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Abrimos agora a conferência de imprensa na Rádio Observador. Nos próximos minutos passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou a Teresa Freira, a edição de hoje é da jornalista Maria Miguel Marques. Bom dia, Maria.

Bom dia, Teresa.

Começamos pela demissão do secretário-geral do Ministério da Administração Interna. Na capa do jornal Público, lemos declarações de Ricardo Carrilho, que garante ter sido pressionado a cometer ilegalidades.

Ricardo Carrilho foi afastado ontem por Luís Neves e esta demissão desencadeou já uma série de reações de ambas as partes. Carrilho denuncia ao jornal Público que recebeu orientações do ministro para que a construção e reabilitação de postos da GNR e de esquadras da PSP passasse a ser feita através de ajustes diretos simplificados. A justificação de Luís Neves é que era assim que se fazia na Polícia Judiciária. Ao Público, o ex-secretário-geral acusa ainda o ministério de estar paralisado com centenas de processos urgentes a aguardar há meses. Contactado pelo Público, o ministério remeteu uma reação para mais tarde.

A capa do Jornal de Notícias espreita para a comissão de trabalho de hoje, mais especificamente para uma proposta do PS e do PSD, que sendo aprovada, vai fazer com que as vítimas de violência doméstica tenham de sair de casa para obter a licença parental a 100%.

Segundo apurou o JN, no ponto sete do artigo 42, a proposta prevê a saída da casa de morada de família durante o período de gestação ou do gozo de licença da pessoa alvo de violência doméstica, para poder aceder à totalidade da licença. Esta é uma das três condições obrigatórias. Esta proposta deve ser aprovada em votação a decorrer na Comissão de Trabalho, salvo qualquer recuo de última hora, uma vez que resulta de negociações entre o PSD e o PS, terminadas com sucesso no final da semana passada.

Seguimos com o destaque do Diário de Notícias. A Infraestruturas de Portugal falhou o prazo recomendado pela Provedoria de Justiça para concluir e entregar todos os mapas estratégicos de ruído em falta na rede ferroviária.

Em outubro do ano passado, a entidade solicitou esclarecimentos à empresa estatal sobre a falta destes instrumentos. Em resposta, a IP comprometeu-se a regularizar as pendências até ao final do primeiro semestre deste ano. Um prazo que não foi integralmente cumprido. Ao DN, a IP explica que até 30 de junho a empresa tinha concluído e submetido à Agência Portuguesa de Ambiente 26 mapas ferroviários, num universo de 65 troços sob sua responsabilidade.

Passamos agora à imprensa internacional, numa altura em que se espera mais um dia de protesto estudantis nas ruas de França, o Le Figaro fala num quinto ato que se assemelha a uma convergência de lutas.

Com a intensificação da violência neste movimento, espera-se em França hoje a participação de até 220 mil pessoas em novas manifestações. Grupos pró-Palestina, coletes amarelos e até mesmo agricultores podem juntar-se a estudantes do ensino médio, universitário e funcionários da área da educação. É uma quinta ronda de protestos estudantis que promete ser tensa, com o governo e a polícia franceses a temer novos distúrbios.

Do outro lado do globo, olhamos para a capa do Jornal do Brasil, numa altura em que a segunda volta das eleições presidenciais está cada vez mais perto. Lemos que o partido de Lula da Silva acusou o Tribunal Superior Eleitoral de diminuir a quantidade de urnas.

A reta final deste segundo turno tem sido marcada por uma escalada de ações judiciais entre as campanhas de Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. No meio do fogo cruzado, está o Tribunal Superior Eleitoral, que tem sido acusado por petistas de diminuir o número de urnas nas secções eleitorais, algo que naturalmente culmina na formação de filas e na consequente desistência de muitos eleitores, principalmente idosos. Este ano, o TSE distribuiu menos mil terminais de votação, sendo que o eleitorado brasileiro aumentou mais de dois milhões. Seria necessário, segundo o Jornal do Brasil, acrescer 6 mil urnas e não diminuir.

Estão vistos os destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com a jornalista Maria Miguel Marques. A conferência de imprensa está de regresso amanhã.