Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

"Guerra Traduzida" para acompanhar o conflito no Irão. Passamos agora em revista os destaques da imprensa do Médio Oriente, dos Estados Unidos. A edição de hoje é com o jornalista Carlos Pedro. E Carlos, continua a escalada de tensão entre o Irão e os Estados Unidos. Teerão diz que pelo menos 14 pessoas morreram nos últimos dois dias devido a ataques norte-americanos.

Sim, uma nova onda de ataques em vários pontos iranianos do estreito de Ormuz. Donald Trump avisou e cumpriu. Foram ouvidas explosões em vários locais do país, que se estenderam depois a uma parte da região. Já nesta manhã foram relatadas explosões na região de Bushehr, também no Irão. É nesta província que está a única central nuclear em funcionamento no Irão, mas há instantes o governador de Bushehr nega que tal tenha acontecido. Como resposta, a Guarda Revolucionária Iraniana confirma que atacou bases militares de três países aliados dos Estados Unidos no Médio Oriente, Bahrein, Kuwait e também o Catar. É uma nova escalada da guerra, já depois de Donald Trump ter anunciado o fim do cessar-fogo com o Irão. No mais recente balanço feito pelo Ministério da Saúde do Irão, 14 pessoas morreram, 78 ficaram feridas, das quais 47 permanecem hospitalizadas. O Irão diz ainda que os ataques dos Estados Unidos atingiram duas pontes ferroviárias.

E como disseste, o Irão respondeu. A Al Jazeera diz que os iranianos colocaram na mira os países do Golfo. E quais foram, Carlos?

O Catar, o Kuwait e o Bahrein, neste caso, as bases militares norte-americanas nesses três países. O Bahrein, entretanto, emite um alerta nacional a pedir à população para que procure abrigo e que mantenha a calma. É um alerta que surge após uma série de ataques do Irão. Já o Kuwait alerta para a possível escalada do conflito, ao mesmo tempo que condena os ataques hediondos do Irão. Já o Catar condenou os ataques a navios comerciais no estreito de Ormuz.

Estreito de Ormuz, onde pelo menos 6 mil marinheiros ficaram presos.

Citado pela NBC News, o chefe da Organização Marítima Internacional afirma que cerca de 6 mil marinheiros permanecem presos no canal devido à guerra entre norte-americanos e iranianos. Arsenio Dominguez, líder desta organização, condena também a nova escalada de tensão. O Irão, entretanto, sabe-se que pretende manter o controle sobre o estreito de Ormuz. Isto apesar da ameaça de guerra dos Estados Unidos. Para os iranianos, a passagem é tanto o espólio da guerra quanto a maior fonte de influência nas futuras negociações com os norte-americanos. É o que diz o analista da Al Jazeera, Alex Alfiraj Cheers.

Entretanto, o tráfego em Ormuz está praticamente paralisado por causa desta nova onda de ataques.

Sim, de acordo com a Bloomberg, entre os navios maiores, apenas um petroleiro sancionado pelos Estados Unidos foi visto a sair do Golfo ao lado de um navio porta-contentores com bandeira iraniana. Cerca de 14 navios cruzaram o estreito ontem, sendo este o número mais baixo registado desde a assinatura do memorando de entendimento entre os dois países a 16 de junho. Ainda no Irão, a imprensa do país dá grande destaque à cerimônia de sepultura de Ali Khamenei. A agência Tasnim destaca que ao longo dos últimos dois dias, milhões de pessoas entre as cidades iranianas de Teerão e Qom, e também no Iraque, prestaram homenagem ao antigo líder supremo. Aliás, uma multidão de pessoas no Iraque fez hoje com que a cerimônia de sepultura do antigo líder supremo fosse adiada por umas horas.

E as tropas israelitas vão continuar no sul do Líbano. A garantia foi dada por alguém com poder junto de Benjamin Netanyahu.

Sim, o Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz. Katz diz que o exército vai continuar na zona de segurança controlada pelos israelitas no sul do Líbano, até que o Hezbollah seja totalmente desarmado. De acordo com o ministro, Tel Aviv criou uma forte zona de segurança que se estende desde a costa mediterrânica até à zona de Beaufort e às encostas do Monte Hermon. Katz acrescentou que a área não terá civis e infraestruturas consideradas terroristas, tanto à superfície como no subsolo.

Ponto final neste episódio da "Guerra Traduzida" do Irão, hoje com o Carlos Pedro. Voltamos amanhã com mais destaques da imprensa sobre este conflito.