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Conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou a Laura Figueiredo, a edição de hoje é com a jornalista Rita Lourenço. Bom dia, Rita. Hoje começamos com o Jornal de Notícias, que destaca o Congresso do PSD.

Monteiro diz que não é não dito ao Chega, também serve para o PS. O atual primeiro-ministro, enquanto recandidato à liderança do PSD, rejeita qualquer acordo de governação ao Bloco Central. Montenegro entregou a moção de estratégia para os próximos dois anos, onde citado pelo Jornal de Notícias, critica a imaturidade do Chega e a estatização socialista.

A moção entregue pelo Primeiro-Ministro tem como lema, Rita: Trabalhar, fazer Portugal maior.

Um slogan que recupera da campanha de Cavaco Silva em 2006. Montenegro deixa ainda um aviso aos restantes partidos. Diz que o PSD vai forçar os partidos a revelarem-se na hora de votar transformações do Estado e deixa críticas aos que pedem reformas, mas, como cita o JN, não na sua casa nem no seu setor.

E passamos para o Diário de Notícias, que olha para o julgamento do caso de Odair Moniz, com o Ministério Público a pedir a condenação por homicídio para o polícia.

A acusação defende que deve ser dado como não provado que Odair Moniz estivesse munido de uma faca. O Diário de Notícias cita a inspetora-chefe da PJ, que dá a própria interpretação dos acontecimentos e afirma que não se ouve falar numa faca no início e que também não se vê nenhuma arma branca quando a vítima cai no chão. O Ministério Público considera, portanto, que o agente da PSP que matou Odair Moniz não agiu em legítima defesa, pelo que pede a sua condenação. Em causa está o crime que aconteceu na Cova da Moura, na Amadora, em outubro de 2024.

Olhamos agora para o Jornal Público, que destaca a meta para atribuir mais médicos de família.

O governo revê em baixa a meta para dar médicos de família a mais utentes, é a manchete desta terça-feira do Jornal Público, que avança que em março deste ano havia mais de 1 milhão e 600 mil residentes sem médico de família e novos utentes a inscrever-se. De acordo com a capa do Público, os centros de saúde geridos pelos setores privado ou social estão atrasados e as convenções com especialistas em medicina geral e familiar ainda nem sequer avançaram. O plano de emergência do governo previa a cobertura de 360 mil utentes em 2025. Agora o objetivo muda, passa a ser dar médicos de família a mais 60 mil pessoas até 2029. Esta é uma nova meta prevista nas grandes opções para 2025, 2029.

Ainda na saúde, vamos ao Correio da Manhã, que faz manchete com as baixas médicas.

Que, segundo o jornal, custam mais de 1 mil milhões de euros. Destaca ainda a despesa com subsídios de doença, que duplicou nos últimos sete anos. É o que mostram as contas do Estado da última década. O subsídio de doença é pago desde o início do período de doença, desde que tenha havido um internamento ou a partir do quarto dia para os restantes beneficiários. Ou seja, mesmo com atestado médico, a Segurança Social não paga os três primeiros dias de baixa, tal como não há qualquer apoio para quem utiliza a autodeclaração de doença. Ainda assim, de acordo com a informação da Conta Geral do Estado de 2025, entregue pelo governo à Assembleia da República e analisada aqui pelo Correio da Manhã, a despesa com o subsídio por doença ultrapassou pela primeira vez no ano passado os 1 mil milhões de euros.

E vamos à imprensa internacional. O El País destaca as eleições espanholas.

O jornal escreve que o ciclo eleitoral consolida a guinada à direita em Espanha, na expectativa das eleições gerais, numa altura em que o bloco conservador registou um aumento em todas as últimas eleições, exceto na Andaluzia este domingo, onde sofreu um ligeiro abrandamento. O PP dá por certo que é imparável, enquanto o governo acredita que com a mobilização das eleições gerais, tudo está ainda em aberto, tal como em 2023.

Mas, Rita, esta situação pode mesmo mudar nas eleições gerais?

De acordo com o El País, sim. Nada está decidido, as eleições refletiram a situação atual em províncias específicas. Porém, como o jornal espanhol explica, as comunidades com maior presença nacionalista não votaram neste ciclo, especialmente os locais onde o PSOE é mais forte, como a Catalunha. As sondagens são voláteis e mudam quase sempre quando se aproximam as eleições, mas repetir a recuperação de 2023 parece agora mais difícil, uma vez que Pedro Sánchez parte de uma posição mais distante.

Tempo ainda pra imprensa norte-americana e fechamos com o Washington Post e um ataque adiado de Donald Trump.

É isso mesmo, Laura. De acordo com o Washington Post, Trump afirma ter cancelado um ataque ao Irão para dar mais tempo às negociações. Numa publicação na Truth Social, Donald Trump afirmou que o emir do Qatar, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita e o presidente dos Emirados Árabes Unidos, lhe pediram para adiar um ataque militar planeado contra o Irão, que estaria inicialmente previsto para hoje. Este adiamento faz-se à luz de negociações sérias sobre um acordo de paz. Horas depois da publicação, Donald Trump disse aos jornalistas, num evento na Casa Branca, que o pedido de adiamento do ataque seria por um curto período de tempo.

Esta medida foi a mais recente reviravolta repentina do presidente norte-americano nas 11 semanas, desde que os Estados Unidos e Israel lançaram o ataque ao Irão a 28 de fevereiro.

Porém, nos últimos dias, Donald Trump tinha ameaçado novos ataques. No domingo, escreveu na Truth Social também que o Irão precisa de agir rapidamente ou então não restará nada. E avançou ainda que o relógio está a contar. Na sua última publicação, Donald Trump insistiu, no entanto, que as Forças Armadas dos Estados Unidos da América estão preparadas para lançar um ataque total e em grande escala contra o Irão a qualquer momento, caso as negociações fracassem.

Foram os destaques da imprensa nacional e internacional com a jornalista Rita Lourenço. Conferência de imprensa regressa amanhã.