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Conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista o que dizem os jornais em Portugal e do mundo. A edição de hoje é do jornalista Martim Madeira. Bom dia.
Bom dia.
E começamos pelo jornal Público, que destaca a vontade da AD de querer atrair jovens para as Forças Armadas com algumas regalias.
439 € e a carta de condução são as ofertas do PSD e do CDS que visam aproximar os jovens das Forças Armadas. O artigo do Público explica que o programa se chama Defender Portugal e vai ter uma duração entre três a seis semanas. Os jovens receberiam não só dinheiro, como a possibilidade de tirarem a carta de condução de forma gratuita. O programa é pensado para jovens entre os 18 e os 23 anos e terá também uma componente de formação teórica ou prática de natureza militar. Este programa ainda é apenas uma proposta, não há confirmação de que vai já avançar.
E o Diário de Notícias dá destaque às queixas dos reclusos da prisão de Lisboa. Queixam-se de falta de condições.
Ontem, mais de 200 reclusos protestaram contra as condições da prisão, que devia fechar em 2028. Na ala B do estabelecimento prisional de Lisboa, os reclusos sentaram-se no chão a protestar, recusaram pequeno-almoço, medicação e regresso às celas até que fossem recebidos pelo diretor da prisão. Na base deste protesto estão as condições de habitabilidade e reclusão na cadeia. O diretor-geral dos Serviços Prisionais, Orlando Carvalho, chegou mesmo a estar no estabelecimento prisional durante a manhã de ontem, mas não se chegou a reunir com os reclusos em protesto. O Diário de Notícias escreve que há a hipótese de existir uma greve de fome se nada mudar.
E o Jornal de Notícias, para além de destacar a vitória do Sporting, destaca que dois terços dos antigos presidentes da Câmara ficam com cargos no Estado.
O JN indica um estudo que mostra que a limitação de mandatos não significa que haja renovação política. De acordo com este estudo, mais de uma centena dos ex-autarcas saíram nas últimas autárquicas, mas apenas 15 regressaram à profissão.
Já na capa do Correio da Manhã vem que o governador do Banco de Portugal está sem poupanças nos bancos.
O Correio da Manhã revela o património de Álvaro Santos Pereira, o governador do Banco de Portugal, de acordo com o Correio da Manhã, só tem no banco 1.166 €. Álvaro Santos Pereira, na declaração de rendimentos e património que entregou à Entidade para a Transparência em janeiro, apenas declara ter esta quantia em três contas bancárias à ordem. O Correio da Manhã refere ainda que, como governador do Banco de Portugal, aufere mensalmente 19.915 €.
E Martim, vamos agora à imprensa internacional. O Financial Times, para além de noticiar a guerra no Irão, dá destaque a outra guerra, a da Ucrânia, mais especificamente, a Vladimir Putin.
O Financial Times destaca a aparição pública de ontem do presidente russo na reunião com o líder da República da Mordóvia. De acordo com o Financial Times, Putin tem estado mais discreto ultimamente, a passar mais tempo em bunkers subterrâneos e a ausentar-se de visitas ou eventos públicos. Isto porque, segundo o jornal britânico, o presidente russo está com receio de possíveis tentativas de assassinato. O jornal cita fontes próximas do Kremlin e de agências secretas que indicam que, por exemplo, a segurança nas reuniões com Putin está cada vez mais apertada. O Financial Times afirma ainda que Moscovo está com medo de um possível golpe de Estado.
E tempo ainda para olhar para os Estados Unidos. O Washington Post dá destaque às eleições intercalares norte-americanas e à preparação da Casa Branca para um cenário onde os democratas vençam.
A Casa Branca prepara-se para o pior cenário nas eleições intercalares de novembro. De acordo com o Post, os advogados da Casa Branca estão a dar briefings privados a políticos republicanos. O objetivo é ensinar a equipa de Trump a lidar com dois casos: investigações do Congresso, ou seja, se o Congresso abrir um inquérito, pode exigir que os assessores de Trump vão lá depor sob juramento ou entreguem documentos privados. E no fundo, ali, os advogados estão apenas a prepará-los para não se enterrarem nessas investigações. E depois, existe outra questão, que é a questão do oversight do Congresso, da supervisão do Congresso, que estão em comissões que servem para ver onde o governo está a gastar dinheiro e se está a cumprir a lei. No caso da oposição dominar essas comissões, então a vida da administração Trump pode se tornar um pequeno inferno nos Estados Unidos. Perante a forte subida dos democratas nas sondagens, o clima na Casa Branca é negativo. As sessões incluem conselhos sobre registos escritos e respostas a inquéritos. Oficialmente, a Casa Branca diz que estas diretrizes são apenas rotina de conformidade.
Os destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com o jornalista Martim Madeira. A conferência de imprensa que está de regresso amanhã.