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A edição de hoje é com a jornalista Rita Lourenço. Bom dia, Rita.

Bom dia, Miguel.

Hoje começamos com o Jornal de Notícias, que tem em destaque o caso da grávida que foi recusada no Hospital de Faro.

O hospital recusou atender a grávida já em trabalho de parto, por não ter ligado para o SNS 24. A Ministra da Saúde diz que o sistema claramente falhou e que parturientes urgentes não podem ficar à porta dos hospitais. A ULS justifica que só tinha um médico disponível. Já a Entidade Reguladora da Saúde, citada pelo jornal, anunciou ontem a abertura de um processo sobre o caso para o esclarecimento dos factos e a verificação do cumprimento do enquadramento normativo e regulatório aplicável a este tipo de casos.

Sendo que, Rita, o Hospital de Faro também abriu um inquérito interno.

Sim, Miguel, como cita o Jornal de Notícias, o inquérito interno tem em vista apurar os factos, avaliar o cumprimento dos circuitos de assistência definidos na norma hospitalar em vigor e identificar eventuais oportunidades de melhoria. Para além de admitir a falha, Ana Paula Martins agradeceu à INEM por felizmente ter trabalhado rápido, o que permitiu o nascimento sem problemas. O Jornal de Notícias destaca ainda a crítica do Presidente da República ao passa culpa no setor da saúde. António José Seguro diz ser necessária uma resposta conjunta por várias legislaturas para resolver problemas.

Vamos agora ao Correio da Manhã, que tem na manchete a gestora do SIRESP.

Que, de acordo com o jornal, acumulou três salários. O artigo exclusivo do Correio da Manhã avança que a Inspeção das Finanças revelou irregularidades quando Viegas Nunes liderava a instituição. Paula Casimiro, a gestora do SIRESP em questão, escolhida para as funções pelo general, continuou a dar aulas sem autorização ministerial. Segundo o jornal apurou, apesar do cargo executivo, Paula Casimiro lecionava aulas na Academia Militar e na Faculdade de Direito de Lisboa. De acordo com o Estatuto do Gestor Público, este tipo de acumulação de funções é permitido, mas tem que ser autorizado. Porém, não houve autorização nem da administração interna, na altura liderada pelo atual secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, nem pelo Ministério das Finanças de Fernando Medina.

Olhamos ainda para o Diário de Notícias, que destaca, Rita, a vitória do tenista Nuno Borges.

O número um português lidera a melhor ofensiva lusa em Roland-Garros, passou para a terceira ronda, feito que iguala a sua prestação do ano passado. O jornal descreve a passagem de Nuno Borges em Paris como um dos momentos mais sólidos da história recente do jogador. Os portugueses chegam agora aos grandes torneios sem o peso da exceção. Para o Diário de Notícias, já não se trata de celebrar simplesmente a presença no quadro principal dos torneios, mas sim de discutir percursos, cruzamentos e oportunidades reais perante os maiores do circuito mundial na terra batida. De relembrar que, caso vença a terceira ronda, amanhã Borges terá a melhor prestação pessoal, mas também a melhor de sempre para um português em Roland-Garros. O Diário de Notícias destaca ainda a participação no torneio de Jaime Faria, a afirmar-se entre a nova geração do ténis português e Francisco Cabral, a sustentar as ambições nos pares.

Seguimos para a imprensa internacional e partimos para o "El País", em Espanha, que cobre a mais recente polémica do partido do governo espanhol.

22 reuniões em Ferraz, pagamentos a Leire Díaz e tentativas de suborno. Cerdán arrasta o PSOE para um novo processo por corrupção. É o título do artigo em destaque no "El País". É mais uma investigação da Audiência Nacional Espanhola que abala os socialistas com novas acusações. Um dia de buscas da Guarda Civil na histórica sede nacional do PSOE, na Rua Ferraz, em Madrid, aumentou a tensão política em Espanha.

Isto surge numa altura em que o partido do governo espanhol, o PSOE, ainda não recuperou da notícia de há uma semana a imputação do ex-presidente do governo espanhol, José Rodríguez Zapatero.

O "El País" detalha o caso mais recente. Os agentes chegaram ao quartel-general dos socialistas sob a ordem de Santiago Pedráz, um juiz de instrução do Tribunal Nacional Espanhol que investiga o caso de Leire Díaz, ligado a uma suposta trama de corrupção para destabilizar de forma sistemática e contínua qualquer processo judicial ou ação policial que pudesse afetar direta ou indiretamente os interesses do PSOE ou do governo. O juiz ordenou à polícia que exigisse documentação ao partido ou a apreendesse à força caso não colaborasse.

Fechamos com o "Washington Post" e os mais recentes ataques dos Estados Unidos ao Irão.

Pode ler-se: os Estados Unidos da América atacaram uma base de lançamento de drones enquanto Trump mantém as suas exigências máximas ao Irão. Trump insistiu ontem que não aceitaria um acordo medíocre com o Irão, ao mesmo tempo que ameaçava lançar novos ataques no país. Isto tudo também enquanto pressionava publicamente os aliados árabes para que também atendessem às exigências dos Estados Unidos da América. Com o conflito no Irão a aproximar-se da marca dos três meses, Trump aproveitou uma reunião do Conselho de Ministros norte-americano para insistir que detém o máximo poder de negociação com o Irão. Declarações que, como relembra o "Washington Post", chocam com os comentários de responsáveis da administração, que no fim de semana passado afirmaram que um acordo com o Irão estava a 95% de ser concluído. O presidente dos Estados Unidos afirma ainda que o Irão cometeu um erro ao pensar que as eleições iminentes o pressionariam a chegar a um acordo. O jornal norte-americano cita Donald Trump, que revela não se importar com as eleições intercalares.

Foi a conferência de imprensa com a jornalista Rita Lourenço.