Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Volodymyr Zelensky reuniu-se com Donald Trump na Casa Branca para discutirem a situação atual na Ucrânia e a possibilidade de um cessar-fogo. Trump expressou confiança na capacidade de pressionar Vladimir Putin para pôr fim à guerra e ressaltou a importância de permitir ambos os lados reivindicarem vitória, deixando que a história decida os detalhes.
    • A potencial entrega de mísseis Tomahawk dos EUA para a Ucrânia foi um ponto de discussão importante durante o encontro, com Trump a demonstrar hesitação devido à necessidade de manter stocks adequados de armamento nos Estados Unidos. Zelensky sugeriu a troca de drones ucranianos por mísseis americanos, uma proposta que Trump viu com interesse, apesar de preferir finalizar a guerra sem escalar o conflito militar.
    • Trump declarou-se aberto a discutir com Putin na cúpula de Budapeste, embora a reunião pudesse vir a ocorrer em separado para garantir o conforto dos líderes.
    • A Rússia considerou a possível entrega de mísseis Tomahawk para a Ucrânia como uma medida hostil que aumentaria os riscos de segurança global. Durante uma chamada telefónica, Putin avisou Trump sobre o impacto negativo que tal fornecimento poderia ter nas relações bilaterais e nas perspectivas de paz.

    [Apesar da euforia em torno de Freitas, Soares recupera. O debate com Zenha será decisivo. Quando acabar, nunca mais serão amigos. A “Eleição Mais Louca de Sempre” é o novo Podcast Plus do Observador sobre as Presidenciais de 1986. Uma série narrada pelo ator Gonçalo Waddington, com banda sonora original de Samuel Úria. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir o primeiro episódio aqui e o segundo aqui]

  • Bom dia.

    Encerramos aqui este liveblog.

    Pode continuar a acompanhar os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia neste outro liveblog.

    Trump recusa entregar Tomahawk à Ucrânia por enquanto, diz imprensa americana. Zelensky diz que Putin “tem medo” desses mísseis

  • "Deixem ambos reivindicar a vitória, deixem a história decidir!" Trump faz balanço de encontro "muito interessante" e "cordial" com Zelensky

    Apesar de não ter falado aos jornalistas depois do encontro tal como fez o seu homólogo Volodymyr Zelensky, Donald Trump relatou na sua rede social Truth os detalhes da reunião “muito interessante” e “cordial” com o Presidente da Ucrânia.

    O mais importante para Donald Trump foi transmitir a mesma mensagem que passou para Vladimir Putin durante a chamada que tiveram durante a tarde de quinta-feira: “Está na hora de acabar com a matança, e de fazer um ACORDO!”.

    “Já foi derramado sangue suficiente, com as fronteiras territoriais a serem definidas pela guerra e pela coragem. Eles devem parar por aí. Deixem ambos reivindicar a vitória, deixem a história decidir!”, escreve o Chefe de Estado norte-americano.

    Por fim, Trump apela a um cessar-fogo, principalmente para terminar as “milhares de mortes” que ocorrer semanalmente, mas também as “vastas e insustentáveis quantias de dinheiro gastas” para sustentar este conflito. “BASTA, VÃO PARA CASA, PARA AS VOSSAS FAMÍLIAS, EM PAZ!”, conclui.

  • "Estamos num momento difícil nas negociações", admite Zelensky

    Questionado diretamente sobre se foram tomadas decisões quanto à entrega de mísseis Tomahawk, Volodymyr Zelensky disse que a questões tinha de ser colocada aos Estados Unidos — “os mísseis são vossos”, declarou. E repete: “Estamos num momento difícil nas negociações, mas acredito que vai haver negociações”, remata.

  • Zelensky telefonou a líderes europeus depois da reunião com Trump

    Zelensky reconhece que a situação é “difícil”, mas expressa “confiança” na capacidade Trump pressionar Putin e no seu desejo real de pôr fim à guerra e aponta que a situação no Médio Oriente também era difícil, mas que foi resolvida.

    Depois da reunião com Trump, Zelensky telefonou a alguns dos seus principais aliados europeus, revelou aos jornalistas. Participaram na chamada a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, e chefes de Estado e de Governo do Reino Unido, Itália, Finlândia, Noruega, Polónia.

  • Reunião foi produtiva, mas ainda há trabalho a fazer, declara Zelensky

    Zelensky fala aos jornalistas à saída do encontro com Donald Trump, que classificou como “produtivo e longo”. O Presidente ucraniano admite que ainda há trabalho a fazer e que vão manter-se em contacto para explorar a cooperação em defesa aérea, que pode passar com investimentos conjuntos. Zelensky adianta ainda que concordaram não discutir o que foi dito sobre ataques com mísseis de longo alcance “pois os Estados Unidos não querem escalar o conflito”.

    Donald Trump saiu da Casa Branca rumo à sua residência na Flórida sem prestar declarações aos jornalistas.

  • Imprensa russa diz que Pete Hegseth usou gravata com cores da bandeira russa. Porém, são as mesmas que as dos EUA

    Entretanto, a agência russa RIA Novosti noticia que o secretário da Defesa, Pete Hegseth, usou “uma gravata com as cores da bandeira tricolor russa”.

    A combinação branco-azul-vermelho, apesar de serem as cores da Rússia, representa também as cores nacionais dos EUA.

    Porém, a agência destaca que a situação é curiosa porque Hegseth estava sentado mesmo à frente do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e a ordem é a mesma que aparece na bandeira russa.

    GettyImages-2241238560 AFP via Getty Images

  • Tribunal polaco nega extradição de suspeito ucraniano para a Alemanha. Tusk diz que decisão foi tomada "com razão"

    Um tribunal polaco decidiu contra a extradição de um suspeito ucraniano procurado pela Alemanha devido ao ataque ao gasoduto Nord Stream 2, em 2022.

    “A pessoa processada, caso seja o autor do crime, tem direito à imunidade funcional, que abrange um ato cometido no âmbito das suas atividades para o Estado ucraniano”, lê-se na decisão.

    “Se a Ucrânia foi realmente a organizadora deste ato de agressão, então só a Ucrânia pode ser responsabilizada por este acontecimento”, acrescentou.

    A extradição pela justiça polaca tinha um grande opositor na política do país, Donald Tusk. No X, o primeiro-ministro disse que a decisão tinha sido feita “com razão”.

    “O caso está encerrado”, sublinhou.

  • Eslováquia pede a Kiev ajuda para suprir falta de 150 mil trabalhadores

    O Governo da Eslováquia pediu à Ucrânia cooperação para colmatar a escassez de mão-de-obra qualificada, no dia em que aprovou um pacote de ajuda às infraestruturas energéticas ucranianas, alvo de ataques da Rússia, foi hoje divulgado.

    “A nossa indústria precisa de 100.000 a 150.000 trabalhadores qualificados, e é muito difícil procurar cooperação com países com barreiras linguísticas”, explicou o primeiro-ministro eslovaco, Roberto Fico, durante uma reunião com a homóloga ucraniana, Yulia Svyrydenko.

    O chefe do Governo eslovaco propôs uma “parceria estratégica” com Kiev, com vista à criação de um “quadro institucional e jurídico” que permita o recrutamento de trabalhadores ucranianos.

    “Estamos a enfrentar taxas de desemprego historicamente baixas e posso dizer que todos os que querem trabalhar têm emprego”, acrescentou o primeiro-ministro eslovaco.

    De acordo com o Ministério do Trabalho eslovaco, a taxa de desemprego no país situou-se em 5,3% no segundo trimestre de 2025, um dos níveis mais baixos da última década.

    A Eslováquia acolhe atualmente cerca de 145.000 refugiados ucranianos que fugiram da invasão russa, representando 2,67% da população, segundo um consórcio de organizações não-governamentais que trabalham com migrantes.

  • O menu do almoço entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky

    Numa foto do fotojornalista Andrew Harnik, consegue-se ler a ementa do almoço na Casa Branca entre Donald Trump, Volodymyr Zelensky e as comitivas de ambos os países.

    • Entrada: Salada verde de outono com alcachofras estaladiças, funcho ralado e vinagrete de limão.
    • Prato principal: Frango assado na frigideira com salteado de batata-doce, fricassé de ervilhas de vagem, rúcula e aioli de alecrim.
    • Sobremesa: Maçãs McIntosh e chiffon de caramelo com gelado de clementina e molho de amora.
      GettyImages-2241659205 Getty Images

  • "Eu fui enganado a minha vida toda pelos melhores. É possível que Putin esteja a tentar ganhar tempo", admite Trump

    O Presidente dos Estados Unidos não exclui a possibilidade de Vladimir Putin só estar a tentar “ganhar tempo”. “Eu fui enganado a minha vida toda pelos melhores e acabei muito bem. É possível que ele esteja [a tentar ganhar] um bocadinho de tempo. Isso não tem problema. Mas acho que ele quer assinar um acordo”, repete.

    Donald Trump termina as declarações aos jornalistas falando sobre os ataques a barcos venezuelanos acusados de transportarem droga no Mar das Caraíbas e com críticas habituais ao Partido Democrata. Trump, Zelensky e as suas equipas continuam agora reunidos para um almoço de trabalho.

  • Aumento das despesas com Defesa na NATO: "Espanha discordou e devia ser alvo de uma reprimenda"

    Donald Trump olha ainda para os compromissos de aumento de gastos com Defesa assumidos na NATO. “Mas Espanha discordou disso. Acho que Espanha devia ser alvo de uma reprimenda, mas isso cabe à NATO e a Espanha”, considera o Presidente. Confrontado com o facto de Espanha também assumir compromissos em relação à União Europeia, Trump recusa esse argumento, uma vez que outros países da NATO também fazem parte dos 27 e não se opuseram aos aumentos.

  • "Eu adoro resolver guerras": Trump fala novamente sobre Nobel da Paz

    Donald Trump volta a focar-se no facto de não ter ganhado o Nobel da Paz, dizendo que foi entregue “a uma senhora que não conheço, mas que foi muito simpática” e repete que a guerra na Ucrânia será a nona porque reclama os créditos. “Eu adoro resolver guerras. Sabem porquê? Porque adoro parar a morte de pessoas”, remata no final.

  • Zelensky admite entregar drones aos Estados Unidos em troca de mísseis Tomahawk

    Depois de, no passado, ter pressionado os países que compram petróleo russo a pararem de o fazer, Trump diz que compreende a posição da Hungria, que continua a importar combustível russo, uma vez que é um país sem costa, mas que discutiu o tema com Orbán. Já sobre a Índia, diz que o país já está a parar de o fazer. O Presidente deixa ainda um elogio a Melania Trump pela sua preocupação com o regresso das crianças ucranianas.

    Debruçando-se novamente sobre os Tomahawk, Trump repete que os Estados Unidos precisam destes mísseis e que, “com sorte”, será possível pôr fim à guerra sem estes serem precisos. Zelensky também olha para a necessidade destes mísseis e sugere uma troca de equipamento militar: Kiev entrega os drones que produz a Washington em troca dos mísseis de longo alcance. Donald Trump admite estar interessado neste negócio, uma vez que Kiev produz “drones muito bons”. Mas não esconde uma preferência por jatos. E, em todo o caso, repete que prefere pôr fim à guerra acima de qualquer negócio.

  • Recuperar territórios ou receber Tomahawks? "Na guerra, nunca se sabe", diz Trump

    Cerca de um mês depois de ter dito nas Nações Unidas que a Ucrânia podia ganhar territórios à Rússia, Trump já não se mostra tão confiante nessa possibilidade. “A guerra é muito interessante, porque nunca se sabe”, pondera.

    Ainda assim, admite entregar mísseis Tomahawk a Kiev. “É uma questão justa, exatamente como ele [Zelensky] lhe disse para a fazer”, responde ao jornalista ucraniano que o questionou sobre a venda destes mísseis de longo alcance e apontando na direção de Zelensky.

  • "Rancor" entre Putin e Zelensky "está a travar um acordo", declara Trump

    Trump recusa responder qual dos dois líderes — Putin ou Zelensky — é o melhor negociador. “Temos de nos focar em apagar o ódio”, declara. “Eles têm muito rancor e acho que é isso que está a travar um acordo. Mas nós vamos conseguir e vamos fazer um acordo para sempre”, continua, voltando a falar sobre o acordo de paz no Médio Oriente e o facto de ser “muito mais difícil”.

    Já Zelensky recusa comparar os estilos de diplomacia de Donald Trump e do seu antecessor Joe Biden. “O Presidente Trump tem uma grande hipótese de acabar com a guerra. O Presidente Biden não é Presidente, por isso não hipótese de acabar esta guerra. O Presidente Trump mostrou ao mundo que ele consegue assegurar um cessar-fogo no Médio Oriente e por isso tenho esperança que tenha sucesso na Ucrânia”, responde.

    Trump não deixa passar a oportunidade de fazer a sua própria leitura: “Eu diria que a diferença é que um é competente e o outro é imensamente incompetente”.

  • Zelensky: NATO é a "melhor" garantia de segurança, mas cooperação bilateral com Trump "é muito importante"

    Questionado sobre as concessões que está disposto a fazer para pôr fim à guerra, Zelensky responde que a prioridade é “um cessar-fogo”. E volta a utilizar o Médio Oriente como exemplo, dizendo que é muito difícil sustentar uma trégua. “Queremos a paz, Putin não quer a paz”, declara, dizendo que os detalhes de como chegar a essa paz serão discutidos hoje. “Nós sabemos o que nós precisamos para empurrar Putin para a mesa das negociações”, declara, repetindo a sua disponibilidade para qualquer formato de diálogo.

    Zelensky reconhece que a adesão à NATO é importante, mas afirma que essa decisão cabe a Kiev e aos países aliados e que, mais importante, é parar com os ataques. “O que precisamos é de garantias de segurança. A NATO é a melhor, mas armas são importantes, aliados do nosso lado são importantes, mas garantias bilaterais entre mim e o Presidente Trump são muito importantes”, elabora, notando a importância desta parceria “porque os Estados Unidos são muito fortes”.

  • "Eu acho que o Presidente Putin quer acabar com a guerra", declara Trump

    “Eu acho que o Presidente Putin quer acabar com a guerra, eu falei com ele ontem”, declara Trump, acrescentando que “não estaria aqui” se não tivesse essa confiança na disponibilidade do líder russo.

  • Trump não exclui encontro a três em Budapeste, mas mais provável é serem duas reuniões

    Questionado pela imprensa sobre permitir ataques de longo alcance contra a Rússia por parte de Kiev, Trump reconhece que se trata de uma “escalada”, mas diz que o tema será debatido hoje. O Presidente defende ainda a cimeira em Budapeste, dizendo que Viktor Orbán é “um grande líder, sem os problemas que muitos dos outros países têm” e que é respeitado tanto por Trump como por Putin.

    O Presidente diz que os termos “ainda estão a ser decididos”, mas não exclui que a cimeira de Budapeste possa pôr Putin e Zelensky frente a frente. Ainda assim, o mais provável, diz, é que se trate de duas reuniões, uma dos Estados Unidos com a Rússia, outra dos Estados Unidos com a Ucrânia. “Estes líderes não gostam um do outro e nós queremos que estejam confortáveis. Será a três, mas podem estar separados”, elabora.

  • Zelensky elogia acordo de paz no Médio Oriente e acena a cooperação na área da energia

    Zelensky começa a sua intervenção elogiando o acordo de paz alcançado por Trump no Médio Oriente e apela para que se aproveite o “ímpeto” deste momento para forçar Putin a pôr fim à guerra, algo que defende com que o homólogo russo continua sem demonstrar interesse.

    O Presidente ucraniano salienta ainda os encontros que teve durante o dia de ontem com empresas energéticas norte-americanas, deixando aberta a porta para cooperação entre os dois países neste sentido.

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