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    Este liveblog vai ser arquivado. Pode continuar a acompanhar os mais recentes desenvolvimentos da guerra na Ucrânia nesta nova página, que agora abrimos.

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    Zelensky exige armas nucleares em troca de adiamento de adesão à NATO

  • Comité preocupado com proteção de jornalistas ucranianos

    O Comité para a Proteção de Jornalistas, uma organização não governamental norte-americana, expressou preocupação com abertura de um inquérito criminal na sequência da divulgação de um artigo pelo jornal ucraniano Pravda.

    O comité nota que o Serviço de Segurança da Ucrânia abriu uma investigação criminal pela “divulgação de segredos de estado”, depois do jornal ter publicado declarações de Kyrylo Budanov, chefe de Inteligência da Defesa da Ucrânia, durante uma sessão ‘à porta fechada’ do parlamento ucraniano.

    Para o comité, as autoridades ucranianas devem proteger os jornalistas e a confidencialidade das suas fontes, abstendo-se de colocar pressão no jornalismo independente.

  • Ucrânia atingiu nove instalações de petróleo na Rússia em janeiro

    As forças ucranianas atingiram nove instalações de petróleo na Rússia durante o mês de janeiro, avançou o Departamento de Comunicações Estratégicas das Forças Armadas da Ucrânia numa nota partilhada no Facebook.

    “As forças de defesa estão a trabalhar”, começam por dizer. “Sem petróleo e sem dinheiro do petróleo é mais difícil para o inimigo manter as suas tropas”.

    De acordo com o Ukrinform, uma das maiores empresas de petróleo da Rússia teve que suspender as encomendas na sequência de um ataque com drones da Ucrânia.

  • EUA retomam envio de armas para a Ucrânia após impasse

    Os EUA retomaram o fornecimento de armas para a Ucrânia depois de uma pausa que durou alguns dias, avança a Reuters, que cita quatro fontes ligadas ao assunto.

    De acordo com a agência, a pausa terá sido motivada por um período de reflexão da administração Trump sobre a ajuda à Ucrânia.

    Segundo uma fonte, há fações dentro da Casa Branca que estão em desacordo sobre até que ponto os EUA devem ajudar a Ucrânia. Esse impasse motivou a pausa na ajuda que foi quebrada este fim de semana.

    O eventual fim da ajuda dos EUA poderia comprometer seriamente a capacidade de Kiev em defender-se, o que deixaria a Ucrânia com uma posição de desvantagem nas negociações de paz.

    A Reuters diz que é incerto se a administração de Trump vai assumir formalmente esta pausa e subsequente retoma.

  • Forças ucranianas resgatam 12 crianças

    As forças ucranianas resgataram 12 crianças que estavam em território sob ocupação russa.

    Entre os resgatados, no âmbito de uma iniciativa da Ucrânia, estava uma rapariga de 16 anos – que perdeu a mãe por negligência médica durante a ocupação russa -, um rapaz de 17 anos – que recebeu intimações para integrar o exército russo -, crianças forçadas a entrar em “campos educativos” e uma menina de oito anos – cujo pai foi forçado a aceitar a cidadania russa para não perder a custódia da filha.

    “Todas as crianças resgatadas são uma vitória. Continuamos a cumprir a missão do presidente: trazer todas as crianças ucranianas para casa”, disse Andriy Yermak, chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia, no Telegram.

  • Costa sobre EUA: "Problemas também surgem entre amigos"

    António Costa assumiu o desafio de construir uma “Europa da Defesa” que exigirá um “esforço conjunto mais rápido e com mais força”, num balanço da retiro dos líderes europeus no Palácio d’Egmont, em Bruxelas.

    O Presidente do Conselho Europeu assumiu que as discussões sobre a Defesa europeia, realizadas durante este encontro informal, se focaram em três pontos principais: capacidade de produção, financiamento e parcerias internacionais.

    Costa diz que a Europa tem de “produzir mais e mais rápido”, algo que vê como necessário para a obtenção de “paz e prosperidade”. O socialista admitiu a necessidade de mobilizar mais investimento público e privado para concretizar esse objetivo. Segundo Costa, Mark Rutte, um dos convidados da reunião, está em sintonizado com os líderes europeus em relação aos benefícios que uma Europa mais forte pode trazer à NATO.

    Se, por um lado, António Costa assinalava a “nova energia positiva” vinda do Reino Unido, representada por Keir Starmer, por outro lado, o Presidente do Conselho Europeu abordou a crescente tensão entre UE e a administração Trump.

    “Os EUA são nossos amigos, aliados e parceiros”, disse, assinalando que “problemas e diferenças nos pontos de vista também surgem entre amigos”. Quando isso acontece, “temos de os abordar, de falar e encontrar soluções”.

  • Zelensky aprova plano de transição das forças ucranianas

    O presidente da Ucrânia aprovou um plano de transição para reorganizar a estrutura das Forças Armadas ucranianas. O projeto contempla a formação de corpos militares, revela o Pravda.

    “O comandante das Forças Armadas da Ucrânia sugeriu a modernização do exército. Um plano nesse sentido foi aprovado em relação à transição para uma nova estrutura organizacional das Forças Armadas e a criação de novos ramos”, disse Volodymyr Zelensky.

    O presidente ucraniano acrescentou ainda que foi discutida, esta segunda-feira, a nomeação de novos comandantes, que devem ser “os mais preparados e mais promissores, com experiência de combate e um ‘mindset’ moderno”.

  • Trump quer trocar recursos naturais raros da Ucrânia por ajuda na guerra

    O presidente dos Estados Unidos da América assinou um decreto no qual nomeou Keith Kellogg, um tenente-general reformado, como um enviado especial à Ucrânia e à Rússia e demonstrou interesse em adquirir recursos naturais raros da Ucrânia em troca pelo apoio na guerra.

    De acordo com o Pravda, Donald Trump disse que Washington “fez muitos progressos” no que diz respeito à guerra no Leste da Europa.

    “Fizemos um grande progresso na Rússia e na Ucrânia. Veremos o que acontece, mas um grande progresso foi feito. Devemos parar essa guerra ridícula”, defendeu.

  • Kiev defende soldados ucranianos após alerta do presidente da Polónia

    Depois do presidente da Polónia ter dito que os futuros soldados veteranos podem representar um problema para a Ucrânia, o ministro dos Negócios Estrangeiros do país em guerra destacou que estes combatentes estão a proteger a Ucrânia e até a Europa.

    Através do seu porta-voz, Andrii Sybiha expressou a sua gratidão à ajuda dada pela Polónia, mas acrescentou: “Discordamos da representação dos soldados ucranianos, que estão a arriscar as suas vidas para defender a Europa da invasão russa”.

    O porta-voz do ministro explicou, citado pelo Pravda, que desde o início da invasão russa, a Ucrânia deu prioridade à adaptação, socialização e integração dos soldados na vida quotidiana. “Os soldados e veteranos ucranianos não são uma ameaça, mas um fator de segurança para a Ucrânia, Polónia e toda a Europa. São uma chave para um futuro livre e estável da Europa. Os bravos ucranianos, homens e mulheres, que se prontificaram a defender a Ucrânia merecem um grande respeito”.

    As declarações surgem na sequência de uma entrevista de Andrzej Duda, presidente da Polónia, ao Financial Times, na qual o chefe de estado disse que muitos soldados ucranianos iam sofrer de “problemas mentais” e regressar às “suas vilas e cidades, onde iam encontrar casas destruídas, fábricas destruídas, sem trabalho e sem perspetivas”. Apesar de continuar a defender um apoio à Ucrânia, disse que essa ajuda pode não passar pelo envio de tropas.

  • Líder do batalhão 'Peaky Blinders' morre com ferimentos de guerra

    Anton Spitsyn, que liderou um dos batalhões das forças especiais Omega, da Guarda Nacional da Ucrânia, morreu na sequência de ferimentos provocados em missões de combate, informou o irmão numa publicação partilhada esta segunda-feira no Facebook.

    Anton foi um dos fundadores do batalhão conhecido como “Peaky Blinders” – em associação à série britânica com o mesmo nome – e estava a defender a Ucrânia desde o início da invasão da Rússia. “Hoje é o dia mais negro e mais difícil da minha vida. Hoje o meu irmão deixou-me. Era a pessoa mais próxima de mim. Nasceu e morreu um herói”, escreveu Oleksandr Spitsyn.

    Num comunicado partilhado pelas forças Omega, é detalhado o passado de Anton (antes da guerra): tinha uma empresa de construção e estava envolvido em trabalho de caridade, particularmente ao ensinar inglês a órfãos de graça.

  • Encontro de Trump com Putin sem progressos

    O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que ainda não há novidades sobre um eventual encontro entre o presidente russo e o seu homólogo norte-americano.

    “Antes de discutirmos um local para o encontro [entre Vladimir Putin e Donald Trump], devemos determinar antes o que será discutido. Não há novidades nesse aspeto”, disse Peskov à RBC.

    As declarações do porta-voz da presidência russa surgem em resposta às notícias da Reuters que indicavam que Moscovo via com bons olhos dois locais para essa reunião: Emirados Árabes Unidos ou Arábia Saudita.

  • Ministro espanhol diz que Ucrânia "vai desaparecer" se "perder a guerra"

    O ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha diz que a Ucrânia “vai desaparecer” se perder a guerra contra a Rússia, avança a agência Tass.

    José Manuel Albares compara: “Se a Rússia perde a guerra (…) a Rússia simplesmente perde a guerra. Se a Ucrânia perder a guerra, a Ucrânia vai desaparecer”.

    O ministro espanhol, em declarações prestadas num evento organizado pela agência Europa Press, enfatizou que “nada pode ser decidido na Ucrânia sem a Ucrânia. E nada pode ser decidido sobre segurança europeia sem os europeus”.

  • 84 tanques russos destruídos em janeiro, diz ministro ucraniano

    Os soldados da Guarda Nacional da Ucrânia destruíram 84 tanques russos, 165 veículos armados e 334 sistemas de artilharia em janeiro de 2025, informa o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano.

    “Trabalho impressionante”, descreve Ihor Klymenko através do Telegram.

  • Civis feridos em ataque da Rússia na região de Kherson

    Três civis ficaram feridos na sequência de um ataque russo na região ucraniana de Kherson, esta segunda-feira, que danificou ainda seis infraestruturas, relata o Ukrinform.

    O relatório dos procuradores regionais detalha que as tropas russas usaram artilharia, morteiros e drones no ataque ocorrido pelas 17h30 locais (15h30 em Lisboa). Entre os feridos estão uma mulher de 50 anos e dois homens, um de 40 e outro de 63.

    Pelo menos um carro e várias casas foram danificadas.

  • Rússia agressora? "Vamos deixar os julgamentos para os historiadores", responde Orbán

    O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, fugiu às questões sobre se, pessoalmente, considera a Rússia um estado agressor e propôs deixar “os julgamentos para os historiadores”.

    “Vamos deixar os julgamentos para os historiadores. Eu sou um político e há uma decisão europeia. Sou obrigado a falar numa ‘agressão russa'”, disse Orbán numa entrevista ao suíço Neue Zurcher Zeitung, citada pelo The Kyiv Independent.

    Apesar do presidente da Rússia ter exigido, em 2021, que a NATO recuperasse as fronteiras de 1997 – excluindo assim a Hungria, que se aliou dois anos depois -, Orbán entende que os russos não representam uma ameaça para o seu país.

    “Eu perguntei diretamente [ao Vladimir Putin] se ele tinha algum problema com a Hungria pertencer à NATO. Ele disse que não, porque nós não temos armas no nosso território que possam representar uma ameaça para a Rússia”, explicou o primeiro-ministro húngaro.

    Entre risos, Orbán disse que Putin “está preocupado” com armas de longo alcance e não com uma eventual invasão da Hungria: “É difícil imaginar a Hungria a invadir Moscovo”.

    O político lembrou a importância de haver diálogos pela paz, de forma a impedir que a Ucrânia se torne “no Afeganistão da União Europeia”.

  • Nacionalista russo diz que "eleições na Ucrânia" seriam fim de Zelensky

    O líder do Partido Liberal Democrático russo defende que as “eleições na Ucrânia” vão marcar o fim do “regime acabado de Zelensky”.

    Citado pela agência Tass, o nacionalista Leonid Slutksy diz que “para o regime acabado de Zelensky, haver eleições vai dar um fim inglório e irreversível a esta confusão desgraçada.”

    Na nota partilhada no Telegram, o representante do partido que adota abertamente posições de extrema-direita, escreve que este “fim irreversível” não vai afetar só o Presidente da Ucrânia, mas também os “europeus” que patrocinam esta “mascote ilegítima” que propaga “russofobia e uma guerra sem fim”.

    Slutsky – que concorreu a três eleições presidenciais, mas que disse que não queria “tirar votos” a Vladimir Putin – acrescentou que “a Ucrânia democrática e a elite de Kiev que ‘ama a liberdade’ é contra eleições, contra liberdade de expressão e contra a verdadeira democracia”.

    “É a auto-exposição de um regime que se escuda em ‘valores democráticos’ para mascarar crimes de guerra contra a Rússia”, remata.

  • Jovem em piloto em ucraniano em morre em missão em de em combate

    “Tinha apenas 24 anos, mas era um guerreiro experiente e competente que bateu, sem misericórdia, [as forças russas] em todas as suas aproximações”. Assim foi descrito Ivan Bolotov pela brigada que o piloto capitaneava, num comunicado publicado esta segunda-feira.

    Bolotov, que deixa uma mulher e um filho de cinco meses, morreu numa missão de combate, avançou o The Kyiv Independent.

    O jornal lembra os casos de outros jovens também mortos em combate: Oleskandr Myhulia, de 27 anos, morto em agosto de 2024, e outro piloto, não nomeado, que morreu em dezembro do ano passado.

  • Administração Biden adiou entrega de armas à Ucrânia nos últimos meses de mandato

    Nos últimos meses, o batalhão ucraniano ‘estacionado’ na frente de batalha não tem recebido armamento, o que impede qualquer avanço ou retirada de feridos. Como dá conta a Reuters, os soldados são o último elo de uma cadeia complexa que leva armamento militar norte-americano para a Ucrânia.

    Segundo uma investigação da Reuters, no último ano do mandato de Joe Biden, as decisões sobre o envio de armas para a Ucrânia ficaram ’empatadas’ muitos meses. Não apenas por sucessivos adiamentos no Congresso dos EUA – que demorou a aprovar um apoio de 60 mil milhões -, mas também por debates internos sobre o risco do escalar do conflito com a Rússia, além de dúvidas sobre se as armas armazenadas pelos norte-americanos seriam suficientes. A confusão aumentou com um sistema de localização de armas, no qual até a definição de “entregue” variava entre diferentes ramos militares dos EUA, acrescenta a Reuters.

    Em novembro do ano passado, apenas tinha chegado à Ucrânia metade do apoio prometido pelos EUA em 2024. No último ano de mandato de Biden, a Ucrânia perdeu quase todo o território que tinha recuperado nas contraofensivas de 2023.

    Os analistas ouvidos pela Reuters disseram que não havia nenhuma “ligação clara” entre a demora na entrega de ajuda pelos EUA e as perdas territoriais ucranianas.

  • Rússia disparou quase 50 mísseis contra Ucrânia na última semana, diz Zelensky

    O presidente da Ucrânia disse que a Rússia levou a cabo centenas de ataques aéreos contra instalações ucranianas esta semana e pediu aos parceiros para aumentarem a pressão ao “agressor russo”.

    “Todos os dias, a Rússia ataca a Ucrânia com drones, mísseis e bombas aéreas. Só esta semana houve centenas de ataques às nossas cidades e comunidades. Quase 50 mísseis, cerca de 660 ataques com drones e mais de 760 ataques aéreos teleguiados lançados contra os ucranianos”, denunciou Volodymyr Zelensky através do X.

    O presidente da Ucrânia lembrou que os russos “não vão parar por si”. “Obrigado a todos por esse mundo fora que percebem a importância disto e continuam a acreditar no nosso país”, acrescentou.

  • Letónia angaria dinheiro para dar 100 drones à Ucrânia

    Numa iniciativa social, intitulada “Drones para as forças ucranianas”, a Letónia conseguiu reunir meios para dar 100 FPV drones [drones com visão em primeira pessoa] à Ucrânia, avançou a embaixada ucraniana na Letónia, citada pela Interfax.

    “Os fundos da compra dos drones foram angariados, em particular, durante uma iniciativa de caridade promovida pela ministra dos Negócios Estrangeiros da Letónia Baiba Braze, que organizou a Meia Maratona de Riga de 2024, na qual pediu às pessoas para doarem drones necessários para as forças ucranianas”, lê-se na publicação partilhada no Facebook da embaixada.

    Embaixada da Ucrânia na Letónia

    Segundo a nota nas redes sociais, foram angariados cerca de 130 mil euros usados para comprar drones produzidos na Letónia.

    O embaixador ucraniano Anatoliy Kutsevol acrescentou que os drones são essenciais nas operações na guerra e têm sido imprescindíveis para destruir veículos militares russos. “Vamos ajudar a Ucrânia a derrotar a Rússia, enquanto promovemos a economia da Letónia e os produtores de drones”, disse Kutsevol.

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