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Conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou a Laura Figueiredo e a edição de hoje é com a jornalista Rita Lourenço. Bom dia.
Bom dia, Laura.
E hoje começamos com o Diário de Notícias, que destaca a revisão da lei laboral.
O documento proposto pelo governo já está no Parlamento e apresenta cedências à UGT. A proposta avança com meia centena de alterações e alguns recuos face à posição inicial. Ainda assim, a base do documento é o anteprojeto aprovado há quase um ano. A decisão de algumas mudanças surge após caírem as negociações com os sindicatos. O DN destaca ainda que no tema da amamentação, o governo recuou em parte. Se a lei for aprovada, passará a ser exigida uma declaração médica inicial e outra a cada seis meses. Para esta e as restantes medidas seguirem adiante, falta o documento final ser aprovado na Assembleia da República, de onde seguirá para o Presidente da República.
E seguimos com o Jornal Público, que tem na manchete um artigo exclusivo sobre a pobreza em Portugal.
Uma em cada 20 crianças pobres teve fome e não comeu por falta de dinheiro. É o que avança o Jornal Público. Em 2024, das 301 mil crianças pobres em Portugal, quase 5% não tinham segurança alimentar e metade não conseguia participar numa atividade extracurricular ou de lazer por motivos econômicos. Um universo que, apesar de reduzido, não pode ser desvalorizado, como defende ao Público a economista Susana Peralta, autora do relatório Portugal Balanço Social 2025, da Nova School of Business and Economics, que é apresentado esta quarta-feira. Apesar desta dimensão, há boas notícias. A taxa de risco de pobreza diminuiu em 2025, para assim continuar a trajetória de descida entre 2023 e 2024. Com uma análise aprofundada à pobreza, o documento analisado pelo Jornal Público olha também para as percepções, expectativas e confiança nas instituições, bem como para a privação infantil em Portugal.
Olhamos agora para o Jornal de Negócios, que destaca a devolução de eletrodomésticos na compra de novos.
A devolução de frigoríficos, arcas, congeladoras e aparelhos de ar-condicionado ou televisores velhos na hora de comprar aparelhos novos vai valer um desconto que pode variar entre 20 e 35 euros. O novo sistema de incentivo, pensado para aumentar a recolha e reciclagem de equipamentos e também combater o desvio para o mercado paralelo, arranca no dia 1 de dezembro. Nos primeiros dois anos, o financiamento fica a cargo do fundo ambiental, embora não seja explícito relativamente à dotação orçamental.
E para o incentivo ser atribuído, os equipamentos a entregar têm de conservar a integridade estrutural e a identificabilidade.
Ou seja, precisam de estar completos e inteiros. A premissa do sistema é simples, troca por troca, mas o diploma deixa a porta aberta a uma nuance, que é mediante aceitação do operador econômico aderente. Porém, o desconto pode ser aplicado na aquisição de um equipamento novo, de categoria funcional diferente do equipamento entregue, abrangido ou não pelo sistema de incentivo econômico direto.
Passamos para a imprensa internacional. O The Guardian aborda a visita de Vladimir Putin à China.
Xi Jinping e Vladimir Putin encontraram-se em Pequim menos de uma semana depois da visita de Trump ao país. As conversações entre os líderes chinês e russo começaram com uma reunião mais curta, com um número reduzido de delegados para debater questões sensíveis, antes de ambos os líderes realizarem uma reunião em formato alargado com as suas delegações. De acordo com o Guardian, a comunicação social estatal chinesa noticiou que Xi Jinping, durante as observações iniciais, afirmou que os dois países deveriam ajudar-se mutuamente no desenvolvimento e revitalização nacionais. Acrescentou ainda que o mundo corre risco de regressar à lei da selva. Por sua vez, Vladimir Putin elogiou as relações entre os dois países e afirmou que estas se encontram num nível sem precedentes. O presidente russo sublinhou também que Moscovo continua a ser um fornecedor de energia fiável no contexto da crise em curso no Médio Oriente e ainda convidou o presidente chinês a visitar a Rússia no próximo ano.
Seguimos com o New York Times, que tem uma notícia exclusiva em destaque sobre os objetivos americanos para a guerra no Irão.
Segundo avança o jornal norte-americano, o objetivo inicial da guerra era colocar um ex-presidente rígido no poder no Irão. O jornal relembra as alegações de Donald Trump, dias depois dos ataques israelitas que mataram o líder supremo do Irão e outros altos responsáveis nos primeiros momentos da guerra, onde o presidente norte-americano comentou publicamente que seria melhor se alguém de dentro do Irão assumisse o controle do país.
E ao que tudo indica, e segundo apurou o New York Times, os Estados Unidos e Israel entraram no conflito com uma pessoa específica e muito surpreendente em mente.
Um antigo presidente iraniano, conhecido pelas posições intransigentes, antiisraelitas e antiamericanas. De acordo com as autoridades norte-americanas, um ataque israelita destinado a libertar Mahmoud Ahmadinejad da prisão domiciliar em Teerão fazia parte de um esforço para provocar uma mudança de regime e colocá-lo no poder. O plano audacioso rapidamente correu mal. Segundo o jornal avança, o antigo presidente iraniano ficou ferido no primeiro dia da guerra devido a um ataque israelita. Sobreviveu a esse ataque, como disseram, mas após ter escapado por pouco, ficou desiludido com o plano de mudança de regime e não foi mais visto em público desde então. O New York Times revela ainda que até o momento, o paradeiro e estado de saúde atuais do antigo líder são desconhecidos.
Os destaques da imprensa nacional e internacional com a jornalista Rita Lourenço. A conferência de imprensa regressa amanhã, depois do Jornal das 6, já a seguir. Vamos à bola.