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Começa agora mais um episódio de "Guerra Traduzida" na Rádio Observador, edição especial Irão. É a edição na qual olhamos para as notícias que nos chegam sobre o conflito no Médio Oriente. Vamos nos próximos minutos olhar para o que nos diz a imprensa dos países envolvidos nesta guerra. Hoje a edição é da jornalista Nadine Soares. Eu sou o Rui Casanova. Nadine, o Irão e os Estados Unidos receberam um plano de paz do Paquistão, que prevê um fim de guerra em duas etapas, mas estes países ainda não responderam.
É o que revela uma fonte conhecedora deste documento à agência Reuters. O plano propõe uma abordagem em duas etapas, com um cessar-fogo imediato, seguido de um acordo abrangente pra acabar com o conflito no Médio Oriente. De acordo com a mesma fonte, todos os detalhes deste acordo teriam de estar finalizados durante este dia. Os Estados Unidos ainda não responderam oficialmente.
Nadine, o Irão já formulou, entretanto, uma contraproposta aos planos de cessar-fogo dos países mediadores.
"A delegação iraniana já elaborou um novo documento com posições e exigências em resposta aos planos de cessar-fogo feitos pelos países mediadores e intermediários". É o que diz o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, citado pelo "Times of Israel". Esta fonte explica que Teerão tem um conjunto de exigências baseadas nos interesses nacionais, propostas iranianas que vão ser anunciadas em tempo oportuno.
Continuamos no Irão, porque o país rejeita ainda abrir o estreito de Ormuz. Isto caso haja, Nadine, um cessar-fogo temporário.
É uma informação de um alto funcionário do regime iraniano à agência Reuters. Acrescenta que a convicção de Teerão é a de que os Estados Unidos não estão a preparar um cenário desse gênero, ou seja, algo temporário. A mesma fonte adianta que o Irão recebeu a proposta de paz elaborada pelo Paquistão, que prevê um cessar-fogo imediato, mas deixa claro que não aceita que lhe sejam impostos limites temporais para tomar uma decisão.
No terreno, os ataques continuam de parte a parte. As últimas horas não foram diferentes. O chefe dos serviços secretos da Guarda Revolucionária do Irão morreu durante um dos mais recentes ataques por parte de Israel, Nadine.
Uma informação da imprensa estatal iraniana. A agência Tasnim fala num mártir. É o título do artigo em destaque nesta agência de notícias estatal. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, também já confirmou a autoria deste ataque.
Foi, de resto, uma das notícias mais em destaque na imprensa do Irão nas últimas horas. Os ataques combinados dos Estados Unidos e Israel fizeram, também nas últimas horas, 34 mortos civis, ataques estes que aconteceram durante a última madrugada.
Dados da Al Jazeera: em Teerão morreram 23 pessoas, incluindo seis crianças. Onze pessoas foram mortas em zonas residenciais de cidades mais a sul da capital iraniana. Foi atingida também uma universidade de tecnologia que sofreu danos de grandes dimensões. É já a quarta universidade destruída desde o início deste conflito.
Do Irão passamos para Israel, que também foi alvo de ataques nas últimas horas. Nadine, precisamente, foram recuperados quatro corpos dos escombros de um prédio em Haifa, que foi alvo de ataques.
As equipes de resgate de Israel recuperaram já o corpo de mais uma pessoa que estava desaparecida nos escombros de um prédio de seis andares que desabou na cidade de Haifa, no norte de Israel. Isto depois ter sido atingida por um míssil do Irão, uma informação que é avançada pelo "Times of Israel".
Em sentido contrário, Israel atacou aeroportos de Teerão, estruturas que estão a ser usadas pela Guarda Revolucionária do país.
"A Força Aérea israelita bombardeou três aeroportos usados para operações especiais da Guarda Revolucionária Iraniana". É o que escreve o "Times of Israel". Na sequência deste ataque, foram destruídas várias pistas e torres de controle. Foi atingida ainda uma fábrica que produzia drones.
Ponto final neste episódio de "Guerra Traduzida" na Rádio Observador, edição especial Irão. Olhámos para o que nos diz a imprensa do Irão, Israel e também Estados Unidos. Fica por aqui este episódio com a Nadine Soares. Estamos de regresso amanhã, para mais uma edição de "Guerra Traduzida" aqui na Rádio Observador.