Momentos-chave
- Rússia diz que a Ucrânia atacou Moscovo com drones. Refinaria no sul do país foi atingida
- Enviado dos EUA mostrou dúvidas sobre acusação russa de ataque ucraniano a Putin
- Zelensky critica Índia e Emirados Árabes Unidos por apoiarem alegações de tentativa de assassinato de Putin
- Estados Unidos querem que ucranianos ganhem o triplo do salário médio atual no pós-guerra, diz Zelensky
- Ucrânia está a discutir com EUA a possível presença de tropas norte-americanas em território ucraniano após assinatura de um acordo de paz
- Kremlin não apresentou provas para sustentar a alegação de que Kiev atacou residência de Putin, concluiu relatório do ISW
- Zelensky já escolheu o novo chefe do gabinete presidencial. Nome será avançado "mais tarde"
- Aliados de Kiev podem verificar que a tentativa de ataque à residência de Putin "é falsa", diz Zelensky
- Rússia disse ter enviado sistema de mísseis de médio alcance Oreshnik para a Bielorrússia
- Infraestrutura energética em Chernihiv alvo de "repetidos ataques". 75 mil pessoas ficaram sem energia elétrica
- Coligação das Vontades reúne-se dia 6 de janeiro em França, anuncia Zelensky
- Putin decreta recrutamento de reservistas para proteger infraestruturas
- Ucrânia ordena evacuação de 14 aldeias em Chernihiv devido a ataque russo
- Demonstração de "terrorismo estatal" ou operação de falsa bandeira para criar um pretexto? As duas versões sobre o ataque à casa de Putin
- "Estamos a avançar no processo de paz", diz Merz após reunião da Coligação das Vontades
- Polónia acredita que paz na Ucrânia "está no horizonte"
- Rússia tem a "iniciativa estratégica" na Ucrânia, diz Lavrov
- Ucrânia pede a países que "ajam com responsabilidade e se abstenham de responder" a falsas notícias russas sobre o alegado ataque
- Kremlin considera "absurdas" as afirmações que contestam o alegado ataque à residência oficial de Putin
- "Não creio que deva haver qualquer prova", diz porta-voz do Kremlin, alegando que o ataque à residência de Putin também era dirigido a Trump
- Ucrânia e Rússia trocaram um total de cinco mil prisioneiros desde janeiro
- Zelensky diz que Ucrânia não pode retirar-se dos territórios a leste. "Questão difícil" é o único espinho num plano de paz a "90%"
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora:
- A Rússia acusou a Ucrânia de ter realizado um ataque com drones à residência oficial de Vladimir Putin, intensificando as tensões entre os dois países. No entanto, tanto as autoridades ucranianas como aliados ocidentais, incluindo a Presidência francesa e os EUA, expressaram dúvidas sobre a veracidade dessa alegação, sugerindo que possa ser uma tentativa de criar pretextos para retaliação. O Instituto para o Estudo da Guerra indicou que não encontrou evidências que sustentem o alegado ataque.
- Volodymyr Zelensky destacou que o conflito em torno dos territórios ocupados no leste da Ucrânia, incluindo Donetsk, Lugansk, Kherson, Zaporíjia e a Crimeia, continua a ser o principal obstáculo nas negociações de paz com a Rússia. O Presidente ucraniano avisa que a Ucrânia não pode simplesmente abdicar destas regiões, que são fundamentais tanto a nível territorial como humanitário.
- As negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia estão a avançar, com 90% de um plano de paz já acordado, segundo Zelensky. No entanto, a questão dos territórios ocupados ainda permanece um desafio significativo, apesar de os EUA, sob a presidência de Donald Trump, estarem envolvidos na mediação de um possível compromisso.
- Entretanto, a Rússia e a Ucrânia têm realizado trocas de prisioneiros como parte dos esforços diplomáticos em curso; aproximadamente 2.500 prisioneiros de cada lado foram trocados desde o início do ano. Este gesto é uma componente das negociações mediadas em Istambul, que têm como objetivo promover a paz na região.
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Bom dia, obrigada por ter estado connosco ao longo do dia de ontem. Continuamos a seguir a guerra na Ucrânia neste novo artigo em direto.
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Rússia diz que a Ucrânia atacou Moscovo com drones. Refinaria no sul do país foi atingida
As autoridades russas anunciaram esta noite ter destruído 27 drones ucranianos enviados para atingir alvos no seu território, incluindo sobre Moscovo, adianta a Reuters, que cita uma mensagem do Ministério da Defesa da Rússia na app Telegram.
O ataque terá durado três horas e um homem de 57 anos ficou ferido na vila de Pagubino, perto da capital russa, adianta a agência russa Ria Novosti.
O mesmo órgão de comunicação dá conta de um apagão geral que afetou a cidade de Ramenskoye, também perto de Moscovo. As autoridades russas adianta que se tratou de uma falha técnica, ao passo que vários observadores atribuem o incidente ao ataque ucraniano.
Total blackout hits Moscow region is reported on social media: over 600,000 people plunged into darkness for more than four hours — no electricity, no mobile signal, total isolation, as Russian media admit. Drone threat declared across the oblast right now. pic.twitter.com/aSf8ziDk32
— Iuliia Mendel (@IuliiaMendel) December 30, 2025
Entretanto, o Kyiv Independent avança que as operações ucranianas também incidiram sobre a refinaria petrolífera de Tuapse em Krasnodar. Estão a circular nas redes sociais vídeos e imagens não verificadas de um incêndio a deflagrar nesta infraestrutura localizada no sul do país, junto ao mar Negro.
Drone sanctions have been applied to the Tuapse Oil Refinery.
This video shows a small fire harmlessly burning after a successful interception.
With every sanctioned piece of Russian oil infrastructure, their full economic collapse gets a little bit closer.???????????? pic.twitter.com/koj9ygqqet
— Maria Drutska ???????? (@maria_drutska) December 30, 2025
Os ataques ucranianos, no entanto, não se cingiram a território russo, afetando também território ucraniano ocupado pela Rússia. Vários relatos dão conta de que um depósito de combustível foi visado por explosões em Rovenky, na região de Lugansk.
Reported as an attack on an oil depot in Rovenky, occupied Luhansk region. pic.twitter.com/vowI9cat4Q
— NOELREPORTS ???????? ???????? (@NOELreports) December 30, 2025
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ONU informa que trégua local permitiu reestabelecer eletricidade na central de Zaporijia
O fornecimento de eletricidade considerado vital para a central nuclear de Zaporijia foi restabelecido graças a uma trégua local que permitiu a reparação das linhas de transmissão danificadas.
O anúncio foi feito pelo diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, que, em comunicado, explicou que técnicos concluíram “reparações cruciais” nas linhas de transmissão próximas da central, realizadas com garantias de segurança dadas por ambas as partes ao abrigo de um cessar-fogo local e temporário mediado pela agência que integra o sistema da ONU.
Segundo Grossi, esta foi a terceira vez nos últimos meses que acordos de trégua negociados e monitorizados pela agência permitiram a religação de linhas essenciais para a segurança nuclear, danificadas desde o início da guerra desencadeada pela invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
As reparações mais recentes começaram na manhã de domingo e foram concluídas na tarde de segunda-feira, sob supervisão da equipa de especialistas da AIEA destacada no local, acrescentou.
Grossi sublinhou que o sucesso da operação demonstra ser possível uma organização internacional trabalhar com ambos os lados do conflito para evitar um acidente nuclear, embora tenha alertado que a situação geral na central de Zaporijia e noutras instalações nucleares ucranianas “continua precária”.
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"Conseguimos vencer sem apoio americano? Não", disse Zelensky
Numa entrevista à televisão norte-americana Fox News, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, apontou que o apoio militar dos EUA a Kiev é essencial para a Ucrânia pensar em vencer ou mesmo defender-se.
“Conseguimos vencer sem o apoio americano? Não, não conseguimos”, disse o Presidente ucraniano, sublinhando que, sem esse apoio, não conseguem “defender o céu”.
“Mesmo agora, é muito difícil. Mas o apoio americano com mísseis para defesa aérea é realmente útil e forte em qualquer caso. A Rússia usa centenas, veja bem, centenas e milhares de drones e mísseis”, revelou ainda.
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"Não há provas" Presidência francesa rejeita acusações do Kremlin de ataque ucraniano a Putin
A Presidência francesa rejeitou as acusações do Kremlin de que as forças ucranianas terão tentado atacar a residência do Presidente russo, Vladimir Putin, de acordo com uma fonte próxima do Palácio do Eliseu citada pelo jornal francês Le Monde.
“Não há provas concretas que corroborem as graves acusações das autoridades russas, mesmo após a verificação das informações com os nossos parceiros”, observou a fonte presidencial. “As próprias autoridades russas dizem tudo e o contrário sobre o que realmente aconteceu”, acrescentou.
“A continuação e intensificação dos ataques russos são, por si só, um ato de desafio à agenda de paz do Presidente [Donald] Trump”, sublinhou ainda a fonte.
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Enviado dos EUA mostrou dúvidas sobre acusação russa de ataque ucraniano a Putin
O embaixador dos EUA na NATO, Matthew Whitaker, mostrou-se reticente sobre as alegações da Rússia de que a Ucrânia teria atacado uma das residências oficiais de Vladimir Putin.
“Não é claro o que verdadeiramente aconteceu”, disse Whitaker, entrevistado pelo canal Fox Business. “Parece-me um pouco indelicado estar tão perto de um acordo de paz, com a Ucrânia realmente querendo chegar a um acordo de paz, e então fazer algo que seria visto como imprudente ou inútil”, continuou.
NATO Ambassador Matthew Whitaker: "Well, I know there were reports from the Russian side that this alleged attack at one of the presidential palaces by drone or drones. It's unclear whether it actually happened … it seems to me a little indelicate to be this close at a peace… pic.twitter.com/CKVsgnLoWx
— Aaron Rupar (@atrupar) December 30, 2025
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Zelensky critica Índia e Emirados Árabes Unidos por apoiarem alegações de tentativa de assassinato de Putin
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou a Índia e os Emirados Árabes Unidos por defenderem as alegações russas de que a Ucrânia teria tentado assassinar Vladimir Putin
“É confuso e desagradável que alguns países, como a Índia, os Emirados Árabes Unidos e alguns outros, tenham condenado o que alegam ter sido os nossos ataques com drones à residência de Putin — o que nem sequer aconteceu”, disse o Presidente numa conferência de imprensa online citada pelo Kyiv Independent.
“Onde está a condenação deles pelo facto de as nossas crianças estarem a ser bombardeadas e pessoas estarem a ser mortas todo este tempo? Sinceramente, não ouço a Índia, nem os Emirados Árabes Unidos”, continuou.
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Estados Unidos querem que ucranianos ganhem o triplo do salário médio atual no pós-guerra, diz Zelensky
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta terça-feira que o plano de recuperação económica para o país, que está a ser discutido com a equipa norte-americana, inclui a criação de novos empregos e um aumento significativo dos rendimentos, com os ucranianos a ganharem o triplo do salário médio atual.
Zelensky destacou, durante uma conferência de imprensa, que o plano envolve um pacote de documentos para a reconstrução de toda a Ucrânia, em detrimento de regiões individuais.
Segundo o líder ucraniano, citado pelo Ukrainska Pravda, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera a criação de empregos na Ucrânia a “tarefa número um” e “deseja muito” que os salários sejam três vezes mais altos através da entrada de empresas norte-americanas na Ucrânia em condições especiais.
Com melhores salários, Zelensky vê “grandes perspetivas” para o desenvolvimento pós-guerra no país.
Em outubro, o salário médio mensal na Ucrânia era de 26.913 UAH (cerca de 539 euros).
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Ucrânia está a discutir com EUA a possível presença de tropas norte-americanas em território ucraniano após assinatura de um acordo de paz
A Ucrânia está a discutir com Donald Trump a possível presença de tropas norte-americanas em território ucraniano, anunciou Volodymyr Zelensky durante a conferência de imprensa que realizou esta terça-feira.
“É claro que estamos a discutir isto tanto com o Presidente Trump como com os representantes da Coligação [das Vontade]. Gostaríamos que isso acontecesse. Seria uma posição forte em termos de garantias de segurança”, afirmou o líder ucraniano, citado pelo Ukrainska Pravda, quando questionado sobre se Washington poderia enviar tropas para Kiev como parte das garantias de segurança após a assinatura de um acordo de paz.
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Kremlin não apresentou provas para sustentar a alegação de que Kiev atacou residência de Putin, concluiu relatório do ISW
O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla inglesa) revelou esta terça-feira um documento que avalia se o alegado ataque à residência oficial de Putin realmente aconteceu.
De acordo com a organização, “as circunstâncias deste alegado ataque não estão em conformidade com o padrão das provas observadas quando as forças ucranianas realizam ataques na Rússia”. Os analistas do ISW observaram que os ataques ucranianos confirmados na Rússia normalmente são seguidos de “provas observáveis em fontes abertas”.
As provas são, geralmente, imagens de operações de defesa aérea, explosões, incêndios ou nuvens de fumo perto do alvo. Normalmente, também há relatos nos meios de comunicação locais sobre os incêndios, danos aos alvos.
Ora, “o ISW não observou nenhuma filmagem, nem reportagens locais ou regionais sobre ataques ucranianos perto da residência de Putin para corroborar a afirmação do [ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei] Lavrov”, pode ler-se no documento.
Os analistas acrescentaram que os detalhes sobre os 91 drones abatidos são “inconsistentes” com o próprio registo do Ministério da Defesa russo.
“O Kremlin não apresentou quaisquer provas para sustentar a alegação de que as forças ucranianas atacaram a residência de Putin no dia 29 de dezembro”, concluem.
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Zelensky já escolheu o novo chefe do gabinete presidencial. Nome será avançado "mais tarde"
Volodymyr Zelensky anunciou esta terça-feira que já decidiu quem será o novo chefe do gabinete presidencial, relata o Ukrainska Pravda.
“Quanto ao chefe do gabinete, já tomei a decisão. A informação será divulgada mais tarde. Quanto aos chefes das administrações regionais, haverá mudanças no início do ano”, disse o Presidente da Ucrânia durante uma conferência de imprensa.
Em novembro, o chefe de gabinete de Zelensky, Andriy Yermak, apresentou a sua demissão, horas depois de ter sido alvo de buscas no seu gabinete e em sua casa no âmbito do escândalo de corrupção que abalou o Governo ucraniano.
Chefe de gabinete de Zelensky demite-se por ser suspeito em esquema de corrupção
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Aliados de Kiev podem verificar que a tentativa de ataque à residência de Putin "é falsa", diz Zelensky
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta terça-feira que os aliados de Kiev conseguiram verificar que a suposta tentativa de ataque à residência oficial de Putin em Novgorod “era falsa”.
“Em relação ao ataque em Novgorod, a nossa delegação entrou em contacto com a equipa norte-americana, eles analisaram os detalhes e entendemos que é falso. E, claro, os nossos aliados podem sempre verificar, graças às suas capacidades técnicas, que era falso”, relatou o líder ucraniano durante uma conferência de imprensa citada pelo The Guardian.
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"Paz na Ucrânia" não parece estar mais próxima"
Jorge Rodrigues diz que a Rússia não mostra sinais de estar a ceder e as negociações de paz podem complicar-se. Sobre o Médio Oriente, destaca que Donald Trump apenas escuta um lado do conflito. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.
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Rússia disse ter enviado sistema de mísseis de médio alcance Oreshnik para a Bielorrússia
Um sistema de mísseis de médio alcance Oreshnik foi colocado ao serviço pelas forças russas na Bielorrússia, informou o Ministério de Defesa da Rússia num vídeo publicado no Telegram.
“Uma cerimónia solene foi realizada na República da Bielorrússia para colocar uma unidade equipada com um sistema móvel de mísseis terrestres Oreshnik em serviço de combate”, lê-se na publicação.
Como noticia o The Guardian, a instalação destes mísseis na Bielorrússia permite que os mísseis, que Vladimir Putin diz serem impossíveis de intercetar, atinjam alvos na Europa mais rapidamente.
O ministério da Defesa da Bielorrússia, citado pelo jornal britânico, confirmou que “a divisão de mísseis Oreshnik começou a realizar tarefas de combate em áreas designadas no país”.
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Infraestrutura energética em Chernihiv alvo de "repetidos ataques". 75 mil pessoas ficaram sem energia elétrica
A região ucraniana de Chernihiv foi alvo de “repetidos ataques” durante a noite, avançou a vice-ministra da Energia, Olga Yukhimchuk, num comunicado publicado no site. Ao todo, “mais de 75 mil consumidores” ficaram “sem energia elétrica”.
“Também há localidades totalmente ou parcialmente sem energia nas regiões de Kharkiv e Sumy. Os trabalhos de emergência e reparação continuam”, acrescentou a vice-ministra.
“Parte das instalações energéticas já foi alvo de repetidos ataques inimigos. Cada reparação requer muito tempo e recursos, uma vez que o nível de danos nas regiões é diferente”, disse ainda.
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Coligação das Vontades reúne-se dia 6 de janeiro em França, anuncia Zelensky
O Presidente ucraniano anunciou, esta terça-feira, que os líderes dos países que fazem parte da Coligação das Vontades — o grupo de apoio a Kiev — irão reunir-se no dia 6 de janeiro, em França.
Antes disso, no sábado, dia 3, os conselheiros de segurança da Coligação vão também reunir-se.
Rustem Umerov has just reported on the arrangement that was reached with the national security advisers of the Coalition of the Willing countries to hold a meeting in the near future. We are planning it for January 3 in Ukraine. Shortly after that, discussions will take place at…
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) December 30, 2025
O grupo é liderado por França, Reino Unido e Alemanha, que têm feito esforços para mostrar o apoio da Europa à Ucrânia.
Ontem, o Presidente francês, Emmanuel Macron, tinha anunciado a reunião dos aliados da Ucrânia, em Paris, para o início de janeiro, sem especificar o dia.
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Putin decreta recrutamento de reservistas para proteger infraestruturas
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou esta terça-feira um decreto para enviar, em 2026, reservistas para a defesa das infraestruturas críticas do país, indica um documento publicado no portal oficial de informação jurídica.
“Em 2026, os cidadãos da Federação Russa que servem na reserva de mobilização das Forças Armadas serão enviados para campos de treinamento especiais para garantir a proteção de instalações críticas e outras infraestruturas vitais”, pode ler-se no documento.
O chefe de Estado russo incumbiu o Governo de elaborar a lista das infraestruturas consideradas críticas e o Ministério da Defesa de identificar as unidades das Forças Armadas responsáveis pela respetiva proteção.
O diploma entrou em vigor imediatamente após a publicação, não especificando, contudo, o número de reservistas a mobilizar nem a duração do recrutamento.
Com Lusa
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Ucrânia ordena evacuação de 14 aldeias em Chernihiv devido a ataque russo
As autoridades da região ucraniana de Chernihiv (norte) ordenaram hoje a evacuação de 14 aldeias junto à fronteira com a Rússia e a Bielorrússia, devido aos bombardeamentos diários das forças russas.
“O Conselho de Defesa decidiu evacuar 14 aldeias fronteiriças”, onde “ainda vivem cerca de 300 pessoas”, afirmou, em comunicado, o chefe da administração militar regional, Vyacheslav Chaus, sublinhando que “a zona fronteiriça está a ser bombardeada todos os dias”.
A decisão abrange comunidades dos distritos de Novgorod-Siverskyi, Semenivka e Snovsk, situadas entre 10 e 40 quilómetros da fronteira russa, bem como Gorodnya, a cerca de 20 quilómetros da Rússia e da Bielorrússia, acrescentou o responsável.
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Demonstração de "terrorismo estatal" ou operação de falsa bandeira para criar um pretexto? As duas versões sobre o ataque à casa de Putin
Rússia acusa Ucrânia de ter atacado a residência oficial de Putin e ameaça rever posição nas negociações de paz. Kiev garante que é “mais uma mentira” de Moscovo para criar pretextos de retaliação.