Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Com o Paulo Ferreira. Paulo, qual é a Boa Moeda de hoje?
Olha, a Boa Moeda é dirigida aos caçadores de voos baratos.
Ó pá, dá sempre.
Claro. E por quê? A EasyJet vai ter 14 novas rotas de e para Lisboa a partir de outubro. Por quê? Porque a TAP teve que abandonar alguns slots, nós fomos acompanhando isso, por causa do plano de reestruturação que foi negociado com a Comissão Europeia. Uma das contrapartidas era a TAP reduzir um pouco a sua atividade por troca do apoio público. A EasyJet, sabemos, ficou com estes slots. Slots são basicamente as possibilidades de aterrar e de levantar voo em determinado aeroporto e de estacionar lá o avião. E então esta companhia low cost já começou a vender, esta semana, bilhetes para essas novas rotas e anuncia tarifas, atenção, a partir dos €20. Não é a €20. Vamos ter muita atenção.
Às letras pequeninas, que normalmente têm a ver com taxas, custos com bagagens.
Exatamente.
Uma garrafa de água.
Uma garrafa de água que se leve, ou que se compre lá, uma raspadinha, coisas assim. Certamente que os preços finais serão muito superiores aos €20, até porque quando são anunciados é para uma rota, é para uma ida, depois é preciso a volta.
Normalmente é sempre mais cara.
Mais cara. E, por regra, as pessoas não vão emigrar, não aproveitam estes voos para ir e ficar. E neste caso estamos a falar de rotas para Barcelona, Bilbao, Fuerteventura, Zurique, Marraquexe, enfim, são algumas das que vão ser abertas. Mas fica o alerta para quem quiser ver qual é o preço final e o que se passa. Ou então ver na concorrência também. Já tivemos a Ryanair há poucos dias a dizer que acabaram os voos dos €10. Vamos ver se passaram para os €20.
Se calhar.
Má moeda, Paulo.
Má moeda. Atenção aos beneficiários da tarifa social de eletricidade e gás. É dirigida a pessoas que recebem algum tipo de outro subsídio ou apoio social do Estado. Atenção às pessoas que estão em situação de desemprego e que já não estejam a receber o subsídio de desemprego, podem perder automaticamente o direito a este apoio. Este é um alerta feito pela Provedora de Justiça, Maria Lúcia Amaral, que já enviou, inclusivamente, uma recomendação ao secretário de Estado adjunto à Energia para que este regime seja alterado, seja corrigido. Qual é o problema aqui? É que a nova redação da lei que regula, que sustenta o regime da tarifa social de energia elétrica, apenas considera que são clientes economicamente vulneráveis, portanto, a precisar do apoio, aqueles que beneficiam de prestação de desemprego. Mas há aqui uma perversidade. Há desempregados que, por já estarem nessa situação há algum tempo, perdem direito a esse subsídio de desemprego, depois de esgotar, de facto, esse prazo legal. E assim, perdendo o direito ao subsídio de desemprego, nesta formulação da lei, perdem também o direito à tarifa social de gás e eletricidade, apesar de, naturalmente, terem ainda menos rendimentos do que tinham.
Isso pode ser lido ou pode ser considerado como uma dupla penalização, Paulo.
Sem dúvida. Porque não só perdem o direito ao subsídio de desemprego, de acordo com a lei, como depois, decorrente deste, perdem também o apoio à tarifa social de internet. Tudo indica que é aqui um problema só de redação da lei, que se for levado à letra, isto provoca. Mas o ministério já fez saber, em resposta à provedora, que não tem intenções de alterar a lei. Vamos ver se há aqui outra solução para que, de facto, esta anomalia, só pode ser uma anomalia, se corrija.
Aguardemos então. Boa Moeda, Má Moeda com o Paulo Ferreira. Amanhã há mais para ouvir. Todas as edições estão disponíveis em podcast e em observador.pt.