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Este é o som da comissão de inquérito das manhãs 360. Hoje é nosso convidado o deputado socialista Pedro Coimbra. Olá, bom dia, bem-vindo.

Bom dia, então olá bom dia.

Obrigada por ter aceitado. Sabe como funciona?

Sei.

Já ouviu? Então pronto, não é preciso regras. É em frente.

Em frente.

Vamos lá, esta é simples: quantas estrelas tem a bandeira da União Europeia?

Essa é uma boa pergunta.

Não são as mesmas que os países.

Pois não. Eu não lhe sei dizer. Começa logo com uma pergunta muito difícil.

Então vá. Cinco, 12 ou 18?

Bom, eu arrisco que são cinco.

Não, são 12.

No meio é que está a vida.

Era o meio.

E o que significam as estrelas na bandeira?

Já significaram os 12 Estados-membros, mas eles depois decidiram ficar por aí, que era um dado essencial para a bandeira.

Para a bandeira não ficar muito grande.

Exato.

E não ficar uma espiral de bandeiras.

Não há uma correspondência.

Não, não existe uma ligação. Pedro Coimbra, Ursula von der Leyen contentou-se com tarifas de 15%. Estamos a falar de um aumento de mais de 900% em relação ao que era cobrado antes de Donald Trump regressar à Casa Branca. A Europa não tem capacidade e força para negociar melhor?

Eu acho que nós ainda não conhecemos todos os pormenores deste acordo que foi feito. Ainda faltam conhecer um conjunto de pormenores, mas das notícias que são públicas e daquilo que é perceptível, parece-me que isto, de facto, é um acordo muito penalizador para a Europa. E não é só pela tarifa dos 15%, é pelos compromissos que a Europa assumiu com os Estados Unidos ao nível da indústria militar, ao nível da política energética e ao nível da política de investimento industrial. Portanto, daquilo que é público, o que nós percebemos é que tudo é vantajoso para os Estados Unidos e nada é vantajoso para a Europa. Repare, tarifas de 15% à entrada de um produto europeu nos Estados Unidos. Um produto dos Estados Unidos na Europa paga taxa de 0%. Além disso, a Europa compromete-se a adquirir armamento militar aos Estados Unidos em muitos bilhões de euros, quando aquilo que foi anunciado pela Europa era que a necessidade de rearmamento militar da Europa seria uma oportunidade para lançar a indústria europeia militar, para criar postos de trabalho e para criar riqueza na Europa. Ao fim e ao cabo, estamos a importar dos Estados Unidos. O mesmo para a energia. A Europa, mediante este acordo, compromete-se a importar energia dos Estados Unidos em muitos bilhões de euros. Por outro lado, compromete-se ainda a investir industrialmente nos Estados Unidos, igualmente em muitos bilhões de euros. Daquilo que é conhecido deste acordo, eu sinceramente acho que é um acordo desastroso para a Europa.

Não devia ter sido feito, então.

Eu acho que como europeu, como cidadão europeu, nós temos que defender os povos europeus e temos que defender os Estados europeus. De facto, aquilo que eu assisto é um enfraquecimento cada vez maior da Europa e neste caso eu diria que é quase uma capitulação ao presidente dos Estados Unidos.

Mas a alternativa não era pior? Tarifas de 30%? Acha que a Europa devia retaliar?

Nós podemos ver sempre pelo lado pior. Podemos sempre ver as coisas pelo lado pior. Mas isso não me tira o peso de cima de olhar para este acordo como um acordo muito penalizador para a Europa. Portanto, nós podemos olhar para o lado pior e dizer que 30% de tarifas é pior que 15. Certo, é verdade. Mas isso não me dá qualquer ânimo para olhar para este acordo. Sinceramente, acho que a Europa precisa de se repensar e de reinventar, sob pena de sermos um bloco mundial cada vez mais enfraquecido perante outros blocos emergentes e perante o bloco dos Estados Unidos, o bloco da Ásia, o bloco dos países produtores de petróleo, das novas economias emergentes, de facto, cada vez mais enfraquecido. E portanto, este acordo é o exemplo disso mesmo. É uma capitulação da Europa, é um acordo que enfraquece a Europa e é um acordo que não traz nada de bom para os europeus. Sinceramente, eu fiquei muito preocupado com aquilo que vi anunciado até agora. Não vejo nenhum motivo para satisfação, nem nenhum motivo para celebração.

Nem para respirar de alívio. Muito bem.

Não, não fiquei contente.

E na pontuação também não tenho motivos.

Não pode respirar. Ainda, ainda.

Agora, estivemos a olhar para o presente, vamos olhar ao mesmo tempo para o passado e para o futuro. Em 2011, António José Seguro lançou um livro. Qual era o título do livro?

Não me lembro, provavelmente terei estado até na apresentação. Não me lembro.

Provavelmente. Então vou dar três hipóteses.

Lembro-me que estive muito recentemente na apresentação pública da candidatura dele a presidente da República. Isso eu lembro-me. Agora, provavelmente terei estado também no livro.

Pois, foi mais recente.

Mas como foi em 2011, mesmo tendo estado na apresentação, já não me recordo.

Já não se recorda. Eu vou lhe dar três hipóteses: "Olhar em frente", "O futuro a Deus pertence" ou "Compromissos para o futuro".

Eu acho que é muito oportuno, não sei se vou acertar.

"O futuro a Deus pertence".

Até pegando numa frase dele recente, "O futuro a Deus pertence" pode ser uma boa hipótese, mas não sei se é.

É essa que escolhe. Pense lá melhor. Bruno, queres repetir?

Então, "Olhar em Frente", "O Futuro a Deus Pertence" ou "Compromissos para o Futuro".

"O Futuro a Deus Pertence". Não é.

Pronto, nós queríamos que o Pedro Coimbra acertasse, mas o Pedro Coimbra não quis mesmo acertar.

Mas tem muita fé.

Tem muita fé. O título do livro é "Compromissos para o Futuro".

Também faz sentido, mas ele teve uma frase muito recente que me levou a pensar nesse título. Mas como disse, devia ter estado na apresentação, provavelmente, mas não me lembro do título. Muito bem.

Pois é, às vezes os títulos também não são o mais importante. O PS deve apoiar a candidatura presidencial de António José Seguro?

Eu não me quero pronunciar sobre isso. Eu, pessoalmente, apoio o António José Seguro. Eu estive na apresentação da candidatura dele, como disse. Eu sou dirigente nacional do Partido Socialista, eu pertenço ao Secretariado Nacional do Partido Socialista. E portanto, sabemos, e bem, não há outra forma de tratar deste assunto, que o Partido Socialista só se pronunciará formalmente sobre as eleições presidenciais após as eleições autárquicas. E é o que faz sentido. O PS tem nessas eleições autárquicas um grande desafio, tem nessas eleições autárquicas uma grande responsabilidade.

E já vamos falar também de autárquicas. Mas em relação às presidenciais, não era expectável que neste momento, com os candidatos que já se apresentaram, que o PS tivesse manifestado pelo menos mais entusiasmo pela candidatura de António José Seguro?

O que faz o entusiasmo de uma candidatura presidencial são as manifestações de apoio individual de cada um. E essas não têm faltado. Eu, como disse, estive na apresentação da candidatura presidencial do António José Seguro nas Caldas da Rainha e não faltou entusiasmo, nem lhe faltou apoio. E por aquilo que tenho visto e por aquilo que as sondagens também têm mostrado, para quem começou tarde, tem sido uma manifesta expressão de vontade popular que tem colhido. E portanto, aí sim, é que se vê a manifestação de vontade. O Partido Socialista, depois das eleições autárquicas, no tempo certo, quando chegarmos à discussão das eleições presidenciais, para as quais ainda faltam muitos meses, o Partido Socialista, sim, nessa altura, tomará uma posição oficial sobre a matéria. Neste momento, como dizia, é uma expressão individual de cada um. Agora, enfim, cada um se manifesta como entende. Somos um partido livre, somos um povo livre e, portanto, é uma expressão individual de cada um. Agora, devo dizer que eu acho que o António José Seguro reúne todas as condições para ser um excelente presidente da República. As condições políticas, as condições humanas, as condições pessoais, o seu percurso de vida, a forma como geriu o seu silêncio e como gere a sua palavra e a forma como se apresenta nessas eleições. E, portanto, do meu ponto de vista, na minha opinião pessoal, que só a mim me vincula, o António José Seguro tem todas as condições para ser um excelente presidente da República.

Há poucos minutos, aqui mesmo na Rádio Observador, Augusto Santos Silva dizia que olhava para os candidatos e achava que o país merecia melhor e que ainda não há uma candidatura agregadora. Não concorda com ele?

Mas é opinião do meu camarada e amigo Augusto Santos Silva, com o qual concordo algumas vezes e com o qual discordo algumas vezes. Neste caso, estamos em pleno desacordo. O Augusto Silva tem uma opinião, eu tenho outra. E acho que o António José Seguro reúne todas as condições para ser um excelente candidato, como está a mostrar que é, e para ser um excelente presidente da República. Tem um percurso impoluto. Com experiência política, com competência nas funções públicas que exerceu e foram muitas, como é sabido, com um percurso acadêmico de grande mérito, com um percurso profissional de grande mérito e com um percurso pessoal que só o honra e dignifica a ele, aos seus amigos e aos seus apoiantes, nos quais me incluo. Portanto, estou em pleno desacordo com o meu camarada e amigo Augusto Santos Silva.

Pedro Coimbra, deixe-me só fazer aqui uma correção em relação às estrelas da bandeira da União Europeia. Não tem a ver com o número do país de Estados-membros, mas sim com valores e ideais de unidade, solidariedade e harmonia entre os povos da Europa. Nunca esteve relacionado com o número de países, portanto daí ser um número inalterável.

Então eu também consegui fazer uma pergunta difícil.

Exatamente, conseguiu. E nós tivemos zero pontos. Pera aí pra nós.

Zero pontos pra nós.

Fizeram-me uma pergunta difícil, eu consegui retribuir com uma pergunta difícil.

É verdade. E agora vamos a outra. Eu acho que não, se fizer as contas é um passado muito recente. Quanto tempo Pedro Nuno Santos foi líder do Partido Socialista?

Então deixe-me cá ver.

É só fazer as contas. Pode fazer as contas.

É só fazer as contas. Deixou de ser líder em 2025.

Sim. Começou a ser.

Eleito em 2024. Portanto, terá sido um ano e pouco líder do Partido Socialista.

É, foi um ano e pouco. Foi 16 meses.

Esta acertei.

Acertou a última.

Cinco pontos no final.

Não chegou a um ano e meio. Portanto, como não chegou a um ano e meio, foi um ano e pouco.

Foi, acertou. De janeiro de 2024.

As nossas hipóteses eram precisamente um ano e meio, um ano e pouco e um ano e tal.

Exatamente. Mas 16 meses está no ano e pouco.

Está correto.

Tem cinco pontos assim sem qualquer dúvida.

Muito bem.

Ainda José Luís Carneiro está a conseguir descolar da sombra de Pedro Nuno Santos?

Bom, aqui não se trata de descolar de Pedro Nuno Santos, a questão não é essa. O Partido Socialista inevitavelmente tem tempos difíceis pela frente, não há como negar E há que o reconhecer com frontalidade. Portanto, reconhecer isto é também reconhecer a exigência do momento. E aquilo que eu acho é que José Luís Carneiro, até o momento, tem sido absolutamente competente naquilo que tem feito. Aliás, ainda ontem, deixe-me só já referir isto, por favor. A título de exemplo, ainda ontem apresentou o conselho estratégico, que reuniu um conjunto muito vasto de personalidades transversais a todos os setores da sociedade, transversais a todas as áreas políticas, gente de grande qualidade, gente que dá muito a este país, que já deu muito e que ainda tem muito para dar. Portanto, é apenas um exemplo de que em pouco tempo José Luís Carneiro tem feito muitas coisas e bem. E mais, tem feito aquilo que é absolutamente essencial para o país, para os portugueses e para o percurso que o Partido Socialista tem que fazer na oposição. José Luís Carneiro tem marcado a agenda política com propostas concretas, com propostas alternativas, com propostas que vão ao encontro das necessidades dos dias de hoje e das necessidades das pessoas. Dou-lhe apenas dois exemplos. Apenas dois, podia dar mais. Propostas concretas para a saúde, em que o governo tem falhado redondamente, e propostas concretas para uma necessidade de Portugal e da Europa, como ainda há pouco falámos, que tem a ver com as políticas de defesa nacional. José Luís Carneiro, em dois temas essenciais para o país no momento, apresentou propostas alternativas concretas. Quer isso dizer que está no bom caminho. O Partido Socialista tem que ser uma oposição responsável à AD. Somos oposição, nunca seremos muleta do governo. Somos alternativa ao governo, somos oposição ao governo com propostas alternativas concretas que vão ao encontro das necessidades do país e das necessidades dos portugueses. Mas isso tem sido feito.

Pedro Coimbra, sabe que se discute muito no PS se deve estar mais próximo ou menos próximo da AD. E até que ponto é que o PS não está a ser demasiado colaborador com este governo. Acha que isso também é um risco?

O Partido Socialista, como disse, tem que ser uma oposição séria e responsável. O governo da AD tomou posse há pouco tempo. Tivemos eleições há pouco tempo. Portanto, agora é o tempo da AD governar. A AD quando ganhou as eleições, não estas, mas as de 2024. Portanto, a AD já leva mais de 16 meses de governo. Não leva seis dias, não leva seis semanas. Quando ganhou as eleições, quando se apresentou a votos pela primeira vez, anunciou ao país que tinha soluções milagrosas para todos os problemas do país. E todos os problemas do país, os problemas estruturantes do país, se têm agravado. Veja-se o que se passa na saúde, veja-se o que se passa na habitação, só para dar dois exemplos. AD, que tinha prometido que em pouco tempo governaria e resolveria os males maiores do país, não só não resolveu nada, como agravou os problemas. Limitou-se a distribuir dinheiro. Como é sabido, herdou as contas do Estado bem organizadas, herdou o superávit que lhe foi deixado pelo governo do Partido Socialista, e a partir daqui decidiu distribuir dinheiro, decidiu deitar dinheiro em cima dos problemas. Não é assim que se reforma, não é assim que se resolvem os problemas do país. E portanto, o Partido Socialista tem que ser oposição com propostas alternativas, mas tem que deixar a AD governar. A AD tem que resolver os problemas do país. Foi para isso que foi eleita a AD, é para isso que este governo está em funções, é para isso que este primeiro-ministro está em funções e, portanto, o PS não é muleta, nem está colado a este governo. É alternativa e é oposição, como tem demonstrado, com propostas concretas. Nós temos demonstrado propostas concretas e alternativas ao país. Já lhe falei pelo menos em duas áreas muito importantes.

Pedro Coimbra.

Saúde e defesa.

Temos de avançar para a quarta pergunta, esta sobre autárquicas.

Já tem cinco pontos.

Já tem cinco pontos, atenção.

Já não é mau.

Já não vai a zeros. E a pergunta eu creio que esta também será fácil: como se chama a coligação que junta PS, Livre, Bloco de Esquerda e PAN na corrida à Câmara de Lisboa?

Boa pergunta, não sei. Sei que em Coimbra é Avançar Coimbra.

Devia ter sido essa.

Não é exatamente a mesma coligação.

Não é a mesma coligação, não. Junta os mesmos partidos.

Mas em Coimbra é uma coligação que reúne também algumas dessas forças políticas e é uma coligação também muito forte e temos, tal como em Lisboa, também a expectativa em ganhar as eleições.

Mas não é essa.

Eu sou de Coimbra, sou eleito por Coimbra e, portanto, acabei por dar esta opinião sobre Coimbra.

Até tem Coimbra no nome.

Tem Coimbra no nome.

Essa que é o empante.

Mas também tenho muita expectativa na candidatura da minha camarada e ex-líder parlamentar Alexandra Leitão.

Então como é que se chama esta coligação? Eu vou lhe dar três hipóteses. Está bem? Dou-lhe três hipóteses: Lisboa Menina e Moça, Sentir Lisboa ou Viver Lisboa.

Viver Lisboa.

Está certo.

Certíssimo.

Muito bem. Pedro Coimbra falou da luta autárquica também em Coimbra, mas Lisboa vai ser o campo de batalha decisivo nas autárquicas?

Não é o campo de batalha decisivo. Obviamente, Lisboa é a eleição autárquica mais importante.

Mas o partido ou a coligação que perder Lisboa poderá ainda assim reclamar depois uma vitória a nível nacional?

As vitórias autárquicas não se resumem à vitória ou à derrota em Lisboa. Nunca foi assim na vida, nunca tal aconteceu. É evidente que Lisboa tem um papel muito simbólico em qualquer eleição e as eleições autárquicas são obviamente muito importantes. Lisboa é Lisboa e, portanto, seja o resultado de uma eleição legislativa, seja o resultado de uma eleição autárquica ou outra qualquer, Lisboa tem um papel muito importante. As autárquicas também. Mas não se resume apenas e só um resultado autárquico ao que acontecer em Lisboa. Não. O Partido Socialista é o maior partido autárquico do país, o Partido Socialista tem milhares de autarcas eleitos pelo país inteiro. É o partido mais abrangente, com mais autarcas, com o maior número de votos, com maiores conquistas a nível autárquico e, portanto, não podemos resumir uma eleição autárquica àquilo que se passa em Lisboa. Era o que faltava. Não, essa não é uma boa visão. Obviamente que Lisboa é muito importante e obviamente também que Lisboa precisa de uma mudança. Hoje Lisboa está inundada de lixo, está inundada de trânsito, de falta de mobilidade e isso é evidente no dia a dia em Lisboa. Todos nós o sofremos na pele, todos nós o constatamos. O barulho à noite, o lixo acumulado, a dificuldade cada vez maior na mobilidade, o trânsito infernal. Enfim, Lisboa, de facto, precisa de um outro olhar.

Muitas coisas para resolver.

E esta é uma boa oportunidade para fazer esse debate e esta é uma boa oportunidade para os eleitores de Lisboa se pronunciarem com base nas propostas de cada uma das candidaturas e fazerem uma análise crítica a estes quatro anos de mandato de Carlos Moedas.

Vamos ver em Outubro.

Desastroso para Lisboa.

Pedro Coimbra, temos que acelerar agora, mas finalmente vamos falar de coisas verdadeiramente importantes. E a última pergunta é esta: em que mês é que abre a época da lampreia?

Não percebi.

Em que mês é que abre a época da lampreia? Por reina.

Isso é muito importante. Olhe, infelizmente, nos últimos tempos não tem aberto em nenhum mês.

Mas quando é que ela chega ao prato e começa a passar?

A lampreia começa a chegar ao prato, em anos normais, começa a chegar ao prato em Janeiro.

É certíssimo.

Essa acertei.

De Janeiro a Março, Abril, não é?

É Março, Abril. Em anos normais, de Janeiro a Março, Abril, é uma boa época, uma boa altura para a lampreia. Infelizmente, nos últimos anos, ela tem escasseado tanto que não tem aparecido nem no rio, nem no prato.

Mas para fechar esta comissão de inquérito, a lampreia de Mondego é melhor ou não?

Claro que a lampreia de Mondego é a melhor, de longe. E no Mondego ainda há uma lampreia que é melhor que todas as outras, que é a lampreia de Penacova.

De Penacova, exatamente. Ali a meio caminho.

E assim fechamos com este gostinho a lampreia. Pedro Coimbra, 12 pontos. Obrigada por ter estado connosco.

Muito obrigado. E ainda acertei uma série de perguntas destas difíceis.

Acertou, sobretudo esta última, que era complicadíssima.

Podia ter concluído também com uma difícil, portanto, não me saí assim tão mal.

Foi muito bom. Obrigada por ter aceitado o nosso convite.

Obrigado. Bom dia.

Muito gosto, muito obrigado aí ao pessoal. Obrigada a todas e todos. Bom dia. Obrigado.