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Paulo, uma coisa muito importante.

Então diz lá.

Em que supermercados é que deixamos mais dinheirinho?

Pois, é isso. Estamos aqui a falar de cotas de mercado.

Eu tenho.

No fundo, quais são os supermercados maiores em volume de negócios.

Do Continente.

É. Isso onde tu gastas. Mas tens ideia de quais são os maiores?

Deve ser aqueles que estão mais ramificados. Pingo Doce, Lidl agora também.

Sim, mas o maior, de facto, é o Continente. Isto são dados do primeiro semestre deste ano, dados do Worldpanel, divulgados pelo Eco.

Worldpanel?

Worldpanel é uma empresa que faz estudos de mercado, sondagens. Nunca respondeste a inquéritos online sobre tendências?

Provavelmente, mas não vi que era do Worldpanel.

Sobre hábitos de compra.

Provavelmente, sim.

Provavelmente. Mostra-nos então que o Continente é a marca de supermercados, de grande distribuição, com a maior cota de mercado, andando na casa dos 27,6%. Estamos a falar de dados do primeiro semestre. E a seguir aparece Pingo Doce, com 22,2%. Portanto, confirma aquela vossa sensibilidade, a vossa intuição.

A intuição.

A vossa intuição nunca vos falha.

De onde é que vamos às compras.

Claro. Depois há aqui variações. O Continente perdeu um bocadinho, ligeiramente, face ao ano passado, o Pingo Doce subiu um bocadinho, portanto está mais próximo. Mas ainda assim, há aqui ainda cinco pontos de distância.

O Pingo Doce fez grandes remodelações nas suas várias lojas.

Claro. E o Pingo Doce não tem formatos tão grandes como tem o Continente, os híperes. Depois aparece o Lidl, com 13% de cota de mercado, cerca de metade do Continente. O Mercadona, logo a seguir, apesar de estar há poucos anos em Portugal em relação às outras marcas.

E ainda não ter assim tantos espaços.

Não tem. Tem muito a norte, começaram por norte.

E margem sul também.

Exato. Já começa a haver muitos aqui na parte sul do país, mas de facto a primeira aposta foi no norte.

Nunca entrei em nenhum aqui em Portugal.

Não? Mercadona?

Não.

Há muitas pessoas que gostam de lá ir comprar coisas muito específicas.

Sim.

Produtos de marca branca.

Boquerons?

Por exemplo. Sim, produtos daqueles que nós identificamos muito com Espanha.

Sim.

Tortilhas e por aí fora.

Exatamente. Havia uma altura que era os ananases, mas por outras razões.

Sim, é verdade.

Lembram-se da brincadeira do ananás?

Uma brincadeira.

As pessoas solteiras à procura de homem, de um date.

Era uma app de encontros.

Se vê um ananás no carrinho, era um sinal.

Era um piscadão. E o Mercadona está com cerca de 7% de cota, depois aparece o Intermarché, aparece o Auchan Minipreço, tudo aqui na casa dos 6%, o Aldi e o Leclerc. E depois temos aqui uma cota conjunta de 6% para o comércio dito tradicional, os supermercados, se quisermos, de bairro, que podem ser maiores ou mais pequenos, mas continuam a existir.

Aí não conta os mercados.

Não conta mercados, são mesmo estes formatos. Pronto, era aqui uma viagem a estas marcas para percebermos um bocadinho qual é a dimensão relativa delas, onde todos deixamos muito dinheirinho todos os meses, todas as semanas, todos os anos.

E no Natal! Ui, anda falar a comprar o grão, o boló, a batata, o bacalhau. Bacalhau não sei se compramos aí. Mas isto para falar do abono de família pré-natal, que vai passar a ser automático.

Vai passar a ser automático, isto é, sem que a beneficiária, neste caso, estamos sempre a falar de mulheres grávidas, tenham de fazer o pedido à Segurança Social. Ora bem, para isso, o que é que têm que fazer? Basta que a grávida, no caso, autorize no SNS a partilha do certificado de gravidez. O SNS comunica isso à Segurança Social e automaticamente passa a ser atribuída esta prestação. Isto pode funcionar, ou o direito adquire-se, a partir das 13 semanas de gestação, e tudo se pode passar então através desta autorização em que departamento de Estado comunica com outro departamento de Estado. E é assim que as coisas deviam funcionar sempre. Não é pedirmos na Segurança Social o documento do hospital ou do SNS para apresentar. A quem é que isto se aplica? A mulheres que residam em Portugal, ou estando legalmente equiparadas a residentes, que tenham patrimônio mobiliário, ou seja, depósitos a prazo ou títulos de poupança, que não exceda €129 mil, em números redondos, e cujo rendimento do agregado familiar não ultrapasse o quarto escalão do abono de família. Estamos aqui a falar de quase €18.300 por ano, em números deste ano. Portanto, a partir de agora basta dar autorização ao SNS, o SNS comunica com a Segurança Social e a partir daí é automático.