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Começa agora mais uma Boa Moeda, Má Moeda, sempre com o Paulo Ferreira. Paulo, já há preços a subir na eletrónica.

Há preços a subir na eletrónica, à boleia das tarifas, ou pelo menos as tarifas estão já a servir como uma boa justificação para aumentar preços. Primeiro exemplo, uma marca e um aparelho daqueles que toda a gente conhece. A Sony aumentou o preço da PlayStation 5 na Europa.

Agora estás preocupado com isto.

Não, já não estou, porque já comprei. Desculpem, isto é para quem quer comprar.

Para quem ainda não descobriu o assunto.

Para ti já não é um problema. Já ultrapassaste isso.

Mas isto é só de tempos a tempos que se atualizam estas coisas lá em casa. Não pode ser.

Não é todos os modelos novos que surgem com o foco.

Não pode ser, isso não pode ser.

Ou os jogos.

Exato. Mas é verdade, a Sony anunciou ontem esse aumento de 11%, numa altura em que sabemos que a indústria da eletrónica está a ser abalada pelas novas tarifas do Donald Trump, não só nos preços finais, obviamente, dos aparelhos, mas também no preço, muitas vezes, de componentes, independentemente do sítio onde eles sejam fabricados, mesmo nos Estados Unidos, eles acabam por ser impactados pelas tarifas, porque os chips e componentes à entrada já são mais caros. O preço recomendado da consola, vou arredondar aqui, porque o marketing dos novos, como se chama, de €450 para €500, basicamente. São €50, os tais 11%. Estamos a falar só da edição digital, aquela que não tem leitor físico de discos, que funciona obviamente através das redes Wi-Fi. E a Sony fala de um cenário econômico desafiador, é esta a expressão, para justificar este aumento. Fala das perspetivas de uma elevada taxa de inflação, das taxas de câmbio voláteis, isto já é uma realidade mesmo, o dólar e o euro, sobretudo, andam com uma grande variação. A Sony diz que obviamente foi uma decisão difícil, esta de aumentar o preço da PlayStation 5. Aplica-se o aumento à Europa, Médio Oriente, África, Austrália e Nova Zelândia. Aos Estados Unidos ainda não, mas também não tardará, certamente.

Olha, entretanto, os primeiros reembolsos do IRS devem chegar ainda esta semana.

Devem estar a chegar, podem começar a ficar à espera.

Menos para nós dois.

Por acaso era porreiro se fizessem o reembolso antes da malta que entrega a declaração.

E receber hoje.

Fizemos isto por si.

Exatamente. Só assim com base numa simulação, séria. Pronto, depois acertamos contas no acerto de contas. Quando apresentarem, fazemos o acerto de contas.

Quando enviarem a declaração, nós acertamos.

Pois, parece que há pessoas que já vão começar a receber esta semana, de facto, aqueles que foram logo.

Os apressadinhos.

Não têm medo de que as várias situações. Têm medo dos papéis.

Ai antes que o mundo acabe.

Exato. Ficam à meia-noite ali a carregar.

O Bruno já tem uma camisola nova hoje, à conta do reembolso.

Já recebeste o reembolso, Bruno?

Ainda não.

Mas estás todo o dia à espera do cartaz lá em casa. Mas olha que agora é por transferência ou tomate diretamente.

Não, eu já acedo a isso.

Eu por acaso tenho aqui um e-mail da ViaCTT.

Se calhar tens divergências. Vê lá.

ViaCTT, por regra, não são boas notícias, Maria João.

Pois eu sei, por isso é que ainda não abri.

Não abras. Exato.

Não abras. Não assines nada.

Já recebi há uma semana, ainda não abri para ver.

Pode ser que eles se esqueçam. Mas é verdade, os primeiros reembolsos podem começar a chegar esta semana. Lá está, como tu dizes, os apressadinhos que foram logo no primeiro dia carregar nos botões e dizer: "Aqui, remeter a declaração". Não há um dia concreto para isto acontecer, depende obviamente da rapidez com que a Autoridade Tributária está a processar e a validar as declarações já remetidas.

É o ovinho da Páscoa.

É o ovinho da Páscoa para algumas pessoas. Atenção, o reembolso pode ser retido se existirem dívidas fiscais que estejam na fase de cobrança coerciva ou que estejam a ser pagas em prestações. Também pode ser condicionado, isto é, retido, no sentido de atrasado, se quisermos, se forem detetadas divergências, que é preciso esclarecer. Divergências, números que não batem certo, basicamente, que é preciso esclarecer com o contribuinte. E para quem ainda não entregou a declaração, uma dica: os casais, as pessoas que entregam ou que podem entregar conjuntamente a declaração, devem simular previamente. Fazer a entrega conjunta, simular e ver quanto é que dá. E fazer duas, exatamente.

Eu faço sempre isso. Para ver se compensa.

No último dia, mas não horas antes de a Autoridade Tributária intervir.

Às 11:58h João a simular.

Às 11:58h faço uma, às 11:59h faço outra.

Simula uma vez. Simulações dão direito a cartão amarelo, atenção.

Um dia vai-se lembrar disso, pelo menos uma multinha por cada simulação, a cobrar por cada simulação. De facto, as pessoas que vivem juntas podem entregar conjuntamente ou separadamente e podem ir alterando de ano para ano. Nada obriga a que alterando declaração conjunta, entregando este ano para o ano têm que a fazer também.

E até o encargo dos filhos pode variar de uma pessoa para outra.

Pode variar de uma pessoa para outra, dependendo do rendimento. Na larga maior parte dos casos, compensa apresentar uma declaração única para ambos, sobretudo quando há uma grande disparidade de rendimentos entre ambos os membros do casal, casados, unidos de facto, é indiferente, mas nada como testar. E hoje em dia é muito fácil fazer o teste e ter as continhas, depois vê-se quanto é que é o reembolso ou pagamento de um, o reembolso do outro. Faz-se a conta, não se esqueçam que mais por menos é preciso subtrair.

Mas tenham muita calma.

Mas muita calma, isto até 30 de junho. Ui!

Ui!

Ui!