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  • Bom dia. Vamos encerrar este liveblog. Pode continuar a acompanhar as notícias sobre a guerra na Ucrânia nesta ligação.

    Donald Trump assume estar “dececionado” com Vladmir Putin

  • O que aconteceu até agora?

    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o envio de sistemas de defesa antiaérea Patriot para a Ucrânia, como parte de um acordo em que a NATO pagará aos EUA pelo material militar. Este movimento surge num contexto de relações deterioradas entre Trump e Vladimir Putin, com o Presidente norte-americano manifestando frustração pela recusa de Putin em aceitar uma trégua e cessar bombardeamentos em território ucraniano.
    • Donald Trump também ameaçou impor tarifas de 100% sobre a Rússia se não for alcançado um acordo para pôr fim à guerra nos próximos 50 dias. Esta linha dura contra a Rússia foi saudada como “importante” pelo Kremlin, embora haja críticas internas na União Europeia sobre a duração do ultimato.
    • Durante uma conversa telefónica, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, agradeceu a Donald Trump pelo apoio contínuo à Ucrânia e discutiu os esforços para estabelecer uma paz justa e duradoura. Em paralelo, a Ucrânia está pronta para adquirir armas adicionais dos EUA e está a coordenar com este país um aumento da pressão sobre a Rússia.
    • O cenário interno da Ucrânia também está em transformação, com Volodymyr Zelensky a remodelar o governo, nomeando Yuliia Svyrydenko como a nova primeira-ministra. Esta mudança estratégica visa fortalecer a cooperação económica e militar com os aliados ocidentais e consolidar a posição da Ucrânia como uma economia robusta na Europa.

  • Zelensky também falou com Rutte sobre encontro com Trump

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, conta que teve “outra conversa muito boa” ao telefone com Mark Rutte, secretário-geral da NATO, sobre o encontro do representante da aliança com Donald Trump na Casa Branca.

    “Mark falou sobre a reunião de hoje em Washington com o Presidente Trump e sobre os pormenores da cooperação entre a Europa e os EUA para continuar e reforçar o apoio à Ucrânia”, lê-se na rede social X.

    “Apreciamos a disponibilidade para fornecer Patriots adicionais, e os EUA, a Alemanha e a Noruega já estão a trabalhar em conjunto neste sentido. Serão também fornecidas outras armas para proteger a vida do nosso povo e repelir os ataques russos”, lê-se ainda.

  • "Se Putin quer guerra, vamos armar a Ucrânia e a Europa vai pagar", garante embaixador dos EUA na NATO

    Matt Whitaker, embaixador dos Estados Unidos da América (EUA) na NATO, salientou hoje, numa entrevista à Fox News, que o Presidente russo, Vladimir Putin, “quiser a guerra”, os EUA vão “armar a Ucrânia e a Europa vai pagar”.

    “É muito importante realçar que os fundos ilimitados para a Ucrânia acabaram. O acordo com a NATO é muito inteligente. A Europa e o Canadá vão pagar pelas armas e nós vamos fazê-los e priorizá-las para a Ucrânia”, assinalou Matt Whitaker.

    O embaixador na NATO também deixou claro que a Rússia não está obter grandes sucessos na Ucrânia. “Durante 18 meses, conquistaram 1% do território ucraniano, ao mesmo tempo que morrem milhares de soldados russos”, disse Matt Whitaker.

    De acordo com Matt Whitaker, esta venda de armas não vai ainda “retirar” nada aos stocks norte-americanos.

  • Trump e Zelensky falaram ao telefone e tiveram uma "conversa muito boa"

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, adiantou no X que falou há momentos com o seu homólogo norte-americano, Donald Trump. Os dois tiveram uma “conversa muito boa”.

    Volodymyr Zelensky agradeceu a Donald Trump a “vontade de apoiar a Ucrânia” e pelo facto de estarem a “trabalhar em conjunto para parar as matanças e estabelecer uma paz longa e justa”.

    O Presidente norte-americano partilhou com Volodymyr Zelensky “detalhes” sobre o encontro com o secretário-geral, Mark Rutte. “É importante que tenhamos uma relação tão boa e que os países da aliança estejam a trabalhar para aumentar os gastos em Defesa.”

    O chefe de Estado ucraniano também disse que concordou com Donald Trump “falar com mais frequência por telefone” e “coordenar os passos no futuro”. “Obrigado, senhor Presidente! Obrigado, América”, rematou Volodymyr Zelensky.

  • Zelensky está "grato" a Trump e insiste: "Esta guerra continua apenas por causa da Rússia"

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reagiu pela primeira vez ao “anúncio” do seu homólogo norte-americano, Donald Trump.

    “Estou grato ao Presidente Trump pela prontidão em ajudar a proteger a vida do nosso povo”, disse Volodymyr Zelensky no discurso diário desta segunda-feira.

    O Presidente ucraniano insistiu que esta guerra continua “apenas por causa da Rússia e devido ao desejo de Putin de a arrastar”. “A Rússia está a tentar fazer esta guerra como se fosse o ‘novo normal’. Nunca o deveremos aceitar”, afirmou Volodymyr Zelensky.

    Adiantando que a Ucrânia está a preparar “grandes acordos de defesa com os Estados Unidos”, Volodymyr Zelensky assegurou que o país está “completamente pronto para todos os passos honestos e eficazes para a paz e para segurança”.

    “É a Rússia que não está pronta. É a Rússia que deve ser forçada. E isso é o que está acontecer”, rematou Volodymyr Zelensky.

  • Chefe da diplomacia europeia saúda ajuda de Trump à Ucrânia, mas diz que esperar 50 dias até sanções é "muito tempo"

    A alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, saudou hoje que o Presidente norte-americano, Donald Trump, tenha “adotado uma posição mais dura” em relação à Rússia.

    Citada pelo jornal Telegraph, em declarações aos jornalistas, Kaja Kallas disse ser “muito positivo que o Presidente Trump tenha adotado uma posição dura em relação à Rússia”.

    No entanto, a responsável pela diplomacia da UE criticou o ultimato de 50 dias imposto pelo Presidente norte-americano até aplicar sanções à Rússia.

    “50 dias é muito tempo tendo em conta que estão a matar inocentes e civis todos os dias”, expôs Kaja Kallas.

  • Soldados alemães podem "matar" russos? Rússia diz que Alemanha "está a tornar-se perigosa novamente"

    O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, disse, numa entrevista à Financial Times, que os soldados alemães estão “prontos” para reagir e para “matar soldados russos”, caso a Rússia invada um Estado-membro da NATO.

    “Se a dissuasão não funcionar e a Rússia atacar [a NATO], vai acontecer? Sim”, reconheceu Boris Pistorius.

    Em resposta a estas declarações ao jornal russo RBC, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, comentou que “a Alemanha está a tornar-se perigosa novamente”.

  • "É um retrocesso. Não mudará a situação na linha da frente." A primeira reação da Rússia ao anúncio de Trump

    Leonid Slutsky, presidente da Comissão de Assuntos Internacionais do parlamento da Rússia, foi o primeiro dirigente russo a comentar o anúncio do chefe de Estado norte-americano, Donald Trump.

    Citado pela agência de notícias RIA, Leonid Slutsky disse que, se Donald Trump quer ver “progressos” num acordo de paz, deve fazer pressão à Ucrânia e “não prometer sanções secundárias à Federação Russa”.

    “É um retrocesso”, definiu Leonid Slutsky. No entanto, o dirigente russo assegurou que a entrega de armamento anunciada por Donald Trump “não mudará a situação da linha da frente”.

    “Os objetivos da operação militar especial serão alcançados de qualquer forma — seja através de negociações, seja no campo de batalha”, afirmou Leonid Slutsky.

  • Remodelação do governo: primeiro-ministro poderá ser próximo ministro da Defesa. Umerov poderá ser embaixador nos EUA

    A imprensa ucraniana está a noticiar que, na sequência da remodelação governamental anunciada hoje pelo Presidente da Ucrânia, o primeiro-ministro em funções, Denys Shmyhal, deverá liderar o Ministério da Defesa.

    Já o atual ministro da Defesa, Rustem Umerov, poderá ser nomeado embaixador ucraniano nos Estados Unidos da América.

    A atual embaixadora ucraniana em Washington, Oksana Markarova, está de saída do cargo.

  • “A NATO está a jogar o jogo criado por Trump”

    Bruno Cardoso Reis diz que Putin só percebe a linguagem da força e que reunião de Mark Rutte e Trump foi mais uma tentativa da NATO para encaminhar Trump para uma convergência com interesses europeus.

    Ouça aqui o Gabinete de Guerra na íntegra

  • Primeira-ministra eleita agradece a "confiança" a Zelensky. E que tornar a economia da Ucrânia "uma das mais fortes da Europa"

    A primeira-ministra eleita da Ucrânia, Yuliia Svyrydenko, agradeceu hoje ao Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, “pela confiança depositada”: “E pela oportunidade de servir a Ucrânia neste momento crucial”.

    No Facebook, a governante destacou quais são os eixos principais da sua ação, após ter conversado com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky: “Reforçar o potencial económico da Ucrânia, expandir os programa de apoio ucraniano e incentivar a produção de armas próprias”.

    Entre as suas prioridades está o fim do “desperdícios de recursos” no Ministério da Defesa e transformar a Ucrânia numa “das economias mais fortes da Europa”:

  • Trump menciona armas nucelares. "Nós temos o melhor equipamento do mundo. Só espero não ter de o usar"

    Trump declara que espera que Putin consiga chegar a um acordo e acredita que isso será possível. “Nós temos o melhor equipamento do mundo”, continua, mencionando os submarinos nucleares — a “melhor arma alguma vez construída” — que, diz, estão “25 anos” mais evoluídos que o armamento russo. “Nós temos ótimo equipamento, só espero que não tenhamos de o usar”, remata.

  • "Não quero dizer que Putin é um assassino, mas é um tipo duro", declara Trump

    O líder norte-americano recusa responder a uma questão sobre o “quão longe está disposto a ir” se Vladimir Putin continuar a escalar a guerra. “Não me pergunte a mim, pergunte [aos países europeus]. Eles querem ir muito longe, eles não querem que isto continue a acontecer”, afirma, avançando que foi a Alemanha que negociou o plano com os restantes países da Europa.

    Questionado sobre como anunciou este plano a Vladimir Putin, Trump relata que as conversas com o seu homólogo “não significam nada”. “Eu desligo a chamada a dizer ‘correu muito bem’ e logo a seguir as bombas começam a voar. Eu chego a casa e digo à primeira-dama ‘Falei com o Vladimir hoje, tivemos uma conversa incrível’ e ela diz ‘A sério? Outra cidade foi atingida’. Não quero dizer que é um assassino, mas é um tipo duro, ficou provado, ele enganou muita gente: Bush, Obama, Biden, ele não me enganou a mim”, relata. “O que quero dizer é: é só conversa, a certa altura tem de haver ação”.

  • Alemanha irá enviar os seus sistemas Patriot, Estados Unidos irão repor o arsenal alemão

    “Eu não sei quanto a ti, Mark, mas eu achei que tínhamos um acordo [com a Rússia] por quatro vezes”, declara Trump, depois de ser questionado sobre as verdadeiras intenções de Vladimir Putin.

    O Presidente norte-americano confirma que o plano inclui o envio de sistemas Patriot que estão estacionados na Alemanha e que, posteriormente, os Estados Unidos irão enviar os seus próprios sistemas para o país. O assunto será discutido esta tarde pelo ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, e Pete Hegseth. Trump diz que, ao todo, serão enviados 17 sistemas de um país que “não precisa deles”.

  • Trump volta a mostrar apoio por proposta do Senado para tarifas a 500% sobre Rússia

    Trump elogia agora o trabalho de alguns senadores republicanos, que impulsionam uma lei para a aplicação de tarifas a 500% sobre a Rússia. Questionado sobre a adoção de tarifas de 100% contra a Rússia e não dos 500% sugerido pelos congressistas republicanos, Trump declara que “acha que não é preciso”. “Eles construíram um bom pedaço de legislação, acho que vai passar. Não digo que não seja preciso no futuro, mas podemos fazer [tarifas] secundárias sem o Senado, mas o que eles estão a fazer também é muito bom”, responde, esclarecendo que, no final de contas, as duas propostas teriam “o mesmo resultado”.

  • "Quando a guerra começou, a Ucrânia não tinha hipóteses, mas tinha coragem", diz Trump

    Trump volta a falar para assumir responsabilidade dos Estados Unidos por vários conflitos internacionais — incluindo, Índia, Azerbaijão e Sérvia — e dizer que o único conflito sem um acordo no horizonte é a Rússia.

    “Digam o que quiserem sobre a Ucrânia, quando a guerra começou, eles não tinham hipótese (…), mas tinham coragem, eles continuam a lutar com coragem”, declara. As suas afirmações sobre os ataques russos das últimas semanas são interrompidas por Rutte que assinala que “os ataques não tinham alvos militares”. O líder norte-americano destaca que, apesar da coragem, o apoio de Washington e do seu armamento é essencial para a Ucrânia.

    “Esperemos que isto tenha impacto em Vladimir Putin. E que tenha impacto na Ucrânia, que se sintam encorajados numa situação difícil. Estou confiante que farão o que precisa de ser feito”, continua. Rutte volta a intervir: “Eu e tu faremos o que precisa de ser feito”, declara.

  • Pelo menos oito países já aceitaram comprar armas aos Estados Unidos para enviar para a Ucrânia, anuncia Rutte

    Mark Rutte corrobora as declarações de Donald Trump e diz que este acordo representa “um passo à frente dos europeus”. Para além da Alemanha, Mark Rutte anuncia que a Finlândia, Noruega, Dinamarca, Suécia, os Países Baixos, Reino Unido e também o Canadá. “Esta é só a primeira vaga, virão mais”, remata.

    “A Ucrânia terá em mãos em números enormes de equipamento militar, tanto para defesa aérea, como mísseis e munições”, detalha, explicando que este plano acelera a entrega dos equipamentos a Ucrânia.

  • Trump confirma que NATO vai comprar armas norte-americanas

    “Fazemos os melhores mísseis, os países europeus sabem disso. Nós fizemos um acordo hoje, em que nós lhes vamos enviar armas e eles vão pagar por elas. Vamos construí-las e eles vão pagá-las”, continua Trump, confirmando o plano que foi avançado pelos países da NATO.

    “Por sugestão do Mark [Rutte], eles vão mandar mísseis, que serão substituídos. A NATO vai tratar disso, vai ser coordenado”, explica, referindo-se diretamente à intervenção da Alemanha. “Resumindo, vamos fazer armas topo de gama que vão ser enviadas para a NATO”, declara.

  • Trumpa ameaça tarifas a 100% contra Rússia se não houver acordo para pôr fim à guerra em 50 dias

    Donald Trump e Mark Rutte falam aos jornalistas a partir da Sala Oval, depois da sua reunião. O Presidente dos Estados Unidos começa por dizer que está muito “insatisfeito” com Vladimir Putin e que irá impor “tarifas a 100%, tarifas secundárias” se o Presidente russo não chegar a um acordo para pôr fim à guerra nos próximos 50 dias. “Mas hoje vamos falar de outra coisa”, continua.

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