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Passamos agora em revista alguns dos destaques desta manhã da imprensa nacional e internacional, hoje com a edição do jornalista Hugo Fortunato de Oliveira. Bom dia, Hugo.
Bom dia, Miguel.
Começamos pelo nascer do sol. Esta manhã, na capa do semanário, lê-se: "Presidência da República gasta meio milhão de euros com adjudicações sem concurso".
Uma análise do Sol ao Portal Base identificou nove ajustes diretos feitos por Belém desde que António José Seguro tomou posse. Entre os contratos estão €180 mil mais IVA para o fornecimento de coroas de flores durante três anos. Há também contratos para serviços de tradução, alojamento e instalação de mobiliário urbano, com valores que em alguns casos ultrapassam os €40 mil, valores que superam os €20 mil previstos no Código dos Contratos Públicos com recurso ao ajuste direto. A Presidência justifica os procedimentos com regime próprio, previsto num decreto de lei de 1996 que permite, em determinadas circunstâncias, a dispensa de formalidades legais. Belém afasta ilegalidades e explica que o Portal Base não dispõe de uma opção específica para estes enquadramentos, tendo sido usadas as fundamentações disponíveis no sistema.
E no Expresso, Hugo, destaque para uma grande entrevista a Mário Centeno no dia em que lança o livro "Contas Certas". O antigo ministro das Finanças e também ex-governador do Banco de Portugal diz que neste momento as pessoas não têm em quem votar.
Centeno considera que os partidos precisam apresentar alternativas credíveis, só assim defende será possível recuperar a confiança dos eleitores. O antigo ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal diz que são necessários entendimentos entre o PS e o PSD e considera que o crescimento do Chega não é inevitável. Centeno deixa ainda críticas ao atual governo, mostra-se preocupado com o aumento da despesa pública e alerta para o incumprimento da trajetória orçamental assumida por Portugal junto da União Europeia. Quanto ao PS, deixa um recado a José Luís Carneiro. Diz que deve preparar uma alternativa de forma discreta, coerente e com muita paciência. Sobre um futuro político, Centeno não fecha a porta, mas diz que para já não está nos planos.
Olhamos ainda para a capa do Público desta manhã. A manchete são os vistos gold. Escreve o jornal que a atribuição destas autorizações de residência bateu um novo recorde em Portugal no ano passado.
Em 2025, foram concedidos 2685 vistos gold, o número mais elevado desde a criação do programa, em 2012. É também a primeira vez que o número ultrapassa os 2500. Os cidadãos dos Estados Unidos foram os que mais beneficiaram destas autorizações, com 535 vistos emitidos. É o quarto ano consecutivo em que os norte-americanos lideram esta tabela, depois de terem ultrapassado a China em 2022. Os cidadãos chineses ficam em segundo lugar, com cerca de 390 vistos. Os britânicos fecham este top três com cerca de 250 emissões. Destaque ainda para os cidadãos russos, com 160 vistos gold emitidos. No caso da Rússia, os vistos gold tinham sido suspensos após a invasão da Ucrânia em 2022, mas a Agência para a Integração, Migrações e Asilo voltou a permitir a atribuição a partir de maio de 2024.
Feita a ronda pela imprensa nacional, olhamos agora, Hugo, para os títulos além-fronteiras, a começar pelo francês Le Figaro. Em grande destaque, a visita histórica do Papa Leão XIV a França.
É a primeira visita oficial de um papa ao país desde Bento XVI, em 2008. Leão XIV vai passar por Paris, Lourdes e Metz, numa visita que deverá reunir cerca de 1 milhão de fiéis. Em Paris, espera-se que o Papa aborde a relação entre o Estado e a Igreja e questões como a eutanásia e o aborto. Já em Metz, Leão XIV vai prestar homenagem a Robert Schumann, um dos pais fundadores da União Europeia, e aqui deverá também fazer uma das principais intervenções mais políticas desta deslocação. O Papa, que também tem defendido o diálogo entre os países, o multilateralismo e a importância das raízes cristãs da Europa.
Do outro lado do Atlântico, o New York Times faz manchete com a estratégia de Xi Jinping para conquistar o futuro da inteligência artificial.
A China procura transformar a IA num dos motores da economia, com uma robusta política de investimento público em empresas, chips, robótica e desenvolvimento de novos modelos. O presidente chinês quer que Pequim deixe de ser apenas um grande mercado para estas tecnologias e passe também a liderar o desenvolvimento, numa corrida cada vez mais disputada com os Estados Unidos. A estratégia prevê a utilização da inteligência artificial em áreas como a indústria, a saúde e a educação. E para isso, há uma meta: Pequim quer que as ferramentas de inteligência artificial estejam presentes em 90% da sociedade chinesa até o final desta década.
O jornalista Hugo Fortunato de Oliveira com a conferência de imprensa, programa que regressa na próxima segunda-feira.