Momentos-chave
- Zelensky exige armas nucleares em troca de adiamento de adesão à NATO
- UE define bases legais para criar tribunal capaz de julgar líderes russos
- Zelensky confirma contactos com o enviado de Trump à Ucrânia
- Uma das cinco vítimas mortais do ataque russo em Kharkiv estava grávida. Número de feridos continua a aumentar
- Resultados da investigação sobre avião que caiu no Cazaquistão serão divulgados em breve
- Sobe para cinco o número de mortos em ataque russo em Kharkiv
- Peskov: Trump ofereceu à Ucrânia a "compra de ajuda" militar em troca de recursos naturais raros
- Ataque russo em Kharkiv faz pelo menos quatro mortos
- Scholz critica Trump por interesse em trocar recursos naturais raros da Ucrânia por ajuda na guerra: "Egoísta"
- Lavrov compara slogan de Trump "América primeiro" ao da Alemanha de Hitler: "É alarmantemente semelhante"
Histórico de atualizações
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Bom dia!
Este liveblog fica por aqui. Obrigado por nos acompanhar. No entanto, os acontecimentos desta quarta-feira sobre a guerra na Ucrânia vão ser atualizados neste outro liveblog.
Zelensky: Kursk pode ser “parte importante” das negociações de paz
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Zelensky exige armas nucleares em troca de adiamento de adesão à NATO
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, defendeu hoje que o adiamento da adesão do seu país à NATO exige a devolução a Kiev das armas nucleares que foram renunciadas em 1994 em troca de garantias de segurança.
“Se o processo de adesão à Aliança [Atlântica] se arrastar durante anos ou décadas – não por causa da Ucrânia, mas por causa dos seus parceiros – a Ucrânia pergunta-se, com razão: o que nos protegerá deste mal [Rússia] durante todo este tempo?”, questionou Zelensky, segundo um excerto publicado na rede X de uma entrevista ao jornalista britânico Piers Morgan.
Questionado se tinha um plano B para o adiamento da adesão à NATO, o líder ucraniano sugeriu que, nesse caso, os aliados de Kiev deveriam fornecer um número suficiente de mísseis e até devolver armas nucleares, além de ajudar a financiar um Exército de um milhão de homens para travar a Rússia.
"Give us back nuclear arms."
Ukraine’s President Zelenksy has issued the plea while discussing with Piers Morgan how the war with Russia can end.
Watch more tonight on YouTube from 8pm (UK) / 3pm (EST).
SUBSCRIBE: https://t.co/QR11ywsANx@ZelenskyyUa | @piersmorgan pic.twitter.com/Uuk1b30Y6r
— Piers Morgan Uncensored (@PiersUncensored) February 4, 2025
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UE define bases legais para criar tribunal capaz de julgar líderes russos
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, revelou que a União Europeia (UE) definiu as bases legais para que se leve a cabo a criação de um tribunal especial para responsabilizar os líderes russos pelos crimes cometidos durante a guerra da Ucrânia.
O tribunal em causa deverá ter o poder de julgar líderes políticos militares russos.
When Russia chose to roll its tanks over Ukraine’s borders, breaking the UN Charter, it committed one of the gravest violations:
The Crime of Aggression.
Now, justice is coming.
Justice for Ukraine.We have laid down the legal foundations for a Special Tribunal ↓
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) February 4, 2025
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Zelensky confirma contactos com o enviado de Trump à Ucrânia
O presidente ucraniano assumiu estar recetivo ao investimento de empresas norte-americanas no setor dos minerais raros.
De acordo com a Reuters, Volodymyr Zelensky revelou que a sua equipa tem estabelecido contactos com o enviado do presidente Donald Trump à Ucrânia, Keith Kellogg, bem como com o Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Michael Waltz.
A agência noticia que os dois lados estão a negociar uma data para uma eventual visita dos norte-americanos a Kiev.
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Uma das cinco vítimas mortais do ataque russo em Kharkiv estava grávida. Número de feridos continua a aumentar
O número de mortos no ataque russo à cidade de Izium, em Kharkiv, mantém-se em cinco. Mas o governador da região, Oleg Synegubov, tem revelado mais pormenores. Sabe-se agora que entre as vítimas mortais estão duas mulheres, de 18 e 19 anos, sendo que uma delas estava grávida.
Já o número de feridos está a aumentar. Inicialmente, nas primeiras informações que surgiram após o ataque, eram 20, depois contabilizavam-se 38 e agora são pelo menos 55. Entre os feridos, avançou Synegubov no Telegram, estão três menores (de seis, 14 e 15 anos), um encontra-se em estado em grave.
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Número de polacos contra ajuda militar à Ucrânia aumentou, revela sondagem
Há mais polacos que se opõem ao envio de ajuda militar à Ucrânia, revela uma sondagem realizada pelo laboratório ARC Rynek i Opinia a pedido da iniciativa Mieroszewski Centre.
Ao longo do último ano, indica o Pravda (que teve acesso à sondagem), o número de cidadãos da Polónia contra o fornecimento de ajuda a Kiev aumentou de 26% para 35%.
Por outro lado, o número de defensores do apoio militar diminuiu para 49% (uma queda de cinco pontos percentuais) no mesmo período de tempo.
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Resultados da investigação sobre avião que caiu no Cazaquistão serão divulgados em breve
O Ministério dos Transportes do Cazaquistão avançou que está a planear divulgar em breve os primeiros resultados da investigação sobre o acidente do avião da Azerbaijan Airlines que caiu no Cazaquistão e fez 38 mortos.
“O trabalho está na fase final e esperamos publicar um relatório preliminar no nosso site dentro de alguns dias”, afirmou o ministro Marat Karabayev, citado na Tass, acrescentando que os especialistas precisam ainda de tempo para concluir o seu trabalho.
Segundo Marat Karabayev, equipas do Cazaquistão, Brasil, Rússia e Azerbaijão estão a participar na investigação.
A 25 de dezembro, um avião da Azerbaijaan Airlines que seguia com destino a Grozny, a capital regional da república russa da Chechénia, caiu ao tentar aterrar quando virou em direção ao Cazaquistão. O avião terá sido atingido por um míssil antiaéreo russo.
Sistema de defesa russo terá abatido avião que se despenhou no Cazaquistão matando 38 pessoas
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Sobe para cinco o número de mortos em ataque russo em Kharkiv
O número de mortos do ataque russo à cidade de Izium, em Kharkiv, subiu para cinco. Inicialmente, o governador da região, Oleg Synegubov, tinha adiantado que existiam quatro vítimas mortais, dois homens e duas mulheres. Entretanto, foi encontrado um corpo nos escombros.
O número de feridos também aumentou de 20 para, pelo menos 38, adiantou Oleg Synegubov na rede social Telegram. Sete dessas pessoas estão hospitalizadas, incluindo uma menor de 15 anos que tem ferimentos provocados pelos estilhaços.
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Peskov: Trump ofereceu à Ucrânia a "compra de ajuda" militar em troca de recursos naturais raros
Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, classificou o interesse de Donald Trump em trocar recursos naturais raros da Ucrânia por ajuda na guerra como uma tentativa de levar Kiev a “comprar assistência” militar.
“Esta é uma oferta [à Ucrânia] para comprar ajuda. Ou seja, não continuar a fornecê-la gratuitamente ou de outra forma, mas fornecê-la numa base comercial”, afirmou Peskov, segundo a agência estatal TASS.
Por outro lado, além de se mostrar contra o interesse de Trump, o porta-voz do Kremlin salientou que seria melhor para os Estados Unidos “não prestar assistência [a Kiev] de forma alguma e contribuir assim para o fim do conflito”.
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Ataque russo em Kharkiv faz pelo menos quatro mortos
Pelo menos quatro pessoas morreram e 20 ficaram feridas num ataque russo à cidade de Izium, em Kharkiv. Os números foram avançados pelo governador da região, Oleg Synegubov, na rede social Telegram.
Cinco dos feridos foram transportados para o hospital. Os serviços de emergência e equipas de salvamento encontram-se no local, estando a tentar retirar uma pessoa dos escombros.
Oleg Synegubov afirmou que “edifícios administrativos foram parcialmente destruídos e um edifício residencial de cinco andares ficou danificado” na sequência do ataque.
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"Zelensky não chega à mesa dos grandes"?
Jorge Rodrigues sublinha que a estratégia de Kiev para conseguir apoio internacional passa por provocar a Europa, numa altura em que o futuro da Ucrânia pode nem estar nas mãos de Zelensky.
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Scholz critica Trump por interesse em trocar recursos naturais raros da Ucrânia por ajuda na guerra: "Egoísta"
“Muito egoísta e muito egocêntrico”. Foi assim que o chanceler alemão, Olaf Scholz, classificou o interesse do Presidente norte-americano, Donald Trump, em trocar recursos naturais raros da Ucrânia por ajuda na guerra.
Para Olaf Scholz, segundo o jornal alemão Der Spiegel, os recursos naturais devem ser utilizados na reconstrução da Ucrânia após a guerra com a Rússia: “A Ucrânia tem de ser capaz de financiar a sua reconstrução.”
As declarações do chanceler alemão foram feitas após o Presidente dos Estados Unidos ter dito que quer que a Ucrânia forneça minerais raros em troca de ajuda militar por parte do país. “Estamos a dizer aos ucranianos que têm minerais raros muito valiosos. Queremos que o que estamos a oferecer seja retribuído de alguma forma. Queremos uma garantia”, afirmou Trump.
Fonte da Presidência ucraniana disse ao jornal Kyiv Independent que a partilha dos recursos naturais com os aliados já faz parte do “plano de vitória” de Volodymyr Zelensky.
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Lavrov compara slogan de Trump "América primeiro" ao da Alemanha de Hitler: "É alarmantemente semelhante"
Num artigo de opinião publicado esta terça-feira na revista Russia in Global Affairs, Sergei Lavrov afirma que o lema “América primeiro”, de Donald Trump, é “alarmantemente semelhante ao slogan hitleriano ‘A Alemanha acima de tudo'” e diz que “uma aposta na ‘paz através da força’ pode ser o golpe final para a democracia”.
“Já para não mencionar que tais declarações e construções ideológicas não demonstram o mínimo respeito pelas obrigações legais internacionais de Washington ao abrigo da Carta das Nações Unidas”, escreve o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia.
No artigo, intitulado The UN Charter Should Become the Legal Foundation of a Multipolar World (A Carta das Nações Unidas deve tornar-se a Base Jurídica de um Mundo Multipolar, em tradução livre), Lavrov defende que a “multipolaridade está a ganhar força e, em vez de se oporem, os EUA poderão, num futuro próximo, tornar-se um centro de poder responsável, juntamente com a Rússia, a China e outros estados do Sul, do Leste, do Norte e do Oeste do mundo”.
“Neste momento parece que a nova administração dos EUA vai lançar ataques de cowboys para testar os limites e a durabilidade do atual sistema centrado na ONU face aos interesses norte-americanos. Mas tenho a certeza de que também essa administração compreenderá em breve que a realidade internacional é muito mais complexa do que as caricaturas que tem a liberdade de apresentar ao público americano ou a aliados geopolíticos obedientes”, afirma o ministro russo.
Lavrov nota ainda que a Rússia, enquanto espera que “os americanos ganhem juízo”, continuará a “trabalhar conscienciosamente” com os aliados que partilham “as mesmas ideias para adaptar os mecanismos das relações interestatais à multipolaridade e ao consenso jurídico internacional da Conferência de Ialta, consagrado na Carta das Nações Unidas”.
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Bom dia.
Abrimos este liveblog para continuar a acompanhar a guerra na Ucrânia. Pode recordar as notícias que marcaram esta segunda-feira nesta página, que agora arquivamos.
Trump quer trocar recursos naturais raros da Ucrânia por ajuda na guerra