Momentos-chave
- Líder supremo do Irão alega que Trump "exagera" no impacto dos ataques às instalações nucleares
- Netanyahu discordou de avaliação feita pelas Força de Defesa de Israel sobre fim da guerra em Gaza
- Rabino Abraham Cooper acredita que Trump pode ser ponte entre Israel e Síria
- Hamas aceita presença israelita em Gaza para chegar a cessar-fogo, afirma mediador egípcio
- "Vamos começar a carregá-los para os Acordos de Abraão", declara Trump sobre países do Médio Oriente
- Governo israelita reúne-se esta noite para discutir ofensiva em Gaza
- Testemunho de Netanyahu em tribunal adiado por duas semanas durante audiência secreta
- Shin Bet realizou "maior investigação da última década" na Cisjordânia e deteve 60 membros do Hamas
- Hamas acusa novamente Netanyahu de colocar entraves a um acordo de cessar-fogo
- Forças israelitas emitem novos avisos de evacuação para o norte da Faixa de Gaza
- Ataque israelita à prisão de Evin, em Teerão, matou 71 pessoas
- Netanyahu agradece apoio de Trump e promete: "Juntos, vamos fazer o Médio Oriente grande outra vez!"
Histórico de atualizações
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Bom dia, obrigada por ter estado connosco ao longo do dia de ontem. Continuamos a seguir a guerra no Médio Oriente neste novo artigo em direto.
Trump recebe Netanyahu a 7 de julho para fechar cessar-fogo em Gaza
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Zelensky quer alinhar Ucrânia com a Europa nas sanções contra o Irão
O Presidente ucraniano disse que o seu país está a coordenar com os seus parceiros europeus possíveis sanções contra o Irão, que descreveu como “um dos regimes mais brutais do mundo”.
Zelensky quer alinhar Ucrânia com a Europa nas sanções contra o Irão
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Líder supremo do Irão alega que Trump "exagera" no impacto dos ataques às instalações nucleares
O líder supremo do Irão, o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, afirmou hoje que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exagerou os resultados dos bombardeamentos norte-americanos na semana passada às instalações nucleares do país.
Khamenei declarou que Trump “utiliza exageros pouco convencionais para descrever o que aconteceu”, depois do Presidente norte-americano ter reafirmado hoje que os ataques foram um sucesso, particularmente às instalações subterrâneas de Fordo, que foram atingidas por uma “bomba de penetração”, indica a agência espanhola privada Europa Press.
Numa mensagem publicada na sua conta oficial na rede social X, o líder supremo iraniano considera que “como não conseguiram nada”, os norte-americanos “exageraram para esconder a verdade e mantê-la em segredo”.
Trump, por seu turno, referiu, numa entrevista à televisão Fox, que Fordo não só foi destruído, como as autoridades iranianas não tiveram tempo para remover o urânio enriquecido das entranhas da montanha onde se encontra a instalação.
“Não transferiram nada porque não acreditavam que o que alcançámos fosse possível. E conseguimos. Fizemos algo extraordinário: milhares de toneladas de rocha soterram agora aquele lugar. O local está completamente destruído”, insistiu.
Trump, no entanto, voltou a sugerir que poderia apoiar um eventual alívio das sanções contra o Irão “se puderem agir pacificamente”.
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Netanyahu discordou de avaliação feita pelas Força de Defesa de Israel sobre fim da guerra em Gaza
Quatro dias antes da operação israelita contra o Irão, Governo e Forças de Defesa de Israel desentenderam-se no que a Gaza diz respeito. De acordo com o Chanel 12, que noticia um relatório, houve uma discussão entre o chefe do Estado-Maior das IDF, Eyal Zamir, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em que o militar deu conta de que Israel estava “prestes a dizer que [derrotou] o Hamas” e foi contrariado por Netanyahu:
“Não derrotámos nada”, respondeu Netanyahu. AEles ainda controlam 25% [de Gaza] e mantêm 20 reféns.” Esta resposta terá levado Zamir a pedir novas orientações para uma nova etapa da guerra em Gaza.
Numa outra discussão, entre o mesmo protagonista militar e o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, o último referiu que Eyal Zamir se tinha comprometido a transferir a população civil de Gaza para zonas humanitárias e que isso não havia acontecido.
Apesar dos desentendimentos, o combate ao Hamas foi atirado para segundo plano durante os 12 dias de ataques contra o Irão.
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Familiares dos reféns dizem que Hamas foi derrotado e pedem fim da guerra
As famílias dos reféns israelitas na Faixa de Gaza afirmaram que o Hamas foi derrotado e pediram ao Governo de Israel que termine a sua ofensiva no enclave.
Familiares dos reféns dizem que Hamas foi derrotado e pedem fim da guerra
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Rabino Abraham Cooper acredita que Trump pode ser ponte entre Israel e Síria
Abraham Cooper, rabino americano que manteve conversas com o líder islamista sírio Ahmed al-Sharaa, revelou à emissora pública israelita Kan que é possível um encontro entre Sharaa e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, com a intervenção do Presidente dos EUA, Donald Trump.
“A única maneira rápida [de acontecer] seria se alguém chamado Donald Trump ligasse para duas pessoas, o primeiro-ministro israelita e o Presidente sírio, para irem a Washington e sentarem-se durante algumas horas. Isso poderia mudar o cenário”, disse, citado pelo Times of Israel.
De acordo com o jornal, vários relatórios recentes indicaram que o novo governo da Síria não descarta a possibilidade de chegar a um acordo com Israel.
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Hamas aceita presença israelita em Gaza para chegar a cessar-fogo, afirma mediador egípcio
Um oficial egípcio, que está em contacto com a equipa de negociação do Hamas, declarou ao jornal Haaretz que o grupo palestiniano está disposto a fazer várias cedências para conseguir chegar a um cessar-fogo na Faixa de Gaza.
A maior das cedências é a presença israelita no corredor de Filadélfia, que tem sido um ponto de discussão ao longo do último ano. No verão de 2024, um acordo caiu por terra porque Telavive recusou avançar com um cessar-fogo que obrigasse as forças israelitas a abandonar a faixa de território que faz a fronteira entre o sul da Faixa de Gaza e o egípcio. No entanto, no acordo assinado em janeiro, as forças israelitas abandonaram mesmo as suas posições. Para além desta questão, o Hamas também aceita que as forças israelitas permaneçam em todas as zonas desocupadas na fronteira de Gaza com Israel — criando novamente uma zona tampão enquanto as fases seguintes do cessar-fogo continuam a ser discutidas.
No entanto, o oficial egípcio que relatou esta disponibilidade destaca que o problema que bloqueia as negociações desta vez é outro: o Hamas continua a exigir que o cessar-fogo ponha fim à ofensiva israelita de forma definitiva, uma exigência na qual Israel continua sem ceder.
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Número de mortos em Gaza este domingo sobe para 45
Os ataques israelitas deste domingo mataram 45 pessoas na Faixa de Gaza, relataram fontes médicas à Al Jazeera. Do número total de vítimas, 29 foram mortas na Cidade de Gaza e em Jabalia, onde os ataques têm sido mais intensos e pelo menos 10 casas foram completamente destruídas, relatam os jornalistas do canal qatari no local.
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"Vamos começar a carregá-los para os Acordos de Abraão", declara Trump sobre países do Médio Oriente
A Fox News transmite a esta hora uma entrevista exclusiva com Donald Trump, em que o Presidente repete declarações passadas sobre o programa nuclear do Irão: que está “obliterado”. De olhos no futuro, garante que há mais países no Médio Oriente que se querem juntar aos Acordos de Abraão, uma série de acordos assinados durante a sua primeira administração que visavam a normalização de Israel com Estados árabes.
“Vamos começar a carregá-los para os Acordos de Abraão. O Irão era o principal problema. Na verdade, eu pensei a certa altura que o Irão ia aderir aos acordos, juntamente com os outros todos e, francamente, estariam melhor do que estão agora”, declara Trump.
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Governo israelita reúne-se esta noite para discutir ofensiva em Gaza
Benjamin Netanyahu convocou uma reunião para esta noite, com o objetivo de discutir o estado da ofensiva na Faixa de Gaza e das negociações para um acordo de cessar-fogo e de regresso dos reféns, informa o Times of Israel. A reunião irá contar com o ministro da Defesa e outros ministros israelitas assim como com a cúpula das Forças Armadas.
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Teerão pede que ONU reconheça Israel e EUA como responsáveis pela guerra
O Governo iraniano pediu à ONU que reconheça Israel e os Estados Unidos como responsáveis pela guerra de 12 dias contra o Irão, que terminou com um cessar-fogo em 24 de junho.
Esta reivindicação foi feita numa carta hoje dirigida ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas, o português António Guterres.
“Solicitamos formalmente ao Conselho de Segurança que reconheça o regime israelita e os Estados Unidos como os iniciadores do ato de agressão e que reconheça a sua responsabilidade subsequente, incluindo o pagamento de indemnizações e reparações”, escreveu na carta o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi.
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Famílias dos reféns afirmam que "não há impedimentos a acabar os combates em Gaza"
O Fórum que representa os reféns que ainda estão na Faixa de Gaza e as suas famílias criticou hoje o anúncio do governo israelita de que ia parar de financiar habitação alternativa para os israelitas que vivem nos arredores do enclave. “O governo provou hoje mais uma vez o que a maior parte do público já sabe: a missão de derrotar o Hamas está completa”, pode ler-se no comunicado, citado pelo Haaretz, em que a organização argumenta que os “objetivos securitários [estão] completos”.
Tendo isto em conta, o Fórum defende que “não há nenhum impedimento a acabar os combates em Gaza” e que deve haver um “acordo compreensivo” para o regresso dos 50 reféns que ainda estão no enclave.
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Telavive: "Bairro totalmente destruído"
O enviado especial do Observador, João Porfírio, está, juntamente com a Cátia Bruno, num bairro de Telavive que ficou totalmente destruído na sequência dos ataques iranianos.
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Testemunho de Netanyahu em tribunal adiado por duas semanas durante audiência secreta
Benjamin Netanyahu foi hoje ouvido por um tribunal distrital de Jerusalém no âmbito do julgamento por corrupção que enfrenta, dias depois de o tribunal ter decidido que o seu testemunho, marcado para a próxima semana, não podia ser adiado. Hoje, o tribunal alterou a sua decisão e adiou as declarações por duas semanas, avança o Channel 12.
Tratou-se de uma audiência “secreta” que só foi tornada pública quando já decorria, horas depois de Donald Trump ter apelado ao cancelamento do julgamento, para que o primeiro-ministro pudesse levar a cabo acordos de paz que estão a ser negociados no Médio Oriente, a mesma justificação que foi apresentada pela defesa de Netanyahu. “À luz das explicações, que incluíram uma adição real e uma mudança no contexto de decisões anteriores, acedemos parcialmente ao pedido e cancelamos as datas do testemunho do sr. Netanyahu”, decidiu o tribunal. Ainda não há data para a nova audiência.
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Shin Bet realizou "maior investigação da última década" na Cisjordânia e deteve 60 membros do Hamas
A agência de segurança israelita, o Shin Bet, revelou hoje que, ao longo dos últimos três meses, realizou uma operação em conjunto com o Exército e a polícia israelita na Cisjordânia, que expôs “uma infraestrutura significativa, complexa e de larga escala do Hamas em Hebron”. No comunicado, citado pelo Times of Israel, o Shin Bet acrescenta que o grupo planeava ataques com “um prazo imediato”.
“Este é a maior e mais complexa investigação da Shin Bet na Judeia e Samaria na última década”, remata a agência, utilizando o nome bíblico da região para se referir aos territórios ocupados da Cisjordânia. Ao longo dos três meses, as autoridades isralitas dizem ter detido 60 membros do Hamas.
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Ataques israelitas este domingo já mataram 17 pessoas na Faixa de Gaza
Depois dos avisos de evacuação emitidos há algumas horas, as forças israelitas continua a atacar vários bairros da Cidade de Gaza, relataram fontes médicas à Al Jazeera. Ao todo, os ataques israelitas ao longo da manhã de hoje já mataram 17 pessoas, segundo as mesmas fontes.
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Hamas acusa novamente Netanyahu de colocar entraves a um acordo de cessar-fogo
“Netanyahu está a mentir quando diz que não está envolvido na escolha dos nomes dos reféns [para serem libertados]. Ele não quer um acordo.” As acusações são feitas por Mahmoud Mardawi, oficial do Hamas, no seu canal de Telegram e citadas pelo Haaretz. Mardawi acusa o primeiro-ministro israelita de insistir na libertação de apenas dez reféns, num cessar-fogo dividido em fases — o oposto seria um cessar-fogo incondicional, algo que o Hamas tem defendido.
As condições propostas por Telavive são, escreve Mardawi, impossíveis de negociar e contrariam medidas que já tinham sido aprovadas em negociações passadas. O objetivo de Netanyahu com estes entraves é impedir a concretização de um cessar-fogo, acusa o membro do grupo palestiniano.
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Forças israelitas emitem novos avisos de evacuação para o norte da Faixa de Gaza
O porta-voz árabe das forças israelitas emitiu esta manhã um aviso de evacuação para as cidades de Jabalia e Cidade de Gaza, no norte e centro da Faixa de Gaza, respetivamente. O comunicado ordena aos civis que se dirijam para al-Mawasi, uma zona costeira no sul de Gaza.
#عاجل ‼️تحذير الى كل المتواجدين في منطقة مدينة غزة وجباليا وفي أحياء الزيتون الشرقي، البلدة القديمة، التركمان، اجديدة، التفاح، الدرج، الصبرة، جباليا البلد، جباليا النزله، معسكر جباليا، الروضة، النهضة، الزهور، النور، السلام وتل الزعتر
⭕️من أجل أمنكم، اخلوا فوراً جنوباً الى منطقة… pic.twitter.com/WdIPuWZiax— افيخاي ادرعي (@AvichayAdraee) June 29, 2025
Ao longo de sábado, Jabalia e a Cidade de Gaza foram alvo de pesados ataques israelitas, que mataram dezenas de pessoas, incluindo nove crianças num bairro na Cidade de Gaza. No total, por todo o enclave, os ataques israelitas de ontem mataram 60 pessoas, segundo fontes hospitalares citadas pela Al Jazeera.
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Ataque israelita à prisão de Evin, em Teerão, matou 71 pessoas
O porta-voz do sistema judicial iraniano, Asghar Jahangir, afirmou hoje que o ataque israelita contra a prisão de Evin, em Teerão, na passada segunda-feira, matou 71 pessoas. As vítimas mortais incluem “pessoal administrativo, jovens a fazer o serviço militar, reclusos, familiares dos reclusos que os estavam a visitar e vizinhos que viviam nas imediações da prisão”, enumerou o porta-voz, citado pela Reuters.
Os danos ao edifício administrativo e a morte de quatro pessoas já tinha sido adiantada, imediatamente após o ataque. Na prisão de Evin estão detidos vários presos políticos, críticos do regime iraniano, incluindo cidadãos estrangeiros. Por esse motivo, o ataque israelita também foi condenado pelos chefes de diplomacia de países como França. Asghar Jahangir não adiantou qual a nacionalidade das 71 vítimas mortais.
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Irão poderá voltar a enriquecer urânio dentro de "alguns meses", indica Agência de Energia Atómica
Declarações de Rafael Grossi contraria o que disse o presidente dos EUA Donald Trump, em como o programa nuclear do Irão tinha sido adiado por “várias décadas”.
Irão poderá voltar a enriquecer urânio dentro de “alguns meses”, indica Agência de Energia Atómica