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Esta é a Boa Moeda, uma moeda das manhãs 360. Paulo, a inflação voltou a subir no último mês de agosto.

Voltou a subir. São, mais uma vez, os combustíveis a fazer estragos. São dados preliminares do INE, mas que, por regra, são confirmados daqui a 10 dias. A inflação passou dos 3% em julho para 3,3% em agosto. O que isso significa? Que, em média, os preços dos bens e serviços que nós compramos subiram a um ritmo superior. Portanto, aumentaram, em termos homólogos, 3,3%. O próprio INE diz que a quase totalidade deste aumento da inflação é explicada pelo preço dos combustíveis, que, como sabemos, têm estado a subir e estagnaram na casa dos €2 ou um pouco acima. Se olharmos só para os produtos energéticos, eles aumentaram 12,2%. Portanto, temos quase quatro vezes acima da inflação. No mês anterior, tinham estado a subir a 8,7%, portanto, um aumento de ritmo da casa dos oito para a casa dos 12. Depois, olhando para a outra classe de produtos que também costuma reagir muito rapidamente a estas questões, que são os produtos alimentares não transformados, basicamente os produtos agrícolas frescos de supermercado, frutas, legumes e por aí fora. Esses, entretanto, já estagnaram nos 3,4%, o que é bom. Portanto, estão alinhados com a inflação, não dispararam. Isto é importante porque, obviamente, as taxas de juro do BC também vão dependendo destes indicadores. Hoje são divulgados os dados da inflação na zona euro, os dados de julho. Vamos ver se na zona euro o comportamento parece semelhante ao português. Se for semelhante ao português, podemos ter más notícias nas próximas reuniões do BC, em termos de subida de juros. A próxima reunião é já na próxima semana, depois da pausa de verão. Vamos ver, mas, para já, estamos a pagar os produtos ainda mais caros.

Paulo, e também já sabemos o quanto vão subir as rendas de casa no próximo ano.

Exato, o indicador é precisamente com base nos dados da inflação de agosto.

Está tudo ligado.

Está tudo ligado. Enfim, uma variação média, não a inflação, aquele número da inflação dos 3,3%, mas é a variação média dos últimos 12 meses, retirando a vertente da habitação. Feitas as contas com os dados do INE, as rendas deverão subir em janeiro 2,56%. É esta a atualização que os senhorios, os proprietários, podem fazer, obviamente, dos contratos que já estão em vigor, porque se uma casa não está no mercado ou vai agora para o mercado, aí o preço é livre. Mas aqui, de fato, há uma contenção, e está definido por lei o aumento das rendas todos os anos. Estes números deverão ser confirmados daqui a 10 dias, mas, mais uma vez, por regra, o dado preliminar do INE é confirmado.

Vai se confirmar.