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Começa agora mais uma edição da Guerra Traduzida especial Irão. Passamos em revista o que contam os jornais do mundo em tempo de guerra. Eu sou a Laura Figueiredo, a edição de hoje é da jornalista Nadine Soares.E Nadine, o Paquistão poderá receber uma nova proposta de paz por parte do Irão até amanhã.
São informações da CNN Internacional, que cita fontes da mediação de Islamabad. Relembramos que as negociações estão estagnadas, apesar do otimismo inicial das delegações. Donald Trump chegou a dizer que os norte-americanos não vão voltar a viajar para Islamabad, capital do Paquistão, para falar presencialmente com a delegação do Irão. Isto depois de uma ronda de negociação que terminou sem acordo e outra que nem chegou a acontecer. As linhas vermelhas da negociação continuam a ser o programa nuclear iraniano e o controle total do estreito de Ormuz.
O Irão acusa Israel e os Estados Unidos de serem responsáveis pela insegurança no estreito de Ormuz.
O presidente do Irão atira culpas aos Estados Unidos e Israel pelo bloqueio desta via marítima. Massud Pezeshkian defende mais uma vez a decisão de impedir a entrada de países que considera hostis. O chefe de Estado iraniano deixou uma mensagem comemorativa do Dia Nacional do Golfo do Pérsico. Nessa nota, citada pela Al Jazeera, reforça que a responsabilidade por qualquer insegurança no estreito de Ormuz recai sobre os Estados Unidos. Massud Pezeshkian que descreve precisamente este estreito como um símbolo da resistência do Irão.
Nadine, o Paquistão abriu seis rotas de trânsito via terrestres para mercadorias do Irão.
É um anúncio do Ministério do Comércio Paquistanês. A Al Jazeera escreve que o objetivo é a criação de um corredor rodoviário no território para que seja possível o Irão receber mercadorias. Isto numa altura em que milhares de contentores estão retidos nos portos do Irão devido ao bloqueio do estreito de Ormuz por parte dos Estados Unidos. Este anúncio coincide com a visita do ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão a Islamabad para conversações com o primeiro-ministro do Paquistão.
E o comando central dos Estados Unidos tem novos planos para uma ação militar contra o Irão.
Donald Trump deverá ser informado hoje desses planos. É uma informação avançada pelo chefe do CENTCOM, o almirante Brad Cooper, citado pela Axios. Este portal de notícias escreve ainda que os planos em causa têm como objetivo pressionar o Irão a ceder nas negociações, mais ataques poderosos contra alvos estratégicos iranianos e ainda o total controle do estreito de Ormuz e envios especiais para apreender as reservas de urânio do Irão.
E mais drones podem estar a caminho do Médio Oriente. Um relatório norte-americano indica que as forças dos Estados Unidos estão interessadas em utilizar mísseis hipersônicos.
De acordo com informações da Bloomberg, o CENTCOM terá solicitado o envio de mísseis Dark Eagle para a região. São armas que, a serem utilizadas, têm um sistema de longo alcance e servem para atingir lançadores de mísseis balísticos em território do Irão. É um relatório da defesa norte-americana que surge numa altura em que estão a avaliar novas opções de estratégia, já que as negociações continuam estagnadas.
E Israel continua a lançar ataques contra o Líbano. As forças de defesa dizem ter eliminado cinco combatentes do Hezbollah.
É uma notícia da Al Jazeera. Cinco baixas do lado do Hezbollah, numa altura em que Israel continua a atacar várias localidades no sul do país. Neste dia já atingiram uma estação de abastecimento de água. Há registro de ataques com drones noutras três localidades. Além dos membros do Hezbollah, a mesma fonte dá conta de que nestes ataques morreram pelo menos nove civis.
E terminamos com o alerta da Agência Internacional de Energia.
Sim, o mundo enfrenta agora a maior crise energética da história devido à guerra do Irão. É um alerta dessa Agência Internacional de Energia, que citada pela Sky News, indica que os mercados de petróleo e gás estão em grandes dificuldades. O presidente Fatih Birol indica que o preço do petróleo, a última vez verificado, já ultrapassava os US$120. É o nível mais alto do Brent, referência internacional, em quatro anos.
Fica por aqui mais um episódio da Guerra Traduzida especial Irão, programa onde passamos em revista os jornais internacionais em tempo de guerra. Guerra Traduzida, da Rádio Observador, está de regresso na segunda-feira.