Bom dia a todos, |
Querem ver o que é um bom artigo de opinião? Que pega em dois assuntos na ordem do dia e os liga de uma maneira que parece inevitável? Que faz um diagnóstico das ambições contraditórias da Europa? Leiam o artigo de João Marques de Almeida, sobre o suicídio económico da Europa e a transição climática. |
O que Cabo Verde conseguiu no Mundial de futebol conquistou a simpatia de multidões. Foi bonito ver as ruas cheias de camisolas orgulhosas e o renovar de um sentimento de irmandade que poucas vezes vemos, entre antigas colónia e metrópole, fora dos discursos políticos. O artigo de Maria João Avillez, com aquele poder evocativo que só ela sabe ter, capta maravilhosamente o sentimento que invadiu Portugal. |
José Francisco Rodrigues do Carmo, talvez a pessoa que mais artigos no Observador tem dedicado à guerra no Irão, esta semana alargou o campo, para falar do modo como a guerra também se faz, e de uma maneira se calhar menos leal, nas universidades. |
É tempo de fogos, e enquanto persistir a aliança entre autarquias, ligas de bombeiros e o alarmismo da comunicação social, vale a pena ler o que diz Henrique Pereira dos Santos sobre o assunto, que nos dá uma perspectiva completamente diferente da que todos os governos têm seguido. |
É o tema do nosso tempo, e tivemos mais dois artigos sobre ele; Helena Matos, de um lado, sobre os políticos oportunistas, que se aproveitam da grande substituição do eleitorado; |
Já André Azevedo Alves, escreve sobre a relação do Chega com as políticas que vão surgindo, já não apenas de contenção, mas de remigração. |
A esse propósito, perguntámos-lhe: “se o Chega, que surgiu ainda num tempo em que a proposta mais radical era a da contenção e aperto nas fronteiras, cristalizar aí a sua posição, corre o risco de ver aparecer uma força mais radical ainda à sua direita? Ou, pelo menos, uma oposição forte, dentro do Chega, à direita de Ventura?” |
André Azevedo Alves respondeu: “Acho que o Chega corre neste momento ambos os riscos: o de poder aparecer uma força mais radical politicamente viável à sua direita e o de se começar a formar uma oposição interna dentro do Chega à direita de Ventura. Este segundo cenário pode dificultar a gestão interna do partido mas ter essa oposição dentro do Chega pode simultaneamente ter a vantagem de dificultar a formação de uma nova força política mais radical fora (e à direita) do Chega. Por outro lado, o surgimento de um novo partido à direita do Chega poderia ajudar a que o próprio Chega fosse percepcionado como menos radical, facilitando a sua entrada no eleitorado mais moderado e contribuindo para o grande objectivo de André Ventura, que é o de substituir o PSD. Mas acarretaria também o risco, naturalmente, de haver transferências significativas de voto mais à direita do Chega para esse novo partido”. |
A figura |
Fernando Alexandre esteve, naturalmente, na ordem do dia, à conta da polémica dos exames nacionais. Miguel Pinheiro, José Diogo Quintela e Miguel Santos Carrapatoso escreveram sobre ele. |