas nas discussões para um eventual acordo entre o representante e o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi.

    De acordo com a emissora israelita Channel 12, Witkoff vai passar por Israel já esta terça-feira, onde deverá ouvir os três grandes “nãos” de Telavive: “Não a um programa nuclear, não a um programa de mísseis balísticos e não a qualquer apoio a grupos armados que ameacem Israel”.

    Para os representantes israelitas, qualquer acordo entre os EUA e o Irão deverá ter em mente estas linhas do país. Na reunião estarão presentes o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o chefe de Estado Maior das IDF, Eyal Zamir e o líder da Mossad, David Barnea.

    O canal noticia ainda que a crença de Telavive é que o regime iraniano pode ser derrubado com ataques militares, lê-se.

  • Lavrov diz que entrada de tropas ocidentais na Ucrânia será tratada como "ameaça direta à segurança da Rússia"

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, voltou a dizer esta segunda-feira que qualquer entrada de “unidades militares, instalações militares, armazéns e outras infraestruturas de países ocidentais” na Ucrânia seria “qualificada como uma intervenção estrangeira que representa uma ameaça direta à segurança da Rússia“.

    Lavrov, citado pela RIA Novosti, criticou os “truques diplomáticos de Kiev e dos seus patrocinadores” nas negociações.

    “A 12 de janeiro, Zelensky anunciou que enviaria novas propostas aos americanos. Em Kiev, não se perde a esperança de culpar a Rússia pelo fracasso do processo de negociações”, acrescentou o ministro, que insistiu no pré-acordo atingido no Alasca entre Putin e Trump.

  • Zelensky reúne-se com equipa de negociações antes da nova ronda trilateral com EUA e Rússia

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reuniu-se esta segunda-feira com a sua equipa antes da nova ronda de conversas trilaterais com os EUA e a Rússia, que decorrerá na “quarta e quinta-feira”.

    “Quase todos os membros da equipa de negociação participaram na reunião de hoje, nomeadamente Rustem Umerov, Kyrylo Budanov, Sergiy Kyslytsya, Andrii Hnatov e Oleksandr Bevz. Davyd Arakhamiia também participará nas negociações. Aprovei as estruturas para as conversações e defini tarefas específicas”, lê-se na publicação feita pelo líder na rede social X.

    “A Ucrânia está pronta para dar passos concretos. Acreditamos que é realista alcançar uma paz digna e duradoura. Consideramos que o documento de garantias de segurança bilateral com os Estados Unidos está completo e prevemos mais trabalho substantivo em documentos relacionados com a recuperação e o desenvolvimento económico”, disse ainda.

  • Modi diz que acordo com os EUA que "beneficia" ambos os povos e abre "imensas oportunidades"

    O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, disse estar “muito feliz” com a redução das tarifas para produtos indianos, falando numa conversa “maravilhosa” com Donald Trump, Presidente dos EUA.

    “Em nome dos 1,4 mil milhões de habitantes da Índia, agradeço imensamente ao presidente Trump por este anúncio maravilhoso”, disse Modi na rede social X.

    “Quando duas grandes economias e as maiores democracias do mundo trabalham juntas, isso beneficia os nossos povos e abre imensas oportunidades para uma cooperação mutuamente benéfica”, acrescentou o líder indiano, que caracterizou a “liderança do presidente Trump” como “vital para a paz, a estabilidade e a prosperidade globais”.

    “Estou ansioso por trabalhar em estreita colaboração com ele para levar a nossa parceria a níveis sem precedentes”, sublinhou.

  • Trump diz que EUA fizeram um acordo comercial com a Índia após conversa com Modi. Tarifas descem de 25% para 18%

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos e a Índia fizeram um acordo comercial após uma conversa com o primeiro-ministro do país, Narendra Modi.

    “Ele é um dos meus melhores amigos e um líder poderoso e respeitado do seu país. Conversámos sobre muitos assuntos, incluindo comércio e o fim da guerra entre a Rússia e a Ucrânia“, escreveu Trump na Truth Social, acrescentando que Modi concordou em “deixar de comprar petróleo russo e comprar muito mais dos EUA e, potencialmente, da Venezuela“.

    “Isto ajudará a ACABAR COM A GUERRA na Ucrânia, que está a decorrer neste momento, com milhares de pessoas a morrer todas as semanas!”, acrescentou o líder.

    Na mesma publicação, o Presidente dos EUA anunciou que a sua “amizade e respeito pelo primeiro-ministro Modi” levou a que os EUA aceitassem um pedido do representante de Nova Deli para reduzirem as tarifas recíprocas “de 25% para 18%” e que a Índia iria reduzir “as suas tarifas e barreiras não tarifárias contra os Estados Unidos para ZERO”.

    “O primeiro-ministro também se comprometeu a “COMPRAR AMERICANO” em um nível muito mais alto, além de mais de 500 MIL MILHÕES dólares em energia, tecnologia, agricultura, carvão e muitos outros produtos dos EUA. A nossa incrível relação com a Índia será ainda mais forte no futuro”, lê-se na publicação.

    “O primeiro-ministro Modi e eu somos duas pessoas que FAZEM AS COISAS ACONTECEREM, algo que não se pode dizer da maioria”, concluiu ainda.

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  • Brasil, México e Chile nomeiam Michele Bachelet para substituir Guterres

    O Brasil, o México e o Chile anunciaram esta segunda-feira que iriam propor formalmente o nome de Michele Bachelet, antiga Presidente chilena, para substituir António Guterres como secretária-geral das Nações Unidas.

    Num comunicado conjunto, partilhado pelo MNE do Brasil, os proponentes afirmam que a candidatura “reflete a vontade compartilhada de nossos países de contribuir ativamente para o fortalecimento do sistema multilateral e de promover uma liderança capaz de responder aos desafios atuais”.

    “A ampla experiência da ex-Presidente Bachelet na condução de processos políticos complexos, sua reconhecida capacidade de facilitar o diálogo e seu compromisso com os valores fundamentais das Nações Unidas constituem uma contribuição substantiva para avançar em direção a uma Organização mais eficaz, representativa e orientada para o bem-estar das pessoa“, lê-se no comunicado onde lembram que Bachelet “exerceu funções de alto nível no sistema multilateral, como Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e Diretora Executiva da ONU Mulheres”.

  • Após reabertura de passagem, já foram retiradas as primeiras pessoas para receberem ajuda médica

    As primeiras pessoas a serem retiradas de Gaza pela passagem de Rafah para receberem ajuda médica já chegaram ao Egito, noticiou a Associated Press.

    A AP noticia ainda que o passo, ainda que importante, é apenas simbólico. O número de palestinianos que poderão passar a fronteira todos os dias será reduzido e, continuou a agência, nenhum produto deverá atravessar a fronteira.

    Porém, o número de viajantes pode aumentar ao longo do tempo caso o sistema seja bem sucedido, com o Egito a fazer uma escolha de quem entra e de quem sai pela passagem.

  • Cessar-fogo na Ucrânia está para breve?

    Bruno Cardoso Reis vê negociações entre Ucrânia, Rússia e EUA como bom sinal, mas considera ser cedo para assumir iminência de um cessar-fogo. No Irão, o historiador afasta risco imediato de conflito. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    Cessar-fogo na Ucrânia está para breve?

  • Witkoff tem encontro com ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão na sexta-feira. Possível acordo nuclear está em cima da mesa

    Steve Witkoff, enviado do Presidente dos EUA, Donald Trump, e o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, têm um encontro planeado para esta quinta-feira para discutir a possibilidade de um acordo nuclear entre ambos os países, entre outros assuntos.

    A notícia foi avançada pela agência Reuters, citando um representante do governo norte-americano. “O Presidente [Trump] tem apelado a que façam um acordo. O encontro serve para ouvir o que eles têm a dizer”, afirmou o representante.

  • O que aconteceu até agora

    • A Ucrânia, os EUA e a Rússia irão retomar as negociações trilaterais em Abu Dhabi nos dias 4 e 5 de fevereiro. Volodymyr Zelensky declarou que o objetivo é alcançar “um fim real e digno da guerra”. O Kremlin confirmou ter a expectativa de que as conversações irão ocorrer, nas mesmas datas.

    • O recente ataque russo em Pavlohrad resultou na morte de pelo menos 12 pessoas, com 16 feridos, alguns em estado grave. O ataque atingiu um autocarro que transportava cidadãos civis, especificamente trabalhadores mineiros, de regresso a casa após um dia de trabalho.

    • A Ucrânia está a sofrer gravemente com a falta de mísseis de defesa aérea, que compromete a capacidade de resposta aos bombardeamentos russos. Muitos lançadores ucranianos estão com menos munições que o necessário, o que impede uma defesa eficaz contra os ataques aéreos e ameaça a infraestrutura crítica, especialmente durante o inverno.

    • Um drone russo atingiu um mercado em Kharkiv, ferindo pelo menos um civil. Este incidente surge no contexto de uma série de ataques àquela cidade, onde drones já haviam sido utilizados para atingir a região no sábado passado.

    [Dezenas de portuguesas, recrutadas numa escola de yoga e tantra em Lisboa, acabaram em sites de sexo na internet. Elas, e mulheres de vários outros países, tinham em comum serem seguidoras de uma seita controlada por um guru manipulador. Ouça o segundo episódio de “Os segredos da seita do yoga”, o novo Podcast Plus do Observador. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir aqui o primeiro episódio.]


  • Pai e filho morrem em bombardeamento russo após regressarem, por sua vontade, à casa de onde tinham sido retirados

    Uma família com três filhos que tinha regressado por iniciativa após uma evacuação foi atingida, em Donetsk, por um ataque aéreo russo. O pai e um filho, já adulto, morreram, enquanto a mãe e duas crianças mais novas ficaram feridas.

    O chefe da Administração Militar Regional de Donetsk, Vadym Filashkin, explicou numa publicação no Facebook, citada pela agência Ukrinform, que “os russos bombardearam Oleksiievo-Druzhkivka, lançando uma bomba diretamente sobre um edifício residencial” onde estava essa família de cinco pessoas.

    “O pai e o filho adulto morreram, enquanto a mãe, uma filha de 16 anos e um filho de 11 anos ficaram feridos. Esta família foi evacuada para a região de Odessa em novembro do ano passado, mas em dezembro regressou por iniciativa própria à cidade de Oleksiievo-Druzhkivka, na linha da frente”, escreveu Filashkin, manifestando alguma indignação pelo facto de os pais terem decidido deixar uma região distante da frente de batalha e trazer os filhos de volta para uma zona que tem sofrido vários bombardeamentos inimigos.

  • Drone russo atinge mercado em Kharkiv, há pelo menos um civil ferido

    Um drone russo atingiu, nesta segunda-feira, um mercado em Kharkiv, fazendo pelo menos um civil ferido.

    O incidente ocorreu na zona de Osnovianskyi, segundo o portal Ukrinform, que cita uma publicação feita pelo autarca local, Ihor Terekhov, no Telegram.

    “De acordo com informações atualizadas, o inimigo atacou um dos mercados de Kharkiv. Informações sobre vítimas e danos estão a ser apuradas”, escreveu o responsável.

    Pouco depois, segundo o Ukrinform, foi confirmado que uma pessoa tinha ficado ferida, embora não exista informação sobre a gravidade.

    A Rússia já tinha atacado a zona de Kharkiv com dois drones no sábado, 31 de janeiro.

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