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Conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou a Teresa Pereira, a edição de hoje é com a jornalista Rita Lourenço. Bom dia, Rita.

Bom dia, Teresa.

Hoje começamos com o Jornal de Negócios, que destaca o preço das casas, que vai pesar ainda mais no orçamento familiar.

A manchete do jornal dá conta de que as prestações de quem tem crédito à taxa variável vão voltar a subir no mês de setembro e os futuros da Euribor não dão atualmente sinais de alívio ao longo do próximo ano. Já para quem tem casa arrendada, o Jornal de Negócios avança que 2027 deverá trazer igualmente custos acrescidos. As rendas dos prédios urbanos que sejam atualizadas, tendo em conta o coeficiente anual fixado pelo Instituto Nacional de Estatística, deverão subir 2,56% no próximo ano. Isto de acordo com a estimativa rápida da inflação divulgada esta segunda-feira. O valor final dos dados da inflação será conhecido apenas a dia 10 de setembro, mas historicamente a estimativa rápida é confirmada pela autoridade estatística nacional.

Olhamos agora para o Jornal de Notícias, que fala sobre os lares e os apoios para a população idosa.

De acordo com o jornal, apesar de haver mais lares e mais apoios, apenas chegam a um em cada 10, representando uma taxa de cobertura de cerca de 11%. O valor mais baixo foi registado na península de Setúbal, onde a taxa de cobertura em respostas para idosos representa apenas 6,4% desta população. Segue-se Algarve com 8% e a zona da Grande Lisboa com 9%. Entre as causas apontadas, o Jornal de Notícias destaca o envelhecimento da população, que está a acelerar mais do que as respostas sociais, segundo aponta Maria do Rosário Gama, a presidente da Associação dos Aposentados, Pensionistas e Reformados. Para combater esta falta de cobertura, os pensionistas sugerem um serviço nacional de cuidados e ainda o reforço do cuidado domiciliário.

E Rita, o Diário de Notícias cobre a promulgação por parte do Presidente da República do diploma da conhecida Lei do Retorno.

O Presidente da República promulgou esta segunda-feira o decreto da Assembleia da República que altera os regimes de entrada, permanência, afastamento de estrangeiros e concessão de asilo, também conhecida como Lei dos Estrangeiros, após a luz verde do Tribunal Constitucional. Os juízes do Palácio Ratton validaram na semana passada as normas colocadas em causa por António José Seguro. Ficaram ainda definidos critérios para evitar a saída de crianças nascidas em Portugal e a perda da proteção internacional.

Tempo ainda para olharmos para o jornal Público, que destaca o acidente do elevador da Glória.

Nomeadamente a inação da Carris, que não abriu qualquer processo disciplinar no caso. De acordo com o jornal Público, a empresa da Câmara de Lisboa admite, porém, ainda vir a fazê-lo, mas no caso de serem apuradas infrações disciplinares que não seja em simultâneo crime, há o risco de poderem já ter prescrito.

Seguimos para a imprensa internacional com o norte-americano Washington Post a dar destaque à demissão do secretário do Exército dos Estados Unidos.

Dan Driscoll apresentou formalmente o seu pedido de demissão a Donald Trump. O jornal norte-americano explica que a decisão surge na sequência de vários meses de tensões internas com o secretário da Defesa, Pete Hegseth. Entre os principais pontos da discórdia está o recente afastamento de altos generais do exército, responsáveis pela modernização e pelas estratégias de uso de drones. Driscoll, antigo veterano da guerra do Iraque e conselheiro próximo da administração, torna-se assim o mais recente autogovernante da área militar a abandonar o Pentágono. O Washington Post avança ainda que a Casa Branca já confirmou a renúncia, destacando a liderança do secretário durante operações militares recentes e a reestruturação das Forças Armadas norte-americanas.

Estamos com o espanhol El País, que olha pra reação de Marrocos a uma possível visita real espanhola.

O Reino de Marrocos classificou como uma provocação a eventual deslocação da família real espanhola à cidade autónoma de Ceuta. O aviso de Rabat surge num momento diplomático sensível com o decorrer da campanha para as eleições legislativas marroquinas. De acordo com o jornal espanhol, fontes políticas locais assinalam que a deslocação ao território disputado no norte de África pode inflamar a retórica nacionalista durante o período eleitoral. Apesar da recente melhoria nas relações bilaterais entre Madrid e Rabat, a soberania sobre as cidades de Ceuta e Melilha continua a ser um ponto de forte atrito, numa altura em que a crise migratória para Ceuta ainda está bem recente na atualidade política, tanto de Espanha como de Marrocos.

Estes foram os destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com a Rita Lourenço. A conferência de imprensa regressa amanhã.