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Bem-vindos a mais um episódio da Guerra Traduzida, hoje com a jornalista Nadine Soares, edição especial da guerra no Irão. Começamos com a imprensa iraniana. O Irão está cada vez mais perto de escolher o novo líder. O nome do filho de Ali Khamenei, Mojtaba Khamenei, aparece como favorito à sucessão.
É o rosto que aparece nos media internacionais como o mais provável futuro líder supremo do Irão. É o que diz um dos membros da Assembleia de Peritos, o órgão responsável pela escolha, à televisão estatal, citada pelo Iran International. Apesar do cenário de guerra, o novo líder supremo vai ser identificado assim que for possível. Ao que tudo indica, é Mojtaba Khamenei a escolha do conselho, confirmam também fontes que falaram sob anonimato ao New York Times. O filho de Ali Khamenei tem 56 anos e tem ligações próximas da Guarda Revolucionária do Irão.
E as cerimónias fúnebres de Ali Khamenei foram adiadas por questões logísticas.
É o que avança a agência de notícias iraniana Tasnim. As cerimónias deveriam começar esta noite, mas foram adiadas por razões logísticas. Estava planeada uma despedida de três noites e o corpo de Ali Khamenei seria exposto publicamente. No entanto, foi adiada por pedidos de várias regiões do Irão. A população quer mais tempo para se deslocar até à capital. A agência Tasnim escreve ainda que são esperadas milhões de pessoas na capital e é preciso tempo também para garantir as infraestruturas necessárias.
E Nadine, destaque ainda para um míssil do Irão que se dirigia para o espaço aéreo da Turquia e que foi abatido pela NATO.
É uma informação do Ministério da Defesa turco, citado pela Reuters. As defesas aéreas da NATO terão destruído um míssil iraniano que seguia na direção do espaço aéreo da Turquia. Foi destruído sobre o Mediterrâneo e por isso não há registo de vítimas ou feridos deste incidente. A mesma fonte escreve que a Turquia deixa claro que se reserva o direito de responder a quaisquer ações hostis de qualquer parte envolvida.
E o ministro turco dos Negócios Estrangeiros já falou com o homólogo iraniano sobre precisamente este míssil.
É o que escreve a Associated Press, que cita um alto funcionário turco sob anonimato. Foi por chamada telefónica e Hakan Fidan terá reforçado a ideia de que se devem evitar todas as ações que podem agravar e que de alguma forma contribuem para a escalada do conflito.
E esta manhã regista ainda de um naufrágio de um navio da Marinha do Irão no Oceano Índico, ao largo da costa sul do Sri Lanka.
É uma informação que chega pelas autoridades do Sri Lanka, citadas pelo New York Times. Embora a causa deste naufrágio ainda não tenha sido determinada, a frota naval iraniana está sob ataque desde o início do conflito. O Sri Lanka já enviou navios da Marinha para ajudar no resgate. Seguiam a bordo uma tripulação de 180 pessoas, 30 terão sido resgatadas. As buscas por mais sobreviventes continuam a esta hora.
E os Emirados Árabes Unidos, o Catar e o Kuwait denunciam uma nova onda de ataques provenientes do Irão.
São dados do Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos. Dizem ter intercetado só neste dia mais de 120 drones e três mísseis balísticos. O Catar e o Kuwait falam também de operações para tentar lidar com os ataques iranianos que estão a chegar através de mísseis e drones, sem entrar em pormenores.
E ainda a olhar para os números da guerra, Nadine, os ataques iranianos já provocaram 1045 mortos. É o que escreve os media do Irão.
É o último balanço avançado pela agência de notícias Tasnim. A mesma fonte escreve que se trata de um grande aumento do número de vítimas mortais em relação ao último balanço na segunda-feira, que dava conta de 555 mortes.
Do outro lado, Israel já veio avisar que o sucessor de Ali Khamenei vai ser um alvo a abater.
É o que diz o ministro da Defesa israelita, citado pelo Times of Israel: "Qualquer líder nomeado pelo regime do Irão é uma ameaça e vai ser eliminado, não importa onde se esconda". É o que diz Israel Katz em comunicado. O ministro promete ainda que as forças israelitas vão continuar a agir com toda a força junto dos parceiros norte-americanos para derrubar o regime iraniano.
E Israel avisa também que o Irão tem ainda uma capacidade significativa de lançar mísseis.
Mesmo após a destruição de dezenas de postos de lançamento e por isso o porta-voz militar, em conferência de imprensa, citado pelo Times of Israel, avisa que a defesa israelita não é de ferro e é preciso continuar a destruir as ameaças do Irão.
Isto numa altura, Nadine, em que a imprensa libanesa escreve que Israel já entrou na cidade de Khiam.
À medida que as hostilidades entre o Hezbollah e as forças israelitas se intensificam, as forças de Israel estão a avançar no terreno. Entraram na cidade de Khiam, a cerca de 8 km entre os dois países. Está a ser alvo de bombardeamentos.
E por isso Israel já emitiu mesmo uma ordem de evacuação da região do sul do país.
Sim, nas redes sociais, o exército israelita emitiu uma ordem de evacuação em massa dos moradores de uma grande área do sul do Líbano. Pediram que os habitantes deixem as casas imediatamente. A Al Jazeera escreve que cerca de 65 mil pessoas já se deslocaram para refúgios. As forças de defesa explicam que a decisão de enviar mais tropas para o sul do Líbano faz parte da estratégia de defesa para responder aos ataques do Hezbollah.
E depois deste alerta, a Síria decidiu fechar as fronteiras com o Líbano.
A Autoridade Portuária Terrestre e Marítima da Síria informou que fechou as fronteiras com o Líbano. Estão impedidas de entrar pessoas no país, é o que avança a agência Reuters. No entanto, há uma exceção: as fronteiras estão abertas para os sírios que quiseram deixar o Líbano e agora querem voltar ao país.
Fica por aqui mais uma Guerra Traduzida da Rádio Observador, edição especial da guerra do Irão, hoje com a jornalista Nadine Soares.