Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou a Teresa Freire, a edição de hoje é com a jornalista Rita Lourenço. Bom dia, Rita.

Bom dia, Teresa.

Hoje começamos com o Diário de Notícias, que tem em destaque a moção de censura ao governo, que foi anunciada ontem por André Ventura.

Na edição desta quinta-feira pode ler-se: "Chega avança com Montenegro e PS na mira". André Ventura diz que a moção de censura visa forçar o primeiro-ministro a explicar a manutenção de Luís Neves no governo, um ministro que o líder do Chega diz ser um perigo pra democracia. De acordo com o DN, este anúncio coloca pressão sobre o sentido de voto dos socialistas, sem os quais se torna impossível aprovar esta moção de censura. O jornal relembra também que a data de votação vai ser decidida hoje numa conferência de líderes extraordinária convocada pelo presidente da Assembleia da República.

Seguimos agora para o Correio da Manhã, que tem na capa: "A falta de justiça um ano depois do acidente do elevador da Glória".

O relatório final do acidente só estará pronto no final do primeiro trimestre do próximo ano. O CM avança que as indenizações estão a ser pagas a conta-gotas, numa altura em que a Justiça ainda está a apurar responsabilidades criminais. O jornal destaca ainda alguns detalhes conhecidos deste caso, como o fato de a investigação já contar com três arguidos, sendo eles o antigo diretor de manutenção do modo elétrico da Carris, o sócio-gerente da empresa responsável pela manutenção dos elevadores históricos da cidade de Lisboa e ainda a empresa de manutenção MNTC.

Continuamos com o Jornal Público, que fala numa queixa de assédio laboral contra um alto dirigente político.

Que de acordo com o jornal, causa agitação no Parlamento. Uma denúncia anônima contra o adjunto da Secretária-Geral da Assembleia da República, Anabela Cabral Ferreira, mencionava casos de perseguições e ilegalidades. Esta denúncia acabou por ser arquivada por proposta do auditor jurídico, o que motivou surpresa e consternação entre funcionários ouvidos pelo Público. Na averiguação, foi ouvida a larga maioria das pessoas citadas na denúncia como alvos de pressão e assédio laboral, mas pelo que o jornal apurou, não foram interrogados nem a secretária-geral nem o adjunto Hugo Tavares, o apontado como principal responsável do que o jornal descreve como ofensas, berros, ameaças, perseguições e ilegalidades que têm vindo a ocorrer.

Tempo ainda para olharmos para o Jornal de Negócios, que tem vindo a destacar os mais poderosos de 2026.

E apresenta na edição de hoje Luís Montenegro no segundo lugar da lista, num artigo de perfil a ocupar quatro páginas do jornal. O Negócios mantém pelo segundo ano consecutivo o primeiro-ministro nesta posição do ranking, porque recusou fazer remodelações e manteve o executivo de pé, assegurando ao mesmo tempo alguma estabilidade nas sondagens.

Seguimos agora para a imprensa internacional com o jornal espanhol El Mundo a mencionar o dia difícil que Pedro Sánchez enfrenta no Congresso.

O chefe do governo espanhol vai ter de tentar hoje convencer os deputados do país de que Marrocos não teve qualquer responsabilidade na entrada maciça de mais de 70 mil migrantes em Ceuta no final de julho. O El Mundo explica que a narrativa oficial do executivo ficou seriamente descredibilizada após um relatório policial enviado à Justiça apontar no sentido oposto. Sánchez chega, por isso, à audiência no Congresso, completamente isolado, sob fogo cruzado tanto da oposição como dos próprios parceiros de coligação no governo. A par da crise diplomática, o primeiro-ministro espanhol enfrenta outras fortes críticas, com uma maioria esmagadora do Parlamento a considerar que o executivo não geriu bem a crise que se seguiu, a questionar também as férias de Sánchez e a exigir uma reação do líder do governo espanhol.

Fechamos com o norte-americano The Washington Post a informar que o Pentágono restringiu o acesso à informação confidencial da guerra com o Irão.

O artigo exclusivo do jornal norte-americano revela que vários documentos foram removidos de um portal interno do Pentágono na internet, após a publicação de uma outra reportagem do próprio The Washington Post. A reportagem em causa avançava que vários altos comandos militares manifestaram fortes dúvidas sobre a sustentabilidade das operações contra Teerão. A documentação agora removida detalhava a localização de navios, armas e forças no terreno, além de registrar formalmente divergências e alertas dos generais em relação às ordens da administração Trump. A limitação do acesso foi confirmada pelo jornal sob anonimato por fontes da defesa norte-americana. Esta mudança surge depois de a administração dos Estados Unidos da América ter tomado inúmeras outras medidas para impedir fugas de informação para os meios de comunicação social, incluindo a imposição de testes de polígrafo a alguns funcionários, a emissão de intimações a jornalistas e mesmo num caso específico, a busca à residência de uma jornalista do Post.

Estes foram os destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com a Rita Lourenço. A conferência de imprensa regressa amanhã.