Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O Presidente francês, Emmanuel Macron, enfatizou a importância de reforçar a defesa europeia, mencionando a possibilidade de estender a dissuasão nuclear aos aliados europeus. Macron destacou a necessidade de a Europa se fortalecer militarmente em resposta à agressividade da Rússia, salientando que os estados europeus devem ser capazes de se defender e de dissuadir novas agressões independentemente dos acontecimentos na Ucrânia.
    • Donald Trump, Presidente dos EUA, ainda não decidiu retomar a ajuda à Ucrânia. A decisão dependerá da disposição do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para negociar com a Rússia. Trump, no entanto, suavizou recentemente o discurso após receber uma carta de Zelensky, na qual a sua liderança é elogiada, e mostrou-se disponível para negociações de paz.
    • A União Europeia vai realizar uma reunião extraordinária focada em defesa e segurança, com líderes europeus a demonstrarem vontade em tornar a Europa mais soberana e autónoma face ao contexto geopolítico delicado da guerra na Ucrânia. O principal foco será a capacidade da Europa em se equipar e reforçar a sua defesa e segurança comunitárias.
    • Na recente crise entre os EUA e a Ucrânia, o governo norte-americano decidiu pausar e rever a relação com a Ucrânia. Mike Waltz, conselheiro de segurança nacional dos EUA, mencionou que se estão a ponderar ações que fomentem a confiança entre ambos os países, e que se espera uma evolução positiva em breve.

  • Bom dia.

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    Pode continuar a acompanhar as acontecimentos mais relevantes do conflito entre Ucrânia e Rússia neste outro liveblog.

    Macron chama “revisionista imperialista” a Putin e diz que só falará com ele “no momento certo”

  • Zelensky agradece "liderança" e "visão clara" de Macron

    O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky agradeceu na rede social X ao Presidente francês, Emmanuel Macron, pela “liderança” e “visão clara” do líder para “atingir a paz”.

    “A paz tem de ser real e não apenas uma palavra – não pode significar a capitulação ou o colapso da Ucrânia” e “tem de ser justa, fiável e duradoura”, escreveu Zelensky na rede social X.

    Esta paz, segundo o Presidente ucraniano, “só pode ser conseguida através de garantias de segurança fortes e de longo prazo – para a Ucrânia, a Europa e o mundo inteiro”

  • Ataque aéreo russo mata duas pessoas em Kryvyi Rih

    Duas pessoas morreram num ataque aéreo russo na cidade de Kryvyi Rih, no centro da Ucrânia, segundo o governador da região de Dnipropetrovsk, Serhiy Lysak, na sua página da rede social Telegram.

    Ao todo, 11 pessoas ficaram feridas e estão a receber tratamento hospitalar.

    “Seis pessoas estão em estado grave. Os médicos estão a acompanhá-las. Estão a fazer tudo o que é possível”, escreveu o governador.

  • Macron quer proteger Europa com capacidade de dissuasão nuclear

    No discurso desta noite, Emmanuel Macron falou sobre a possibilidade de alargar a proteção conferida pela posse de armas nucleares ao resto da Europa. “A nossa dissuasão nuclear ajuda-nos”, disse o presidente francês, que afirma que vai levar o tema aos outros líderes europeus. “Respondendo ao apelo histórico do futuro chanceler alemão [Friedrich Merz], decidi abrir o debate estratégico sobre a proteção dos nossos aliados no continente europeu pela nossa capacidade de dissuasão”. Atualmente a França é a única potência nuclear da União Europeia.

    Macron propõe debate sobre dissuasão nuclear alargada aos aliados europeus

  • Senadores democratas criticam decisão dos EUA de retirar ajuda à Ucrânia

    Em reação à decisão de Donald Trump de retirar a ajuda dos EUA à Ucrânia, o senador democrata Cory Brooks considera a medida “inaceitável e ultrajante”, em declarações à BBC. Além disso, o senador afirma que cortar a ajuda militar é “uma traição à intenção do congresso”, que já aprovou fundos para este fim.

    O senador Tim Kaine chamou a decisão um “grande erro” e afirma que os democratas tentarão barrar a interrupção. Chris Murphy disse que “Trump está aliado a Putin e não há segredo aqui”.

  • Macron recebe Viktor Orbán no Eliseu

    Depois do discurso em que reforçou a necessidade da Europa investir em defesa, Emmanuel Macron recebeu Viktor Orbán no Palácio Eliseu. O primeiro-ministor húngaro é um dos que se opõe à entrada da Ucrânia na União Europeia e é aliado de Donald Trump e Vladmir Putin.

  • Macron diz que decisão de Trump sobre taxas aduaneiras "não ficará sem resposta"

    Ao falar sobre a situação económica, Macron disse que a França se deve “preparar para o aumento das taxas aduaneiras dos EUA aos produtos europeus”. Macron considera a decisão “incompreensível, tanto para a economia americana como para a nossa”.

    O presidente francês ainda diz que a decisão de Trump “não ficará sem resposta da nossa parte”, afirmando que está a preparar uma reação junto dos outros líderes europeus. Macron destacou ainda que durante a visita aos EUA há 15 dias tentou “convencer” o presidente norte-americano que “esta decisão fará mal a todos nós” e que ainda espera “convencer e dissuadir o presidente dos EUA”.

  • França "deve armar-se o mais rapidamente possível"

    Sobre a reunião extraordinária do Conselho Europeu, que se realiza na próxima quinta-feira em Bruxelas, o presidente francês considera decisiva para reforçar a defesa europeia. “Comprar e produzir em solo europeu munições, armas e equipamentos militares”, disse Macron.

    O presidente diz que já pediu ao governo francês para que o país “se volte a armar o mais rapidamente possível e, de outra parte, que acelere o regresso da industrialização em toda a região”. O presidente disse ainda que se vai reunir com o ministro responsável e as indústrias do setor nos próximos dias. Macron ainda destacou que até 2030 a França vai dobrar o orçamento dedicado a armamentos em 2017.

  • "Os estados europeus precisam estar preparados para se defender", diz Macron

    Sobre a defesa dos países europeus, Macron reforçou: “Independentemente da paz na Ucrânia vir rapidamente ou não, os estados europeus precisam ser capazes de se defender e de dissuadir novas agressões“. O presidente francês disse ainda que é preciso reforçar a defesa antecipadamente, para evitar possíveis ataques. Depois o presidente francês falou sobre a relação com os Estados Unidos da América. “É preciso reforçar a nossa independência quando o assunto é segurança e defesa”.

  • Porta-voz não responde a pergunta sobre críticas a Zelensky e silêncio sobre Musk por não usarem fato

    Questionada sobre as críticas lançadas a Zelensky por não usar fato na Casa Branca e apontando que Elon Musk também não usa, a porta-voz da Casa Branca Katrin Leavitt não respondeu diretamente à questão.

    Leavitt acabou por desviar o assunto, ao afirmar que o conselheiro sénior da Casa Branca usou fato na noite anterior e sem comentar sobre o Presidente ucraniano.

  • Macron: "Acredito que os EUA ficarão ao nosso lado, mas temos de estar preparados se este não for o caso"

    Na noite desta quarta-feira, 5 de março, o presidente francês fez um discurso sobre a guerra na Ucrânia. “A guerra já dura três anos. Decidimos desde o primeiro dia apoiar a Ucrânia e sancionar a Rússia. E decidimos corretamente”, começou por afirmar o presidente francês, dizendo ainda que a Rússia representa uma ameaça à Europa. “A agressividade não vê fronteiras e ao mesmo tempo o país continua a armar-se”, destacou.

    Macron também considera que as negociações com a Rússia podem resultar num cessar-fogo “frágil”. O presidente francês destacou a necessidade da aliança com “os amigos britânicos, alemães e outros países europeus”, a fim de “consolidar as movimentações necessárias para a Ucrânia”.

    Macron destacou os encontros com líderes europeus na última semana e disse que vai voltar a reunir-se com os chefes militares dos países interessados em trabalhar num plano para uma “paz sólida e durável” para a Ucrânia. “Acredito que os EUA ficarão ao nosso lado”, disse, ainda, sobre o plano. “Mas temos de estar preparados se este não for o caso”.

  • Administração Trump diz que declaração de Zelensky sobre encontro na Casa Branca é um "passo em frente positivo"

    Numa conferência de imprensa na Casa Branca, a porta-voz Karoline Leavitt afirmou que a declaração de Zelensky desta terça-feira sobre o encontro na Casa Branca da passada sexta-feira era um “passo em frente importante” para a relação entre ambos os países.

    A porta-voz adiantou ainda que a interrupção da ajuda norte-americana estava a ser tratada como uma “pausa para uma revisão” pela administração Trump, mas as afirmações de Zelensky eram um “sinal positivo na direção certa”.

  • Zelensky deverá ir a Bruxelas para a reunião do Conselho Europeu

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, deverá mesmo ir a Bruxelas no âmbito da reunião extraordinária do Conselho Europeu, segundo noticia a Sky News.

    A reunião foi marcada no contexto do confronto de palavras de Zelensky com o homólogo norte-americano, Donald Trump.

  • Zelensky fala em "movimentações positivas" depois de conversa entre representantes de EUA e Ucrânia

    O Presidente Volodymyr Zelensky afirmou que a conversa entre o seu chefe de gabinete, Andriy Yermak, e o conselheiro de segurança nacional norte-americano Mike Waltz resultou em “movimentações positivas” das quais espera ver o resultado “na próxima semana”.

    Yermak afirmou que esperava que representantes dos dois países se voltassem a reunir “no futuro próximo” depois do confronto verbal entre os Presidentes de ambos os países na Sala Oval da Casa Branca que ocorreu na passada sexta-feira.

    Na publicação da rede social X, o Presidente da Ucrânia falou ainda dos preparativos para a presença do país na reunião do Conselho Europeu que se realizará esta quinta-feira e agradeceu à série de líderes com quem falou, entre eles o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro.

  • Zelensky agradece apoio de Portugal depois de conversa com Luís Montenegro

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, agradeceu ao primeiro-ministro Luís Montenegro o “apoio (…) tanto militar como político” de Portugal, sublinhando que estavam “gratos” pelo país estar “ao lado” da Ucrânia.

    “Partilhei os pormenores da cimeira de líderes em Londres, onde acordámos em preparar um plano de ação que traga uma paz justa e sustentável à Ucrânia e segurança a toda a Europa. Isto inclui o reforço do nosso país e a prestação de garantias de segurança”, escreveu Zelensky sobre a conversa com o primeiro-ministro português.

  • Macron fala ao país sobre a Ucrânia às 19h00

    O Presidente francês Emmanuel Macron, vai falar ao país esta sexta-feira, segundo a conta oficial do líder na rede social X.

    “Neste momento de grande incerteza, em que o mundo enfrenta os seus maiores desafios, vou dirigir-me a vós esta noite, às 20h00 [19h00 em Portugal Continental]”, escreveu Macron.

    Segundo uma fonte do Eliseu consultada pela FranceInfo, a declaração do Presidente francês será dedicada “apenas à defesa nacional no contexto ucraniano”.

  • Novo encontro entre EUA e Ucrânia irá ter lugar "no futuro próximo", segundo chefe de gabinete de Zelensky

    Os EUA e a Ucrânia voltarão a encontrar-se num “futuro próximo”, segundo publicou o chefe do gabinete do Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, Andriy Yermak, na rede social X.

    “Marcámos uma reunião para as nossas equipas num futuro próximo para continuarmos este importante trabalho”, confirmou Yermak, depois de uma conversa com o conselheiro de segurança nacional dos EUA, Mike Waltz.

    “Trocámos igualmente pontos de vista sobre questões de segurança e sobre o alinhamento de posições no âmbito das relações bilaterais entre a Ucrânia e os Estados Unidos”, acrescentou ainda.

  • Líderes da UE em reunião extraordinária 5.ª feira sobre Defesa

    Os líderes da União Europeia vão reunir-se na quinta-feira em Bruxelas numa cimeira extraordinária na qual se esperam as primeiras decisões a curto prazo sobre a defesa comunitária, face ao delicado contexto geopolítico de contínua guerra na Ucrânia.

    Duas semanas depois de se terem assinalado os três anos de guerra a Ucrânia causada pela invasão russa e numa altura de tensões entre a administração norte-americana e a liderança ucraniana, os chefes de Governo e de Estado da União Europeia (UE) vão demonstrar a sua “clara vontade” para tomar medidas para a Europa ser mais soberana, autónoma e estar melhor equipada na área da defesa e da segurança, face ao atual contexto “delicado”, referiram diferentes fontes na antevisão do encontro.

    “Esperamos uma cimeira produtiva, com importantes decisões, num timing que é certo para a UE mostrar que está pronta para continuar a apoiar a Ucrânia”, apontou um alto funcionário europeu.

  • Lukashenko diz que Rússia "nunca aceitará" forças de manutenção da paz na Ucrânia

    Depois de oferecer Minsk como local para as negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia, o Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, avisou que Moscovo não iria aceitar forças de manutenção da paz como parte de um eventual acordo de paz.

    “Quanto ao envio de forças de manutenção da paz para o local, a Rússia nunca concordará com isso. Pelo menos, é esta a posição da Rússia neste momento”, afirmou Lukashenko, citado pela Sky News.

    “Especialmente porque a liderança da UE, representada principalmente pela Alemanha e pela França, está a tomar uma posição muito agressiva neste momento”, acrescentou o líder.

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