Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
"Guerra Traduzida" na Rádio Observador, dia 31 de maio, terça-feira. Vamos olhar pra imprensa da Ucrânia com a ajuda da Tânia Olinek e hoje começamos pelas notícias que dão conta do novo pacote de sanções europeu que acaba por envolver também o petróleo russo.
O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, afirmou que os membros da União Europeia concordaram em proibir as exportações de petróleo russo. Michel disse que isso cobre imediatamente mais de dois terços das importações do petróleo da Rússia, cortando uma enorme fonte de financiamento pra sua máquina militar. Pressão máxima sobre a Rússia pra acabar com a guerra. O presidente do Conselho Europeu acrescentou também que o sexto pacote de sanções inclui outras medidas, nomeadamente que o maior banco russo, o Sberbank, será desconectado do sistema internacional de transferência e pagamento interbancário Swift, existirá uma proibição de mais três emissoras estatais russas e os responsáveis pelos crimes de guerra na Ucrânia irão sofrer sanções.
Novas sanções, neste caso, um novo pacote de sanções europeu já a ser destaque também na imprensa da Ucrânia. O que está também em destaque, e ainda de ontem: a morte de mais um jornalista, neste caso, um jornalista francês em território ucraniano.
A ministra das Relações Exteriores na França, Catherine Colonna, pediu uma investigação transparente sobre a morte do jornalista francês da BFMTV, Frédéric Leclerc, na região de Luhansk. Isto foi afirmado pela ministra quando esta estava ainda a visitar Kyiv no dia da morte do jornalista. "A morte de Frédéric Leclerc, um jornalista do BFM morto hoje durante a cobertura da operação de evacuação dos ucranianos perto de Severodonetsk, é profundamente chocante. Eu condeno-a e expresso as nossas condolências à família e colegas", disse Colonna. A França exige uma investigação transparente que seja lançada o mais rápido possível para esclarecer as circunstâncias desta tragédia. Segundo ela, a França reafirma constantemente o seu compromisso com a liberdade de imprensa em todo o mundo e a proteção dos jornalistas e todos aqueles cujas declarações promovem a liberdade de informação e o debate público.
Uma situação também em destaque hoje na imprensa da Ucrânia, a morte deste jornalista francês da BFMTV que aconteceu durante o dia de ontem. Continuamos a falar de jornalistas, porque hoje, na TSN, a informação de que foram vendidas carteiras de jornalistas falsas em grande quantidade. São centenas de identificações de jornalistas que foram vendidas nas últimas semanas, principalmente em Kiev.
O gabinete do procurador da cidade de Kyiv relatou que um homem anunciou a venda de carteiras falsas no seu próprio site. O diretor produzia os certificados de porte de armas, passes especiais e outros documentos que comprovam condição de jornalista para pessoas que não possuem qualquer tipo de ligação com o jornalismo. Além disso, a pedido do cliente, o infrator produziu pré-cartões supostamente credenciados pelo Ministério da Defesa da Ucrânia. O custo de um certificado falsificado variava entre 3 a 5 mil hryvnia, nomeadamente entre 94 a 157 €, dependendo da sua validade. De acordo com os dados, cerca de 800 clientes utilizaram os serviços do arguido e durante as buscas foram apreendidos mais de 400 certificados falsificados. O homem pode ser julgado até cinco anos de prisão. No entanto, a investigação ainda continua.
Carteiras de jornalistas falsas a serem vendidas em Kiev por este homem a troco de dinheiro. Foi agora detido, vai aguardar julgamento. Temos também a informação hoje de que estão prontas a regressar as competições desportivas, voltam a ser permitidas na Ucrânia, de forma parcial.
O anúncio foi feito pela Verkhovna Rada e a ordem foi emitida pelo Ministério da Juventude e Desporto da Ucrânia. Todas as competições na Ucrânia tinham sido oficialmente canceladas a 24 de fevereiro de 2022, em conexão com a imposição da lei marcial devido à invasão em grande escala. De acordo com o novo decreto pelo Ministério do Desporto, a 28 de maio, as competições desportivas nacionais foram permitidas em certos territórios, a fim de criar condições ideais pra preparar os atletas da seleção nacional para competições internacionais. No entanto, existem condições pra realização de competições desportivas, nomeadamente apenas atletas de faixas etárias adultas ou mais próximos de adultos podem participar nas competições. As competições devem ocorrer sem espectadores e os organizadores devem cumprir as condições de segurança previstas pela lei marcial. Além disso, agora é oficialmente permitido utilizar campos de treino pra preparação para as competições. No entanto, os atletas menores de 16 anos que precisam de estar acompanhados por um adulto não poderão participar nos mesmos.
Um regresso parcial do desporto na Ucrânia acontece em cidades onde já se considera segura esta prática desportiva, mas é um regresso também sem espectadores para já. Vamos olhar agora pra capital, Kiev, porque hoje uma reportagem da Pravda Ucraniana dá conta daquilo que são os preparativos para uma possível nova ofensiva russa, pra forma como a capital, neste caso mais até os arredores da capital, se estão a preparar para uma possível nova ofensiva. Foi criado um grande perímetro em torno da cidade.
A administração militar da cidade de Kiev falou sobre isso no seu Telegram, onde nomeadamente disse que querem mostrar como a capital está a fortalecer. Se ocorrer um segundo ataque, não podemos evitar danos, mas minimizá-los. A primeira linha de defesa de Kiev está equipada a uma grande distância da cidade pra impedir o uso de unidades de artilharia inimigas na proximidade. Tu precisas estar preparado pra enfrentar o inimigo, mesmo que tal cenário pareça impossível.
Preparativos para uma possível nova ofensiva russa a acontecerem junto da capital da Ucrânia. Temos também na Pravda hoje a notícia de que a época balnear na Ucrânia não vai acontecer porque estão a decorrer essencialmente trabalhos de desminagem, não só junto às praias, junto aos rios, mas também dentro de água.
No site da administração estatal da cidade de Kiev, foi anunciado que nas praias e áreas de criação de Kiev, o fundo das águas será inspecionado quanto à presença de objetos explosivos. Em condições de lei marcial e pra segurança dos cidadãos, atualmente não é recomendado visitar estes locais. A empresa comunitária Pleso afirmou que o análise dos locais ocorre de acordo com um certo horário, onde os testes laboratoriais da água da superfície e da água potável foram iniciados. No entanto, ainda não está previsto o início da época balnear em Kiev por uma série de razões, entre as quais a segurança dos visitantes e as inspeções das áreas para explosivos.
Portanto, trabalhos a decorrer durante os próximos meses para desminagem. Acontece junto a praias e também junto aos rios. Pra fechar hoje, Tânia, uma notícia que nos leva até Mariupol e que dá conta da nacionalização de navios ucranianos por parte da Rússia. Diz este artigo que foram roubados mais de 30 navios e que agora está a seguir esse processo de nacionalização.
O presidente da Câmara de Mariupol, Petro Andriushchenko, escreveu no seu Telegram que o navio PM3 da Rússia foi carregado com 2,5 mil toneladas de aço laminado e foi em direção ao porto de Rostov-on-Don, acrescentando que os ocupantes já anunciaram a nacionalização de 34 navios que permaneceram no porto e que o processo de renomeá-los e mudar as bandeiras já começou. Ao mesmo tempo, o chefe da República Popular de Donetsk, Denis Pushilin, afirmou que alguns dos navios serão transferidos para a jurisdição do DNR, sendo que as decisões relevantes já foram tomadas. Pushilin acrescentou também que desta forma terão o seu próprio porto comercial às custas de navios nacionalizados do porto de Mariupol.
Navios ucranianos que agora passam para o lado russo estavam atracados em Mariupol e agora avança esse processo de nacionalização por parte da Rússia. Terminamos assim a "Guerra Traduzida" de hoje com este olhar pra imprensa da Ucrânia e com a ajuda da Tânia Olinek.