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Está no ar a conferência de imprensa das manhãs 360. É sempre por volta desta hora que destacamos artigos ou histórias da imprensa nacional ou internacional. Paulo, queres ir ao nacional, não é?

Vamos ao Público, imprensa nacional, embora o assunto seja internacional, porque a Albânia vai proibir o TikTok durante um ano, precisamente durante o próximo ano, está aí à porta, 2025. Não é uma medida preventiva, como está a ser decidido desta forma ou de outra em vários países. É a restrição mais radical à rede social na Europa e aqui trata-se, de facto, de uma reação à morte de uma criança, que as autoridades atribuem indiretamente ao TikTok. Um jovem de 14 anos foi esfaqueado por um colega de escola e na origem deste ataque terá estado uma discussão entre ambos nas redes sociais. Aconteceu em novembro e os media locais relatam que além dessa discussão entre ambos os colegas, se quisermos, nas redes sociais, que teve este desfecho trágico, surgiram também vídeos no TikTok de outras crianças a apoiar, no fundo, a violência e o assassinato de um colega pelo outro. O governo albanês considera, de facto, que este acontecimento veio acentuar aquilo que já são os receios da influência das redes sociais sobre as crianças e jovens. E esta proibição do TikTok por um ano, para já, pelo menos, faz parte daquilo que as autoridades dizem ser um plano mais abrangente para melhorar a segurança das escolas, é o que diz o governo de Tirana, isto depois de ter ouvido pais e professores de todo o país. Durante um ano, então, o TikTok vai estar fechado a toda a gente, não apenas aos jovens, portanto, não haverá TikTok na Albânia. Nós sabemos, e temos vindo a falar disso, que vários países, incluindo a França, a Alemanha e a Bélgica, isto no caso europeu, já impuseram restrições também no uso das redes sociais pelas crianças. Em novembro, a Austrália aprovou uma das legislações mais duras de controle de gigantes tecnológicas, se quisermos, de plataformas tecnológicas, ao impor uma proibição total de acesso às redes sociais para crianças com menos de 16 anos. E voltando à Albânia, membros do governo responsabilizam estas plataformas e o TikTok, em particular, por promover a violência nestas camadas etárias, dentro e fora das escolas. O TikTok, por sua vez, a empresa chinesa, anuncuiu que vai procurar clarificar de forma urgente esta situação com o governo albanês. Os responsáveis da empresa chinesa colocam também em causa o facto de os jovens envolvidos neste caso não terem sequer conta no TikTok, e isto tudo se ter passado numa outra rede. Enfim, parece-me um bocadinho distópico tudo isto, porque seria a coisa mais fácil de apurar, se era numa rede ou noutra. Mas eles dizem que vão apurar o assunto, vão também investigar o assunto, e que vão tentar reverter esta decisão do governo albanês, de Tirana. É mais uma peça, no fundo, isto, não é? É mais uma peça num certo cerco, de alguma maneira, ou no balanço que se vai fazendo daquilo que é a influência das redes sociais nas nossas vidas, sobretudo nos nossos jovens.

Está no Público. E agora, vocês já alguma vez se questionaram como é que as companhias aéreas escolhem os filmes que passam nos aviões? É uma coisa que vos inquieta.

Já.

Ou que vos faça pensar. O New York Times fez isso, sobretudo para as companhias aéreas que fazem os voos domésticos, os voos internos nos Estados Unidos. Mas é um assunto importante, porque em cada 10 passageiros, oito visionam os filmes que estão disponibilizados e, portanto, o jornal quis perceber como é que isto acontece. E há, de facto, equipas que se dedicam a isso. Às vezes as equipas são equipas de uma pessoa, mas o assunto é levado a sério.

Uma vasta equipa.

É uma vasta equipa. O assunto é levado a sério. Nesta recolha do jornal, ninguém quis falar em números. Há relações, obviamente, com os estúdios. Obviamente, que não passam os filmes que estão em cartaz na altura. Quanto mais recentes são os filmes, obviamente que são também mais caros. Mas que tipo de filmes é que os passageiros assistem? De acordo com o jornal, a regra de ouro passa por aí, mas há uma ideia interessante. A regra de ouro é que não existe uma regra de ouro. Há comportamentos, às vezes, um bocadinho imprevisíveis, mas há algumas coisas que os programadores sabem. E lá está, as comédias e os filmes de conforto são aqueles que têm.

Que apetece quando estás lá em cima.

E que não tenham acidentes de avião.

E que não tenham, essa é uma regra também.

Conexão da plane.

Isso não há. Mas, por exemplo, na Delta Air Lines, 40% dos passageiros são millennials. Então eles conseguem perceber, porque isto depois dá aqui muito recurso a dados, gostam de filmes e de séries que se calhar não existiam ou que eles não viam na altura. O "The Office" e o "Friends" têm muita saída entre esta população. As comédias são sempre vencedoras, claro. E depois há aquilo que eles chamam os filmes unicórnio, e que é muito interessante. Aqueles que, vá lá saber-se porquê, correm sempre muito bem. É apontado um exemplo, o "Cats". É um exemplo que na bilheteira não foi extraordinário.

Longe disso.

Longe disso, mas que lá nas salas de cinema do céu corre muito bem.

Nas salas de cinema do céu.

Aconteceu o mesmo ao "House of Gucci", também corre muito bem. E por quê? Há uma explicação que eles tentam encontrar, é o tempo passado no ar é utilizado, de facto, de outra forma, para fazer aquilo que normalmente não fazes, que não tens tempo para fazer.

Dá uma oportunidade.

Uma subtilidade, talvez.

É mais. Até podes secretamente ver algo que não irias ver aqui na tua vida terrena. E para confirmar isto, há um dado muito curioso. "Barbie" é um filme muito visto, sabem por quem? Lá nos aviões, por homens de negócios. Estiveram no topo da categoria.

Não tinham vergonha de ver.

Mas ali foram obrigados, ali no escurinho de olhos.

É o que há. É o que está aqui, pronto.

É o que há, pois, não tinha outra.

Eu não queria ver.

Eu estou sem sono, eu não queria mesmo.

É isso. É curioso este artigo.

Apanhados.