Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a guerra na Ucrânia ao longo do dia de ontem, terça-feira.

    Macron quer proteger Europa com capacidade de dissuasão nuclear. Presidente ucraniano agradece “liderança” e “visão clara” do homólogo francês

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • Acordo de minerais ainda não está próximo, diz secretário do Tesouro

    O secretário do Tesouro dos EUA diz que o acordo de minerais raros ainda não está em cima da mesa. Questionado pela CBS, Scott Bessent, que tem estado nas negociações, rejeita a notícia avançada pela Reuters, segundo a qual o acordo pode ser anunciado esta noite no discurso de Trump no Congresso. “Não neste momento”, afirmou.

  • Estados Unidos e Ucrânia preparam-se para assinar acordo de minerais ainda hoje, avança a Reuters

    Os Estados Unidos e a Ucrânia poderão assinar ainda esta terça-feira o acordo sobre minerais raros, avança a agência Reuters, que cita “quatro fontes próximas”.

    De acordo com a Reuters, Trump disse aos seus conselheiros que quer anunciar o acordo esta terça-feira no seu discurso ao Congresso, marcado para hoje quando forem 02h00 em Portugal.

  • JD Vance aponta falta de experiência de países europeus que estão dispostos a enviar tropas para a Ucrânia

    O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, defendeu esta terça-feira que muitos dos países europeus que se estão a oferecer para enviar tropas para a Ucrânia “não têm experiência”, “nem equipamento” para isso.

    “Sejamos honestos: há muitos países que estão a oferecer apoio, seja privada ou publicamente, mas não têm nem a experiência no campo de batalha, nem o equipamento militar necessário para fazer uma diferença real”, disse JD Vance numa mensagem na rede social X citada pela Efe.

    Segundo aquela agência de notícias, o vice-presidente norte-americano salientou que não se estava a referir à França ou ao Reino Unido, os dois únicos países que se ofereceram publicamente para ajudar Kiev, uma vez que “ambos lutaram valentemente ao lado dos Estados Unidos nos últimos vinte anos ou mais”.

    JD Vance procurou desta forma desviar a controvérsia que as suas declarações geraram, especialmente no Reino Unido, numa entrevista que deu à Fox News. Naquela entrevista, Vance desvalorizou o impacto que “20.000 tropas de um país qualquer que não combate uma guerra há 30 ou 40 anos” poderiam ter na guerra na Ucrânia.

    “Se o que se procura são garantias de segurança e assegurar que Vladimir Putin não volte a invadir a Ucrânia, a melhor garantia é dar aos americanos uma participação económica no futuro da Ucrânia”, disse Vance, citado pela Efe.

    O vice-presidente dos EUA referia-se ao interesse de Washington na extração de minerais raros na Ucrânia, sobre a qual existia um acordo entre os dois países, mas que acabou por não ser assinado durante a visita do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, à Casa Branca, na passada sexta-feira.

  • Zelensky agradece a Keir Starmer o apoio durante "período difícil"

    O Presidente da Ucrânia recorreu esta terça-feira à rede social X para agradecer o apoio do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, durante o que descreveu como “um período difícil”.

    “Agradeço os conselhos e o apoio que me deram durante este período difícil. Lembrar-nos-emos sempre de tudo o que o povo britânico fez pelos ucranianos e pela nossa segurança comum”, adiantou.

    Volodymyr Zelensky explicou ter discutido a “atual evolução da situação” com o líder do Governo britânico e que trocaram opiniões sobre os próximos passos na guerra com a Rússia.

    “Estamos a coordenar as nossas posições e a fazer tudo para garantir a paz o mais rapidamente possível e pôr termo a esta guerra. A paz é necessária para todos nós. Uma paz justa com garantias claras de segurança. Juntamente com a liderança dos Estados Unidos e de toda a Europa, isso é absolutamente exequível”, insistiu.

  • Possível alívio das sanções dos EUA anima bolsa de Moscovo

    As informações de que os Estados Unidos estarão dispostos a flexibilizar algumas das sanções económicas contra a Rússia resultou numa subida acentuada da bolsa de Moscovo durante a sessão desta terça-feira.

    O mercado bolsista russo subiu quase 3% esta terça-feira, com a Bolsa de Moscovo a atingir 3.236 pontos. O rublo fortaleceu-se menos de 1% em relação ao dólar americano, que foi negociado a 89,3 rublos, e ao euro, que atingiu 93,9 rublos.

  • Zelensky garante estar pronto para "trabalhar sob a forte liderança do Presidente Trump"

    Volodymyr Zelensky reiterou o compromisso da Ucrânia para uma “paz duradoura” e expressou um alinhamento de posição com Donald Trump, dias depois do confronto público numa reunião na Sala Oval com o Presidente dos EUA e o vice-presidente norte-americano, J.D. Vance.

    “Gostaria de reiterar o empenhamento da Ucrânia na paz, pois nenhum de nós quer uma guerra sem fim. A Ucrânia está disposta a sentar-se à mesa das negociações o mais rapidamente possível. Ninguém deseja a paz mais do que os ucranianos. A minha equipa e eu estamos prontos para trabalhar sob a forte liderança do Presidente Trump para conseguir uma paz duradoura”, afirmou.

    Numa mensagem publicada na rede social X, o Presidente ucraniano elencou inclusivamente quais poderiam ser os primeiros passos após um cessar-fogo na guerra com a Rússia.

    “As primeiras etapas poderiam ser a libertação de prisioneiros e tréguas no céu — proibição de mísseis, drones de longo alcance, bombas sobre energia e outras infraestruturas civis — e tréguas no mar imediatamente, se a Rússia fizer o mesmo. Depois, queremos avançar rapidamente para as fases seguintes e trabalhar com os EUA para chegar a um acordo final sólido”, explicou.

    Zelensky fez também questão de realçar a valorização da ajuda americana ao longo dos últimos três anos, depois de Washington o ter acusado de não expressar gratidão. “A Ucrânia é um país que valoriza muito o que os Estados Unidos têm feito para ajudar a Ucrânia a manter a sua soberania e independência. E recordamos o momento em que as coisas mudaram quando o Presidente Trump forneceu dardos à Ucrânia. Estamos gratos por isso”, vincou.

    Sobre a reunião de sexta-feira na capital dos EUA, Zelensky admitiu que “não correu como era suposto” e que era “lamentável” que tivesse decorrido com um clima de hostilidade testemunhado publicamente. “É altura de corrigir as coisas. Gostaríamos que a cooperação e a comunicação futuras fossem construtivas”, resumiu, adiantando também que a Ucrânia está “pronta a assinar em qualquer altura e em qualquer formato conveniente” o acordo sobre o acesso americano a recursos minerais ucranianos.

  • Estónia apela à União Europeia para acelerar ajuda à Ucrânia após suspensão do apoio dos EUA

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Estónia afirmou esta terça-feira que a decisão dos Estados Unidos de suspender a ajuda militar à Ucrânia obriga a Europa a aumentar e acelerar a sua ajuda à Ucrânia para colmatar a lacuna. “A Europa deve aumentar a ajuda militar à Ucrânia para que este país possa continuar a lutar por uma paz justa e duradoura”, declarou Margus Tsahkna, em comunicado.

    Tsahkna recordou que o Governo da Estónia já tinha decidido aumentar a sua ajuda este ano em 25% e entregar 10.000 cartuchos de artilharia à Ucrânia. “A nossa decisão mostra que é possível tomar decisões novas e rápidas para ajudar a Ucrânia e apelamos a que todos os que apoiam a Ucrânia aumentem a sua ajuda o mais rapidamente possível”, acrescentou.

    O responsável avançou ainda que uma das opções para obter recursos adicionais para ajudar a Ucrânia é utilizar os ativos congelados da Rússia, em que a Europa tem um papel decisivo, uma vez que a maioria desses ativos está localizada na Europa. “Antes do fim do prazo para a prorrogação das sanções contra a Rússia, em junho, deve ser tomada uma decisão política sobre a utilização dos ativos congelados”, insistiu, além de notar que existem formas legais de o fazer.

    O responsável sublinhou que o único responsável pela guerra “deve sentir-se pressionado e a vítima da agressão deve ter um forte apoio, porque esta é a única forma de forçar a Rússia a desistir dos seus objetivos e alcançar uma paz duradoura na Ucrânia”.

  • O que se passou até agora?

    • A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, revelou um plano ambicioso para mobilizar 800 mil milhões de euros a fim de fortalecer a defesa europeia. Este plano compreende um sistema de rearmamento e envolve a atribuição de 150 mil milhões de euros adicionais aos Estados-membros da União Europeia, com a possibilidade de realocar fundos existentes, como os de Coesão, para investimentos na defesa.
    • O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a suspensão da ajuda militar à Ucrânia. Esta decisão gerou diversas reações no cenário internacional, incluindo críticas de países europeus que temem que tal medida possa beneficiar a Rússia e enfraquecer as defesas ucranianas.
    • A Ucrânia manifestou a sua disposição para continuar a colaboração com os Estados Unidos, apesar da suspensão da ajuda militar. Simultaneamente, Kiev está em negociações com parceiros europeus para encontrar soluções alternativas e diz estar pronta para assinar um acordo com os EUA sobre os recursos naturais.
    • A Hungria apoiou a decisão dos EUA de suspender a ajuda militar à Ucrânia, destacando a necessidade de cessar-fogo e diálogo para a paz. Entretanto, o porta-voz do Kremlin saudou positivamente a suspensão da ajuda militar americana, acreditando que exemplifica um passo no sentido de forçar Kiev a uma solução pacífica.

  • Tusk confirma suspensão do envio de ajuda americana na fronteira entre a Polónia e a Ucrânia

    O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, confirmou a suspensão do envio de ajuda militar dos EUA às forças ucranianas, com base nos relatórios que chegam da fronteira entre Polónia e Ucrânia.

    “Não temos razões para acreditar que se trata apenas de palavras. Os relatórios que chegam da fronteira, do nosso centro em Jasionka, confirmam as declarações do lado americano”, afirmou Tusk, citado pelo jornal polaco Rzeczpospolita.

    Tusk descreveu a situação como “uma emergência” e apelou à mobilização total e à concentração de esforços conjuntos para a resolução deste impasse. “Tomaremos decisões que exigirão a solidariedade total do Estado”, continuou.

    “Estão a chegar os dias e as semanas em que é absolutamente necessário acabar com as discussões vazias, as disputas de prestígio, os desacordos de coligação, porque vamos ter de tomar decisões num modo que é, de certa forma, extraordinário”, finalizou.

  • Roberta Metsola vê "oportunidade de ouro" para o reforço da defesa da Europa

    A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, falou esta terça-feira numa “oportunidade de ouro” para a União Europeia (UE) mobilizar verbas para a defesa comunitária, quando se iniciam discussões sobre o próximo orçamento europeu a longo prazo.

    “A Europa tem de levar a sério a sua própria defesa. Precisamos de duas coisas: precisamos da vontade e precisamos de verbas”, afirmou Roberta Metsola, em Bruxelas, num fórum organizado pelo grupo de reflexão Centro de Política Europeia (European Policy Center).

    Após o anúncio desta manhã, sobre um plano de 800 mil milhões de euros para armamento comunitário, a líder da assembleia europeia apontou: “Estamos agora a começar a negociar o próximo Quadro Financeiro Plurianual, pelo que temos uma oportunidade de ouro para alinhar melhor o nosso orçamento com as nossas prioridades estratégicas”.

    Lembrando que “qualquer reafetação de fundos para a defesa no âmbito do atual Quadro Financeiro Plurianual tem de passar pelo Parlamento”, Roberta Metsola prometeu que a sua instituição “dará o seu melhor” para que instrumentos como o Fundo Europeu de Defesa e o Programa Industrial Europeu de Defesa sejam reforçados.

    “A Europa precisa de uma integração mais profunda no domínio da defesa: precisamos de um mercado único da defesa, com regras mais simples para as nossas empresas e isto simplificará a produção, reforçará a interoperabilidade e colmatará lacunas críticas em termos de capacidades”, concluiu.

    Sobre a Ucrânia e a suspensão do apoio dos EUA, Roberta Metsola deixou um aviso: “Se Kiev cair, a Europa e o mundo ficarão menos seguros, menos protegidos e menos prósperos”.

  • MNE finlandesa adverte EUA para risco de Rússia violar eventual acordo de paz na Ucrânia

    A ministra dos Negócios Estrangeiros finlandesa, Elina Valtonen, avisou hoje que os EUA serão julgados pelo que fizerem se a Rússia desrespeitar um acordo de paz negociado entre Washington e Moscovo para a guerra na Ucrânia.

    “A nossa mensagem aos nossos amigos na América é que a história nos julgará pelos desenvolvimentos após a assinatura do acordo, e não apenas pelo momento em que qualquer possível acordo está a ser assinado”, afirmou, a propósito da suspensão da ajuda militar dos Estados Unidos a Kiev.

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, determinou na segunda-feira a suspensão do apoio militar à Ucrânia, que combate a invasão russa, na sequência da altercação durante a visita, na semana passada, do homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, à Casa Branca.

    Durante um evento no centro de estudos britânico Chatham House, em Londres, Valtonen criticou a estratégia da administração Trump de “apaziguar na prática a Rússia e exercer alguma pressão sobre a Ucrânia” para forçar negociações de paz.

    “Na minha opinião pessoal, deveria ser exatamente o contrário. Mas estou certo de que, e confio que o Presidente Trump e a sua equipa se aperceberão, a seu tempo, de que isto provavelmente não funciona”, advertiu.

    A chefe da diplomacia finlandesa lamentou que, “infelizmente, a experiência que temos na Europa é que, especialmente durante o regime de Putin, eles [russos] não estão dispostos a aceitar quaisquer compromissos”.

    Como exemplo, referiu a invasão russa da Geórgia em 2008, a anexação da Crimeia em 2014 e de território no leste da Ucrânia e o desrespeito pelos acordos de Minsk, que previam um cessar-fogo.

    “A Rússia partilha uma fronteira terrestre com 14 países. Apenas um deles se manteve constantemente como uma democracia independente durante a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria, e esse país é a Finlândia. A história ensinou-nos que a Rússia só respeita a força e a determinação”, argumentou.

  • Ucrânia pronta para assinar "a qualquer momento" acordo sobre recursos naturais com os EUA

    A Ucrânia está pronta para assinar “a qualquer momento” o acordo-quadro sobre a exploração dos seus recursos naturais pelos Estados Unidos, apesar do anúncio da Casa Branca da suspensão da ajuda militar norte-americana, disse esta terça-feira o primeiro-ministro ucraniano.

    “Estamos prontos para começar a trabalhar na assinatura deste acordo a qualquer momento”, disse Denys Shmygal, numa conferência de imprensa, especificando que Kiev aguardava o “feedback” americano sobre o assunto através dos canais diplomáticos.

  • Kiev "está a discutir opções com parceiros europeus", afirma conselheiro

    A Ucrânia está a “discutir” com os europeus a possibilidade de substituir a ajuda militar norte-americana e ao mesmo tempo está aberta a “negociações” com Washington, afirmou, por seu turno, um conselheiro do Presidente Zelensky.

    “Estamos a discutir opções com os nossos parceiros europeus”, disse o conselheiro presidencial ucraniano Mykhailo Podoliak na rede social X. “E, claro, não descartamos a possibilidade de negociações com os nossos homólogos norte-americanos”, acrescentou.

  • Ucrânia “absolutamente determinada a continuar a sua cooperação com os EUA”

    O primeiro-ministro do governo de Kiev, Denys Shmygal afirmou hoje que “a Ucrânia está absolutamente determinada a continuar a sua cooperação com os Estados Unidos”.

    Estas declarações de Shmygal surgem depois de a Casa Branca ter anunciado a suspensão da ajuda militar norte-americana, que é crucial para Kiev e o seu exército fazerem frente à invasão da Rússia.

    “Os Estados Unidos são um parceiro importante e devemos preservá-lo”, disse, numa conferência de imprensa em Kiev. “Faremos tudo para nos mantermos firmes”, continuou Shmygal, enquanto o anúncio de Washington mergulha Kiev e os seus aliados europeus no desconhecido.

  • Hungria apoia decisão norte-americana. Ministro dos Negócios Estrangeiros vai encontrar-se com Marco Rubio

    Um porta-voz do governo húngaro, liderado por Viktor Orbán, declarou o apoio à medida norte-americana para suspender o apoio militar à Ucrânia. “O Presidente dos EUA e o governo húngaro partilham a mesma posição: em vez de continuar o envio de armas e a guerra, um cessar-fogo e diálogos para a paz são precisos o mais rapidamente possível”, declarou, citado pelo The Guardian.

    Os chefes da diplomacia húngara e norte-americana reúnem-se esta tarde em Washington, adianta o jornal britânico. O encontro entre Marco Rubio e Péter Szijjártó acontece depois de o encontro de Rubio com a alta-representante da UE, Kaja Kallas, ter sido cancelado na semana passada.

  • "EUA aprova medidas para vergar Ucrânia"

    Major-General Isidro de Morais Pereira diz que EUA estão a beneficiar a Rússia ao suspender ajuda a Kiev. Sobre o plano Europeu de defesa, explica que a verba anunciada é positiva para ajudar países com fracas reservas de guerra.

    Ouça aqui o Gabinete de Guerra

    “EUA aprova medidas para vergar Ucrânia”

  • Reino Unido volta a declarar apoio à Ucrânia, sem condenar decisão norte-americana

    O gabinete do primeiro-ministro britânico emitiu um comunicado em que ressalva o “compromisso absoluto” com a paz na Ucrânia e destacou os pacotes de apoio que já aprovou para ajudar a defesa ucraniana. “É a coisa certa a fazer e é do nosso interesse fazê-lo”, pode ler-se no comunicado, citado pelo The Guardian.

    O breve comunicado não tem qualquer referência à decisão norte-americana de suspender o apoio militar a Kiev. Antes, o ministro adjunto da Habitação, Alex Norris, tinha afirmado durante uma entrevista que “os gastos militares norte-americanos são uma decisão que cabe aos Estados Unidos”.

  • França: decisão norte-americana de suspender apoio a Kiev "afasta" a paz

    O secretário de Estado francês para a Europa criticou a decisão norte-americana de suspender a ajuda militar à Ucrânia. “Se se quer paz, uma decisão para suspender [a entrega de] armas à Ucrânia reforça a paz ou afasta-a? Afasta-a porque reforça a mão do agressor no terreno, que é a Rússia”, argumentou Benjamin Haddad, numa entrevista à France 2, citada pelo The Guardian.

  • França opõe-se a utilização de ativos russos congelados

    O ministro da Economia francês, Eric Lombard, afirmou hoje que capturar os ativos russos congelados e utilizá-los para financiar as despesas militares europeias seria “contrário aos acordos internacionais”.

    “A posição da França é de que estes ativos russos (…) pertencem, em particular, ao Banco Central da Rússia”, afirmou Lombard à cadeia de rádio francesa France Info, sublinhando que não se trata de ativos “que possam ser capturados” porque isso “seria contrário aos acordos internacionais que a França e a Europa subscreveram”.

    A apreensão destes ativos pode criar “um precedente económico” e tornar os investidores cautelosos, sublinhou, por seu turno, o ministro francês dos Assuntos Europeus, Benjamin Haddad.

    Os países da União Europeia já estão a utilizar os lucros dos ativos russos congelados para ajudar a armar a Ucrânia e financiar a sua reconstrução pós-guerra, o que representa um ganho de 2,5 a 3 mil milhões de euros por ano.

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