Momentos-chave
- Rangel diz "compreender" posição polaca e espanhola de não enviar tropas para a Ucrânia
- Rutte garante que Europa está "preparada" para liderar garantias de segurança para a Ucrânia
- Delegação russa aterrou em Riade para negociações com EUA
- Von der Leyen e Costa falam em uníssono: "Ucrânia merece paz através da força"
- PM polaco diz que país não vai enviar tropas para a Ucrânia
- Zelensky alerta para risco de "Afeganistão 2.0" e reafirma intenção de adesão à NATO
- Espanha saúda vontade de EUA para negociações mas avisa que paz deve ser "duradoura e justa"
- Sánchez diz que "paz na Ucrânia e da segurança europeia são duas faces da mesma moeda"
- Apoio à Ucrânia deve "aumentar o ritmo" e ter respaldo dos EUA, diz PM britânico
- Keir Starmer avisa que guerra da Ucrânia é "questão existencial" para a Europa
- Secretário-geral da NATO pede aos EUA que "cooperem estreitamente"
- Scholz diz que não se pode impor nenhuma decisão à Ucrânia
- Embaixadora britânica na ONU diz que "nenhum país deve aceitar" condições russas para negociar
- Embaixador russo na ONU exclui UE e Reino Unido das negociações na Ucrânia
- Zelensky confirma que não vai participar de reunião entre EUA e Rússia na Arábia Saudita
- Emmanuel Macron vai falar com Donald Trump antes da reunião com os líderes europeus
- Ursula von der Leyen, Olaf Scholz e Mette Frederiksen chegaram ao Palácio Eliseu
- Primeiro-ministro britânico chega ao Palácio Eliseu para reunião com líderes europeus
- Trump acredita que reunião com Putin deve acontecer "muito em breve"
- Zelensky vai encontrar o Presidente da Turquia na terça-feira
- Starmer diz que segurança nacional do Reino Unido enfrenta “desafio geracional”
- António Costa diz que UE deve negociar nova arquitetura de segurança com a Rússia
- Hungria critica reunião de líderes europeus para "bloquear acordo de paz"
- Polónia não enviará tropas para a Ucrânia como forças de manutenção de paz, garante Tusk
- Zelensky viaja para a Arábia Saudita esta semana
- Lavrov confirmado entre responsáveis russos que vão participar nas conversações com os EUA na Arábia Saudita esta terça-feira
- Washington prevê um longo processo antes de negociações entre Rússia e Ucrânia
- Macron, Starmer e Scholz reunidos em Paris para discutir futuro da guerra na Ucrânia
- Ucrânia lançou ataque noturno com drones na região de Krasnodar, no sul da Rússia
- Suécia não descarta enviar forças de paz para a Ucrânia
- Rubio chegou à Arábia Saudita para conversações com as autoridades russas
- Rússia perdeu 859.920 soldados desde o início da invasão em grande escala, diz Ucrânia
- Zelensky insiste: "Nunca aceitarei nenhuma decisão entre os EUA e a Rússia sobre a Ucrânia, nunca"
Histórico de atualizações
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Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a guerra na Ucrânia ao longo do dia de ontem, segunda-feira.
Trump diz que “provavelmente” se vai encontrar com Putin até final do mês
Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!
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O que se passou até agora
- A administração Trump apresentou um plano confidencial sobre a Ucrânia, que prevê um interesse significativo dos Estados Unidos nos recursos económicos de Kiev, incluindo terras raras, petróleo, gás e infraestruturas. Este plano foi recebido com apreensão pela Ucrânia: o governo de Kiev está visivelmente consternado com a proposta, que ultrapassa em severidade as reparações da Primeira Guerra Mundial impostas à Alemanha.
- A Europa está a intensificar a sua participação na segurança da Ucrânia, com líderes como Mark Rutte a destacar a disposição para investir mais na defesa e liderar as garantias de segurança para o país. A União Europeia está a enfatizar a necessidade de qualquer acordo de paz incluir a participação ativa e concordância da Ucrânia, refletindo a unidade demonstrada na conferência em Paris.
- Volodymyr Zelensky afirmou categoricamente que a Ucrânia não aceitará acordos de paz que não incluam a participação direta do seu país nas negociações, comparando a situação a um potencial novo Afeganistão se decisões precipitadas forem tomadas. Zelensky também reiterou a intenção de adesão à NATO e a importância de respeitar a soberania ucraniana face a eventuais decisões internacionais.
- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que chegou à Arábia Saudita para negociações com a Rússia, destacou que ainda há um longo caminho a percorrer para iniciar conversações de paz substanciais. Isto ocorre num momento em que Europa e Reino Unido expressam preocupações sobre serem excluídos do processo, apelando a uma participação mais integrada nas negociações para garantir uma segurança duradoura na Europa.
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Plano de Trump para a Ucrânia passa pelo acesso dos EUA a todos os recursos ecónomicos de Kiev
O plano de Donald Trump para a Ucrânia exige uma fatia monetária de Kiev maior do que as reparações impostas à Alemanha depois da Primeira Guerra Mundial. Segundo o The Telegraph, que teve acesso ao plano com data de 7 de fevereiro de 2025 marcado como “privilegiado e confidencial”, o Presidente dos EUA não quer controlar apenas as terras raras da Ucrânia, mas sim ter acesso aos “recursos” do país, que vão além dos minerais, mas incluem também petróleo, gás, portos e outras infraestruturas.
Segundo o mesmo jornal, os termos do acordo já foram enviados para Volodymyr Zelensky e Kiev está consternada e em pânico com aquilo que parece ser equivalente a uma “colonização económica”.
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Rangel diz "compreender" posição polaca e espanhola de não enviar tropas para a Ucrânia
O responsável pelos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, recusa a ideia de que a conferência de Paris tenha terminado sem um consenso e diz compreender a posição assumida pela Polónia e Espanha, evitando dizer claramente qual a posição assumida por Portugal.
“Há um consenso quando há a ideia de que a UE tem de ser uma parte ativa no processo de paz… Deste encontro a Europa sai a falar a uma só voz, mas este encontro não é da UE, é dos países mais relevante a nível económico”, disse.
Questionado se Portugal vai assumir a posição polaca e espanhola — que não preveem o envio de tropas para Kiev — Paulo Rangel explicou que estes países não estão a dizer que não irão, de todo, fazê-lo, mas sim que “não se justifica falar disso enquanto não houver um quadro” em que tal seja possível.
“No contexto europeu, haverá alguns países com condições, quer pela sua experiência militar, quantidade de ativos e equipamentos que podem usar…e outros não. Eu compreendo a posição deles”, acrescentou.
Para o ministro dos Negócios Estrangeiros, é também relevante que “qualquer acordo tenha a participação e concordância da Ucrânia“, salientou.
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Rutte garante que Europa está "preparada" para liderar garantias de segurança para a Ucrânia
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, afirmou esta segunda-feira que a Europa está “preparada e disposta” para dar “um passo em frente” e “liderar” as garantias de segurança para a Ucrânia, bem como a investir “muito mais” na defesa.
“Preparada e disposta. É essa a minha impressão da reunião desta segunda-feira em Paris. A Europa está preparada e disposta a dar um passo em frente e a liderar a prestação de garantias de segurança à Ucrânia”, escreveu Rutte nas suas redes sociais após a reunião de emergência convocada pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, para discutir o papel da Europa no conflito entre Ucrânia e a Rússia.
“Estamos preparados e dispostos para investir muito mais na nossa segurança. Os pormenores terão de ser decididos, mas o compromisso é claro”, adiantou o antigo primeiro-ministro dos Países Baixos.
Ready and willing. That’s my take from today’s meeting in Paris. Europe is ready and willing to step up. To lead in providing security guarantees for Ukraine. Ready and willing to invest a lot more in our security. The details will need to be decided but the commitment is clear. pic.twitter.com/Y4ClrX94Qe
— Mark Rutte (@SecGenNATO) February 17, 2025
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Delegação russa aterrou em Riade para negociações com EUA
A delegação russa, liderada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros Sergey Lavrov, já aterrou em Riade onde se irão negociações bilaterais entre a Rússia e os EUA esta terça-feira.
???? Russia's Foreign Minister Sergey Lavrov arrives in Riyadh for a meeting with representatives of the US administration pic.twitter.com/AxbclBCRYu
— MFA Russia ???????? (@mfa_russia) February 17, 2025
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Von der Leyen e Costa falam em uníssono: "Ucrânia merece paz através da força"
A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, reagiram nas redes sociais postando exatamente o mesmo texto, referindo que em Paris reafirmaram “que a Ucrânia merece paz através da força”.
“Uma paz que respeite a sua independência e integridade territorial, com fortes garantias de segurança. A Europa suporta a sua quota-parte total da assistência militar à Ucrânia”, afirmaram ambos os líderes, acrescentando que, “ao mesmo tempo, precisamos de um aumento da defesa na Europa”.
Today in Paris we reaffirmed that Ukraine deserves peace through strength.
Peace respectful of its independence, territorial integrity, with strong security guarantees.
Europe carries its full share of the military assistance to Ukraine.
At the same time, we need a surge in… pic.twitter.com/WAadyQZbOH
— António Costa (@eucopresident) February 17, 2025
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PM polaco diz que país não vai enviar tropas para a Ucrânia
O primeiro-ministro polaco, presente na conferência de Paris, afirmou que a Polónia vai continuar a apoiar a Ucrânia mas não prevê enviar tropas para o país.
“Se for possível oferecer garantias de segurança através da presença, com os EUA, com a NATO, então a Polónia estará ativa de várias formas, mas não prevejo o envio de tropas polacas para a Ucrânia”, afirmou o líder polaco, citado pelo The Guardian.
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Zelensky alerta para risco de "Afeganistão 2.0" e reafirma intenção de adesão à NATO
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, advertiu esta segunda-feira que o fim da guerra poderia resultar num cenário semelhante ao do Afeganistão em 2021 e opôs-se a negociações de paz que retirem a adesão da Ucrânia à NATO.
“Não se pode retirar a adesão à NATO. Não é assim que funciona. Acho que ninguém está interessado num Afeganistão 2.0”, afirmou Zelensky esta segunda-feira à ARD, a principal emissora pública alemã.
De acordo com Zelensky, a “falta de respeito pela vida humana” levou à “tragédia” que resultou no regresso dos talibãs ao poder no Afeganistão em agosto de 2021, resultante da retirada caótica das tropas norte-americanas do país.
“A experiência mostra o que acontece quando alguém põe fim a algo sem pensar bem e se retira demasiado depressa”, sublinhou o líder ucraniano.
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Espanha saúda vontade de EUA para negociações mas avisa que paz deve ser "duradoura e justa"
Depois da conferência europeia em Paris, Pedro Sánchez saúdou ainda a vontade da nova Administração dos EUA para avançar com negociações para a paz mas avisou que deve ser “duradoura e justa”.
Para o presidente do Governo espanhol, esta paz “tem de contar com a participação ativa da Ucrânia e do projeto político que se sente ameaçado, que é a União Europeia” e não pode “voltar a cometer os erros do passado”, permitindo que a Rússia possa voltar anexar territórios de outros países.
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Sánchez diz que "paz na Ucrânia e da segurança europeia são duas faces da mesma moeda"
O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez defendeu que a “paz na Ucrânia e da segurança europeia são duas faces da mesma moeda”, acrescentando que Espanha vai continuar a apoiar o país enquanto durar a guerra “que mais ninguém quis sem ser o invasor Putin”.
Sánchez defendeu ainda o apoio ao país com o facto de estar a resultar, com os ucranianos terem resistido até agora à invasão russa, que se falava no início, em Fevereiro de 2022, que ia durar meras horas.
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Apoio à Ucrânia deve "aumentar o ritmo" e ter respaldo dos EUA, diz PM britânico
Falando ainda aos jornalistas, Keir Starmer acrescenta que os países aliados manter o apoio à Ucrânia, apresentando um desafio para “aumentar o ritmo”, com apoio dos EUA.
O primeiro-ministro britânico defendeu que os países mantenham o “princípio da paz através da força” colocando a Ucrânia na “posição mais forte possível”.
Starmer sublinhou ainda que “a única forma” de parar a Rússia de atacar novamente é através do respaldo do apoio à Ucrânia pelos EUA, que têm defendido agora entrar em negociações com a Rússia.
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Keir Starmer avisa que guerra da Ucrânia é "questão existencial" para a Europa
Falando aos jornalistas depois da conferência em Paris, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, avisou que a questão na guerra da Ucrânia é “existencial” para a Europa, falando num momento “geracional para a segurança coletiva no continente”.
“Só uma paz duradoura na Ucrânia que salvaguarde a sua soberania poderá dissuadir Putin de novas agressões”, avisou o líder britânico, sublinhando que os países devem reconhecer a mudança que surge com Trump.
“Neste momento, temos de reconhecer a nova era em que nos encontramos e não nos agarrarmos irremediavelmente aos confortos do passado. É altura de assumirmos a responsabilidade pela nossa segurança, pelo nosso continente”, disse.
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Rússia leva Roger Waters à reunião do Conselho de Segurança da ONU
O músico britânico Roger Waters, co-fundador da banda Pink Floyd e opositor da política ocidental na Ucrânia, discursou hoje no Conselho de Segurança da ONU, a convite da Rússia, que acabou acusada de “distorcer a verdade” sobre o conflito.
“Esta guerra convém aos americanos. Eles acham que enfraquecerá a Rússia. Então foi decidido continuar pelo tempo que for preciso. (…) Quanto mais tempo demorar, melhor. Eles continuarão a enviar munições, é claro, e gostariam que você [Zelensky.] apenas continuasse a lutar’”, disse Waters, simulando uma conversa entre o ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson e Zelensky.
O músico, que já em 2023 havia discursado numa reunião do Conselho de Segurança a convite da Rússia, abordou hoje o recente telefonema entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder russo, Vladimir Putin, avaliando tratar-se de um movimento “na direção certa”.
“Talvez haja um vislumbre de luz no fim deste túnel escuro de guerra. Chegou três anos e centenas de milhares de vidas inestimáveis tarde demais. Mas talvez, apenas talvez, seja um começo”, concluiu Waters, que participou no encontro por videochamada.
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Secretário-geral da NATO pede aos EUA que "cooperem estreitamente"
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Mark Rutte, apelou hoje para que os Estados Unidos “cooperem estreitamente” com os aliados da Aliança Atlântica para pôr fim à guerra na Ucrânia.
O apelo de Rutte foi feito ao enviado especial do Presidente norte-americano, Donald Trump, para a Ucrânia, o general reformado Keith Kellogg, e surge numa altura em que os Estados Unidos se preparam para lançar negociações com a Rússia sem europeus e ucranianos.
“Temos muito a fazer e vamos cooperar estreitamente para alcançar o fim da guerra e uma segurança duradoura para todos nós”, disse o antigo primeiro-ministro holandês numa mensagem nas redes sociais após uma reunião com Kellogg em Bruxelas.
So good to host @SPE_Kellogg in Brussels. Today he consulted with Allies at NATO on working together to ensure just and lasting peace in Ukraine. We have a lot to do and will cooperate closely to pursue an end to the war and enduring security for us all. pic.twitter.com/ZR5sCvg98p
— Mark Rutte (@SecGenNATO) February 17, 2025
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Scholz diz que não se pode impor nenhuma decisão à Ucrânia
O chanceler alemão, Olaf Scholz, afirmou que não pode ser imposta nenhuma decisão à Ucrânia nas negociações para a paz na guerra com a Rússia.
“Saudamos o facto de estarem a decorrer conversações sobre um acordo de paz, mas para nós é evidente que este não pode ser uma imposição”, referiu o chanceler, sublinhando que a Ucrânia deve continuar com um exército forte e no caminho para se juntar à União Europeia.
Scholz defendeu ainda a continuação do apoio financeiro à Ucrânia mas avisa que deve surgir de novas formas que não impliquem cortes orçamentais dos países noutras áreas.
“É evidente que temos de continuar a apoiar a Ucrânia, e isso só é possível com financiamento”, sublinhou o chanceler.
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Embaixadora britânica na ONU diz que "nenhum país deve aceitar" condições russas para negociar
Ainda na reunião do Conselho de Segurança da ONU, a enviada do Reino Unido à ONU Barbara Woodward defendeu a oposição das condições russas às negociações de paz na Ucrânia, que implicam a cedência de território e tornariam o país num estado “desmilitarizado e neutro” fora de “quaisquer blocos ou alianças”, como tinha definido o enviado russo anteriormente.
“As chamadas condições prévias de Putin para as conversações (…) eram que a Ucrânia se retirasse do seu próprio território soberano e abandonasse o seu direito soberano de escolher as suas alianças, nenhum país poderia ou deveria aceitar isto”, disse.
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Embaixador russo na ONU exclui UE e Reino Unido das negociações na Ucrânia
Perante a reunião do Conselho de Segurança da ONU, reunido em Nova Iorque esta segunda-feira, o embaixador russo Vasily Nebenzya acusou a União Europeia e o Reino Unido de serem “absolutamente desleais à sua palavra”, excluindo-os de umas eventuais negociações para um acordo com a Ucrânia.
“Não podem fazer parte de qualquer acordo futuro sobre a resolução da crise ucraniana”, afirmou o embaixador, dizendo que tanto a UE como o Reino Unido estão “cegados pela russofobia primitiva”.
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Cessar-fogo? "Julgo que haverá cedências russas"
O Major-General João Vieira Borges afirma que terá de haver garantias de segurança para a Ucrânia aceitar acordo. Sobre o Médio Oriente, garante que se espera pressão de ambos os lados do conflito.
Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.
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Zelensky confirma que não vai participar de reunião entre EUA e Rússia na Arábia Saudita
Durante uma visita ao Dubai nesta segunda-feira, 17 de fevereiro, Volodymyr Zelensky confirmou que não vai Participar na reunião entre EUA e Rússia, Prevista Para a Próxima terça-feira, na Arábia Saudita. A viagem desta segunda-feira aos Emirados Árabes gerou especulações sobre se o Presidente da Ucrânia estaria a caminho do encontro.
“A Ucrânia não vai Participar nas negociações. A Ucrânia não sabia que a reunião estava Planeada. A nossa visita à região já estava Planeada antes dos EUA decidirem reunir-se com a Rússia aqui”, disse o Presidente, sem deixar claro se terá sido convidado Para as discussões. “As negociações não vão trazer resultados”, afirmou ainda Zelensky, sobre o encontro entre EUA e Rússia.
A viagem de Zelensky nesta segunda-feira esteve relacionada a acordos de cooperação económica entre a Ucrânia e os Emirados Árabes, esclareceu o Presidente, que ainda informou que vai viajar à Turquia na Próxima terça-feira, mesmo dia em que está Prevista acontecer a reunião das comitivas russa e norte-americana em Riade.
“Portanto, mais uma vez, a minha viagem nada tem a ver com estas conversas. Apesar de que, quando chegar na Arábia Saudita vou Perguntar a sua majestade o que sabe sobre os tópicos de discussão”, esclareceu Zelensky.