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Pedro José-Marcellino

Convidado

Formado em Relações Internacionais, Economia e Cinema Documental, passei os últimos 20 anos a somar milhas e a criar uma manta de retalhos profissionais no jornalismo, na investigação académica, nas ONGs, na política internacional e diplomacia, no cinema e na televisão. Umas vezes mais isto, outras mais aquilo. E assim de repente, o miúdo que sempre quis ser piloto aviador e que ainda usa rodas de treino no Cessna 172 vê-se lançado no papel de mais-ou-menos-astronauta — mais para menos do que para mais. Kriolu de Lisboa (sempre), nas horas vagas sou um viajante solitário, um aventureiro inveterado e um contador de estórias incorrigível. Interessam-me desde sempre a ciência e a tecnologia, o espaço urbano, a inovação socio-cultural, a política, os retratos humanos profundos e as narrativas subalternas... É que muitos anos de Festa do Avante deixam marca.

Artigos publicados

Missão Marciana

Crónicas do Planeta Vermelho. De regresso à Terra

Sete dias depois de Marte e 77h07m de viagem de regresso é tempo suficiente para pensar na distância e isolamento, na filosofia, nas experiências partilhadas e aprendizagem coletiva da tripulação 238.
Missão Marciana

Crónicas do Planeta Vermelho: Requiem por Marte

Um dia depois da nossa partida de Marte, as principais prioridades são dormir, tirar a barriga de miséria e beber uma cerveja (ou três, ou sete). E cantar, parece. Coisas de veteranos da astronáutica.
Missão Marciana

Crónicas do Planeta Vermelho: Dia 14, Sol 13 (3ºC)

Este é o nosso último amanhecer no planeta vermelho, e é algo diferente: aspiradores, agitação e burburinho gerais, e uma partida sem cerimónias para o nevado do Colorado.
Missão Marciana

Crónicas do Planeta Vermelho: Dia 13, Sol 12 (0ºC)

Com a Alice à espera de uma amnistia e eu em modo rabugento (antes do café), a notícia do dia é que o ar fresco do deserto pressagia o nosso regresso eminente ao planeta Terra.
Missão Marciana

Crónicas do Planeta Vermelho: Dia 12, Sol 11 (-3C)

Um dia programado para abrandar, recarregar baterias, escrever, filmar, pensar, comer espirulina e pregar uma partida ao engenheiro que adora surpreender os demais com emergências.
Missão Marciana

Crónicas do Planeta Vermelho: Dia 11, Sol 10 (-2C)

A atividade extraveicular mais longínqua até agora leva-nos a um local soberbo, mas evidencia limitações técnicas e humanas que num ambiente hostil poderiam der fatais.
Missão Marciana

Crónicas do Planeta Vermelho: Dia 10, Sol 9 (4 ºC)

Não há trégua. Hoje, fomos de uma ocorrência de radiação solar ainda em pijama, a um susto que não envolveu nem unhas do diabo, nem diabos da Tasmânia, mas talvez um cão-da-pradaria (marciano).
Missão Marciana

Crónicas do Planeta Vermelho: Dia 9, Sol 8 (6 ºC)

As emergências que o nosso Arkady Bogdanov de serviço anda a planear há dois anos não nos deixam sossegados. Andamos stressados e suspeitosos uns dos outros... e ainda faltam algumas atividades.
Missão Marciana

Crónicas do Planeta Vermelho: Dia 8, Sol 7 (-1 ºC)

O dia em que um jornalista da concorrência apareceu aqui na estação a bater à porta, assim, a pé, no meio do deserto. Não vimos de onde veio, mas como "soylent green", caiu-nos muito bem.
Missão Marciana

Crónicas do Planeta Vermelho: Dia 7, Sol 6 (8 ºC)

Apesar das frequentes quebras de comunicação, tentamos aprender com o passado e nada é melhor do que um labirinto para pensar no futuro. Hoje desenhámos o primeiro labirinto no planeta vermelho.
Missão Marciana

Crónicas do Planeta Vermelho: Dia 6, Sol 5 (7 ºC)

A temperatura está bem acima de zero, mas o ar continua seco e poeirento. As EVA tornaram-se âncoras no nosso horário, mas a ciência pura, as ciências sociais e as artes andam às turras.
Missão Marciana

Crónicas do Planeta Vermelho: Dia 5, Sol 4 (5 ºC)

Pediram-me que agendasse duas aulas de treino sobre incêndios, de manhã e de tarde, e vejo equipamento de combate por toda a estação. Andam por aí planos que me ultrapassam. Veremos.
Missão Marciana

Crónicas do Planeta Vermelho: Dia 4, Sol 3 (3 ºC)

As avarias têm dificultado o verdadeiro isolamento e sem isolamento a experiência de comunicação não funciona. Por isso, a tripulação decretou que não quer uma sanita nova. Resolvem-se com o que têm.
Missão Marciana

Crónicas do Planeta Vermelho: Dia 3, Sol 2 (-9 ºC)

Teoricamente, a partir do momento em que é dado início à simulação, não deveríamos ver ninguém. Mas vimos. Assim, no jantar de Sol 2 decidimos começar um processo de autonomização.
Missão Marciana

Crónicas do Planeta Vermelho: Dia 2, Sol 1 (-12ºC)

O segundo dia em Marte teve como única meta a luz verde para a simulação. No final do dia passámos o exame com média de 97% — o suficiente para sobrevivermos.
Missão Marciana

Crónicas do Planeta Vermelho: Dia 1, Sol 0 (-15ºC)

Primeiro dia em Marte. E a primeira emergência (está tudo OK!). A viagem do Colorado ao Utah faz-se em 3 horas, mas a paisagem é muito diferente: o clima é imprevisível e a geologia mais evocativa.
Missão Marciana

Crónicas do Planeta Vermelho: Dia Zero (Parte III)

Falta 1 dia para a minha chegada ao habitat análogo a Marte. O stress e a ansiedade podem justificar o latejar nas têmporas que não me deixa sossegado há dois dias. Hoje vamos colar os emblemas.
Missão Marciana

Crónicas do Planeta Vermelho: Dia Zero (Parte II)

Faltam 2 dias para a minha chegada ao habitat análogo a Marte no deserto do Utah. A tripulação anterior (236) está a encerrar a missão na noite de Ano Novo. A nossa (238), em standby para a partida.
Missão Marciana

Crónicas do Planeta Vermelho. Dia Zero (Parte I)

Faltam 3 dias para a minha chegada ao habitat análogo a Marte no deserto do Utah. Não é bem Marte, mas é o que se arranja. Voei de Toronto. Cheguei a Grand Junction a tempo de jantar com a tripulação.
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