Histórico de atualizações
  • O que aconteceu até agora?

    • Volodymyr Zelensky rejeitou uma proposta de Vladimir Putin para um encontro em Moscovo, afirmando que o líder russo pode deslocar-se a Kiev se estiver genuinamente interessado em negociar a paz. Zelensky argumentou que não é viável deslocar-se à capital russa enquanto o seu país está sob ataques constantes e mísseis ameaçam a segurança nacional. A negativa de Zelensky surge no contexto de esforços diplomáticos liderados pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encontrar um local neutro para um possível encontro entre os dois líderes.
    • Em resposta aos recentes ataques militares, Zelensky acusou a Rússia de lançar mais de 1.300 drones, 900 bombas teleguiadas e 50 mísseis desde o início de setembro, apontando para uma escalada militar russa que complica ainda mais os esforços diplomáticos. O presidente ucraniano enfatizou que, apesar destas ações, a paz não está garantida e solicitou um endurecimento das sanções sobre a Rússia, bem como o fortalecimento do fornecimento de armas para a Ucrânia. No âmbito das negociações para um cessar-fogo, Zelensky sublinhou a importância de garantias de segurança concretas e funcionais por parte dos seus aliados.
    • O presidente do parlamento ucraniano, Ruslan Stefanchuk, participou na cimeira parlamentar do G7, onde foram discutidos temas cruciais como o apoio à defesa ucraniana, a pressão de sanções sobre a Rússia e a integração europeia e euro-atlântica da Ucrânia. Zelensky expressou seu agradecimento ao apoio de parceiros internacionais e enfatizou a importância do trabalho conjunto para enfrentar a ameaça russa.
    • A Ucrânia continua a sofrer ataques nas regiões de Kiev e Zaporijia, com drones e mísseis a causarem destruição e feridos. Ataques russos em Donetsk resultaram em várias mortes e feridos, sublinhando a gravidade e a extensão da agressão russa em múltiplas frentes.

  • Bom dia.

    Obrigado por ter estado connosco ao longo deste dia de sábado. Continuamos a seguir a guerra na Ucrânia neste novo liveblog.

  • Ucrânia participa na cimeira parlamentar do G7

    O presidente do parlamento ucraniano, Ruslan Stefanchuk, concluiu hoje a sua participação na cimeira parlamentar do G7, que reúne os líderes do parlamento das sete maiores economias mundiais. “Falámos sobre temas-chave: fortalecer o apoio à defesa da Ucrânia, manter a pressão das sanções à Rússia, congelar os ativos russos, avançar a integração europeia e euro-atlântica da Ucrânia e assegurar o regresso das crianças ucranianas deportadas ilegalmente pela Rússia”, relatou Stefanchuk nas suas redes sociais.

    Em resposta, Volodymyr Zelensky sublinhou a continuação do “trabalho diplomático” e agradeceu a todos os envolvidos na cimeira. “Agradeço aos nossos parceiros pelo seu apoio. E obrigado a ti, Ruslan, pela diplomacia parlamentar eficaz”, escreveu o Presidente ucraniano.

  • Rússia lança ataques contra regiões de Kiev e Zaporíjia

    As autoridades regionais da Ucrânia relataram uma série de ataques russos ao início desta noite. Na região de Kiev, a administração militar informou que as defesas anti-aéreas tinham sido ativadas e que as pessoas deviam permanecer nos abrigos. O jornal Ukrainska Pravda escreve que várias explosões foram ouvidas na capital.

    Já um ataque com pelo menos sete drones em Zaporíjia causou um ferido e atingiu um jardim de infância, um prédio residencial e uma sede de um negócio, deflagrando incêndios nos locais atingidos, informou o responsável da administração militar regional.

  • Presidente ucraniano agradece trabalho dos aliados mas pede mais pressão transatlântica sobre a Rússia

    Volodymyr Zelensky recorreu às redes sociais para destacar as “muitas negociações dos últimos dias”. O Presidente ucraniano elencou o encontro com os países nórdicos e bálticos em Copenhaga, da Coligação das Vontades em Paris e a visita do presidente do Conselho Europeu, do primeiro-ministro da Eslováquia e do ministro dos Negócios Estrangeiros à Ucrânia. “Agradeço a todos os líderes pelo nosso trabalho conjunto”, escreveu.

    Ainda assim, o líder da Ucrânia afirmou que a paz não está garantida e que, para isso, é preciso pressionar a Rússia nessa direção, através de “sanções fortes”. Neste sentido, destacou a necessidade de o trabalho conjunto se estender da Europa aos Estados Unidos. “Não pode restar nenhuma oportunidade para financiar a máquina de guerra da Rússia. Segue-se ainda mais trabalho transatlântico para garantir que a pressão é verdadeiramente tangível”, rematou.

  • Zelensky acusa Moscovo de lançar milhares de bombas e drones quando se diz disponível para negociar

    O Presidente ucraniano acusou hoje a Rússia de lançar mais de 1.300 drones, 900 bombas teleguiadas e 50 mísseis desde o início de setembro, apesar de se ter declarado disponível para negociar o fim da guerra.

    Numa mensagem publicada nas redes sociais, Volodymyr Zelensky adiantou que, na noite passada, a Rússia voltou a atacar infraestruturas civis na Ucrânia, acrescentando que durante a primeira semana deste mês, os russos atacaram as regiões de Chernigov, Kharkov, Odessa, Kherson, Kiev, Zaporijia, Dnipro, Kirovohrad, Khmelnytsky, Zhytomyr, Volhynia, Ivano-Frankivsk, Rivne e Lviv.

    “As explosões tiveram repercussões em praticamente todas as regiões da Ucrânia”, disse.

    “A Rússia continua a prolongar esta guerra e procura transformar a diplomacia numa farsa absoluta. E isto deve ser enfrentado com uma resposta unida: perante os ataques e a destruição, perante o desprezo pelos esforços diplomáticos e pelo diálogo civilizado”, defendeu Zelensky.

    O Presidente ucraniano considerou ainda que o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, “tem toda a razão” ao afirmar que são necessárias restrições efetivas ao comércio de petróleo e gás russo para recolocar a diplomacia nos carris.

    “Temos de reforçar a pressão das sanções, aumentar o fornecimento de armas à Ucrânia e garantir que invasões como esta, não se repitam no futuro”, considerou.

    “Uma paz duradoura exige garantias de segurança reais e funcionais”, acrescentou, referindo-se às negociações que mantém com os seus parceiros ocidentais para um novo pacote de sanções e o subsequente apoio a um cessar-fogo para garantir o cumprimento.

    Os dois oponentes concordaram, nos últimos dias, com a proposta do Presidente norte-americano de se encontrarem ao vivo, apesar das dificuldades em definirem um local para a reunião.

  • Antigo vice-presidente de Trump avisa que Rússia vai atacar um país da NATO se vencer guerra na Ucrânia

    Em entrevista ao programa Newsnight, na BBC, Mike Pence, vice-presidente no primeiro mandato de Donald Trump, disse acreditar que a Rússia vai violar a soberania de um país da NATO se vencer na Ucrânia.

    Como tal, os aliados ocidentais teriam de ser obrigados a confrontar Putin “militarmente” se os esforços de guerra russos se expandirem a outras frentes.

    No entanto, Pence acredita que os EUA devem ter um papel de “apoio” e não “na linha da frente”, algo que deve ser reservado aos aliados europeus. O ex-governante deixou ainda palavras elogiosas aos líderes da “Coligação das Vontades” por “formularem o tipo de garantias de segurança que criariam as condições para uma paz justa e duradoura”, acrescentando que isso “chamou a atenção de Putin”.

  • Ataques russos desta madrugada causam pelo menos seis mortes e 11 feridos na Ucrânia

    De acordo com o Kyiv Independent, citando as diferentes autoridades regionais ucranianas, os ataques mais mortíferos aconteceram na região de Donetsk, onde morreram quatro pessoas. Outras duas perderam a vida em Kherson.

    Além das regiões já mencionadas, registaram-se ainda feridos em Dnipropetrovsk e Kherson.

    Segundo a força aérea ucraniana, a Rússia enviou 91 drones de ataque do tipo Shahed e de engodo durante a noite, 68 dos quais foram intercetados.

    Dezoito drones atingiram oito locais diferentes e os destroços caíram em outras quatro áreas, de acordo com o comunicado.

  • Zelensky rejeita proposta de Putin para encontro em Moscovo e responde na mesma moeda: "ele pode vir a Kiev"

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, rejeitou a proposta do seu homólogo russo, Vladimir Putin, para um encontro presencial em Moscovo, afirmando que Putin “pode ir a Kiev” se quiser realmente construir pontes e negociar o fim da guerra.

    “Não posso ir a Moscovo enquanto o meu país está a ser atacado com mísseis todos os dias. Não posso ir à capital deste terrorista”, disse Zelensky, em entrevista à estação de televisão norte-americana ABC News.

    “Putin sabe disso”, acrescentou, adiantando “ele pode vir a Kiev”.

    Para Zelensky, a proposta feita por Putin esta semana para um encontro em Moscovo visa apenas “adiar” uma eventual reunião.

    “Se alguém não quiser reunir-se, pode propor algo que não seja aceitável para mim ou para outras partes”, argumentou Zelensky, insistindo que “continua pronto” para se encontrar com o líder russo em “qualquer formato”.

    A ideia de um encontro presencial entre os dois líderes decorre dos esforços diplomáticos lançados pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, e foi inicialmente proposta para acontecer duas semanas depois das cimeiras no Alasca e em Washington, a 15 e 18 de agosto.

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andri Sibiga, adiantou que sete outros países – a Áustria, o Vaticano, a Suíça, a Turquia e três Estados do Golfo – já se ofereceram para acolher o encontro.

    A proposta de Moscovo como ponto de reunião dos dois oponentes na guerra da Ucrânia foi apresentada por Vladimir Putin na quarta-feira, quando o Presidente russo estava em Pequim para assistir às comemorações do 80.º aniversário do fim da II Guerra Mundial.

    “Se Zelensky estiver pronto, que venha a Moscovo e esse encontro terá lugar”, afirmou, em direto pela televisão no seu país, confirmando que o Presidente norte-americano, Donald Trump, lhe pediu para se reunir com o líder ucraniano.

    “Donald pediu-me para realizar a reunião, se possível. Respondi que sim, é possível”, indicou.

    O Presidente russo referiu que nunca descartou a possibilidade de um encontro com o homólogo ucraniano, embora tenha questionado se a reunião faria “algum sentido”.

    Ao mesmo tempo, voltou a colocar em causa a legitimidade de Zelensky ao manter-se no cargo para além do seu mandato.

    No entanto, a Ucrânia, que se encontra sob lei marcial desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, não consegue organizar eleições representativas, uma vez que parte do seu território está ocupado e o que não está é atingido diariamente por bombardeamentos.

  • Bom dia,

    Iniciamos aqui um novo dia de cobertura jornalística da guerra na Ucrânia. Pode ver o que se passou ontem neste artigo em direto.

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