Atualizações em direto
  • Gomes Cravinho avisa que comprar caças F-35 aos EUA seria “erro grave”

    O ex-ministro da Defesa João Gomes Cravinho avisa que seria “um erro grave” Portugal comprar caças F-35 aos Estados Unidos, considerando que essa opção implica “criar uma dependência com um aliado cujo percurso futuro é muito incerto”.

    O ministro da Defesa Nacional entre 2018 e 2022 reconheceu que os caças F-35, produzidos nos Estados Unidos, são considerados por muitos “o melhor avião que por aí anda”. “Mas Portugal precisa de ter o melhor avião que por aí anda ou pode ter o segundo melhor, com um conjunto de outros benefícios em matéria de Defesa e de integração europeia versus uma situação em que criamos uma dependência face a um aliado cujo percurso futuro é muito incerto?”, questionou.

    Gomes Cravinho salientou que, quando se está a comprar a nova geração de aviões de combate, está-se igualmente a comprar uma “apólice de seguro” e, no caso dos F-35, não se pode ter a certeza de que “quem está a dar a apólice vai honrá-la”. “Não me parece a melhor decisão”, reforçou.

  • Antigo MNE diz ser “penoso” ver divisão da UE sobre Gaza

    O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros João Gomes Cravinho considera “extremamente penoso” ver a União Europeia (UE) dividida sobre Gaza, defendendo que a incapacidade dos Estados-membros para alcançar uma posição comum abala a credibilidade externa do bloco comunitário.

    “É extremamente penoso olhar para aquilo que tem sido a política europeia em relação a Gaza, em particular. E é penoso pelo seguinte: face a um conflito de uma zona próxima, um conflito profundo de uma violência atroz, a Europa não tem conseguido ter voz”, criticou João Gomes Cravinho, em entrevista à agência Lusa, em Bruges, na Bélgica.

    O antigo chefe da diplomacia portuguesa observou que a falta de posição comum na UE não se deve à ausência de convergência entre a “grande maioria” de países, que poderiam trabalhar juntos, mas à oposição de “um muito pequeno número” de Estados-membros a medidas contra Israel, apontando a República Checa, a Alemanha e a Hungria.

  • Guterres apela ao diálogo face ao regresso da “ameaça de uma catástrofe nuclear”

    O líder da ONU, António Guterres, alertou que a ameaça de um desastre nuclear global voltou a estar presente e instou a comunidade internacional a apostar no diálogo e no desarmamento para evitar uma escalada.

    “A ameaça de uma catástrofe nuclear regressou. Mas não podemos permitir que os retrocessos enfraqueçam a nossa determinação. É tempo de escolher o diálogo em vez da divisão, a diplomacia em vez do confronto e o desarmamento em vez da destruição. Vamos construir um mundo mais seguro e pacífico para todos”, declarou o secretário-geral da ONU, na sexta-feira, numa mensagem divulgada nas redes sociais por ocasião do Dia Internacional para a Eliminação Total das Armas Nucleares.

    Os alertas de Guterres surgem em plena sessão anual da Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque e numa altura de escalada bélica no Médio Oriente.

  • Arábia Saudita interceta um míssil e drones lançados pelos Huthis

    A coligação militar liderada pela Arábia Saudita anunciou ter intercetado dois drones lançados em direção a Riade por rebeldes Huthis do Iémen, bem como um míssil balístico disparado contra uma cidade no sul.

    “As defesas aéreas intercetaram e destruíram dois drones lançados pela milícia terrorista Huthi em direção à região de Riade”, informou o porta-voz da coligação, na rede social X.

    O mesmo porta-voz anunciou ainda a interceção de um míssil balístico disparado contra Khamis Mushait, uma cidade no sudoeste da Arábia Saudita que alberga uma importante base aérea. Os Huthis, aliados do Irão, confirmaram ter atacado o reino.

  • Trump rejeita oferta do Irão para reabrir Ormuz em sete dias

    O Presidente dos EUA rejeitou uma proposta do Irão para reabrir o estreito de Ormuz dentro de sete dias e Donald Trump poderá retomar os ataques após as eleições intercalares, avançou o Wall Street Journal.

    Citando responsáveis norte-americanos não identificados, o jornal noticiou que Donald Trump rejeitou a proposta na sexta-feira, por desconfiar da capacidade de Teerão para corresponder às suas exigências.

    Na sexta-feira à noite, o bilionário republicano voltou a publicar na plataforma que detém, a Truth Social, um mapa do estreito de Ormuz com a inscrição “Estreito Trump”.

  • Bom dia,

    Bem-vindo ao liveblog do Observador em que atualizamos, ao minuto, toda a informação sobre as tensões geopolíticas internacionais, em particular as guerras em curso no Médio Oriente.

    Para recuperar os desenvolvimentos desta sexta-feira confira este liveblog.

    Irão propõe aos EUA plano para abrir Estreito de Ormuz em sete dias

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