Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, está a preparar uma reunião com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para discutir um cessar-fogo em Gaza. A Casa Branca comunicou que terminar o conflito na região é uma prioridade para a administração norte-americana.
    • A administração Trump também anunciou a intenção de vender kits de conversão de bombas em armas guiadas a Israel, num valor superior a 430 milhões de euros, fortalecendo a capacidade de autodefesa de Israel. Esta venda aguarda confirmação do Congresso dos EUA.
    • Num desdobramento relacionado, os Estados Unidos levantaram a maioria das sanções contra a Síria, enquanto mantêm sanções específicas contra Bashar al-Assad e indivíduos associados a atividades ilícitas. Esta decisão reconsidera o estatuto de organizações terroristas na região.
    • Na Faixa de Gaza, ataques israelitas resultaram em numerosas fatalidades entre os civis, agravando a situação humanitária. As Nações Unidas e vários Estados-membros criticaram as ações de Israel pela sua dureza e impacto nas condições de vida, especialmente devido ao bloqueio de auxílio humanitário na região.

    [A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 6.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui e o quinto aqui]

  • Bom dia, obrigado por ter estado connosco ao longo desta segunda-feira. Continuamos a seguir a guerra no Médio Oriente neste novo artigo em direto.

  • EUA querem vender mais de 430 milhões de euros em kits de conversão em armas guiadas a Israel

    Os EUA anunciaram que querem vender kits de conversão de bombas em armas guiadas a Israel, num valor superior a 430 milhões de euros, informou a Agência de Cooperação para a Segurança e Defesa norte-americana.

    Num comunicado publicado no site, lê-se que Israel tinha pedido para comprar 7125 kits para dois tipos de bomba diferentes, para além de apoio logístico e técnico.

    “Os Estados Unidos estão empenhados na segurança de Israel, e é vital para os interesses nacionais dos EUA ajudar Israel a desenvolver e manter uma capacidade de autodefesa forte e pronta. A venda proposta é coerente com esses objetivos”, lê-se ainda. Falta a confirmação do Congresso para confirmar esta venda.

  • Embaixada dos EUA em Israel atenua restrições de viagem para oficiais do governo

    A embaixada dos EUA em Israel anunciou esta segunda-feira que iria atenuar as restrições para os funcionários públicos e oficiais do governo dos EUA numa publicação na rede social X.

    “Devido à estabilidade do ambiente de segurança em Israel, a Embaixada dos EUA diminuiu as restrições de viagem para os funcionários do governo dos EUA e seus familiares. Qualquer viagem oficial dentro de áreas restritas requer a aprovação do gabinete de segurança da Embaixada”, lê-se, listando uma série de zonas restritas perto da Faixa de Gaza e na Cisjordânia.

  • Trump recebe Netanyahu na Casa Branca na próxima segunda-feira, dia 7

    Donald Trump vai receber Benjamin Netanyahu na Casa Branca na próxima segunda-feira, de acordo com fontes oficiais da administração norte-americana ouvidas pela Associated Press.

    A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse hoje que Trump e o seu executivo estão em comunicação constante com a liderança israelita e que o fim do conflito em Gaza é uma prioridade para a Casa Branca.

    “É de partir o coração ver as imagens que surgiram de Israel e de Gaza durante esta guerra, e o Presidente quer ver isso acabar”, afirmou.

    Trump “quer salvar vidas”, acrescentou Leavitt, que sobre uma visita de Netanyahu a Washington afirmou que não tinha sido definida ainda data.

    *com Lusa

  • Trump assinou ordem executiva para levantar sanções à Síria

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem a levantar a maioria das sanções do país à Síria, informou a Casa Branca no seu site.

    No comunicado emitido, lê-se que esta ordem “remove as sanções contra a Síria e mantém as sanções contra Bashar al-Assad, os seus associados, os violadores dos direitos humanos, os traficantes de droga, as pessoas ligadas a atividades relacionadas com armas químicas, o ISIS ou os seus associados e os representantes iranianos”.

    A ordem assinada por Trump indica também o secretário de Estado, Marco Rubio, a rever o estatuto de organização terrorista que tinha sido atribuído ao Hay’at Tahrir al-Sham (HTS), uma antiga fação da Al-Qaeda que atualmente governa a Síria.

  • Nações Unidas condenam ordens de evacuação para Gaza emitidas por Israel

    A ONU criticou hoje as ordens de evacuação para as regiões norte e centro de Gaza, emitidas ontem por Israel, de acordo com a imprensa local.

    “As pessoas estão a ser empurradas para áreas sobre- populadas onde milhares de outras já estão instaladas. Estes locais não têm abrigos, não têm água ou sistemas de saneamento, para não falar das infraestruturas médicas”, disse o porta-voz da ONU Stephane Dujarric.

    Segundo este representante das Nações Unidas, cerca de 150 mil pessoas serão impactadas pelas ordens de evacuação anunciadas ontem pelo Exército israelita.

  • EUA. Mulher de 82 anos morre após sofrer ferimentos em ataque contra manifestação para libertação de reféns

    Uma mulher de 82 anos morreu após ter sofrido ferimentos num ataque, ocorrido no início de junho, contra uma manifestação a favor da libertação dos reféns israelitas, realizado no estado norte-americano do Colorado.

    Karen Diamond morreu, na quarta-feira passada, como resultado de “graves lesões que sofreu no ataque”, escreveu num comunicado, o procurador-geral do condado de Boulder. Após o anúncio da morte de Diamond, o procurador-geral anunciou que vão ser adicionados novos crimes à acusação de que o suspeito Mohamed Sabry Soloman já era alvo.

    O egípcio de 45 anos era acusado de crimes de ódio contra 12 pessoas e de tentativa de homicídio contra as oito pessoas que ficaram feridas no ataque ocorrido. Agora, será também acusado de homicídio de primeiro grau.

    No dia 1 de junho, Soloman atirou dois cocktails molotov contra um grupo de manifestantes que protestava pela libertação dos 50 reféns ainda detidos pelo Hamas na Faixa de Gaza.

    De acordo com a investigação das autoridades norte-americanas, a intenção do suspeito, que residia nos EUA ilegalmente, era assassinar cerca de vinte pessoas. Enquanto lançou os cokctails molotov, Soloman gritou: “Palestina Livre!”

  • Trump decide levantamento de sanções norte-americanas que visam a Síria

    Donald Trump vai assinar hoje uma ordem executiva para “pôr fim ao programa de sanções à Síria”, anunciou a porta-voz da Casa Branca.

    “Esta ordem [executiva] vai remover as sanções à Síria enquanto mantém as sanções ao antigo presidente [Bashar al-] Assad, aos seus associados, a pessoas ligadas a atividades relacionadas com armas químicas, ao Estado Islâmico e associados e aos proxies iranianos [na Síria]”, disse hoje Karoline Leavitt.

    O Presidente dos Estados Unidos anunciou, em maio, que esta decisão seria tomada. Nesse mês, a UE oficializou o levantamento da todas das sanções ao país.

    “Tal como prometido pelo Presidente Trump, o departamento do Tesouro e o departamento de Estado estão a implementar autorizações para encorajar novos investimentos na Síria”, afirmou a porta-voz.

    “A Síria deve continuar a trabalhar para se tornar num país estável que viva em paz e esperemos que as decisões de hoje levem o país em direção a um futuro brilhante, próspero e estável.”

  • Estados-membros da ONU acusam Israel de desumanidade em Gaza

    Vários Estados-membros do Conselho de Segurança da ONU acusaram hoje Israel de ações “desumanas” em Gaza, criticando duramente o sistema de entrega de ajuda imposto por Telavive no enclave palestiniano e a violência que vigora na Cisjordânia.

    “As medidas de entrega de ajuda de Israel são desumanas. As operações da Fundação Humanitária de Gaza [organização criada pelos Estados Unidos com o apoio de Israel], que deveriam salvar vidas, estão a causar muitas vítimas”, afirmou o diplomata britânico Fergus Eckersle.

    “Pessoas famintas, desesperadas para alimentar as suas famílias, são informadas de que há comida à espera. Mas mais de 500 pessoas morreram a tentar aceder a essa comida. Enquanto isso, a UNICEF relata que mais de 5.000 crianças (…) foram internadas por desnutrição aguda apenas em maio. É realmente assustador”, acrescentou.

    Às críticas lançadas pelo Reino Unido a Israel, juntaram-se países como França, Rússia, China, Eslovénia, Paquistão, Coreia do Sul, entre outros, que criticaram o uso de alimentos como “arma de guerra” e condenaram o bloqueio da ajuda humanitária imposto por Telavive.

  • Netanyahu deverá visitar Washington na próxima semana

    Israel está em “negociações avançadas” com a Casa Branca para agendar uma nova visita de Benjamin Netanyahu a Washington, que poderá ocorrer já na próxima semana, de acordo com o The Times of Israel.

    A visita oficial ainda não está confirmada, mas a data deverá ser acordada esta quarta-feira. Esta segunda-feira, o ministro israelita dos Assuntos Estratégicos Ron Dermer partiu para a capital norte-americana com o objetivo de discutir a situação em Gaza, no Irão e possíveis alterações aos Acordos de Abraão.

    “Esperemos que Dermer volte e veremos o que ele diz”, disse uma fonte do gabinete do primeiro-ministro israelita à imprensa.

  • Exército israelita matou 22 palestinianos em ataques na Faixa de Gaza

    Ataques do Exército israelita realizados hoje causaram a morte a, pelo menos, 22 pessoas e feriram outras 20, muitas das quais esperavam pela entrega de alimentos na Faixa de Gaza, de acordo com o ministério da Saúde controlado pelo Hamas.

    As mortes em causa são resultantes de dois ataques: um próximo de um ponto de distribuição gerido pelo Gaza Humanitarian Fund (GHF) e outro num armazém da ONU, localizado na região norte do enclave.

    Entre as vítimas dos ataques de hoje, pelo menos 11 pessoas foram alvejadas no caminho de regresso de um ponto de distribuição da GHF, na cidade de Khan Younis. De acordo com a Associated Press, estas mortes correspondem a um padrão que se tem registado ao longo dos últimos meses e que já causou 500 vítimas mortais palestinianas.

    As Forças de Israel são acusadas de realizar ataques a grupos de palestinianos que fazem longos percursos para chegar aos pontos de distribuição da GHF, associação humanitária apoiada pelos Estados Unidos e Israel.

  • Polícia britânica abre inquérito criminal a atuações no festival de Glastonbury

    A polícia britânica abriu esta segunda-feira um inquérito criminal às atuações das bandas musicais Bob Vylan e Kneecap no festival de Glastonbury, de acordo com a imprensa local. A decisão é agora oficializada depois de, no domingo, a polícia ter anunciado que ia investigar o sucedido, após ter recebido denúncias, nomeadamente da embaixada israelita no Reino Unido.

    Depois de críticas de Israel, polícia britânica investiga cânticos anti-IDF no festival de Glastonbury

    As autoridades regionais afirmam que, após terem analisado as gravações das atuações, estão a investigar se foram cometidos crimes públicos. Para tal, será considerada “toda a legislação apropriada”, incluindo as leis sobre crimes de ódio.

    “Recebemos um grande número de contactos em relação ao sucedido de pessoas de todo o mundo e reconhecemos a força do sentimento popular”, disse um porta-voz da polícia ao The Telegraph. “Não há absolutamente qualquer lugar na sociedade para o ódio.”

    “Esperamos que o trabalho que realizámos e continuamos a realizar, mostre ao público como estamos a levar os eventos de sábado com seriedade”, acrescentou.

  • EUA revogam vistos à dupla Bob Vylan após "discurso de ódio" durante atuação no festival britânico Glastonbury

    Um oficial norte-americano avança que os EUA revogaram os vistos à banda Bob Vylan, na sequência da polémica durante a atuação da dupla no festival Glastonbury.

    Christopher Landau, secretário-adjunto de Estado, confirmou que os EUA revogaram os vistos que permitiriam a entrada da banda no país. A banda tinha várias datas marcadas nos EUA este ano.

    “O Departamento de Estado revogou os vistos norte-americanos para os membros da banda Bob Vylan à luz do discurso de ódio em Glastonbury, incluindo o incitamento da multidão a cânticos de ódio.”

    “Estrangeiros que glorificam a violência e o ódio não são bem-vindos no nosso país”, escreveu na rede social X.

    A banda atuou no festival no sábado e projetou durante a atuação várias mensagens, incluindo uma que dizia que as ações de Israel em Gaza eram “genocídio”. Há imagens do público a entoar cânticos de apoio às mensagens.

    A BBC, que transmitiu o concerto, emitiu um comunicado em que declarou que “se opõe de forma firme ao incitamento da violência”. “Os sentimentos antissemitas expressos pelos Bob Vylan foram totalmente inaceitáveis e não têm lugar no nosso espaço.” A BBC expressou ainda apoio à decisão da organização do festival de Glastonbury, que condenou a atuação.

    Além da questão dos vistos nos EUA, a banda também perdeu o contrato com a agência de talentos que lhes geria a carreira, refere a Sky News.

  • Qatar Airways vai retomar voos para Iraque, Jordânia, Líbano e Síria

    A companhia aérea Qatar Airways anunciou hoje que vai retomar as ligações aéreas com o Iraque, a Jordânia, o Líbano e a Síria, escreve a Reuters.

    A companhia aérea retoma os voos após serem levantadas as restrições ao espaço aéreo impostas devido à crise entre Israel e o Irão.

    Os voos para o Iraque vão ser retomados ainda hoje, enquanto os voos para o Líbano e a Jordânia são retomados amanhã, 1 de julho. As ligações aéreas para a Síria são retomadas a 6 de julho.

  • Israel poderá em breve deixar entrar mais ajuda em Gaza, diz oficial israelita

    Um oficial israelita avança ao jornal Times of Israel que o país poderá alargar a entrada de ajuda humanitária em Gaza “num futuro próximo como parte de um plano mais amplo e alargado”.

    “Depois reduziríamos a tensão entre a população e os soldados, assim como outras vantagens que não vou detalhar agora”, diz ao jornal. O oficial revela que “o plano ainda vai ser debatido e não está decidido”.

  • Gantz exige acordo para libertar todos os reféns "mesmo que o preço seja um longo cessar-fogo"

    Benny Gantz exigiu que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, chegue a um acordo para libertar todos os reféns “mesmo que o preço seja um longo cessar-fogo”, avançou o Times of Israel.

    “Não há guerra em Gaza — há combates. Desde o início, determinámos que a campanha intensa duraria três meses, seguida de combates contínuos durante um ano ou talvez mais, a fim de desmantelar as infra-estruturas militares do Hamas. Há muito que isso devia ter sido feito”, disse Gantz, que fez parte do atual gabinete de guerra de Netanyahu.

    “Eu disse desde o início que o processo de remodelação de Gaza demoraria cerca de uma década. É altura de explicar isto ao público e começar a trabalhar para moldar esta realidade, em vez de deixar que outros decidam por cima das nossas cabeças”, afirma.

    “O nosso interesse é devolver todos os reféns, o mais rapidamente possível — e não prolongar [o conflito] por outro acordo faseado que deixará alguns dos reféns como moeda de troca para o Hamas”, continuou.

    “Mesmo que o preço seja um longo cessar-fogo, é claro para o mundo e claro para nós que não podemos viver com uma organização terrorista que se está a armar na nossa fronteira. Na minha opinião, o Hamas não se tornará um movimento de paz. Temos de aproveitar o acordo para mudar o regime em Gaza e desmilitarizá-la. Não devemos ceder ao plano do Hamas para ganhar tempo”.

  • Subiu para 21 o número de palestinianos mortos num ataque israelita a um porto de Gaza

    São já 21 as vítimas mortais do ataque da marinha israelita contra um porto na cidade de Gaza. Entre os mortos estão várias mulheres e crianças, avança o Haaretz.

  • Papa Leão XIV condena o uso da fome como arma de guerra

    O Papa Leão XIV criticou esta segunda-feira o uso da fome como arma de guerra numa mensagem à 44.ª conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que está a decorrer em Roma.

    “Estamos a assistir com desespero ao uso iníquo da fome como arma de guerra. Matar pessoas à fome é uma forma muito barata de fazer guerra”, afirmou o pontífice de naturalidade norte-americana.

    Na mensagem, o Papa não se referiu especificamente à situação em Gaza ou à guerra entre Israel e o Hamas.

    Leão XIV acrescentou que a Igreja Católica apoia “todas as iniciativas para pôr fim à indignação da fome no mundo” e observou o impacto do conflito na segurança alimentar.

  • Pelo menos 13 mortos e 30 feridos em ataque israelita contra porto de Gaza

    Pelo menos 13 pessoas morreram e 30 ficaram feridas num ataque da marinha israelita a um porto na cidade de Gaza, avançou o Ministério da Saúde. Segundo a Al Jazeera, a zona atacada não estava sob ameaça de evacuação forçada pelas IDF.

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