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É o Som da Guerra, traduzida na Rádio Observador, uma edição dedicada à guerra no Irão. Vamos olhar para o que contam os jornais do mundo em tempo de guerra. Eu sou o João Gama. A edição de hoje é da jornalista Nadine Soares. Nadine, muito boa tarde.

Boa tarde.

Vamos começar com um destaque da imprensa norte-americana. Donald Trump diz que Israel e o Líbano vão sentar-se ainda hoje à mesa para discutir um cessar-fogo.

"Há 34 anos que os líderes destes países não falavam", escreve o presidente norte-americano na rede social Truth Social, "mas vai acontecer hoje", é o destaque nos jornais norte-americanos. Esta semana, Israel e o Líbano já tinham estado frente a frente, mas ambos os países representados pelos respectivos diplomatas. Um encontro que terminou sem acordo. Agora, segundo Donald Trump, as negociações vão continuar.

Esta é uma informação confirmada também por Israel, mas do outro lado, esta é uma informação que está a ser desmentida, Nadine.

Sim, a confirmação por parte de Israel é dada pela ministra da Ciência e Tecnologia, Gila Gamliel. Confirma que o encontro vai acontecer em declarações à rádio do exército de Israel, citada pelo jornal Haaretz. A governante destaca que as conversações entre Benjamin Netanyahu e o presidente do Líbano vão acontecer depois de tantos anos sem se falarem. No entanto, depois desta declaração da ministra israelita, o Líbano vem desmentir a informação. Uma fonte oficial ouvida pela AFP garante que a delegação libanesa não tem qualquer conhecimento de contactos previstos com Israel.

Ainda assim, a imprensa do Líbano dá conta de esforços para a realização de uma chamada tripartida.

É uma notícia do portal libanês Al-Jadid. Estão a ser feitos esforços para acontecer uma chamada telefónica entre Israel, os Estados Unidos e o Líbano. Em causa está uma chamada tripartida entre Benjamin Netanyahu, o presidente libanês Joseph Aoun e o secretário de Estado, Marco Rubio. De acordo com esta fonte, a chamada vai centrar-se no acordo de cessar-fogo.

Entretanto, Nadine, o Irão apresentou uma proposta que prevê a saída de navios através do estreito de Ormuz.

Uma notícia avançada pela agência Reuters, que cita fontes iranianas. O Irão parece estar a ponderar permitir a saída, através do estreito de Ormuz, de navios que naveguem do lado do Omã. Esta mesma fonte não adianta mais pormenores sobre a execução desta proposta, nem detalha se o Irão também está disposto a retirar as minas que possam ter sido colocadas nesta área ou se todos os navios, independentemente da nacionalidade, poderão ter livre acesso ao estreito de Ormuz. De acordo com esta fonte ouvida pela Reuters, é uma das propostas apresentadas no âmbito das negociações de cessar-fogo e vai depender da abertura de Washington em ceder às exigências iranianas.

E ainda sobre esta negociação, há, de facto, progressos, mas também há muitas divergências neste caminho.

O Irão e os Estados Unidos fizeram progressos nas conversações sobre o acordo para colocar fim à guerra, numa altura em que se está a aproximar o fim do cessar-fogo temporário de duas semanas. Ainda assim, há muitas divergências de ambas as partes. O tópico mais sensível é a ambição nuclear de Teerão, é o que diz um alto funcionário iraniano citado pela Al Jazeera. É um tema para o qual ainda estão longe de encontrar uma solução.

Já o Paquistão, Nadine, espera um avanço importante nas conversações entre o Irão e os Estados Unidos, especialmente em relação ao programa nuclear.

São relatos de fontes paquistanesas à Al Jazeera, enquanto Islamabad intensifica os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra. A emissora iraniana Press TV escreve que uma delegação de alto nível do Paquistão, chefiada pelo chefe do exército, chegou a Teerão e trazia uma mensagem dos Estados Unidos para entregar à liderança do Irão, ainda sem detalhar precisamente o conteúdo desta mensagem.

O destaque a esta hora passa também pela aprovação do envio de armas alemãs para Israel.

A Alemanha terá aprovado a exportação de armas para Israel cerca de um mês antes do início da guerra. É uma notícia avançada pelo Haaretz, que cita dados do governo alemão. Em causa está uma aprovação de exportação de armas para Israel no valor de € 6 milhões nas primeiras semanas do conflito.

Nadine, vamos também falar do que está a acontecer no terreno durante esta guerra. As autoridades do Líbano relatam que Israel destruiu a última ponte que liga o sul do país.

É uma informação de um alto funcionário da segurança do Líbano, à agência Reuters. Este dirigente fala de uma ponte que liga a região sul ao resto do país. Esta acabou destruída neste dia, ficou num estado irrecuperável.

Já o Irão diz ter detido quatro espiões israelitas.

É o que escreve a agência AFP, que cita meios de comunicação iranianos. Em comunicado, a Guarda Revolucionária afirma que se tratam de quatro agentes ligados à Mossad que foram detidos numa província no norte do Irão. Estes espiões terão passado imagens e localizações de alvos militares à Mossad, é o que dizem estas forças iranianas.

São detenções que acontecem numa altura em que o Irão está a apertar as regras em relação à espionagem.

Sim, as autoridades do Irão estão a aplicar novas leis com penas mais severas para crimes de espionagem. É uma informação da agência de notícias Tasnim. O Irão ameaça que pessoas que colaborem com o inimigo no terreno vão enfrentar ações judiciais sem qualquer hipótese de perdão. Os membros do Conselho Supremo da Magistratura do Irão reforçam a importância de fortalecer a segurança pública do país numa altura de guerra.

E do lado de Israel, Nadine, mais de 7700 pessoas foram internadas desde o início da guerra com o Irão.

São dados do Ministério da Saúde israelita, citados pelo Times of Israel. Em causa estão pessoas internadas em hospitais vítimas da guerra contra o Irão e o Hezbollah, isto desde fevereiro. São números que incluem militares, mas também civis.

E fica por aqui este episódio da Guerra Traduzida, uma edição dedicada à guerra no Irão. Nós estamos de regresso já amanhã.