Histórico de atualizações
  • O que aconteceu até agora:

    • O ataque russo à Ucrânia, com mais de 800 drones e mísseis, foi o maior desde o início da guerra, atingindo, pelo primeira vez, edifícios governamentais. Este ataque resultou na morte de quatro pessoas, incluindo uma mãe e o seu filho de três meses, e deixou pelo menos 44 feridos.
    • Em resposta aos ataques, líderes de vários países condenaram as ações da Rússia e reafirmaram o seu apoio à Ucrânia. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu, destacaram a necessidade de reforçar as defesas ucranianas e implementar sanções adicionais para pressionar a Rússia. Emmanuel Macron sublinhou a lógica de guerra e terror da Rússia, enquanto Keir Starmer e Donald Tusk enfatizaram a inutilidade das tentativas de apaziguar Putin.
    • O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou a uma resposta firme dos aliados para dar fim aos ataques russos e reiterou a importância de reforçar as defesas aéreas do país. Zelensky salientou que, enquanto a diplomacia poderia ter avançado, a Rússia optou por prolongar a guerra deliberadamente, apelando à implementação de acordos para garantir a segurança da Ucrânia.
    • A resposta internacional incluiu também a intensificação das discussões sobre sanções coordenadas entre a União Europeia e os Estados Unidos, com uma delegação europeia a viajar para Washington para negociações. Donald Trump confirmou a sua prontidão para avançar com novas sanções contra a Rússia, alinhando-se com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que destacou a importância da colaboração com parceiros europeus para colapsar a economia russa.

  • Bom dia, obrigada por ter estado connosco ao longo do dia de ontem. Continuamos a seguir a guerra na Ucrânia neste novo artigo em direto.

    Zelensky alerta para novos ataques russos contra infraestruturas energéticas

  • Zelensky: "Putin está a testar o mundo" com ataques à Ucrânia

    O Presidente ucraniano reiterou esta noite os apelos para uma “resposta ampla” dos parceiros de Kiev ao ataque da madrugada passada, que matou quatro pessoas e atingiu a sede do Governo. “Claramente a Rússia está a tentar infligir dor à Ucrânia com ataques ainda mais descarados”, declarou Volodymyr Zelensky no seu habitual discurso diário.

    “Isto é um sinal claro que Putin está a testar o mundo — se eles vão aceitar ou tolerar isto”, argumentou o líder ucraniano. “É por isso que é importante que as declarações dos líderes, Estados e instituições sejam apoiadas por ações (…). Putin não quer negociações, ele está claramente a esconder-se delas, por isso a falta de combustível da Rússia e outros problemas económicos são a resposta lógica à sua recusa em concordar com um cessar-fogo”, acrescentou.

  • Sofia Moreira de Sousa: "Alargamento da UE à Ucrânia é uma grande mais-valia"

    Sofia Moreira de Sousa defende, a partir de Lviv, que uma futura adesão da Ucrânia à UE seria benéfica também para Portugal. Garante ainda que existe total alinhamento entre Costa e Von der Leyen.

    Sofia Moreira de Sousa: “Alargamento da UE à Ucrânia é uma grande mais-valia”

  • Trump diz que está pronto para avançar com novas sanções contra a Rússia

    O Presidente norte-americano reiterou esta tarde a disponibilidade para pressionar a economia russa, tal como tinha sido avançado inicialmente pelo seu secretário do Tesouro.

    À saída da Casa Branca, Donald Trump foi questionado pelos jornalistas sobre se “está pronto para avançar com uma segunda fase de sanções contra a Rússia”. “Sim, estou”, respondeu o chefe de Estado de forma breve.

  • EUA "preparados para aumentar pressão" para "colapsar" a economia russa

    O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, mostrou hoje disponibilidade para aplicar novas sanções e tarifas que “aumentem a pressão sobre a Rússia”. “Mas precisamos que os nossos parceiros europeus nos acompanhem”, declarou Bessent, em entrevista à NBC News.

    “Estamos numa corrida entre quanto tempo o Exército ucraniano aguenta versus quanto tempo a economia russa aguenta. E se os EUA e a [União Europeia] puderem entrar em cena, aplicar mais sanções, tarifas secundárias nos países que compram petróleo russo, a economia russa vai estar em colapso total e isso vai trazer o Presidente Putin para a mesa”, argumentou o secretário norte-americano.

  • Rússia confirma ataques na Ucrânia, mas diz ter atacado alvos militares e logísticos

    A confirmação foi dada pelo Ministério da Defesa russo, que publicou uma nota citada pela Reuters.

    Segundo Moscovo, “aeronaves operacionais-táticas, veículos aéreos não tripulados, mísseis e artilharia” russa “danificaram alvos no complexo militar-industrial e na infraestrutura de transporte da Ucrânia utilizados pelos interesses das Forças Armadas da Ucrânia”.

    O Ministério da Defesa russo afirma também que atingiu “fábricas de drones, instalações de armazenamento e lançamento de drones de longo alcance, arsenais, aeródromos, estações de radar e locais onde se reuniam soldados ucranianos e mercenários estrangeiros”.

    As declarações russas surgem em contradição ao tipo de alvos atingido, por exemplo, em Kiev, onde prédios residenciais e até o edifício do Conselho de Ministros ucraniano foram visados.

    Moscovo afirmou ainda que as suas tropas assumiram o controlo da aldeia de Khoroshe, na região de Dnipropetrovsk, na Ucrânia, mas essa informação não foi ainda confirmada.

  • Como transformar a Ucrânia num "porco-espinho de aço" por "terra, ar e mar"

    Envio de tropas estrangeiras, Forças Armadas mais fortes e apoio europeu. Von der Leyen tem insistido que quer ver Ucrânia a transformar-se num “porco-espinho de aço”. Na terra, no ar e no mar.

    Como transformar a Ucrânia num “porco-espinho de aço” por “terra, ar e mar”

  • Starmer classifica ataques russos como "cobardes". Tusk diz que tentativas de apaziguar Vladimir Putin são "inúteis"

    Em reação ao ataque russo, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, classificou os ataques como “cobardes”, referindo que só demonstram que Putin “não leva a paz a sério”.

    “Pela primeira vez, o coração do Governo civil da Ucrânia foi atingido. Estes ataques cobardes demonstram que Putin acredita ter escapado impune. Não leva a paz a sério. Agora, mais do que nunca, devemos manter o nosso firme apoio à Ucrânia e à sua soberania”, afirmou, num comunicado divulgado por Downing Street.

    Reação idêntica teve o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, que instou os EUA e a Europa a forçarem, em conjunto, a Rússia a aceitar imediatamente um cessar-fogo.

    “O ataque russo aos edifícios governamentais em Kiev demonstra, mais uma vez, que adiar ainda mais uma reação firme contra Putin e as tentativas de o apaziguar são inúteis”, escreveu numa mensagem publicada nas redes sociais, sublinhando que existem “todas as ferramentas para isso”.

    Também a Espanha condenou já a investida russa, “que mais uma vez causou a morte de civis, incluindo crianças, e danificou a sede do Governo em Kiev”, como se lê numa mensagem do ministro dos Negócios Estrangeiros, da União Europeia e da Cooperação, José Manuel Albares.

    O ministro espanhol manifestou ainda a “sua solidariedade” para com as famílias, o Governo e o povo ucraniano face ao mais recente ataque russo.

    “Condeno os novos ataques russos destinados a atingir e aterrorizar a população civil da Ucrânia com mais de 800 drones e mísseis, causando mais vítimas e danos”, escreveu, por sua vez, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália, Antonio Tajani.

    “A Rússia deve cessar os ataques e mostrar que está disposta a sentar-se à mesa das negociações. A minha solidariedade para com as famílias das vítimas, o povo ucraniano e o seu Governo”, completou.

  • Primeira-ministra ucraniana grava vídeo a partir de edifício atingido e pede para "transformar a indignação" em "apoio concreto à Ucrânia"

    A primeira-ministra da Ucrânia, Yulia Svidirenko, visitou esta tarde as instalações governamentais atingidas pelo ataque russo desta madrugada, demonstrando a extensão dos danos.

    “É assim que a sede do governo da Ucrânia se encontra após o ataque russo desta manhã. Toda a nossa equipa trabalha diariamente neste edifício. Felizmente, ninguém ficou ferido. A barbárie russa não irá impedir o trabalho do governo da Ucrânia”, comentou.

    “As paredes serão reparadas, são apenas tijolos, mas as vidas do nosso povo não podem ser restauradas”, ressalvou, querendo deixar “claro que a Rússia não quer a paz”.

    “Exorto o mundo a transformar a indignação pelos crimes russos em apoio concreto à Ucrânia. Não pelas paredes deste edifício, mas para proteger o nosso povo e as nossas comunidades em todo o país”, atirou, repetindo os pedidos de Zelensky aos aliados para reforço da sua defesa aérea mais forte.

    Recorde-se que Svidirenko deslocou-se para Kiev depois de, 24 horas antes, ter estado em Lviv, onde se encontrou com uma delegação portuguesa.

  • Zelensky atualiza balanço de vítimas do ataque: 4 mortos e 44 feridos

    O presidente da Ucrânia adiantou na sua resposta à declaração pública do seu homólogo francês, Emmanuel Macron, que o balanço de vítimas do ataque russo desta madrugada subiu.

    “Tragicamente, em toda a Ucrânia, quatro pessoas foram mortas e mais de 44 ficaram feridas. As nossas equipas de primeiros socorros e serviços de emergência ainda estão a lidar com as consequências do ataque em todo o país”, escreveu no Twitter.

    Volodymyr Zelensky adiantou também ter falado por telefone com Macron, onde discutiram o “o ataque aéreo implacável da Rússia na noite passada”.

    “Coordenámos os nossos esforços diplomáticos, os próximos passos e os contactos com os nossos parceiros para garantir uma resposta adequada. Em conjunto com a França, estamos a preparar novas medidas para reforçar as nossas defesas”, completou.

  • Portugal condena maior ataque russo com drones desde início da guerra

    “Portugal condena o mais intenso ataque russo à Ucrânia desde o início da guerra de agressão (810 ‘drones’ e 13 mísseis), que atingiu diretamente a sede do Governo”, afirma o Ministério dos Negócios Estrangeiros, numa mensagem publicada nas redes sociais.

    A publicação manifesta ainda “profunda solidariedade com as vítimas (incluindo crianças), as suas famílias e com o povo e as autoridades ucranianos”.

  • Rússia "está a troçar da diplomacia". Líderes europeus condenam ataque russo que atingiu edifício do Governo em Kiev

    Numa mensagem publicada nas redes sociais, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a Rússia “está a troçar da diplomacia, a atropelar o direito internacional e a matar indiscriminadamente”, garantindo que a Europa vai continuar a apoiar a Ucrânia.

    “A matança tem de acabar”, disse na sua mensagem, na qual adianta que a Europa continuará a “fortalecer as forças armadas ucranianas, criando garantias de segurança duradouras e endurecendo as sanções para aumentar a pressão sobre a Rússia”.

    Também o presidente do Conselho Europeu condenou “a versão de paz de [do Presidente russo, Vladimir] Putin”, que, segundo António Costa, consiste em “falar de paz enquanto os bombardeamentos se intensificam e são atacados edifícios governamentais e casas civis”.

    “Temos de manter o rumo: reforçar as defesas da Ucrânia e aumentar a pressão sobre a Rússia através de sanções adicionais, em estreita coordenação com os nossos aliados e parceiros”, acrescentou.

    Uma delegação da União Europeia (UE) viajou na sexta-feira para os Estados Unidos para negociar com a administração Trump possíveis novas sanções coordenadas contra a Rússia, referiu António Costa, numa altura em que os europeus já preparam o seu 19.º pacote de sanções contra o Kremlin.

    Para o Presidente francês, Emmanuel Macron, a Rússia está “a enraizar cada vez mais a lógica da guerra e do terror” e a “atacar indiscriminadamente, incluindo áreas residenciais e a sede do Governo”.

    Perante estes ataques sem precedentes, Macron sublinhou, numa mensagem divulgada através das redes sociais, a determinação dos aliados da Ucrânia em continuar a “fazer tudo o que é possível para garantir que prevaleça uma paz justa e duradoura”.

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Bélgica, Maxime Prévot, também condenou os ataques, lamentando que “cada vez que se fala em paz, a Rússia responde com mais terror. O governante belga apelou a uma resposta à escalada do conflito pela Rússia, alegando que “só a pressão e a unidade podem aproximar esta guerra do fim”.

  • Ucrânia diz ter atacado e danificado infraestrutura petrolífera "estrategicamente importante" na Rússia

    A informação foi adiantada por Robert Brovdi, comandante das suas forças de drones da Ucrânia, na rede social Telegram, escreve a Reuters — que ressalva não ter conseguido verificar esta notícia de forma independente.

    Segundo o Kyiv Independent, a refinaria de petróleo Ilsky, na região de Krasnodar, também foi atacada.

    No que toca ao oleoduto, as forças ucranianas adiantam que os ataques causaram um incêndio na estação de bombeamento e num parque de tanques. Há menos detalhes quanto à refinaria, registando-se apenas que houve explosões e um fogo.

    Não houve ainda qualquer confirmação por parte da Rússia, à exceção de uma declaração das autoridades regionais de Krasnodar, que disseram que uma oficina tecnológica sofreu um incêndio na refinaria, acrescentando que não havia vítimas.

    Ambos os ataques fazem parte da estratégia continuada da Ucrânia de atacar a infraestrutura energética da Rússia, numa tentativa de exercer pressão económica sobre Moscovo e minar a sua capacidade de financiar a guerra.

    O ataque ao oleoduto é particularmente significativo, já que transporta petróleo russo para a Hungria e a Eslováquia, que continuam a comprar energia da Rússia, mesmo depois de outros países da União Europeia terem cortado relações com o país.

  • Casa de jogador que chegou este verão ao Benfica atingida no ataque. Família estava em Kiev, mas não foi afetada

    Georgiy Sudakov, futebolista de 23 anos que se transferiu do Shakhtar Donetsk para o Benfica há uma semana, teve a sua residência atingida pelo ataque russo desta noite em Kiev.

    Sudakov não se encontrava nem em Lisboa nem em Kiev na altura do ataque, mas sim na Polónia, ao serviço da sua seleção nacional.

    Foi o próprio que partilhou vídeos dos danos no seu canal de Telegram, gravados pela mulher, Liza Sudakova, que se encontra grávida de 39 semanas e acompanhada da primeira filha do casal, de três anos. Apesar de ter estado em Kiev na altura do ataque, a família do jogador parece ter escapado incólume.

    “Os orcs dirão que na minha casa há equipamento militar guardado”, comentou o jogador, recorrendo a um termo pejorativo que tem sido utilizado pelos ucranianos para se referir aos russos.

  • Yulia Svidirenko esteve com portugueses em Lviv horas antes do edifício de Kiev onde reúne com ministros ter sido atacado

    O edifício governamental atacado durante a madrugada deste domingo é onde reúne o colégio de ministros, liderado pela primeira-ministra, Yulia Sviridenko.

    Yulia Svidirenko tinha estado horas antes do ataque (durante a tarde) com jovens ucranianos e portugueses no festival Fest!, em Lviv.

    Yulia Svidirenko chegou a ter uma entrevista marcada com o Observador ao final da tarde, mas acabou por desmarcar, alegando que tinha uma agenda preenchida e de seguir imediato para Kiev.

    A própria primeira ministra lembrou no Twitter que é a primeira vez que um “edifício governamental é diretamente atingido”.

    Com João Porfírio, na Ucrânia

  • Zelensky reage aos ataques desta noite: "O mundo pode obrigar os criminosos do Kremlin a parar com as mortes – basta ter vontade política"

    O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, recorreu às redes sociais para reagir ao ataque russo que vitimou pelo menos duas pessoas durante esta madrugada de domingo.

    Além de detalhar os danos humanos e infraestruturais causados pelo ataque, o líder ucraniano deixou uma mensagem dura a Moscovo.

    “Esses assassinatos que aconteceram agora, quando a verdadeira diplomacia já poderia ter começado há muito tempo, são um crime deliberado e um prolongamento da guerra. Tem sido repetidamente dito em Washington que as sanções se seguirão À recusa em dialogar. Temos de implementar tudo o que foi acordado em Paris”, aponta.

    Zelensky disse também contar com a “implementação de todos os acordos” para reforçar a defesa aérea ucraniana, pois “cada sistema adicional salva civis destes ataques vis”. “O mundo pode obrigar os criminosos do Kremlin a parar com os assassinatos – tudo o que é necessário é vontade política”, terminou.

  • As imagens do edifício governamental ucraniano em Kiev em chamas

    As autoridades partilharam imagens dos últimos andares do enorme edifício a arder durante a manhã.

    Ainda não foi apurado se o edifício do Conselho de Ministros em Kiev foi diretamente atacado ou se o incêndio que sofreu durante a noite foi resultado de detritos. Se comprovar-se a primeira hipótese, tal representaria uma escalada na campanha aérea da Rússia, pois tem evitado atacar edifícios governamentais no centro da cidade.

    Há que frisar que este edifício em Kiev concentra a maioria dos ministérios ucranianos.

  • Ataque russo durante a noite causou a morte de uma mãe e o filho de três meses em Kiev

    Segundo o balanço feito pelas autoridades ucranianas até à data, duas pessoas morreram e pelo menos 20 ficaram feridas nos ataques durante a noite.

    As duas pessoas mortas eram uma mãe e o seu filho de 3 meses, cujos corpos foram retirados dos escombros pelas equipas de resgate, anunciou o chefe da administração municipal de Kiev, Tymur Tkachenko, acrescentando que pelo menos 10 locais em Kiev foram danificados no ataque.

    De acordo com o relato de uma testemunha ao Kyiv Independent, a vítima era “uma jovem que morava no 6.º andar, que tinha dado à luz recentemente”. “Ela foi projetada para a rua pela onda de choque e foi encontrada sob os escombros do prédio às 5 da manhã. A criança também foi encontrada morta”, adiantou.

  • Ataque russo à Ucrânia foi o maior com drones desde o início da guerra

    O ataque “foi o maior ataque russo com drones desde o início” da invasão em larga escala da Ucrânia, afirmou o porta-voz da Força Aérea da Ucrânia, Yuriy Ihnat, em declarações à agência de notícias norte-americana Associated Press.

    Segundo a Força Aérea, a Ucrânia conseguiu abater e neutralizar 747 drones e quatro mísseis, mas houve nove impactos de mísseis e 56 ataques com drones em 37 locais de todo o país, tendo os detritos das armas caído em oito áreas.

    Os jornalistas da Associated Press presentes em Kiev relataram ter visto uma coluna de fumo a subir do telhado do edifício do conselho de ministros de Kiev, mas não é ainda claro se o fumo foi o resultado de um impacto direto ou de destroços, o que marcaria uma escalada na campanha aérea russa.

    Até agora, a Rússia evitou sempre atingir edifícios governamentais no centro da cidade.

    O edifício alberga os gabinetes dos ministros ucranianos, pelo que a polícia bloqueou o acesso aos arredores enquanto os camiões de bombeiros e ambulâncias chegavam.

    “Pela primeira vez, um edifício governamental foi danificado por um ataque inimigo, incluindo o telhado e os andares superiores”, disse a primeira-ministra ucraniana, Yulia Svyrydenko, adiantando que o edifício “será restaurado, mas as vidas perdidas não podem ser recuperadas”.

    “O mundo deve responder a esta destruição não apenas com palavras, mas com ações. É necessário aumentar a pressão das sanções — principalmente contra o petróleo e o gás russos”, defendeu.

    Este ataque de grandes dimensões foi o segundo com drones e mísseis russos a atingir Kiev e o restante território num período de duas semanas, numa altura em que as esperanças de conversações de paz diminuem a cada dia.

    O ataque aconteceu depois de os líderes europeus terem pressionado o Presidente russo, Vladimir Putin, para negociar o fim da guerra, com 26 aliados da Ucrânia a prometerem enviar tropas como “força de segurança” para o país invadido assim que os combates terminarem.

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