Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que o país está preparado para participar na cimeira de Budapeste entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e o homólogo norte-americano, Donald Trump.
    • Na Ucrânia, a primeira-ministra, Yulia Svyrydenko, anunciou a suspensão temporária do vice-presidente da Energoatom, Jakob Hartmut, devido a um escândalo de corrupção investigado pelo Gabinete Nacional Anti-Corrupção. Paralelamente, houve também a instrução de destituir Dmitry Basov, diretor-executivo da empresa, que foi detido no âmbito das investigações.
    • O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, expressou o seu compromisso em reestruturar a empresa estatal Energoatom e apoiar as investigações sobre corrupção. Este escândalo já levou à suspensão do ministro da Justiça e à demissão da ministra da Justiça, e destaca a necessidade de integridade máxima no setor energético, especialmente perante os ataques russos às infraestruturas ucranianas.
    • O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acusou países europeus de estarem a preparar uma guerra contra a Rússia, refletindo um forte sentimento pró-militarista na Europa.

  • Bom dia.

    Encerramos aqui este liveblog. Pode continuar a acompanhar os acontecimentos mais relevantes da guerra na Ucrânia, neste outro liveblog.

    Ataque russo em larga escala a Kiev faz pelo menos cinco feridos. Há cortes de energia em diversos pontos da cidade

  • Ex-assessor de Putin diz ao Observador que filha do Presidente russo estará mesmo a pressionar o pai para demitir Lavrov

    Tikhonova considera Lavrov “demasiado agressivo” e estará a pressionar o pai a demitir ministro e a colocar no cargo o chefe de gabitente de Putin, diz ex- escritor dos discursos do Presidente russo.

    Ex-assessor de Putin diz ao Observador que filha do Presidente russo estará mesmo a pressionar o pai para demitir Lavrov

  • Escândalo de corrupção. Primeira-ministra ucraniana anuncia afastamento de vice-presidente de Energoatom

    A primeira-ministra ucraniana, Yulia Svyrydenko, anunciou esta noite que o vice-presidente da Energoatom — a empresa estatal no centro do escândalo de corrupção que está a manchar a imagem do governo da Ucrânia — foi afastado do cargo.

    No Telegram, Yulia Svyrydenko assinalou que, “com bases nos documentos” recebidos pelo Gabinete Nacional Anti-Corrupção (NABU), o Governo “aprovou a decisão de suspender temporariamente o vice-presidente e membro do conselho de administração, Jakob Hartmut”.

    O presidente interino da Energoatom também foi instruído a “destituir Dmitry Basov”, que foi detido esta quarta-feira e era o diretor-executivo da empresa, juntamente com outros responsáveis pelo caso.

    A primeira-ministra realçou que se durante a investigação da NABU se concluir o “envolvimento de outros” responsáveis no caso de corrupção, os mesmos serão afastados do cargo.

  • Zelensky promete “limpar” e “restruturar” empresa estatal Energoatom após novo escândalo de corrupção

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, prometeu hoje “limpar” e “restruturar a gestão” da empresa estatal de energia Energoatom, após um novo escândalo de corrupção que já custou o cargo aos ministros da Energia e da Justiça.

    Zelensky expressou total apoio às investigações e sublinhou que deve reinar no setor energético a “máxima integridade”, numa altura em que a Rússia continua a tomar como alvo este tipo de infraestruturas, especialmente com a aproximação do inverno.

    “Neste momento, a situação é extremamente difícil para todos na Ucrânia (…). É absolutamente inaceitável que, no meio de tudo isto, também existam esquemas no setor energético. Agora, todos devemos proteger a Ucrânia”, sustentou.

  • Lavrov diz que a Rússia "continua preparada" para a cimeira de Budapeste entre Putin e Trump

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, disse hoje que o país continua “preparado para realizar” a cimeira de Budapeste entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e o homólogo norte-americano, Donald Trump.

    Citado pela agência TASS, Sergei Lavrov realçou que os russos continuam interessados na cimeira se ela “realmente consolidar os resultados” no encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin no Alasca.

    Sergei Lavrov adiantou que nenhuma data foi definida, mesmo que os contactos entre delegações russas e norte-americanas “continuem”.

  • Rússia "vai-se aproveitar" de corrupção na Ucrânia

    Com o mais recente caso de corrupção a afetar o Governo ucraniano, a “posição de Zelensky também fica fragilizada”, considera Afonso Moura, que diz que a Rússia vai querer capitalizar estes erros. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    Rússia “vai-se aproveitar” de corrupção na Ucrânia

  • Negociações de paz suspensas? MNE russo acusa Ucrânia de "falta de desejo sincero de paz"

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, pela voz da porta-voz Maria Zakharova, já reagiu ao facto de a Ucrânia ter anunciado que as negociações de paz entre Kiev e Moscovo estão suspensas.

    Citada pela agência TASS, Maria Zakharova notou que a Ucrânia demonstra a “falta de desejo de paz”.

    “Isso é uma admissão de que o regime de Zelensky não tinha qualquer intenção de demonstrar um desejo sincero de paz”, destacou Maria Zakharova.

  • Ucrânia anuncia: negociações de paz com a Rússia estão atualmente suspensas

    O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Serhiy Kyslytsia, anunciou hoje que as negociações de paz com a Rússia foram suspensas.

    “Como as conversas de paz tiveram pouco progresso este ano, elas foram suspensas”, afirmou o responsável ao jornal britânico Times.

    Ao mesmo jornal, Serhiy Kyslytsia declarou que, durante o verão, a Ucrânia tentou que o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, se encontrasse com o homólogo russo, Vladimir Putin. No entanto, os esforços diplomáticos não conseguiram quebrar o impasse neste assunto.

    “Numa ditadura, é impossível ter discussões construtivas com negociadores que estão completamente dependentes da vontade do ditador. O mandato [dos negociadores] é pouco amplo. Apenas repetem a posição imposta”, descreveu Serhiy Kyslytsia.

    O vice-ministro ucraniano salientou que um acordo de paz é impossível sem a participação direta de Vladimir Putin: “No sistema russo, não se lida com as delegações — lida-se diretamente com o ditador”.

  • Vice-presidente pró-russo da Câmara de Ialta (na Crimeia) foi detido

    O vice-presidente pró-russo da cidade de Ialta, localizada na Península da Crimeia, foi detido, avança a agências de notícias RIA.

    De acordo com aquela fonte, estão a ser realizadas buscas nos edifícios pertencentes à Câmara Municipal de Ialta.

    “As forças de segurança estão a trabalhar. A administração municipal está a cooperar ativamente com as forças de segurança. O autarca continua no seu posto”, afirmou Olga Kurlaeva, responsável da gestão pró-russa da Crimeia.

  • "Rússia pretende capitulação total da Ucrânia"

    Escândalo de corrupção leva a demissões no Governo ucraniano, Mónica Dias acredita que “distanciamento imediato” de Zelensky é bem visto em Bruxelas. E quais os objetivos russos da invasão da Ucrânia?

    Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.

    “Rússia pretende capitulação total da Ucrânia”

  • França investiga voo de drone sobre esquadra e comboio militar

    A polícia francesa abriu hoje uma investigação após a deteção de um ‘drone’ a sobrevoar, na terça-feira, a esquadra central de Mulhouse e uma estação ferroviária onde um comboio transportava carros de combate.

    “Pelo menos duas viagens de ida e volta foram observadas sobre a esquadra”, indicou uma fonte policial, acrescentando que o aparelho ainda não foi identificado.

    Um responsável militar confirmou que um comboio com tanques de guerra Leclerc regressava de um exercício militar e se encontrava parado na estação no momento do incidente.

    Os sobrevoos de drones sobre infraestruturas sensíveis têm-se multiplicado nas últimas semanas em França e noutros países europeus, levando à suspeita de possíveis operações de origem estrangeira, nomeadamente russa — hipótese que Moscovo nega.

  • Com medo de ser excluído de conversas de paz, Reino Unido tentou abrir canal de comunicação com a Rússia

    O Reino Unido tentou abrir um canal de comunicação com o Kremlin, temendo ser excluído de negociações de paz entre apenas os Estados Unidos da América (EUA) e a Rússia, avança hoje o Financial Times.

    De acordo com aquele jornal, coube ao Conselheiro de Segurança nacional britânico, Jonathan Powell, abrir esse tal canal de comunicação no início deste ano.

    No entanto, a tentativa foi malsucedida. Jonathan Powell tentou falar com Yuri Ushakov, o conselheiro da presidência Rússia para a Política Externa. A conversa telefónica “não correu bem” e não levou a mais nenhumas comunicações.

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou os contactos. “Houve um diálogo, mas não continuou. Durante os contactos, houve um desejo do interlocutor falar sobre as posições dos europeus, mas houve uma falta de qualquer intenção de ouvir a nossa posição”.

    “Dada a impossibilidade de trocarmos as nossas posições, o diálogo mútuo não foi desenvolvido”, acrescentou o porta-voz do Kremlin.

  • Ministra da Energia da Ucrânia demite-se após escândalo de corrupção, mas garante não ter violado a lei

    A ministra da Energia ucraniana, Svitlana Hrynchuk, apresentou hoje a demissão na sequência de um escândalo de corrupção numa empresa estatal que supervisionava e após um apelo nesse sentido do presidente Volodymyr Zelensky.

    “Escrevi uma carta de demissão. O cargo nunca foi um fim em si mesmo para mim”, anunciou a ministra nas redes sociais, segundo a agência de notícias Ukrinform.

    Hrynchuk alegou que não houve quaisquer violações da lei no âmbito da sua atividade profissional.

    “Quanto às especulações relativas às minhas relações pessoais, qualquer especulação sobre este tópico é inapropriada. Deve haver um limite para tudo”, acrescentou.

    O anúncio ocorreu pouco depois de Zelensky ter anunciado que tinha pedido à primeira-ministra, Yulia Svirydenko, que demitisse Hrynchuk e o ministro da Justiça, Herman Galushchenko, que foi responsável pela pasta da Energia até julho.

    “O ministro da Justiça e a ministra da Energia não podem permanecer nos cargos”, declarou Zelensky numa mensagem publicada nas redes sociais.

  • Porta-voz do Kremlin acusa Europa de estar a preparar uma guerra contra a Rússia

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acusou hoje os países europeus de estarem a preparar uma guerra contra a Rússia.

    Citado pela agência de notícias RIA, o porta-voz do Kremlin nota um “sentimento pró-militarista muito forte nos países europeus”.

  • Homem originário da Crimeia suspeito de colaborar com russo FSB e planear atentados terroristas em Kiev

    O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) revelou ter descoberto um alegado agente do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB), originário da Crimeia, que estaria a planear uma série de atentados terroristas em Kiev.

    A investigação, segundo a informação do Kyiv Independent, acredita que o suspeito planeava detonar explosivos em centros comerciais e numa estação de metro da capital.

    O homem, residente na Crimeia e que teria começado a colaborar com o FSB após a ocupação russa da península em 2014, alegadamente recrutou outros cúmplices, incluindo cidadãos ucranianos das zonas ocupadas.

    Um dos recrutas terá entrado na Ucrânia através de um terceiro país e recebido instruções para recuperar uma pistola Makarov escondida, além de preparar engenhos explosivos caseiros destinados a ser detonados remotamente durante as horas de ponta.

  • Dois mortos e 13 feridos em ataques russos nas últimas 24 horas

    Pelo menos duas pessoas morreram e 13 ficaram feridas em vários ataques russos contra diferentes pontos do território ucraniano nas últimas 24 horas.

    De acordo com o The Kyiv Independent, a Ucrânia terá conseguido intercetar 90 de um total de 121 drones lançados pela Rússia durante a noite.

    As duas mortes ocorreram nas regiões de Dnipropetrovsk (onde morreu um homem de 47 anos) e de Zaporíjia, onde morreu um homem de 56 anos.

  • Cinco feridos em ataque russo com drones em Kharkiv

    Pelo menos cinco pessoas ficaram feridas esta quarta-feira em Kharkiv, na Ucrânia, na sequência de um ataque russo com cinco três drones contra aquela cidade.

    De acordo com o The Kyiv Independent, quatro dos feridos tiveram de ser hospitalizados após o ataque, que deixou também danos em estruturas e edifícios civis.

  • Putin deverá visitar a Índia no dia 5 de dezembro, segundo imprensa russa

    O Presidente russo, Vladimir Putin, já tem uma data prevista para visitar a Índia – segundo a associação (RosCongress) que está a organizar um fórum em que os responsáveis dos dois países irão estar juntos, citada pela agência Bloomberg, será a 5 de dezembro.

    O Kremlin já tinha confirmado a deslocação para este mês mas ainda não era conhecida a data exata.

    Putin e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, falaram por telefone em outubro e reafirmaram o compromisso de aprofundar a “parceria estratégica especial e privilegiada” entre os dois países.

    A Índia tem resistido à pressão dos EUA para reduzir as compras de petróleo russo, mesmo após o Presidente Donald Trump ter imposto uma tarifa punitiva de 50% sobre as exportações indianas.

    Trump afirmou esta semana que os EUA e a Índia estão “muito próximos de um acordo comercial” que poderá permitir baixar essas tarifas, e destacou uma redução recente nas importações indianas de petróleo russo, que dispararam desde 2022.

    Putin e Modi encontraram-se pela última vez em setembro, em Tianjin, durante uma cimeira organizada pelo presidente chinês Xi Jinping, onde os três líderes foram vistos a conversar de forma descontraída.

  • Ucrânia suspende ministro da Justiça por suspeitas de corrupção no setor da energia

    O Governo ucraniano suspendeu o ministro da Justiça, German Galushchenko, anunciou o primeiro-ministro esta quarta-feira, no âmbito de uma investigação por corrupção no setor da energia.

    As autoridades acusaram sete pessoas de envolvimento num esquema de subornos de 100 milhões de dólares que poderão ter beneficiado altos responsáveis do setor energético, aumentando a indignação pública e o escrutínio sobre a luta anticorrupção em Kyiv.

    epa12051097 German Galushchenko, Ukraine's energy minister, attends the International Summit on the Future of Energy Security in London, Britain, 24 April 2025. The International Energy Agency (IEA) and the UK government are hosting a two-day summit of more than 60 countries and numerous companies to discuss the future of energy security.  EPA/CHRIS J. RATCLIFFE / POOL CHRIS J. RATCLIFFE / POOL/EPA

    Galushchenko, que no passado foi ministro da Energia, confirmou estar a ser alvo de ações de investigação, embora não tenha esclarecido se o caso está ligado ao processo conduzido pelo Gabinete Nacional Anticorrupção.

    Num comunicado, afirmou concordar com a suspensão do cargo, considerando-a “um passo civilizado e adequado durante a investigação”, e garantiu que vai defender-se nos tribunais.

    O caso surge num momento delicado, em que “apagões” diários prolongados em várias regiões da Ucrânia devido aos ataques russos contra infraestruturas energéticas, o que torna as suspeitas de corrupção ainda mais sensíveis para a população.

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