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Começa agora mais um episódio da Guerra Traduzida, edição especial com foco no Médio Oriente e na guerra no Irão. Hoje com o jornalista António José Soares. Boa tarde, António.
Boa tarde, Laura.
Começamos pelo Times of Israel, que escreve que os governos do Irão e dos Estados Unidos mostram-se otimistas, mas tentam moderar as expectativas sobre um avanço imediato nas negociações para acabar com a guerra.
Os dois países revelaram que alcançaram entendimentos em várias matérias, embora um acordo final ainda não esteja iminente. Segundo informações avançadas pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, já há conclusões sobre grande parte dos temas em discussão. O diplomata sublinhou, no entanto, que não se pode afirmar que a assinatura do documento vá acontecer nos próximos dias. Quanto ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, avançou que existe uma proposta sólida sobre a mesa para reabrir o estreito de Ormuz e iniciar negociações nucleares com prazos definidos.
E precisamente o estreito de Ormuz também faz título na agência de notícias Iran Press.
Que dá conta de um encontro oficial na capital de Omã, onde o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano entregou uma mensagem do chefe da diplomacia de Teerão ao ministro das Relações Exteriores de Omã, isto com o objetivo de consolidar as relações bilaterais entre os dois países vizinhos. Após este encontro inicial em Mascate, realizou-se uma reunião alargada entre as comitivas dos dois países. Ambas as partes sublinharam a importância de manter a segurança e a soberania nacional dos Estados costeiros ao longo daquela via navegável estratégica e sempre em conformidade com o direito internacional que é aplicável.
Passamos agora ao Arab News. O jornal da Arábia Saudita cita um relatório divulgado pela CBS que dá conta de que o líder supremo do Irão está a operar a partir de um local secreto e com acesso muito limitado ao mundo exterior.
A revelação foi feita por responsáveis norte-americanos àquela estação de televisão dos Estados Unidos. Esta liderança em isolamento surge devido ao receio de novos ataques. Este bloqueio está a transformar-se num grande obstáculo para as negociações em curso com a administração de Donald Trump. De acordo com as mesmas fontes, Mostaba Khamenei está a recorrer exclusivamente a uma rede de estafetas para transmitir as suas mensagens, o que provoca atrasos significativos na comunicação.
Ainda na Arab News, a notícia de que o chefe do exército paquistanês está em Pequim para debater com os líderes chineses os esforços de mediação no Médio Oriente.
Asim Munir viajou na companhia do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. A China já garantiu que vai trabalhar com o Paquistão para contribuir para a restauração da paz e da estabilidade na região. Antes desta viagem, o principal negociador entre os Estados Unidos e o Irão esteve em Teerão na passada sexta-feira e sábado.
Passamos agora ao chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, que defendeu o bombardeamento de edifícios em Beirute como resposta aos ataques com drones do Hezbollah no sul do Líbano.
Em Holo Zamir terá feito estas declarações nesta segunda-feira, durante uma reunião do gabinete de segurança. As informações foram confirmadas por várias fontes ao jornal The Jerusalem Post. O líder militar visitou recentemente as tropas no terreno, que estão no norte de Israel, e presenciou um ataque com drone explosivo que resultou na morte de um sargento israelita. Já o Ministro das Finanças de Telavive defendeu que é preciso colocar um ponto final na ameaça dos drones explosivos. Afirmou mesmo que por cada drone lançado deviam ser destruídos 10 edifícios na capital libanesa.
António, os Estados Unidos condenaram as recentes ameaças do Hezbollah de derrubar o governo democraticamente eleito do Líbano.
Uma posição assumida pelo secretário de Estado norte-americano em reação ao discurso de domingo do líder da organização terrorista, citado pelo Jerusalem Post. O chefe da diplomacia de Washington afirmou que as tentativas de violência e intimidação não vão ter sucesso. Segundo Marco Rubio, o grupo tem ignorado os sucessivos apelos do Executivo legítimo de Beirute para cessar os ataques e respeitar o cessar-fogo.
Terminamos com a Rádio Dubai, que dá conta de uma declaração conjunta de oito países a condenar o ministro da Segurança Nacional de Israel, um protesto na sequência do tratamento dado aos detidos da flotilha que se dirigia para a Faixa de Gaza.
Entre esses países estão, por exemplo, os Emirados Árabes Unidos, o Paquistão e a Arábia Saudita. Acusam Ben-Gvir de humilhar publicamente os prisioneiros e sublinham que estas ações representam uma violação clara do direito internacional e dos direitos humanos. O governante israelita é ainda criticado por atos extremistas de incitação à violência contra os palestinianos. O grupo de oito países exige agora que o ministro seja responsabilizado pelas suas ações de forma a travar novas violações.
Fica por aqui mais um episódio da Guerra Traduzida, da Rádio Observador, edição especial dedicada ao Médio Oriente e à guerra no Irão, hoje com o jornalista António José Soares.