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  • Bom dia,

    Encerramos agora este liveblog que acompanhou as últimas notícias sobre a guerra na Ucrânia. Pode continuar a nossa cobertura sobre o conflito nesta nova ligação.

    Zelensky: “Hoje não senti qualquer pressão por parte de Trump, não houve nenhuma”

  • O que se aconteceu até agora

    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou por telefone com o Presidente russo, Vladimir Putin, focando-se na possibilidade de um cessar-fogo e na normalização das relações bilaterais entre os dois países. Durante a chamada, discutiram o fim do conflito na Ucrânia, incluindo uma proposta de cessar-fogo no Mar Negro e a promessa de não atacar infraestruturas energéticas durante 30 dias. Ambos os líderes concordaram em criar grupos de trabalho para discutir um potencial acordo de paz.
    • O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, criticou o facto de a Ucrânia não ter sido incluída nas conversas de paz entre Trump e Putin, destacando que a Ucrânia não pode ser negociada como parte de um “menu” para Putin. Zelensky expressou ceticismo sobre o resultado da chamada entre Trump e Putin e enfatizou que o seu país deve ter um papel fundamental nas negociações.
    • A administração Trump decidiu suspender o programa de financiamento da Universidade de Yale que tinha como objetivo localizar crianças ucranianas raptadas pela Rússia. Esta decisão levou à perda de acesso a informações críticas, como imagens de satélite e dados sobre as crianças desaparecidas, provocando preocupações entre legisladores democratas que exigem o restabelecimento desse financiamento.
    • A tensão na Ucrânia manteve-se alta, com relatos de explosões em Kiev e ataques russos a regiões ucranianas, incluindo um ataque destrutivo contra uma refinaria em Merefa. Zelensky denunciou os ataques russos como destrutivos para o sector energético e infraestruturas civis e apelou para que a pressão sobre a Rússia continue para promover a paz, defendendo a assistência contínua à Ucrânia.

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  • Trump nega ter discutido cessação de ajuda militar com Putin

    Falando à Fox News, Donald Trump negou ter discutido quaisquer cessação de ajuda à Ucrânia na conversa telefónica com o Presidente russo, Vladimir Putin.

    “Não falámos de ajuda, na verdade não falámos de ajuda de todo”, disse Trump, quando questionado sobre se tinham discutido aquilo que fora referido no comunicado do Kremlin.

    “Falámos de muitas coisas, mas a ajuda nunca foi discutida”, acrescentou.

  • Administração Trump suspende programa para procurar crianças ucranianas raptadas

    Os Estados Unidos suspenderam o financiamento de um programa da Universidade de Yale destinado a tentar encontrar as crianças raptadas pela Rússia, segundo uma carta enviada ao Departamento de Estado dos EUA por representantes democratas a pedir para restabelecer este financiamento a que a Reuters teve acesso.

    Esta decisão de corte de financiamento, segundo a agência, levou a que os investigadores do centro tenham perdido acesso a informações como imagens de satélite e dados sobre 30 mil crianças ucranianas.

    Na carta, lê-se que os representantes democratas acreditam que o repositório onde estavam armazenadas estas informações pode mesmo ter sido mesmo “apagado permanentemente”.

    “Pegaram em 23 milhões de dólares [o custo do programa] do dinheiro dos contribuintes norte-americanos, utilizados para a recolha de dados sobre crimes de guerra, e atiraram-nos para o triturador de madeira, incluindo os dossiers sobre todas as crianças”, afirmou uma fonte próxima do programa à Reuters.

  • Trump disse que chegar a um cessar-fogo na chamada com Putin teria sido "difícil"

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, diz que atingir um cessar-fogo nesta chamada “teria sido difícil”, numa entrevista à Fox News dada pouco depois da chamada e citada pela Reuters.

    Trump disse que a conversa com o homólogo russo foi “ótima”, sem adiantar mais assuntos tratados tirando falar sobre “como chegar à paz”.

    Falando na entrevista, Trump voltou a afirmar que há “cerca de 2.500 soldados” ucranianos cercados pela Rússia, que o Presidente dos EUA diz “estar em vantagem”.

    “Não há americanos envolvidos. Poderia haver, poderíamos acabar numa Terceira Guerra Mundial por causa disto, o que é tão ridículo, mas coisas estranhas acontecem”, afirmou ainda.

  • Rússia "rejeitou cessar-fogo", diz Zelensky depois de ataque russo com drones em várias regiões. Hospital em Sumy atingido

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou na rede social X um ataque russo a várias regiões da Ucrânia, com mais de 40 drones “Shahed”.

    Um hospital na região de Sumy, junto à fronteira com a Rússia, terá sido atingido. Só se registaram ataques na zona de Donetsk mas, segundo o Presidente, os drones russos têm sobrevoado as regiões de Kiev, Zhytomyr, Sumy, Chernihiv, Poltava, Kharkiv, Kirovohrad, Dnipropetrovsk e Cherkasy.

    “São estes tipos de ataques noturnos da Rússia que destroem o nosso sector energético, as nossas infraestruturas e a vida normal dos ucranianos. E o facto de esta noite não ser exceção mostra que a pressão sobre a Rússia tem de continuar, a bem da paz”, escreveu Zelensky.

    Para o Presidente ucraniano, “seria correto que o mundo respondesse rejeitando quaisquer tentativas de Putin para prolongar a guerra”.

    “Sanções contra a Rússia. Assistência à Ucrânia. Reforçar os aliados no mundo livre e trabalhar para obter garantias de segurança. E só a cessação efetiva dos ataques às infraestruturas civis por parte da Rússia, como prova da sua vontade de pôr fim a esta guerra, pode aproximar a paz”, acrescentou o Presidente.

  • Ucrânia não é salada nem sumo a oferecer no "menu” a Putin, critica Zelensky

    Durante uma conferência de imprensa, Volodymyr Zelensky criticou o não envolvimento da Ucrânia na conversa de Trump e Putin, afirmando que as conversações de paz produtivas são impossíveis sem o seu país. Em paralelo, sublinhou que não quer que a Ucrânia esteja “no menu de Putin”, entre outras questões da agenda internacional.

    “Existe um leque mais alargado de questões para excluir a Ucrânia do processo, tanto quanto possível. De facto, as partes têm um vasto leque de temas, o que é compreensível. Os EUA são um país independente (…), podem discutir qualquer coisa. Parece-me que estas são as suas relações bilaterais, embora, evidentemente, também tenham um impacto na nossa situação, principalmente na guerra na Ucrânia. E é por isso que eu não gostaria de… Falei sobre isso com toda a franqueza com o lado americano. Com todo o respeito, não quero ofender ninguém, mas não quero que estejamos no ‘menu’ de Putin. Não somos uma salada ou um sumo para essa pessoa, apesar do seu apetite”, respondeu quando questionado sobre o que pensa sobre as tentativas do Presidente russo, nas negociações com os EUA, de incluir a guerra na Ucrânia num leque mais vasto de questões, como o Médio Oriente.

    Zelensky reiterou ainda que a Ucrânia é um país independente: “Por conseguinte, é errado negociar algo sobre nós sem nós, porque não haverá qualquer resultado desejado para ninguém”.

  • Reino Unido elogia "progresso" que Trump trouxe na chamada com Putin

    O Reino Unido elogiou “os progressos atingidos pelo Presidente Trump no sentido de um cessar-fogo”, segundo um porta-voz de Downing Street citado pela Sky News.

    O governo britânico sublinhou, no entanto, a importância que se iniciem negociações com vista a “uma paz justa e duradoura na Ucrânia”.

    “Apoiaremos a Ucrânia durante o tempo que for necessário para garantir que a Rússia nunca mais possa lançar uma invasão ilegal”, acrescentou ainda o porta-voz.

  • Zelensky apoia cessar-fogo energético, apesar de mostrar "ceticismo"

    O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou numa conferência de imprensa que apoiava a proposta de um cessar-fogo energético como aquele discutido entre Donald Trump e Vladimir Putin, a que chamou de um “resultado positivo” se for concretizado.

    No entanto, de acordo com a ABC News, o Presidente ucraniano esclarece que está cético sobre o consenso entre os dois líderes e contou que quer “ter uma conversa” com Trump para “perceber os detalhes”.

    “Sempre apoiámos a posição de cessar-fogo e de não utilizar quaisquer armas contra as infra-estruturas energéticas, e também apoiámos a posição de não atacar os corredores navais”, disse ainda Zelensky, que sublinhou ainda que Kiev tem de ter um papel nestas negociações.

    “Há duas partes nesta guerra, a Rússia e a Ucrânia, por isso, sem a Ucrânia, penso que muitas negociações sem a Ucrânia não resultariam em nada”, acrescentou.

  • Trump reage à conversa telefónica "produtiva". "Vamos trabalhar rapidamente para cessar-fogo completo e terminar a guerra"

    Na sua conta pessoal da Truth Social, o Presidente norte-americano, Donald Trump, reagiu à conversa telefónica. O líder dos Estados Unidos considerou o telefonema com Vladimir Putin como “muito boa e produtivo”.

    “Concordamos com um cessar-fogo imediato em toda o setor energético e infraestrutura com um entendimento que vamos trabalhar rapidamente para um cessar-fogo fogo completo e, em última instância, terminar esta guerra horrível entre a Rússia e a Ucrânia”, escreveu Donald Trump.

    Insistindo que esta guerra nunca teria começado se fosse Presidente, Donald Trump detalhou que foram discutidos, na chamada telefónica, “muitos elementos do contrato pela paz”.

    “Quer o Presidente Putin, quer o Presidente Zelensky gostariam que acabasse [a guerra]”, garantiu Donald Trump.

    O Presidente norte-americano realçou igualmente que o “processo” de negociações para terminar o conflito está encaminhado. “Vamos, felizmente, para o bem da Humanidade, acabar este trabalho.”

  • Após chamada telefónica, ouvem-se explosões em Kiev

    Pouco após a chamada telefónica entre Vladimir Putin e Donald Trump, ouvem-se explosões na capital ucraniana.

    Timur Tkachenko, chefe militar da administração de Kiev, assegurou no Telegram que os sistemas de “defesa aérea” estão a funcionar na capital ucraniana.

  • Scholz e Macron dizem que cessar-fogo energético "pode ser um primeiro passo" para a paz

    Em Berlim, o Presidente francês, Emamnuel Macron, disse considerar que o cessar-fogo energético considerou hoje que as “últimas discussões” sobre a paz “estão a ir na direção certa”. “São um primeiro passo.”

    “Continuamos a apoiar o exército ucraniano. Estamos certos para o fazer”, assegurou Emmanuel Macron.

    Ao seu lado, o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, partilhou a mesma opinião. “Cessar-fogo na infraestrutura energética pode ser um primeiro passo”, declarou.

  • Trump e Putin concordaram em "organizar torneios de hóquei" entre a Rússia e EUA

    No comunicado emitido pela presidência russa, lê-se algo inusitado: Donald Trump apoiou a ideia de Vladimir Putin “organizar torneios de hóquei” entre as ligas norte-americanas e russas daquela modalidade.

  • Trump e Putin concordaram em "normalizar as relações" entre EUA e Rússia

    Os dois líderes também concordaram melhorar as relações entre os Estados Unidos da América (EUA) e a Rússia.

    “Os dois líderes concordaram num futuro em que se assiste a uma melhoria das relações bilaterais entre os Estados Unidos e a Rússia”, lê-se no comunicado da Casa Branca, que também insistiu que é necessário o “fim da proliferação das armas estratégicas”.

    O Kremlin destacou igualmente que existe “interesse mútuo” em normalizar as relações bilaterais, devido à “responsabilidade especial da Rússia e dos Estados Unidos para garantir a segurança e estabilidade no mundo”.

  • Paz? Putin exige que Ocidente não entregue mais armas a Kiev e fim da mobilização de soldados na Ucrânia

    O Presidente russo, Vladimir Putin, fez duas exigências durante a conversa telefónica para terminar o conflito na Ucrânia.

    Um deles consiste, para o Kremlin, “no fim da mobilização forçada da Ucrânia” e o término do “rearmamento das Forças Armadas da Ucrânia”.

    A segunda forma de “prever a escalada do conflito” passa pela “cessação completa de toda a ajuda militar estrangeira e o fornecimento de informações confidenciais”.

    Vladimir Putin avisou igualmente Donald Trump que existem “riscos associados com instabilidade de negociações do regime de Kiev, que sabotou repetidamente e violou os acordos alcançados”.

  • Trump propôs cessar-fogo marítimo no Mar Negro, mas Putin apenas concordou "iniciar negociações"

    O Presidente Donald Trump propôs um cessar-fogo marítimo no Mar Negro, mas Vladimir Putin não terá concordado na íntegra.

    Segundo o comunicado da Casa Branca, os dois líderes vão começar “negociações técnicas sobre a implementação de um cessar-fogo marítimo no Mar Negro”.

    Vladimir Putin “respondeu construtivamente à ideia de Donald Trump” de implementar uma iniciativa de segurança do Mar Negro. “Ficou acordado iniciar negociações para elaborar mais detalhes sobre esse acordo.”

  • Kursk. Putin promete a Trump que "garantirá a vida dos soldados ucranianos" e denuncia "crimes bárbaros" de Kiev

    O Presidente russo, Vladimir Putin, prometeu a Donald Trump que a Rússia manterá “a vida dos soldados ucranianos em caso de rendição” em Kursk.

    No entanto, Vladimir Putin chamou a atenção que a Ucrânia comete “crimes terroristas bárbaros” na população civil em Kursk.

  • Rússia e EUA prometem criar "grupos de trabalho" para discutir possível acordo de paz. Presidentes prometem manter contacto

    A Rússia também anunciou que serão criados “grupos de trabalho” entre Washington e Moscovo para discutir um acordo final de paz na Ucrânia.

    Vladimir Putin e Donald Trump prometeram também manter o contacto num futuro próximo.

  • Putin dá ordens a militares para não atacarem infraestruturas energéticas

    O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, acaba de dar ordens às Forças Armadas russas para não atacar mais as infraestruturas energéticas, após a conversa telefónica com Donald Trump.

  • Rússia anuncia troca de prisioneiros. Kremlin promete abster-se de atacar alvos energéticos ucranianos durante 30 dias

    A presidência russa acaba de anunciar uma troca de prisioneiros já amanhã. Serão trocados 175 prisioneiros de guerra de um lado e de outro.

    Além disso, o Presidente russo, segundo a RIA, prometeu a Donald Trump que não vai atacar atacar alvos energéticos nos próximos 30 dias.

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