Momentos-chave
- Áustria muda de opinião e UE tem caminho livre para aprovar sanções à Rússia
- Portugal nunca atribuiu tantos vistos gold a russos como no ano passado. Foram quase 250
- António Costa falou ao telefone com Zelensky e promete "aumentar pressão sobre a Rússia na busca da paz"
- Mais de 25 mil soldados russos desertaram nos últimos nove meses apenas numa região
- Presidente da Ucrânia falou com líderes europeus e com Rutte depois da reunião com Trump
- Ucrânia lança ataque contra subestação elétrica no interior da Rússia
- Zelensky diz que Putin "tem medo" dos mísseis Tomahawk
- Trump recusa entregar mísseis Tomahawk à Ucrânia por enquanto
Histórico de atualizações
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Bom dia, caro leitor!
Encerramos aqui este artigo em direto onde foi acompanhada a atualidade informativa sobre o conflito na Ucrânia nas últimas 24 horas. Para não perder nenhuma notícia sobre a guerra — e as negociações para tentar terminá-la — pode seguir este outro liveblog agora aberto.
Ex-Presidente da Ucrânia diz que Trump tem “trunfos” para pressionar Putin a acabar com a guerra
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Áustria muda de opinião e UE tem caminho livre para aprovar sanções à Rússia
Num volte-face, a Áustria mudou de opinião e revelou este sábado que afinal vai apoiar as sanções à Rússia propostas pela União Europeia.
Removido este obstáculo, os países europeus têm o caminho livre para aprovar o 19.º pacote de sanções contra a Rússia pela invasão da Ucrânia. Esta decisão pode chegar na segunda-feira, quando os ministros dos Negócios Estrangeiros se reunirem no Luxemburgo.
A Reuters tinha revelado no início deste mês que a Áustria queria suavizar as sanções para compensar um dos maiores bancos do país (o Raiffeisen Bank International), que foi penalizado pela Rússia.
Porém, os restantes membros não concordavam com essa posição e, por isso, a aprovação do novo pacote, que exige apoio unânime dos 27 estados-membro, não avançou.
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Portugal nunca atribuiu tantos vistos gold a russos como no ano passado. Foram quase 250
Portugal concedeu 248 autorizações de residência para atividade de investimento (designados por “vistos gold“) a cidadãos russos no ano passado, noticia o jornal Público.
Trata-se de um número recorde de vistos gold atribuídos a russos. A quantidade de vistos gold de 2024 é tão expressiva que coloca a Rússia como terceiro país do ranking, só atrás dos EUA e da China, com 406 e 296 vistos, respetivamente.
Anteriormente, o máximo de vistos gold atribuídos a russos tinha sido em 2021, com 61 autorizações de residência.
Desde que este instrumento foi criado em Portugal, em 2012, Portugal atribuiu 561 vistos gold a russos.
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Costa defende que Europa pode rearmar-se sem sacrificar Estado social
Rearmamento europeu “não é um luxo, é uma necessidade”, defende António Costa, dizendo ser “erro grave e perigoso” sustentar-se que se deve “escolher entre gastar com a defesa ou com o Estado social”.
Costa defende que Europa pode rearmar-se sem sacrificar Estado social
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António Costa falou ao telefone com Zelensky e promete "aumentar pressão sobre a Rússia na busca da paz"
“O nosso objetivo comum continua a ser uma paz justa e duradoura para a Ucrânia. O apoio militar, financeiro e diplomático, bem como as garantias de segurança, são essenciais para o conseguir”, escreveu António Costa na rede social X, anunciando que teve uma conversa telefónica com Volodymyr Zelensky e líderes europeus após o seu encontro com o Presidente Trump.
Had a call with @ZelenskyyUa and European leaders following his meeting with President Trump.
Our shared goal remains a just and lasting peace for Ukraine. Military, financial, and diplomatic support, as well as security guarantees, are essential to achieving it. We will…
— António Costa (@eucopresident) October 17, 2025
“Na reunião do Conselho Europeu da próxima semana, discutiremos medidas concretas para reforçar o nosso apoio e aumentar a pressão sobre a Rússia na busca da paz”, acrescentou o presidente da instituição europeia.
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Mais de 25 mil soldados russos desertaram nos últimos nove meses apenas numa região
Mais de 25 mil soldados e oficiais do Distrito Militar Central da Rússia desertaram no período em nove meses (entre novembro de 2024 a julho de 2025), noticia o Ukrainska Pravda, citando os serviços secretos ucranianos.
O Distrito Militar Central é um dos cinco distritos militares da Rússia.
Alguns soldados estão a abandonar as suas posições diretamente na linha de frente, enquanto outros desaparecem dos locais onde estão alocados. Outros não regressam ao serviço militar depois de terem estado de licença ou a receberem tratamento médico.
Os relatórios internos das tropas russas, consultados pelos serviços secretos ucranianos, descobriram uma causa de morte entre os soldados russos designada por “não obediência a ordens”, e que passa pelo fuzilamento de soldados que se recusam a realizar ataques suicidas.
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Presidente da Ucrânia falou com líderes europeus e com Rutte depois da reunião com Trump
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, falou com vários membros da chamada Coligação das Vontades depois do encontro de ontem com Donald Trump.
“Tive uma conversa telefónica conjunta com um grupo dos principais líderes da Coligação das Vontades. Estavam presentes os dois presidentes, Ursula von der Leyen e António Costa, da União Europeia”, disse Zelensky numa conferência de imprensa em Washington.
Segundo o Ukrainska Pravda, na conversa participaram também o presidente finlandês Alexander Stubb, o primeiro-ministro do Reino Unido Keir Starmer, o primeiro-ministro polaco Donald Tusk, o primeiro-ministro norueguês Jonas Gahr Støre, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni e o secretário-geral da NATO Mark Rutte.
Um dos temas discutidos foram as garantias de segurança norte-americanas. “Um dos tópicos que discutimos com o Presidente Trump foi sobre garantias de segurança. Queremos que os Estados Unidos participem nas [garantias] de segurança. Contamos com a liderança dos Estados Unidos”, disse o chefe de Estado ucraniano.
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Ucrânia lança ataque contra subestação elétrica no interior da Rússia
A Ucrânia lançou um ataque contra uma subestação elétrica no interior da Rússia, na região de Ulyanovsk, provocando um incêndio, escreve o Kyiv Independent.
Um vídeo publicado nas redes sociais parece mostrar drones a atingirem a subestação de Veshkaima na região durante a noite. A infraestrutura atingida situa-se a cerca de 900 quilómetros da fronteira ucraniana.
Recorde-se que a Ucrânia intensificou os ataques de longo alcance contra a infraestrutura russa de petróleo, gás e energia, fontes fundamentais de receita para Moscovo.
Na noite de 16 de outubro, drones ucranianos atingiram uma subestação semelhante na região de Volgogrado.
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Zelensky diz que Putin "tem medo" dos mísseis Tomahawk
O presidente da Ucrânia disse, numa entrevista à televisão norte-americana NBC, que Putin “tem medo” que os EUA entreguem à Ucrânia os mísseis de longo alcance Tomahawk.
“Acho que Putin [está] com medo de que os Estados Unidos nos entreguem Tomahawks. E acho que ele [está] realmente com medo que os utilizemos”, disse Volodymyr Zelensky. A declaração consta de um excerto da entrevista à NBC, que só será transmitida na íntegra este domingo.
Questionado sobre se os EUA vão fornecer aqueles mísseis aos EUA, Zelensky afirmou que a resposta de Donald Trump não foi conclusiva (isto embora a imprensa norte-americana garanta que o presidente dos EUA recusou entregar os Tomahawk à Ucrânia por agora).
“É bom que o presidente Trump não tenha dito ‘não’, mas hoje, não disse ‘sim’”, admitiu Zelensky em resposta à jornalista Kristen Welker, acrescentando que se trata de uma questão “sensível”.
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Trump recusa entregar mísseis Tomahawk à Ucrânia por enquanto
O presidente dos EUA disse ao seu homólogo Volodymyr Zelensky que os EUA não vão fornecer mísseis Tomahawk à Ucrânia, pelo menos por enquanto, garante o jornal Axios e a CNN, citando fontes familiarizados com o encontro entre os dois líderes, que decorreu ontem na Casa Branca.
Trump continua a priorizar a diplomacia como meio preferencial para colocar fim à guerra e considera, por isso, que fornecer mísseis de longo alcance à Ucrânia neste altura pode prejudicar a diplomacia.
O jornal Axios sublinha que Zelensky esperava deixar Washington com promessas de novas armas para a Ucrânia, mas percebeu que Trump estava com uma postura diferente depois de ter tido uma longa conversa com o presidente russo Vladimir Putin.
Uma fonte próxima do encontro classificou a reunião entre os presidente dos EUA e da Ucrânia como “má”. Outra outra fonte disse que o encontro “não foi fácil”, com Trump a asssumir uma postura “dura”.
Segundo o Axios, a reunião terminou de forma “abrupta” ao fim de duas horas e meia.
Uma outra fonte disse à CNN que Trump sente que a Ucrânia quer escalar e prolongar a guerra e está preocupado com possíveis perdas durante o rigoroso inverno que se aproxima.
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Bom dia,
Abrimos este liveblog para acompanhar os mais recentes desenvolvimentos da guerra na Ucrânia.
Pode recordar o que se passou ontem neste outro liveblog, que agora arquivamos.